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31 dezembro 2006

O último que feche a porta...

30 dezembro 2006

Nós por cá, foi assim...

Execução não é solução!














O antigo Presidente iraquiano Saddam Hussein foi enforcado às 6h00 da manhã de Bagdad, 3h00 da madrugada em Portugal, cumprindo assim a pena decretada pelo Alto Tribunal Penal Iraquiano.

Na pressa de cumprir os desígnios nacionais que mais convenientes são para a coligação invasora, cumpre-se uma pena sem precedente e que continua a esquecer anteriores erros históricos.

29 dezembro 2006

Balançando 2006: mais um ano, mais guerras....


















A GUERRA JÁ ESTÁ PERDIDA

O fanatismo ideológico ajudou a destruir o Iraque, a fazer renascer os talibãs no Afeganistão, a aumentar a ameaça do terror.
Quando a guerra corre muito mal e as suas justificações mentirosas ficam expostas, insistir que um Iraque "democrático" é visível no horizonte e que "devemos manter o rumo" torna-se fantasia total. Que fazer?
Nos Estados Unidos, um grupo de anciãos do Departamento de Estado foi chamado para preparar um relatório. Neste, admitiram o que todo o mundo (excepto Downing Street [a residência oficial de Blair, nota do tradutor]) já sabia: a ocupação é um desastre e a situação é cada dia mais infernal. Em consonância com o voto dos norte-americanos nas eleições intercalares, a Casa Branca sacrificou o senhor da guerra do Pentágono, Donald Rumsfeld.
O senhor da guerra de Downing Street, porém, ainda anda a monte, como um zombie, na recusa de que algo de sério esteja mal nas ruas de Bagdad ou Cabul. Para ele, tudo pode ainda ser remediado com uma dose de xarope humanitário (uma droga tão poderosa e audaz que nenhuma resistência é possível). As suas tentativas desesperadas de passar por homem de Estado tornaram-no objecto de troça nas capitais árabes aliadas e na Zona Verde de Bagdad. O Iraque é o cordão umbilical que o une ao seu destino.
Entretanto, os veteranos em Washington reconhecem a dimensão do desastre. As suas descrições são fortes, mas as suas recomendações são fracas e patéticas: "concordamos com o objectivo da política norte-americana no Iraque, tal como enunciado pelo presidente: um Iraque auto-sustentável, que se possa governar e defender a si próprio". Noutro ponto, recomendam um acordo com Teerão e Damasco para preservar a estabilidade do pós guerra, implicando assim que Bagdad não poderá voltar a ser independente. Ficou para um militar realista, o general William Odom, a exigência da retirada completa nos próximos poucos meses, perspectiva apoiada pelos iraquianos (xiitas e sunitas) em sondagens sucessivas. A ocupação, informa-nos Kofi Annan, criou uma situação muito pior que a vivida sob Saddam.
Como tudo era diferente nos dias felizes que se seguiram à captura de Bagdad... Duas linhas de argumento surgiram no campo vitorioso. O Departamento de Estado queria um acordo rápido com os generais de Saddam para estabelecer um novo regime, de modo a que as tropas norte-americanas e subsidiárias pudessem retirar-se para bases no norte do Iraque e no Koweit para policiar o futuro. O Pentágono e o seu auxiliar de Downing Street queriam a aplicação bruta de "poder duro" e uma longa ocupação para estabelecer um novo Iraque como um modelo do "poder brando" dos Estados Unidos em toda a região.
Esta opção nunca foi séria. O apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel impede qualquer possibilidade de "poder brando", no Iraque ou onde quer que seja. Usar a Fatah para promover a guerra civil na Palestina não parece que possa melhorar alguma coisa. Mesmo os regimes árabes mais pró-americanos na região - Arábia Saudita, Egipto, Jordânia ou os Estados do Golfo, que cumprem a agenda de Washington – permitem virulentas denúncias das políticas ocidentais nos média, como válvula de contenção dos seus cidadãos.
Nenhum dos cenários rabiscados em Washington, inclusive pelos Democratas, põe em perspectiva qualquer retirada norte-americana. Isso é uma derrota demasiado insuportável para sequer considerar, mas a guerra já foi perdida, tal como meio milhão de vidas iraquianas. Tentar atrasar a derrota (como no Vietname), enviando um reforço de tropas, é improvável que resulte.
O parlamento britânico, ainda mais vergado que o seu equivalente norte-americano, votou contra qualquer inquérito oficial sobre o envolvimento britânico na guerra, mesmo sabendo que uma maioria no país se opõe à continuação deste conflito. O fanatismo ideológico de Blair ajudou a destruir o Iraque, a fazer renascer os talibans no Afeganistão, a aumentar a ameaça do terror na Grã-Bretanha e a produzir legislação repressiva que nem durante a Segunda Guerra mundial teve lugar. O seu partido degenerado e a oposição concordaram com estas medidas repelentes. É tempo para uma mudança de regime por cá.

Tariq Ali

28 dezembro 2006

Vamos brincar aos slogans !
















Porto deserto...














A cidade do Porto terá apenas 200 mil habitantes em 2011, descendo para um nível demográfico próximo do que tinha no advento da República (eram 183 mil residentes, em 1911), segundo uma projecção do Instituto de Ciências Sociais. A confirmar-se este cenário, o concelho cairá do terceiro para o quarto lugar do "ranking" populacional do país, atrás de concelhos como Sintra (que terá, também em 2011, quase 480 mil habitantes), Lisboa (471 mil) e Gaia (321 mil).

A maior número de habitantes da cidade do Porto foi atingido em 1981, com 327 mil pessoas, número que logo desceu para 302 mil, em 1991, e para 263 mil, já em 2001.
No ano passado, uma contagem intercensitária promovida pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que restavam no Porto 233 mil moradores, uma perda de 11,3 por cento em apenas quatro anos.

27 dezembro 2006

O mau aluno !!!










A Comissão Europeia publicou um artigo sobre os erros que Portugal cometeu após a adesão à Zona Euro, como forma de aviso para os países que ainda não aderiram ao euro.
"Explosão e recessão em Portugal: lições para os novos membros do euro" é o título do artigo publicado pela Direcção-Geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia, onde estão sistematizados os erros cometidos por Portugal imediatamente a seguir à entrada na União Económica e Monetária, em 1999.Segundo o "Jornal de Negócios" de hoje, o autor do trabalho, Orlando Abreu, considera oportuno lembrar o caso português aos países que vão entrar na Zona Euro: como os erros de condução de política fizeram com que à bonança se seguisse a recessão de 2002 e um período de baixas taxas de crescimento, de perda de competitividade, de défices excessivos e de elevadas taxas de endividamento das famílias.

Relatório publicado pela Comissão Europeia

26 dezembro 2006

comprimentos de onda

O azul começa nos 4640 A...

