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01 agosto 2007

O dia mais frio deste Verão .... ou o Xeque Mate final !


Caricatura de Júlia Diniz in Público

O cinema King, em Lisboa, vai repor "Saraband", de Ingmar Bergman, e "Blow-up" e "Profissão: Repórter", de Michelangelo Antonioni, nos dias 3, 4 e 6 de Agosto, em homenagem aos dois realizadores falecidos ontem e onteontem.
"Saraband" poderá ser visto a partir da meia-noite, "Profissão: Repórter" passa às 00h15 e "Blow Up" será transmitido às 00h30.

Também oportuno o texto de Alda Sousa no Portal Esquerda.Net sobre o panorama do cinema português enquadrado nas politicas culturais.

O cinema português não será nunca auto-sustentado. Entregá-lo às televisões e às empresas de telecomunicações só servirá para matar de vez o cinema nacional.
Com alguma pompa e muita circunstância, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, apresentaram na semana passada ao país o "famoso" Fundo de Investimento ao cinema e audiovisual. Numa conferência de imprensa onde, previsivelmente, estariam (e estavam) presentes uma grande parte dos realizadores e dos produtores nacionais (mais de cem), não houve direito a perguntas.
Artigo completo

31 julho 2007

O Selo da Morte


Ingmar Bergman
1918-2007

Estudou na Universidade de Estocolmo, onde se interessou por teatro, e mais tarde, por cinema. Iniciou a sua carreira em 1941, escrevendo a peça de teatro "Morte de Kasper" e, em 1944, escreveu o primeiro argumento para o filme "Hets". Realizou o primeiro filme em 1945, "Kris".
Os seus filmes lidam geralmente com questões existenciais como a mortalidade, solidão e fé. As suas influências literárias vêm do teatro: Henrik Ibsen e August Strindberg.
Talvez o melhor comentário sobre Ingmar Bergman tenha partido de Jean-Luc Godard: "O cinema não é um ofício. É uma arte. Cinema não é um trabalho de equipe. O director está só diante de uma página em branco. Para Bergman estar só é se fazer perguntas; filmar é encontrar as respostas. Nada poderia ser mais classicamente romântico". (Jean-Luc Godard, "Bergmanorama", Cahiers du cinéma, Julho - 1958).

O director e roteirista morreu em sua casa em Fårö aos 89 anos. A morte, segundo sua filha, Eva Bergman, ocorreu de forma tranquila.

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