19 maio 2010
09 maio 2010
Happy Hours in Sad Days

Tem se falado muito e comentado ainda mais sobre a iniciativa Happy Hour na Feira do Livro de Lisboa. Na verdade parece ser algo muito atractivo para quem compra livros e de alguma forma até para quem os vende.
Analisando a fundo a questão constatamos que de todas as áreas dos ditos produtos culturais os livros são os que menos apoio tem por parte das entidades públicas, compare-se com os poucos mas existentes apoios ao teatro ou ao cinema. Em segundo esta iniciativa é injusta logo à partida e logo pela organização que a promove. A APEL representa livreiros e editores. Os editores negoceiam com os livreiros com uma determinada margem e estando na mesma associação uns passam a ter privilégios de concorrência que são à partida injustos e desleais. Para além disso mina uma relação que existe para além das feiras e que sustenta comercialmente as editoras e livrarias o resto do ano. Não é justo negociar a 30% ou a 40% com os livreiros e depois estar ao lado deles a fazer 50%. Aliás é de tal forma caricato que estas Happy Hours tem sido altamente frequentadas por responsáveis de livrarias que tem aproveitado para se fornecer. Para além disso esta medida só favorece os grandes grupos e grandes editoras que tem fundos editoriais que podem desbaratar até porque em alguns casos seriam livros para guilhotinar... isso sim uma prática condenável!
Para os clientes é também injusto porque obriga as pessoas a jogarem com esse horário, impossibilitando, por exemplo, quem tem problemas em se deslocar à noite ou quem só pode frequentar a Feira noutros horários de aproveitar também esta iniciativa que devia ter como fim promover a leitura e não o lucro fácil. Coragem não é fazer uns dias de livros muito baratos, coragem é manter preços acessíveis e ajustados durante todo o ano. Coragem é publicar com qualidade como critério e não com rentabilidade ou rapidez de sucesso como critério principal e essencial.
Apostar em novos autores e em matérias editoriais com valor tem custos que se tem de sustentar todo o ano e não com foguetes promocionais de aparente rentabilidade.
Querem fazer promoções, assumam e mantenham-nas durante todo o dia ou durante toda a feira, seleccionando títulos. Façam cumprir verdadeiramente a lei do preço fixo. Retirem o IVA do preço dos livros. Promovam o livro enquanto objecto e enquanto mais valia cultural.
Não andem é a atirar areia para os olhos das pessoas e a engana-las com estratégias de marketing for dummies!
A APEL tem o dever de proteger os interesses de todos: livreiros, editores e também dos leitores e já se devia ter apercebido que a promoção desta iniciativa em nada ajuda quem mais dificuldades tem. Cria guetos na própria feira, espaços isolados e desiguais com regras próprias e com o tempo afastará não só as pessoas como as próprias editoras com menos capacidade de implantação financeira.
Pedro Ferreira
03 fevereiro 2010
Economia(s) apresentado no Porto

A apresentação será feita pelo Professor António Figueiredo
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
18:30
UNICEPE - Praça Carlos Alberto, 128 - PORTO
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25 janeiro 2010
UM BEIJO NO MEIO DA CRISE :: lançamento do livro no Porto no Café Progresso

no CAFÉ PROGRESSO – Rua Actor João Guedes, nº 5 ~ PORTO ~ junto à
Praça Carlos Alberto http://www.cafeprogresso.net/
dia 30 de JANEIRO, SÁBADO às 18h
Convido para o lançamento do livro * UM BEIJO NO MEIO DA CRISE *
poesia, edição de autor
Menu da sessão:
~ o autor abre a sessão com algumas palavras;
~ Fernando Mariano, Inês Leite e o autor contam Uma História Com o
Texto na Mão, uma peça curta de teatro lida à mesa;
~ António Capelo lê 3 ou 4 poemas do livro;
~ convívio.
entrada livre e recomendada
dress code: informal
desenho da capa de Filipe Abranches
design e paginação de Luís Branco
preço do livro: 5€
08 outubro 2009
Quando o poema se cumpre