Comprimentos de onda, são coisas quase imperceptiveis mas que nos fazem, ver, ouvir, sentir na generalidade...
O som, é uma onda, as vibrações são movimentos ondulatórios, a luz que nos permite ver, bem na luz é mais complicado, mas também é(entre outras coisas, uma onda electromagnética)...

O vermelho começa nos 6200 A...

A Vida, enquanto entidade , arranjou maneira de usar ondas, frequencias e comprimentos, para agrupar grupos, e para fazer com eles a evoluçao do planeta, comportamentalmente ou por sinais emitidos pelo exterior, animais, plantas e a generalidade dos seres encontram sintonias e reagem...

Os humanos tem outros tipos de comprimentos de onda e encontram sintonias e desencontros de fase... por vezes

O verde começa aos 5000 A...

25 dezembro 2006

A prenda que não queriamos hoje....


















James Brown, o "rei do soul", morreu Segunda-feira, 25 Dezembro de 2006, aos 73 anos, após ter entrado num hospital da Georgia no Domingo, com uma pneumonia.

24 dezembro 2006

Presente de Natal...












No programa A Revolta dos Pastéis de Nata, quando inquirida sobre uma prenda a dar aos portugueses Catarina Furtado (embaixadora da UNICEF) responde: "O SIM no próximo referendo!"

23 dezembro 2006

Merry Fucking Christmas









HOHOHOHOHOHO!!!
e já agora boa Páscoa também...

22 dezembro 2006

A very cynical Christmas

Movimento Juntos no Rivoli acusa câmara de destruir projecto do teatro municipal














O movimento Juntos no Rivoli acusou hoje a Câmara do Porto de destruir o projecto do teatro municipal antes de ceder a gestão do edifício "a um empresário privado com um projecto nitidamente comercial".
Em comunicado, o movimento refere que a maioria PSD/CDS-PP na autarquia se prepara para dar a "machadada final" no projecto do Rivoli - Teatro Municipal, ao votar amanhã, em reunião extraordinária do executivo camarário, a extinção da gestora do espaço, Culturporto, e a concessão da gestão, por quatro anos, ao encenador e produtor Filipe La Féria.
Para o movimento, esta decisão surge "depois de cinco anos de gestão da sua exclusiva responsabilidade e em que a principal preocupação do executivo municipal e do seu presidente foi a de, lentamente, destruir o projecto do Rivoli Teatro Municipal e da Culturporto".
"O executivo municipal prepara-se uma vez mais para negar o seu papel, remetendo-se a um desempenho medíocre apenas pautado por uma lógica contabilística e de virar costas a tudo o que seja investimento cultural estruturante", lê-se no comunicado.

Câmara acusada de “incapacidade técnica”

O movimento acusa ainda a autarquia de ter revelado uma "incapacidade técnica confrangedora" ao longo de todo este processo, "cheio de contornos obscuros" e "feito de contradições, adiamentos e hesitações".
No comunicado, o movimento historia o processo, lembrando que, em entrevista publicada em 27 de Fevereiro pelo diário “O Primeiro de Janeiro”, o vereador da Cultura, Fernando Almeida, elogiava a "programação de qualidade" e o "número notável" de espectadores (170 mil em 2005) do Rivoli.
O movimento promete continuar a sua "vigilância atenta" ao processo do Rivoli, procurando programar novas acções de contestação, após reuniões com as candidaturas à gestão do Rivoli rejeitadas, a oposição partidária e elementos da sociedade civil.

FONTE: PÚBLICO

20 dezembro 2006

Bom humor favorece criatividade
















O bom humor estimula a criatividade e reduz a concentração, segundo um estudo divulgado ontem nos relatórios da Academia das Ciências dos Estados Unidos.

"Quando as pessoas estão de bom humor, têm tendência para largar o seu filtro (de informação) e a terem mais intuição", revela o autor do estudo, Adam Anderson, professor de psicologia na Universidade de Toronto, justificando estes resultados.
Por outro lado, o mau humor pode ajudar na concentração e a ansiedade facilita a atenção e favorece o melhor rendimento em tarefas específicas.
Neste estudo foram testados 24 estudantes através de dois tipos de actividades um baseado na criatividade e outro na concentração. No primeiro, os melhores resultados foram dos alunos bem humorados, que são piores nos exercícios de concentração.
Segundo este estudo, o bom humor torna as pessoas mais receptivas a novas ideias, enquanto a tristeza dificulta a apreensão de estímulos externos.

Desde que comecei a escrever aqui que estou muito mais divertido e criativo ! :P

ARTISTAS DE TODO O MUNDO, RIAM!

19 dezembro 2006

" 6 da tarde e cafe da manha"

Mais um dia na bela cidade, cinzenta cada vez mais coberta de cores berrantes, numa nouvelle vague de contra culturas e multiculturalismo, que a pouco e pouco vao pincelando uma mudança cultural ca dentro...
Rotinas voltam de novo aos meus dias como a do cafézito e amizades passadas em horas calmas e relaxantes... sinto-me mais perto de mim assim...

feels good to be back!!
"... i love this city", its not detroit, lol

Gisberta - recurso judicial anulado










O Tribunal da Relação do Porto anulou o acórdão que, há dois meses, manteve a condenação de um dos menores envolvidos no 'caso Gisberta' a 13 meses de internamento em centro educativo em regime semiaberto. O recuo da decisão, que atrasa a entrada em vigor da medida tutelar, deveu-se a uma falha processual.

Em causa está a falta de notificação, ao advogado do rapaz, da resposta da procuradora do Ministério Público do Tribunal de Família e Menores do Porto às alegações de recurso que sustentavam uma redução da pena aplicada. Deste não-cumprimento do princípio do contraditório reclamou o advogado Pedro Mendes Ferreira, que viu agora os juízes-desembargadores darem-lhe razão.
O recurso volta agora à estaca zero para ser repetido todo o processo, com as notificações exigidas por lei e com a distribuição a um novo colectivo de juízes da Relação do Porto.
O menor em causa - o único que manteve o silêncio durante todo o julgamento do caso da transexual encontrada morta no fundo do poço de um prédio inacabado no Porto, em Fevereiro passado - pretende que a pena seja apenas "acompanhamento educativo" ou que, em alternativa, lhe fossem descontados os seis meses em que esteve sujeito a medidas cautelares preventivas. O rapaz de 13 anos, que pertencia à Oficina de São José, está em casa dos pais, no Seixal, só vai cumprir a medida tutelar quando for decidido este recurso, esclareceu o advogado.
O transexual Gisberta morreu afogado num fosso de um prédio inacabado do Porto, onde se abrigava e foi sujeito a maus-tratos por parte dos 13 menores que viriam a ser condenados no Tribunal de Família do Porto, a penas até 13 meses de internamento em regime semiaberto.
A guarda de 11 destes 13 menores estava confiada à Oficina S. José, instituição tutelada pela Igreja Católica.

