Não deixa de ser um filme estranho. Não deixa de ser um musical em que existe um problema quando o ponto fraco reside exactamente na baixa qualidade das músicas e das interpretações. Somos obrigados a questionar a opção estilística para contar uma história que poderia beneficiar bastante mais da sua ausência. Poderá ser um bom filme mas para mim fica a sensação que falta ali qualquer coisa. Então porquê falar dele?
Pois, são poucos os filmes que retratem a eterna questão do amor de uma forma tão simples de explicar. Mulheres, homens, mais que um parceiro... todas as formas de amar são possíveis e neste filme todo o elenco parece reagir bem, demasiadamente irreal para o mundo onde vivemos, às formas de amar e às adversidades pelas quais vão passando.
No final de tudo é Paris, Amor e um Trio visto por um realizador, Christophe Honoré, que não nos pára de surpreender de filma para filme. Um filme para qual precisamos de tempo para gostar... passadas umas semanas de o ter visto gostaria de rever para melhor ver.