22h30
Entrada livre
Com a presença dos autores José Rui Teixeira, Filipa Leal e Marta Bernardes.
José Rui Teixeira é autor de vários livros de poesia e editor da Cosmorama. Publicou, entre outros, Assim na Terra, pela Quasi Edições, e, em Setembro de 2009, reuniu no livro Diáspora, editado pela Cosmorama, o que, segundo o próprio, constitui "aquilo que eu entendo ser o meu 'corpus' poético."
Filipa Leal é jornalista, locutora e colabora regularmente com o Teatro do Campo Alegre, no seu ciclo «Quintas de Leitura», integrando o colectivo poético «Caixa Geral de Despojos». Entre outros, publicou Cidade Líquida & Outras Texturas e O Problema de ser Norte, pela Deriva.
Marta Bernardes é artista plástica, performer, cantora e letrista de vários projectos musicais, nomeadamente o Projecto É grave, tendo-se estreado na poesia com o livro Arquivo de nuvens publicado pelos Cadernos do Campo Alegre.
Os autores José Rui Teixeira e Filipa Leal foram recentemente incluídos numa antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, promovida pela revista colombiana Arquitrave: Arquitrave.
11 setembro 2009
2 anos a FERVEr lançamento é já no dia 15 de Setembro...
Há cerca de dois anos, surgiu, no Porto, o FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes.
Tínhamos como objectivo denunciar situações de uso abusivo de recibos verdes e promover um espaço de debate acerca desta realidade laboral. Designámos este fenómeno como 'falsos recibos verdes'; um fenómeno que atinge 900 mil pessoas em Portugal, ou seja, quase 1/5 das/os trabalhadores/as em Portugal.
Ao longo destes dois anos, temos colaborado na visibilização, denúncia e dinamização de diversas lutas, cuja persistência tem trazido para a praça pública a discussão sobre esta condição laboral.
Assinalamos dois anos de existência constatando que a expressão 'falsos recibos verdes' está ganha mas a sua existência persiste.
Assinalamos dois anos num momento em que a precariedade alastra no mercado laboral português.
Assinalamos dois anos quando Portugal regista a mais alta taxa de desemprego dos últimos anos.
Optámos, assim, por assinalar estes dois anos de luta com a edição de um livro onde se cruzam testemunhos de vidas precárias, reflexões de activistas contra a precariedade, intervenções de investigadores/as, jornalistas e sindicalistas.
"2 anos a FERVEr: retratos da luta, balanço da precariedade" é o título deste livro de 130 páginas, editado pela Afrontamento, que conta com dez testemunhos de trabalhadores/as a recibos verdes, ilustrados por Catarina Falcão, Chico, Gémeo Luís, Isabel Lhano, João Alves, Luís Silva, Paulo Anciães Monteiro, Rui Vitorio dos Santos.
O livro "2 anos a FERVEr: retratos da luta, balanço da precariedade", conta também com as contribuições de:
- Carvalho da Silva: Secretário Geral da CGTP-IN
- Henrique Borges: Sindicato dos Professores do Norte e membro da CGTP
- Elísio Estanque: Sociólogo - Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
- Castro Caldas: Economista - Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
- Sofia Cruz: Socióloga - Faculdade de Letras, Universidade do Porto
- Ana Maria Duarte: Socióloga - Centro de Estudos Sociais, Universidade do Minho
- São José Almeida: jornalista do Público
- Sandra Monteiro: jornalista do Monde Diplomatique
- Alexandra Figueira: jornalista
- Regina Guimarães: escritora
- valter hugo mãe: escritor
- Tiago Gillot: Precários Inflexíveis
- José Soeiro: Sociólogo e activista do MayDay
- Luísa Moreira: activista do MayDay
- Luís Silva: activista do MayDay
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08 setembro 2009
Fazer agenda para o fim-de-semana....
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24 agosto 2009
Porque todo o poeta nos faz falta...
Um filme de Paula Cruz que lembra Mágoa das Pedras de Joaquim Castro Caldas da Deriva Editores. Também no Deriva das Palavras.
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20 julho 2009
Recebemos, replicamos e aguardamos ansiosamente !
O QUE CHEGA POR EMAIL NEM SEMPRE SÃO MÁS NOTICIAS!
A editora Antígona informa que vai começar a publicar as obras de Tomás da Fonseca (1877-1968), famoso iconoclasta, que viu alguns dos seus livros proibidos durante o Estado Novo.
Autor de uma vasta obra, nenhum dos seus títulos foi editado nos últimos cinquenta anos.
A Antígona sairá, já em Setembro, com O Santo Condestável – Alegações do Cardeal Diabo, que reproduz uma conferência realizada na Universidade Livre de Coimbra, em 1932, de onde o autor foi obrigado a sair escoltado, não tendo terminado a sua comunicação.
Num ano (2009) em que Nun’Álvares foi oficialmente canonizado, fica o eco das palavras de Tomás da Fonseca: «Nossa Senhora terá vergonha de ter ao seu lado um militar-santo com as mãos sujas de sangue.»
Seguir-se-á a publicação, em Outubro, de Na Cova dos Leões, o livro mais anticlerical de sempre, que desmonta e denuncia a grande e espectacular mentira de Fátima, humilhando a Igreja e a padralhada em geral.
Disto ficam os críticos e os leitores avisados.
Luís Oliveira
(editor)
13 julho 2009
07 julho 2009
Apresentação do livro AQUI NA TERRA nos MAUS HÁBITOS