FONTE: JN

Morreu Joseph Barbera















Joseph Barbera, um dos grandes nomes do desenho animado, parceiro de William Hanna, morreu ontem, em Los Angeles, aos 95 anos de idade. A dupla Hanna-Barbera foi responsável pela criação de personagens como Tom e Jerry, Zé Colmeia, Os Flintstones, Scooby-Doo e Os Jetsons.De acordo com Gary Miereanu, porta-voz da Warner Bros., Barbera morreu ao lado da sua mulher, Sheila.

Joseph Roland Barbera, nasceu em 24 de Março de 1911, no baixo lado leste de Nova Iorque. De orígem italiana, ainda pequeno, foi trazido para um setor pobre do Brooklyn. Um menino que nos dias chuvosos se deitava no chão e copiava desenhos e ilustrações das revistas.
Na Escola Católica "Holy Innocents - Sagrado Inocentes" sua habilidades para o desenho foi rapidamente notada e em breve foi designado para traçar cenas religiosas simples no quadro negro.
Depois de 2 anos na Escola Pública 139, na Cortelyou Road no Brooklyn, Barbera passou mais 4 anos na Erasmus Hall High School, onde sua habilidade para escrever foi estimulada.
Seu professor o encorajou a escrever uma estória sobre Cossacos atacando uma vila. Tudo era visto através dos olhos de um soldado ferido. A estória impressionou de tal forma que o professor o fez ler para a turma.
Por volta desta época começou a cultivar o interesse pelo desenho e a arte dramática, aparecendo numa produção escolar de H.M.S. Pinafore na Academia de Música do Brooklyn. Seu gosto pelo teatro o conduziu a uma eterna devoção pelo palco.
Ele se lembra da emoção de ver seu 1º show na Broadway, Rodger’s and Hart's A Connecticut Yankee.
"Eu caminhava pelo teatro flutuando. Desde então estive vendo um após o outro, qualquer que fosse". O teatro se tornou então uma de sua paixões e nos anos seguintes escreveu várias peças.
Ao se graduar na Erasmus High School se encontrou desempregado em meio a "Depressão." Aos 16 anos e meio, jovem e graduado, encontrou trabalho em um banco, arquivando devolução de Imposto de Renda a Irving Trust Company, localizada em Wall Street.
Era um emprego precário e nada compensatório. Ele passava seus momentos mais felizes lendo livros tais como "Of Human Bondage" (Da Escravidão Humana) em um parque próximo. Ainda assim era um trabalho numa época difícil de arrumar emprego. Dessa forma pode então continuar a alimentar o sonho que havia começado quando assistiu a um desenho da Disney chamado "The Skeleton Dance" (Dança do Esqueleto) no Rox Theater.
Com uma caneta feroz e uma imaginação ágil, podia desenhar figuras e personagens que talvez um dia ganhassem vida própria.
Trabalhava no banco durante o dia e passava a maior partes de suas noites desenhando cartoons para várias revistas. Uma vez por semana, na hora do almoço, pegava o metrô e ia até a parte superior da cidade para deixar seus cartoons e também para recolher os rejeitados da semana anterior. Em algumas noites ele freqüentava a The Art Student League (Ligas dos Estudantes de Artes) em Manhattan, onde praticava desenho copiando figuras da vida real.
Um dia recebeu um cheque de US$25, por ter vendido alguns de seus cartoons para a Revista Collier’s.
Começou a fazer cursos na Pratt Institute e deixou o banco para trabalhar pintando e colorindo celulóide para os Studios Fleischer, dos irmãos Max Fleischer e David Fleischer, os quais deram origem Betty Boop e ao Popeye, O marinheiro.
Recebia pagamento de US$ 1 por cada caco ou piada utilizada na película do Popeye. O ambicioso jovem de 19 anos, que queria ser um artista, achava que não teria nenhum futuro financeiro com os Fleischer e pos isso resolveu sair da empresa, numa época onde Wall Street inteiro estava atravessando sérios problemas econômicos e nem mesmo o seu antigo trabalho no banco estava disponível.
De repente se encontrou sem trabalho e se imaginou como um artista em um apartamento sombrio em Greenwich Village. Tentou encarar da melhor maneira possível o seu dilema: "Eu sou um homem livre", porém os prognóstico eram negros em 1931 e não tinha nem dinheiro para dar a sua mãe.
O destino intercedeu quando ele encontrou um amigo que o informou sobre um emprego no Van Beuren Studio, uma extensão do Studio Paul Terry. Barbera se aplicou ao emprego e o conquistou. Trabalhando dia após dia ao longo de 6 meses, aprendeu a ser um animador.
Quem lhe deu vários toques sobre o assunto foi um animador chamado Tom Goodson.Em 1936, a RKO Pictures, principal distribuidora dos produtos da Van Beuren, assinou contrato com Walt Disney para produzir desenhos animados. Van Beuren encontrou-se sem negócios e Barbera sem emprego. O estúdio Walt Disney rapidamente tornou-se monopólio da animação e Barbera sentiu que não havia nenhum outro lugar para ir. Alguns anos antes escreveu uma carta para Walt Disney com um esquete do Mickey Mouse. Disney lhe respondeu com a promessa de um encontro em Nova Iorque, o qual jamais ocorreu para a eterna gratidão de Barbera.
Visitando um amigo no estúdio de animação de Paul Terry em New Rochele para dizer lhe que estava partindo para se candidatar a um emprego na Disney. Encontrou o próprio Terry, produtor desde o início dos anos 30.
Criou personagens tais como Super Mouse e Faísca e Fumaça. Odiando Walt Disney, porque ele roubou seus melhores animadores, Terry ofereceu um emprego a Barbera afim de impedir que ele caísse nas mãos de seu arqui-inimigo. Barbera aceitou cheio de gratidão e começou a animar e a finalizar os cartoons escritos.Viajando 1 hora meia da sua casa no Brooklyn até o estúdio em New Rochelle.


"Uma coisa importante na vida é aproveitar as oportunidades.
É estar em algum lugar em uma certa hora
e então uma certa coisa acontece. "
Joe Barbera

14 dezembro 2006

Uma causa como outra qualquer......







A iniciativa Orgasmo Global quer organizar um orgasmo sincronizado à escala planetária, no próximo dia 23 de Dezembro. O primeiro orgasmo anual sincronizado com o solstício pretende que os participantes concentrem os seus pensamentos na paz, durante e após o orgasmo. Segundo os promotores, a combinação de alta energia orgásmica com uma intenção mental dirigida poderá ter um efeito maior do que meditações e orações em massa.

Site Oficial
... e a explicação cientifica (possível)...

13 dezembro 2006

ABORTO: Estudo da APF apresentado hoje....












