18 julho 2009
Assim é... assim se vê !
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13 janeiro 2009
Esta cidade pode matar !

Porto: Fumo do trânsito tem malefícios semelhantes ao do tabaco
As substâncias cancerígenas que circulam no ar provenientes do tráfego automóvel, têm efeitos semelhantes aos provocados pelo tabaco, defende um estudo universitário a que a Lusa teve hoje acesso.
O estudo, a ser apresentado na quarta-feira, detectou também os malefícios provocados pelo tabaco, mas a coordenadora do trabalho, Conceição Alvim Ferraz, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), considerou mais preocupante a concentração das substâncias decorrentes do tráfego, já que delas ninguém escapa.
O trânsito no Porto provoca aumentos até 3.500 por cento nas concentrações de substâncias cancerígenas no ar, revela o estudo. «Do tabaco pode-se fugir, mas o trânsito está por todo o lado, pelo a grande mensagem que extraio deste estudo é que é preciso tomar medidas para redução das emissões dos escapes», afirmou a docente e investigadora à agência Lusa.
A introdução de portagens à entrada da cidade é uma das medidas possíveis, mas a investigadora prefere que se estimule a utilização dos transportes públicos, melhorando a oferta. «Temos que evitar tantos carros em circulação», disse Conceição Alvim Ferraz, uma especialista em qualidade do ar, que lecciona Engenharia Química na FEUP.
Nenhum país no mundo adoptou ainda legislação para proteger os cidadãos dos malefícios das emissões do tráfego automóvel, apesar de existirem já restrições quanto aos locais onde é permitido fumar, assinala, por seu lado, uma síntese do estudo.
As medições que sustentam o trabalho foram efectuadas ao longo de quatro anos na zona do pólo universitário da Asprela, freguesia de Paranhos, na via pública e em residências de fumadores e não fumadores. Em alguns casos verificou-se um aumento até 3.500 por cento das substâncias cancerígenas presentes nas partículas inaláveis, «sobretudo nas de menores dimensões, que são as que têm piores efeitos na saúde», refere a síntese do estudo.
Para comparação, foram feitas igualmente medições numa zona de Viana do Castelo dada como não poluída.
O estudo é apresentado quarta-feira de manhã, em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, entidade que financiou o projecto.
FONTE: Lusa
04 dezembro 2008
diverCIDADE: de quantas cidades se faz a nossa cidade?

Depois de no ano passado, sob o lema eu imPORTO-me, termos saído à rua numa noite fria para dizermos a quem nos quis ouvir que o Património da Humanidade está vivo e que nós queremos estar vivos com ele, chegamos agora a mais um 4 de Dezembro. O 12º aniversário. A puberdade de uma marca que reflecte a história da cidade e das pessoas que as habitam.
Tal como um qualquer adolescente, também o Património da Humanidade – gostamos do factor PH, às vezes ácido e corrosivo, outras vezes mais suave – muda todos os dias, assimila influências, adapta-se a novas funções, renasce depois das feridas, sofre de indecisão, rebela-se contra os tutores e, acima de tudo, teima em crescer e em criar uma identidade: a sua identidade. Este ano é sobre este PH em permanente desassossego que queremos falar. Das pessoas, portanto. Das pessoas que vestem este nosso Centro Histórico. As que aqui nasceram e as que fazem agora renascer a cidade.
Queremos falar, discutir e reflectir sobre as novas ocupações humanas e sociais do Património da Humanidade. Dos espaços vazios que deixam de o ser, das cidades dentro da cidade que crescem todos os dias, dos cruzamentos humanos, das partidas e das chegadas.
Queremos perceber de que forma a cidade entende e se relaciona com estes cruzamentos que são, hoje, o essencial desta malha urbana – dos jogos de críquete da Praça da Batalha, aos discretos murmúrios da mesquita de Cimo da Vila; dos sabores e dos sons telúricos que nos chegam de África, à jovem e europeia ocupação temporária de bairros populares. Queremos ouvir e pensar nas variáveis que o sotaque portuense nos oferece, da Ribeira à Foz, quando misturado com estas outras formas de falar, de cantar e de rezar que todos os dias habitam e tornam vivo o nosso património.