O livro de reportagens AQUI NA TERRA (Deriva), do jornalista da VISÃO, Miguel Carvalho, é lançado no próximo dia 14 de Julho, às 21.30, no espaço MAUS HÁBITOS, no Porto. A obra será apresentada por Nuno Higino (professor de Sociologia, escritor e antigo pároco de Marco de Canaveses) e Zaclis Veiga (Professora de Fotojornalismo e jornalista brasileira).
"Aqui na Terra é o retrato de um certo Portugal.
País aquém e sempre além, onde o humano e o divino moldam as
circunstâncias da nossa condição.
Relatos de um País que, por vezes, não vem no mapa.
Quadros e figuras que constituem uma geografia de afectos e desamores, de entregas e renúncias, de comédias humanas e tragédias colectivas.
Nestas reportagens, desenha-se um território de sombras e luzes, de martírios e pantomina, de identidade e resignação, habitado por existências vestidas do avesso e «estórias» de trazer pela mão.
Um País, enfim, que levamos inscrito por dentro.
Mas sempre descrito como quem o olha de fora.
País coitadinho e honrado.
País em grande ou maltratado.
País santificado e do Diabo, onde por vezes anda tudo ligado."
Consultar:
http://derivadaspalavras.blogspot.com/search/label/Miguel%20Carvalho
Nuno Higino
Entre 1988 e 2001 foi pároco em Marco de Canaveses, período durante o qual foi construída a igreja de Santa Maria com projecto de Álvaro Siza. Em 2001 foi estudar Filosofia. Em 2003 matriculou-se num programa de doutoramento em Madrid na Faculdade de Filosofia da Universidade Complutense. Na sua investigação, concluída em 2007, procurou interpretar os desenhos de Álvaro Siza a partir de Jacques Derrida. Actualmente é professor de Sociologia na Universidade Fernando Pessoa, investigador do Centro de Estudos Portugueses da Universidade Católica - Porto e membro da Associação Casa da Arquitectura. Renunciou ao sacerdócio em 2004. Tem vários títulos publicados na área da poesia e da literatura infanto-juvenil.
Zaclis Veiga
Jornalista e fotógrafa. Mestre em Multimeios com pesquisa na área de Antropologia Visual, pela UNICAMP. É autora dos livros Telejornalismo e Violência Social – a construção de uma imagem e Visões de Ponta Grossa – mosteiro da Ressurreição. Publicou artigos relacionados com a fotografia, folkcomunicação e antropologia visual. É professora de fotojornalismo no curso de Jornalismo da Universidade Positivo, em Curitiba, e Vice-presidente do Instituto Cultural de Jornalistas do Paraná.
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30 junho 2009
Cultura do Eixo Atlântico em V.N. de Gaia