Um estudo da Associação para o Planeamento da Família (APF) sobre a situação do aborto em Portugal aponta para que cerca de 350 mil mulheres portuguesas já terá feito um aborto. De acordo com um inquérito encomendado pela APF a uma empresa de estudos de mercado, que entrevistou 2000 mulheres entre 6 de Outubro e 10 de Novembro de 2006, 14,5% das entrevistadas admitiu já ter feito um aborto. Das mulheres que admitiram já ter feito um aborto, 72,7% garantiu ter interrompido a gravidez até às 10 semanas, 30% disse ter feito o aborto entre os 17 e os 20 anos, 85,7% interrompeu a gravidez em Portugal, 39,4% interrompeu a gravidez numa casa particular. Constantino Sakellarides, da Escola Nacional de Saúde Pública e ex-director-geral da Saúde afirmou ao jornal "Público" que o estudo "é muito interessante" porque mostra que a interrupção voluntária da gravidez "tem um peso importante" na sociedade portuguesa e que as mulheres não tomam a decisão de abortar "com ligeireza". Segundo o inquérito 40,8% das mulheres, que admitiram já ter feito aborto, disseram que a decisão foi "muitíssimo difícil". O estudo revela ainda que uma em cada três mulheres que interrompeu a gravidez através de comprimidos teve depois necessidade de recorrer a um serviço de saúde.

Noticia Público

Noticia JN

12 dezembro 2006

Happy Birthday....




















Para saber mais...

11 dezembro 2006

ONDE DEIXAR O MUNDO DORMIR


















ONDE DEIXAR O MUNDO DORMIR

20, 21 e 22 de Dezembro 2006 – 21h30
Rivoli Teatro Municipal
– Pequeno Auditório

Texto e Encenação Miguel Cabral / Interpretação Isabel Nunes, Ricardo Barbosa e Rute Pimenta / Espaço Cénico e Figurinos Estufa com apoio de Ana Luena / Desenho de Luz Cláudia Luena / Sonoplastia Bruno Afonso / Produção Executiva Ana Wilson e Manuel Tur

Sinopse

Num desafio nocturno, Cecília, Juliana e Hélio esperam à mesma hora e na mesma sala pelo curso que sempre quiseram fazer. Nesta primeira aula apercebem-se que estão num lugar ao abandono, e que estão lá para cursos diferentes. Este espaço do conhecimento, relação entre as personagens e o mundo, transformou-se num armazém de memórias, adormecido pelas mãos de um negócio obscuro. Estas pessoas defraudadas mas conscientes da razão dos encontros procuram várias saídas possíveis.

Este trabalho tenta ser uma forma de luta contra o medo. Para não deixarmos o mundo dormir.

10 dezembro 2006

Porque debater nunca é demais....


















08 dezembro 2006

GrrrrRiot..... Isto é machista !!!
















“Elas andam aí. Ligue para a Galp - 808508100 e mude para a Pluma. O serviço de troca é grátis e habilita-se a que seja feito por uma miúda do gás”.

Agora só me resta saber se para além dos prometidos domicílios também atendem em hotéis e pensões rascas... Desculpem afinal só entregam gás!

Homenagem em forma de livro - DOCUMENTOS E FRAGMENTOS BIOGRÁFICOS DE UM INTELECTUAL ANTIFASCISTA - FLAUSINO TORRES (1906-1974)


















Por iniciativa das Edições Afrontamento e da Câmara Municipal de Tondela foi lançado um livro e realizada uma exposição relativa a Flausino Torres, historiador, militante comunista e resistente contra o regime ditatorial.

FLAUSINO TORRES (1906-1974) - Documentos e fragmentos biográficos de um intelectual antifascista

A passagem do centenário do nascimento de Flausino Torres constitui-se como a ocasião ideal para retirar do esquecimento público alguém que pelo seu percurso político e intelectual foi um participante activo em alguns dos mais decisivos momentos do século XX português e europeu. Contemporâneo em Coimbra das primeiras lutas académicas contra a ditadura militar do 28 de Maio, foi director-bibliotecário da Associação Académica, secretário da loja maçónica A Revolta e revisor da Imprensa da Universidade até ao seu encerramento compulsivo por ordem de Salazar; activista do PCP, do MUNAF e do MUD em Lisboa no efémero momento de esperança que sobreveio à derrota do nazi-fascismo em 1945, foi conferencista na Universidade Popular e o autor mais prolixo da notável Biblioteca Cosmos dirigida por Bento de Jesus Caraça; resistente em Tondela nos difíceis combates da oposição democrática em 1949, em 1958 e em tantas outras ocasiões, marcou a diferença numa pequena vila de província pelas suas posições frontais como professor, jornalista e historiador; exilado em Argel nos tempos conturbados da FPLN e testemunha na heróica Praga da exaltante primavera política violentamente interrompida em Agosto de 1968 pelos tanques soviéticos, deu as suas últimas lições a um grupo de estudantes universitários checos para quem escreveu uma História de Portugal em que o Povo Português, com letra grande como gostava de grafar, surge como o protagonista principal. Ter estado presente em todos estes lugares da história seria só por si excepcional mas Flausino Torres não se limitou nunca a assistir aos acontecimentos que acompanharam a sua vida. Desde muito jovem, em tempos bem mais perigosos do que os actuais, fez a sua escolha política por um dos lados da barricada, como ele próprio afirmava — o lado dos desfavorecidos e dos oprimidos do seu país e de todo o mundo — e tomou um caminho intelectual, não sem contradições, em que o referente marxista se cruzou com o seu apurado sentido crítico e pragmático. O seu testemunho é pois um contributo valioso para o conhecimento de acontecimentos e contextos vários da história política portuguesa do século XX, com um particular destaque para a história do Partido Comunista Português, ainda com tanto por desvendar, mas igualmente para a história da oposição ao Estado Novo, da cultura portuguesa das décadas de 30 a 60 e mesmo para a história local de Tondela.

Pesquisa e texto Paulo Torres Bento
Edição Edições Afrontamento
Apoios Câmara Municipal de Tondela / ACERT

07 dezembro 2006

Lutos

Aos meus olhos, a minha vida é feita de nuvens embaciadas e opacas no céu de Outono, caindo sobre a terra até a sufocar de perto. Por isso, eles estão de luto e as minhas mãos atadas. Mãos e olhos pintados de negro e um medo absoluto que me ameaça até ao limite de me fazer desistir e de ficar por aqui. Um funeral dos sentidos num dia cinzento, chuvoso e vento frio de ficar com as pontas dos dedos geladas, prestes a se partirem a qualquer momento ao mais simples movimento do corpo. O funeral em que alma, olhos e mãos estão de luto pela morte do(s) sentido(s) da vida.

Diana Martins Correia

CNE recomenda apenas símbolos ligados à República nas mesas de voto














A Comissão Nacional de Eleições, veio reconhecer validade à questão que a associação República e Laicidade lhe apresentou e, desse modo, veio também tomar posição -- "recomendar às entidades responsáveis pela organização das mesas de voto..." -- perante a eventual existência de símbolos religiosos católicos nas assembleias de voto do referendo sobre a despenalização da IVG. A CNE recomendou também ontem às câmaras municipais e juntas de freguesia que no referendo sobre aborto não coloquem mesas de voto em locais onde existam “outros símbolos” para além daqueles ligados à República.

DIA 11 DE FEVEREIRO
VOTA PELO DIREITO DE ESCOLHA,
VOTA SIM!

06 dezembro 2006

É agora que cometo uma loucura !!!!















O Governo e os parceiros sociais acordaram ontem um aumento de 4,4% para o Salário Mínimo Nacional (SMN), que passará a ser de 403 euros a partir de 1 de Janeiro de 2007. José Sócrates classificou o acordo como «inédito». Bloco de Esquerda e PCP consideraram o aumento insuficiente. "O Governo não fez mais do que a sua obrigação em relação ao Salário Mínimo Nacional.

04 dezembro 2006

Sou verde !!!!





GREEN

You are a very calm and contemplative person. Others are drawn to your peaceful, nurturing nature.

Find out your color at QuizMeme.com!


Your score was 94/180.
2,735,291 people have taken this quiz.
And 949,043 got Green like you.

Estranha forma de vida esta! Logo eu que nem sou de fazer estas coisas....

Vejam qual é a vossa cor

01 dezembro 2006

e um bocadinho de isenção, não ?













Aborto: Renascença tomou posição «absurda»
Sindicato dos Jornalistas condena decisão da emissora católica de apoiar o «não»

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (CDSJ) criticou esta sexta-feira a posição negativa assumida pela Direcção de Informação (DI) da emissora católica Rádio Renascença em relação ao referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, escreve a Lusa.
«É absurdo que um órgão de informação tome uma posição colectiva sobre uma matéria deste teor», declarou o vice-presidente do CDSJ, Avelino Rodrigues.
Considerando que a atitude da DI da Rádio Renascença põe em causa o direito de opinião dos jornalistas que trabalham na rádio, Avelino Rodrigues defendeu que «cada jornalista, independentemente do local onde trabalha, deve ser livre de exprimir a sua opinião em todas as matérias».
«Por outro lado, não podemos impedir que um órgão de comunicação social tenha as suas posições ideológicas», acrescentou o vice-presidente do CDSJ, sublinhando que se trata de «uma questão complicada».
O CDSJ, que se reúne uma vez por mês, não pode, ainda, convocar uma reunião extraordinária para tratar o assunto, devido à ausência de três dos seus cinco membros, em serviço no estrangeiro, mas Avelino Rodrigues promete que a questão será «certamente debatida».
A emissora católica posicionou-se hoje a favor do «não» no referendo sobre a despenalização do aborto, numa nota lida aos microfones antes do noticiário das 08.00, em que a Direcção de Informação indica que a Rádio Renascença se situa «inequivocamente ao lado da vida e do não perante a pergunta posta a sufrágio». (FONTE - Portugal Diário)


Imaginem o ridículo que seria uma empresa qualquer obrigar os seus trabalhadores a uma posição, desde o porteiro até à senhora que atende os telefones. No caso da Rádio Renascença não foi sequer uma posição editorial como tinha acontecido com o jornal Correio da Manhã, foi uma decisão da sua administração e que vincula todos os trabalhadores.
Depois da ética jornalística talvez a liberdade de expressão, nã0 ???!!!

29 novembro 2006

A Não Esquecer! Dia 11 de Fevereiro tod@s às urnas!






Dia 11 de Fevereiro de 2007
É o dia para VOTAR SIM

Para que as mulheres não voltem a ter que ir a tribunal por uma escolha e decisão que é sua. Para que não morram em consequência de abortamentos feitos sem condições técnicas, médicas e logísticas.
Por muitas e muitas mais razões.

Não podes ficar indiferente!

28 novembro 2006

Médicos Pela Escolha apresentam movimento







Apresentou-se ontem, em Lisboa, o movimento dos profissionais de saúde pelo sim, “Médicos pela Escolha”. O movimento apresentou-se disposto a combater os "enganos", com a experiência científica de profissionais de saúde, de forma a defender a saúde da mulher e combater o flagelo do aborto clandestino. A apresentação contou com um antigo e duas actuais responsáveis clínicas da Maternidade Alfredo da Costa, que fizeram questão de contrariar a ideia que defender o "sim" era estar contra o código deontológico dos profissionais de saúde. Segundo o jornal Público, Maria José Alves, médica da Alfredo da Costa, defendeu que o actual código está desactualizado. "O código deontológico não reflecte o sentir e o pensar de muitos de nós no nosso encontro com as mulheres que passam por estas situações.", afirmou.
O mandatário e médico Vasco Freire justificou o empenho na campanha com a defesa de uma Interrupção Voluntária da Gravidez "segura, precoce e com acompanhamento médico". Todos os intervenientes sustentaram a necessidade da despenalização para acabar com o aborto clandestino e as suas consequências. Freire lembrou que este era "a segunda causa de morte materna em mulheres adultas e a primeira de morte materna na adolescência". Ana Campos, directora de serviço na maternidade da Alfredo da Costa, acrescentou que o aborto clandestino sem acompanhamento médico era uma das principais causas de "complicações em gravidezes posteriores".
O movimento iniciou na semana passada a recolha de assinaturas para permitir a participação na campanha. Freire afirmou ter já recolhido mais de mil assinaturas, das cinco mil que a lei exige. O Médicos pela Escolha é composto por médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais ligados à área da saúde.

26 novembro 2006

Na eternidade das palavras há nomes que nunca se esquecerão...
















Lembra-te


Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

Mário Cesariny


25 novembro 2006

Os profissionais de saúde têm uma palavra a dizer no próximo referendo








Movimento Médicos pela Escolha
Pelo SIM
no referendo da
Interrupção Voluntária da Gravidez