Aqui se encontra o cartaz de Gaia-Capital da Cultura do Eixo Atlântico, 2009 e os ciclos de debates que vão realizar-se desde 2 a 11 de Julho na Biblioteca Municipal de Gaia e que teve como co-organizadora a Kalandraka que convidou a Deriva a estar presente num debate com a Afrontamento, Bruá, Calendário de Letras e a própria Kalandraka a 11 de Julho.
Derivado do Deriva das Palavras
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09 junho 2009
Pessoa de vão de escada

No próximo dia 13, cento e vinte e um anos após a data do seu nascimento, pelas 16,00h, a Poetria apresenta uma sessão dedicada a Fernando Pessoa com o título:
"PESSOA DE VÃO DE ESCADA" - Um retrato solarengo do poeta que dia 13 fará anos.
Nos vãos das lombadas dos livros, nos vãos dos dias, nos vãos das datas - até mesmo das de aniversário -, nos vãos das celebridades dos autores - até mesmo dos mortos -, nos vãos em que se recolhe a poesia como gatos, encontramos, como uma sombra, como um salteador, como uma festa surpresa, Pessoa.
"No dia em que festejavam o dia dos meus anos
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma..."
Crónicas, Notas, Poemas, Leituras: Nuno Meireles
Da sessão constará uma mostra filatélica evocativa deste poeta único, múltiplo e eterno e desta vez decorrerá na vizinhança da Poetria, no Centro Comercial Galerias Lumière (ruas José Falcão e Oliveiras) - Porto
Haverá serviço de café, com oferta de estimulantes biscoitos de gengibre.
26 maio 2009
As Aves no Café Progresso

No próximo dia 28, pelas 21,30, no Café Progresso, a Livraria Poetria realiza uma sessão de poesia sobre "As aves".
As asas de Ícaro, desfeitas e glorificadas pelo Sol, permanecem no sonho eterno dos homens. E voar é preciso, até ao infinito e mais além.
Para além dos artistas da palavra - Olga Oliveira, Celeste Pereira, André Sebastião, Margarida Fernandes, António Pinheiro, Manaíra, Odete Boaventura -, teremos os artistas da imagem e do som - Alfred Hitchcock, Fernão Capelo Gaivota.
13 maio 2009
11 maio 2009
Lançamento do livro Estudo Histórico sobre a Campanha do Marechal Soult em Portugal
Deriva Editores
Rua de St. Ildefonso, nº 85, 5º , sala 2
4000-468 Porto
tel/fax 225365145
http://www.derivaeditores.pt
07 maio 2009
06 maio 2009
Leitura Furiosa
* Fundação de Serralves, Serviço Educativo do Museu de Serralves, Centro Educativo Santo António, Qualificar Para Incluir, Comunidade Terapêutica de Ponte da Pedra, Jornal «O Primeiro de Janeiro», Regina Guimarães Paulo Eduardo Monteiro, Valter Hugo Mãe, Catarina Falcão, Pedro Eiras, João Alves.
** Projecto da Associação Cardan, trazido a Portugal pela mão de Luiz Rosas. Este ano a Leitura Furiosa decorre, em simultâneo nas cidades de Amiens, Porto, Lisboa e Kinshasa.
02 maio 2009
29 abril 2009
Poesia with liberdade in Progress
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