O referendo de 1998 sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) não encerrou o debate sobre este tema. Passados 9 anos, considerando a pratica de aborto clandestino no nosso país e o novo referendo sobre a questão, um grupo de cidadãs e cidadãos decidiu dar o seu contributo para esta discussão. Enquanto profissionais de saúde de várias áreas, estamos empenhados na despenalização do aborto, enquadrada na defesa dos direitos sexuais e reprodutivos. A necessidade de promover os direitos sexuais e reprodutivos em Portugal não pode passar ao lado dos profissionais de saúde que diariamente se vêem confrontados com a falta de recursos humanos, técnicos, logísticos ou legais para fazer cumprir tais direitos, como seria seu dever. Os eleitores devem estar conscientes da importância do seu voto, do que significa ir ou não votar. Esta tomada de posição deve ser informada e o esclarecimento das opiniões não pode ser apenas político, social ou religioso, deve também ser científico. A Associação Médicos pela Escolha contribui para este debate com o conhecimento e a experiência dos profissionais. Existe um largo consenso internacional, expresso pela Organização Mundial de Saúde, ONU e União Europeia, no que respeita à regulamentação da IVG, que o país não pode continuar a ignorar. Os principais estudos realizados, apontam para a existência de um risco mínimo neste procedimento, se realizado com segurança até às 12 semanas de gestação. O aborto clandestino é um problema de saúde pública no nosso país, estando na origem de inúmeros casos de complicações e de morte. Nas regiões onde esta prática é legal, a mortalidade por aborto é baixa (0,2-1,2 mortes por 100 000 abortos). Nas regiões onde o aborto é ilegal ou muito restringido a mortalidade por aborto é bastante elevada (chegando, em alguns casos, a 330 mortes por 100 000 abortos). (fonte: The Alan Guttmacher Institute) A vivência responsável e informada da sexualidade por parte de todos depende de uma responsabilização do Estado e do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Defender a despenalização da IVG é, para nós, procurar criar as condições de possibilidade para que o número de IVG’s no país diminua e para que deixem de estar em causa a saúde e a vida das mulheres.

Mandatários do Movimento Médicos pela Escolha

Albino Aroso - Médico Ginecologista Jubilado
Alda Sousa - Professora do ICBAS, investigadora em Genética Humana
Alexandre Quintanilha - Professor Catedrático no ICBAS, Investigador e Director do Instituto de Biologia Molecular e Celular
Alfredo Frade - Médico Psiquiatra, Director do CAT de Torres Vedras
América Almeida - Enfermeira do Porto
Ana Campos - Médica Obstetra, Directora do Serviço Materno-Fetal da Maternidade Alfredo da Costa
Ana Aroso - Médica Ginecologista, colaboradora da APF Porto
António Marinho Silva - Médico Cardiologista no Hospital da Universidade de Coimbra
Cecília Costa - Psicóloga, investigadora, Membro Fundador dos Médicos pela Escolha
Cipriano Justo - Médico de Saúde Pública, Professor na Universidade Lusófona
Filipe Rosas - Médico Anestesiologista, Hospital de Santarém
Henrique Barros - Médico Epidemiologista, Professor Catedrático na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida
Isabel do Carmo - Médica Endocrinologista no Hospital de Santa Maria, Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Isabel Menezes - Psicóloga, Professora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
Dória Nóbrega - Médico Obstetra, Ex-Director de serviço da Maternidade Alfredo da Costa
João Semedo - Médico Pneumologista, Presidente do Conselho de Administração do Hospital Joaquim Urbano
Joaquim Fidalgo Freitas - Médico Psiquiatra, Ex-Chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Viseu
Jorge Portugal - Médico Endocrinologista, Chefe de Serviço do Hospital Garcia da Orta
Jorge Sequeiros - Médico Geneticista e Prof. Cat., ICBAS e IBMC, UP; Presidente do Colégio de Genética Médica (Ordem dos Médicos); Membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida
José Manuel Boavida - Médico Diabetologista, Director Clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
Laura Coutinho Mendes - Enfermeira, Professora na Escola Superior de Enfermagem Maria Fernanda Resende
Leonor David - Médica Patologista, Professora da FMUP e Investigadora no IPATIMUP
Manuel Sobrinho Simões - Médico Patologista, Professor Catedrático da FMUP e Director do IPATIMUP
Mara Carvalho - Médica, Membro fundador dos Médicos pela Escolha
Maria João de Andrade - Médica, Hospital de Sta. Cruz
Maria João Trindade - Médica, presidente da delegação da APF em Coimbra
Maria José Alves - Médica Ginecologista Obstetra, Chefe de Serviço de Ginecologia/Obstetrícia na Maternidade Alfredo da Costa
Maria do Rosário Horta - Enfermeira de Saúde Pública, Coordenadora da sub-região de Saúde de Lisboa
Maria Margarida Ruas - Médica de Família no Centro de Saúde de Camarate
Mário Durval - Médico de Saúde Pública, Delegado de Saúde do Barreiro
Mário Sousa - Especialista em Medicina Reprodutiva, Professor Catedrático do ICBAS
Miguel Maya - Médico Obstetra, Almada
Nuno Grande - Professor Catedrático de Anatomia Jubilado ICBAS
Octávio Cunha - Director do Serviço de Neonatologia do Hospital Geral de Sto. António
Paulo Fidalgo - Médico IPO
Paulo Sarmento - Médico, Director Clínico da Maternidade Júlio Dinis, no Porto
Pedro Moradas Ferreira - Investigador, Professor Catedrático do ICBAS e Membro do Conselho Executivo do IBMC
Pinto da Costa - Médico, Professor Catedrático de Medicina Legal
Rosalvo Almeida - Médico Neurologista
Sara Ferreira - Estudante de Medicina, Membro fundador dos Médicos pela Escolha
Sónia Veloso Trevisan - Enfermeira
Vasco Freire - Médico, Membro fundador dos Médicos pela Escolha

e-mail : medicospelaescolha@gmail.com

24 novembro 2006

Aborto: cinco milhões internadas com complicações


















19 milhões de abortos/anuais sem condições. 68 mil mulheres morrem

Cinco milhões de mulheres têm de ser hospitalizadas, todos os anos, no mundo, na sequência de complicações de abortos, segundo um estudo que é publicado sábado na revista medica britânica The Lancet, escreve a Lusa.

Cerca de 19 milhões de abortos são praticados anualmente no mundo sem condições de higiene ou de segurança suficientes, quase sempre na ausência de pessoal qualificado, causando a morte a 68 mil mulheres, segundo os números da Organização Mundial de Saúde (OMS) citados no estudo da Lancet.

Mais de oito milhões de mulheres têm de ser hospitalizadas, nomeadamente em Africa, Ásia, América Latina ou nas Caraíbas para tratar as complicações de aborto realizadas em más condições, segundo o estudo que incide em 13 países, realizado por Susheela Singh (Guttmacher Institute, Nova Iorque).

As taxas de hospitalização por complicações, relativamente fracas no Bangladesh (três mulheres em mil), são mais elevadas no Egipto (15 em mil) no Uganda (16 em mil). O nível é considerado moderado no México, na Nigéria e nas Filipinas (cinco a seis em mil). Atinge sete por mil no Paquistão e na Colômbia, cerca de oito por mil no Brasil e na Guatemala e nove a 11 por mil na República Dominicana, no Peru e no Chile.

Para todas as regiões consideradas, China excluída, a taxa de hospitalização por complicações de aborto é de 5,7 por mil mulheres. Estas complicações e hospitalizações podiam ser evitáveis, segundo Susheela Singh. Desenvolver a contracepção, permitir o aborto legal em boas condições de segurança e tornar esses serviços acessíveis devem ser uma prioridade nos países em desenvolvimento, conclui.

FONTE: Portugal Diário

Viva o poder dos tomates !












A esquerda alternativa holandesa (Partido Socialista), elegeu 26 deputados (no total de 150), quase triplicando o número de lugares no Parlamento e passando a ser a terceira força mais votada. "Esperávamos duplicar o número de deputados mas isto foi absolutamente fantástico», disse o deputado socialista Agnes Kant.
Numas eleições extremamente participadas, com uma taxa de abstenção de apenas 19,9%, todos os meios de comunicação destacam como principal notícia da noite a espectacular subida do SP de 9 para 26 deputados.
Os democratas-cristãos (CDA) do primeiro-ministro Jan Peter Balkenende perderam 3 lugares, passando de 44 para 41 deputados, mas mantêm-se como o partido mais votado. Formar uma coligação de governo será muito difícil. «É o caos» resumiu o ministro das finanças, o liberal Gerritt Zalm. «É extremamente difícil formar um governo a partir destes resultados», concluiu.
Os sociais-democratas (PvdA), candidatos à liderança do governo, baixaram de 42 para 32 assentos. Os liberais do VVD, membros da anterior coligação governamental de direita, e que eram o terceiro maior grupo no Parlamento com 28 deputados, baixaram para 22 e ficam agora abaixo do SP.
Conhecido como o partido dos tomates, o SP, que se apresenta como anti-neoliberal e socialista, foi o principal organizador do movimento popular que derrotou o projecto de Tratado Constitucional Europeu no referendo do ano passado. Propõem a redução das despesas militares e um aumento da fiscalidade sobre o lucro das empresas para melhor financiar os serviços públicos, nomeadamente os transportes, o aumento do número de professores e as despesas sociais, sobretudo com a terceira idade e as crianças que, defende o SP, deve ser gratuita. A sua representação parlamentar começou com apenas 2 deputados e nas últimas eleições tinham ganho 9 assentos.
A esquerda verde (GroenLinks) baixou de 8 para 7 deputados.
Na extrema direita, desaparece do Parlamento a lista Pim Fortuyn, que perde os seus 9 lugares, totalmente recuperados pelo novo Partido da Liberdade (PvdV), que fez campanha contra os imigrantes e o Islão, em defesa da "religião verdadeira" e dos valores tradicionais.
O Partido dos Animais, cuja campanha se centrou na defesa dos direitos dos animais, ganhou dois lugares.A crise no governo de coligação liderado por Balkenende ditou a necessidade destas eleições.
Mas os resultados desta noite não parecem facilitar a vida ao primeiro-ministro, já que a aritmética das coligações está ainda mais complicada. Teremos uma solução à alemã, com os dois principais partidos que competiam pelo cargo a formarem governo em conjunto? Mesmo esta solução se apresenta como problemática porque juntos, CDA e PvdA, têm agora apenas 73 deputados, menos 2 do que a metade dos 150 lugares do Parlamento holandês.

Resultados:
CDA (cristãos-democratas) - 41 (44 nas legislativas de 2003) PvdA (trabalhistas) - 32 (42)
SP (socialistas, esquerda alternativa) - 26 (9)
VVD (liberais, direita) - 22 (28)
PVV (liberdade, populistas) - 9
Verdes (ecologistas e ex-comunistas) - 7 (8)
CDU (cristãos-sociais, centro-esquerda) - 3 (6)
D66 (sociais-liberais, centro) - 3 (6)
SGP (protestantes, direita) - 2 (2)
LPF (populistas) - 0 (8)
PvdD (defensores dos animais) - 2

22 novembro 2006

OKASTUDIOGALLERY e a LAB.65 Galeria apresentam



















Temos o prazer de o/a convidar para a inauguração da exposição comemorativa da parceria entre a OKASTUDIOGALLERY e a LAB.65 Galeria, que irá ter lugar no espaço da OKAKASTUDIO (piso 0 e 1) às 19 horas do dia 25 do Novembro.

Rua das Sobreiras, 396 4150-713 Porto / + informações: 222012093 / 917919285 / info@lab65.com / www.lab65.com

21 novembro 2006

Direito a Decidir






NA BLOGOESFERA


Aborto Direito a Decidir
Pelo Sim
Vota Sim
Pela Despenalização da IVG

17 novembro 2006

Como disse?



Passado um ano sobre o acontecimento, nenhuma televisão se deu ainda ao trabalho de explicar a sua actuação jornalística neste acontecimento. Por outro lado recebeu uma Menção Honrosa do Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos, Tolerância e Luta contra a Discriminação na Comunicação Social" promovido pela Comissão Nacional da UNESCO.

Se nunca viu o documentário da Diana Andringa que denunciou a manipulação informativa de uma intervenção policial que lançou o pânico entre centenas de jovens numa praia que se transformou - para os telejornais sedentos de histórias sensacionalistas - num "arrastão" com cenas de tiros, violência e terror, em notícias baseadas num único depoimento pouco credível.

O documentário nunca passou em nenhuma TV mas conta com dezenas de milhar de downloads a partir do seu site e tem corrido o Mundo em festivais internacionais de cinema e documentário.

Era Uma Vez Um Arrastão

16 novembro 2006

Porque nem só de pão vive a Humanidade

13 novembro 2006

Já a caminho....

ÁGUAS FURTADAS - 10

03 novembro 2006

Que a Força esteja Convosco














Com o primeiro filme da saga Guerra das Estrelas pronto (o Episódio IV, estreado em 1977), George Lucas adivinhava já o sucesso de uma série ainda por filmar. Ordenou que fossem guardados todos os elementos e adereços que tinham dado vida à aventura de Jedis e terríveis vilões do Império, fantásticas espadas de luz e veículos futuristas.

Quase 30 anos depois, chega a Lisboa uma das mais requisitadas exposições mundiais. Guerra das Estrelas revela-se ao público a partir de hoje (e até ao dia 14 de Janeiro) no Museu da Electricidade da capital.

A banda sonora de John Williams dá-nos as boas-vindas e, a partir daí, é reconhecer personagens e momentos dos filmes que já vimos vezes sem conta. Revelam-se os "verdadeiros" Yoda e Chewbacca, os amigáveis Ewoks e um inconfundível Storm Trooper. Paramos para observar os pormenores que compõem os robôs mais famosos do cinema (R2D2 e C3PO) e prestamos reverência a Darth Vader, fato, máscara e respiração incluídos. Uma Naboo 1 e um Podracer (utilizados pelo jovem Anakin Skywalker no Episódio I) são belos exemplos, com generosas dimensões, dos diferentes veículos que compõem todo um universo ainda hoje cativante para milhões de fãs.

Mas esta Guerra das Estrelas não se fica pelo mais óbvio. Mostra maquetes e elementos cénicos, explicando a sua origem e função. Primeiros esboços das personagens e fragmentos do storyboard misturam-se com sons e imagens dos vários cenários. Relaciona-se ficção com realidade científica e promove-se a interactividade com o cenário - é finalmente possível usar a Força e fazer levitar uma X-Wing em pleno Sistema de Dagobah!

Esta é uma das três exposições itinerantes d'A Guerra das Estrelas, com algumas peças únicas e réplicas perfeitas de outros elementos, adaptadas ao ambiente "mecânico" do Museu da Electricidade. Fãs vestidos para a ocasião, projecção de filmes, documentários e debates sobre robótica e astrofísica completam o programa. Das 10.00 às 20.00 (sextas e sábados até às 22.00, encerra às segundas), com bilhetes a 10 euros.

FONTE: DN

31 outubro 2006

And Now For Something Completely Different














Lição do Dia

Não metas a colher em assunto alheio!

19 outubro 2006

Estamos cá fora. Ainda estamos lá dentro, ou seja: dentro da luta!


















by anarquistaduvall


Fomos forçados a sair por uma aparatosa operação policial que envolveu dezenas de agentes de várias especialidades e fardas uniformemente aceleradas. É preciso que se note que os polícias foram incomparavelmente mais correctos do que os nossos governantes.
Ao menos deram a cara e trataram-nos como gente.

A luta continua, bem como o trabalho de luta. Abancados frente a bebidas quentes, estamos a preparar a declaração final com a qual contamos dar conta das nossas acções, reacções e objectivos, bem como do estado das coisas na presente etapa.

A todos os que entenderam o significado político do nosso acto de desobediência e que aproveitaram estes dias para reflectir sobre a questão da alienação do serviço público e sobre a necessidade de inventar novas formas de luta, as nossas saudações poéticas.

VIVAM OS OCUPANTES DE FORA!

CONCENTRAÇÃO RESISTÊNCIA À HORA DO ALMOÇO - ENTRE AS 12H30 E AS 14HOO FRENTE AO RIVOLI.

GRANDE CONCENTRAÇÃO - MANIFESTAÇÃO - FESTA EM TORNO DA LEITURA DA DECLARAÇÃO FINAL DOS OCUPANTES DO RIVOLI - ÀS 19H45 FRENTE AO RIVOLI.

O Grupo dos Ocupantes do Rivoli Teatro Municipal

OBRA INACABADA de Fernando Echevarría


















As Edições Afrontamento anunciam o lançamento, no próximo dia 24 de Outubro, às 21.30 horas, na Biblioteca Almeida Garrett (Porto), do livro «Obra Inacabada», que reúne, num único volume de mais de 900 páginas, praticamente toda a poesia publicada de Fernando Echevarría

A edição deste volume, impresso em papel bíblia, assinala os 50 anos de vida literária do autor, iniciada em 1956 com «Entre dois Anjos», livro que imediatamente chamou a atenção da crítica para a qualidade poética de Fernando Echevarría.

Cinquenta anos depois, Fernando Echevarría é seguramente um dos maiores poetas portugueses vivos, autor de uma obra poética extensa, tendo vários dos seus livros recebido prémios atribuídos por júris qualificados. Foi igualmente galardoado com o primeiro Prémio Padre Manuel Antunes, atribuído em 2005 pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, assinalando não só a sua estatura poética mas também a sua dimensão cívica e humana.

Por uma feliz coincidência as Edições Afrontamento celebram com este livro a sua edição n.º 1000, num catálogo iniciado no também já longínquo ano de 1963.

17 outubro 2006

EU OCUPO.....

um espaço que é de todos e toda nós, um espaço público de cultura... um teatro que é municipal e como os municipios são feitos de pessoas para pessoas e não de senhores engravatados fechados nos seus gabinetes a disporem das nossas vidas: EU OCUPO e TU?.

Ocupa nem que seja a partir daqui, ocupa com a mente, ocupa com o corpo, com os sentidos, com vozes e gritos, ocupa com o teu blog, com as tuas mensagens, ocupa até a cidade voltar a ser Nossa.....


Mantem-se a vigilia em frente ao Rivoli, passem por lá!

16 outubro 2006

Todos e Todas com o Rivoli














by anarquista_duvall


O Sr. Rui Rio não se encontra hoje nesta sala. Não é costume encontrarmos o Sr. Rui Rio nas salas onde acontecem apresentações de objectos de carácter artístico, isto é: objectos ue interrogam o estar no mundo e que transmitem, a quemosrecebe, a vontade de continuar a interrogá-lo e interrogar-se.

Mas o Sr. Rui Rio, apesar de flagrantemente se demitir das suas responsabilidades para com equipamentos públicos e serviços públicos, fala em nome do público e do interesse público. O Sr. Rui Rio defende, em suposto nome do público, uma ideia de teatro municipal regido porcritérios de rentabilidade, postura assaz curiosa para quemesbanja dinheiros públicos em corridas de automóveis e quandoé consabido ser ele o primeiro a não tirar proveito daquilo que no Rivoli se faz ou fez. A transmissão do «capital simbólico», para utilizarmos um vocábulo que o Sr. Rui Rio decertomuito preza,nãoobedece a critérios de rentabilidade. Se a economia fosse - como deveria ser - uma área das ciências humanas, o Sr. Rui Rio saberia disso. Cientes de que não somos todo o público - mas público somos e, sobretudo, temos sido utentes concretos desta casa - com opresente acto cívico, pretendemos:- Que nos sejam dadas garantias de que o Rivoli - Teatro Municipal não será gerido e programado em função da maior ou menor rentabilidade dos objectos que aqui se produzem e/ou difundem, da submissão declarada ou velada aos interesses e desígnios do executivo da CMP, da visibilidade mediática, da pretensa acessibilidade;- Que nos sejam dadas garantias de queos núcleos de produção da cidade do Porto, emtodos os domínios da criação, terão acesso e lugar no seu teatro municipal, sem prévia censura política e segundo critérios que visem tão-só a manutenção de uma programação de qualidade, isto é - de objectos exigentes para consigo mesmos e para comopúblico a que se destinam;- Que nos sejam dadas garantias de que a direcção do Rivoli - Teatro Municipal pugnará pela formação contínua do público, desenvolvendo, de todas as maneiras e por todos os meios, acções que visem transformar em bens comuns os objectos produzidos e/ou difundidos na e pela casa, seguindo nomeadamente o singelo critério de que um produto artístico, é um objecto que confronta o seu destinatário com o inesperado, o inaudito, o alargar dos horizontes, o derrubar das fronteiras do possível.

Porto, 15 de Outubro de 2006.

Este texto está também a ser distribuído em fotócopias entregues através das grades da porta lateral do teatro pelos ocupantes e na rua por apoiantes desta acção de protesto.