Que lugar ocupam as pessoas na cidade, nesta cidade-cruzamento? Que novas relações estabelece a cidade com as comunidades que agora nela se instalam? Serão os espaços vazios da cidade metaforicamente equivalentes ao espaço vazio de um palco, onde novas relações e novas ficções podem acontecer todos os dias? Que novo Património é este que se cria a partir daqui? Que nova Humanidade é esta que queremos construir na Cidade? Para responder e questionar estes e muitos outros assuntos, convidamos um conjunto de pessoas que animarão esta espécie de tertúlia à volta das múltiplas vidas que esta cidade tem e convidamos todos
os interessados a estarem presentes no Ateneu Comercial, na Rua de Passos Manuel, 44, no dia 4 de Dezembro, às 22:00 horas.
Ainda pendente de confirmação está a utilização do Mercado Ferreira Borges, às 20h00 horas, onde nos iremos encontrar com algumas das comunidades de cidadãos estrangeiros que residem no Porto.
De certeza às 23:45 vamos assistir à projecção de um vídeo na Fachada Habitada que os WeAreArchitects – Colectivo de Arquitectos preparou para a fachada do prédio nº 132 da Rua de 31 de Janeiro. Não fique em casa, venha mostrar que também se importa!
24 setembro 2008
Bolhão, que futuro ?
Durante o mesmo será entregue, pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, a Proposta de Reabilitação do Mercado do Bolhão. Será ainda apresentado, às 17:00H, o documentário em vídeo "Cidade com Memória" que retrata a Cidade do Porto e em particular o Mercado do Bolhão através de mensagens em vídeo de diversas personalidades do País, como:
Cineasta Manoel de Oliveira
Arquitecto Siza Vieira
Maestro Pedro Osório
Músico Rui Veloso
Actriz Simone de Oliveira
Escultor José Rodrigues
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09 maio 2008
Cordão Cultural pela preservação do Bolhão...
10,30H às 18:00H
No Sábado todo o Mercado do Bolhão vai estar repleto de Música, Dança, Teatro, Artes Plásticas, Arquitectura...
Irá ser feito o Corte de Trânsito para montagem de PALCO - TRABALHADORES DO COMÉRCIO JÁ CONFIRMADOS
Estão confirmados:
-Tunas Académicas ( Tuna de Dentária e Tuna da E.S.A.P)
-Bandas Portuenses
-Fados de rua
-Intervenções de Teatro
-Ranchos Populares
-Exposições, Exibição de Documentário sobre Arquitectura e Património
-Atelier de Pintura ao ar-livre, com mestres das Artes Plásticas
-Visitas Guiadas ao Mercado
-Entre vários Músicos e Bandas:
Ana Deus
Convinha
Paulo Praça
Trabalhadores do Comércio
APARECE !
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21 fevereiro 2008
ANIMAÇÃO NO BOLHÃO!
INTERVENÇÃO ARTISTICA/ MUSICAL DE RUA –NO MERCADO DO BOLHÃO
ACÇÃO DE SOLIDARIEDADE PARA COM PATRIMONIO E COMERCIANTES
Vamos recriar um espaço com diferentes formas de arte, cativando mais gente ao Mercado, alertando à sociedade em geral, que o Bolhão está Vivo e não necessita de ser tornado num shopping, semelhante a tantos outros na cidade!
Venha ouvir OS SONS NO BOLHÃO!
Concertos voluntários de jovens artistas do "Círculo do Fogo" e "Os Galegos", entre outros.
APARECE E DIVULGA!
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08 fevereiro 2008
QUEREM-NOS ROUBAR O BOLHÃO! VAMOS MOSTRAR QUE ELE É NOSSO!
TODOS AO BOLHÃO (entrada rua formosa)
Tragam a vossa boa-disposição e indignação num abraço de solidariedade com os comerciantes do NOSSO mercado.
A acção é promovida por associações e movimentos cívicos da cidade do Porto.
APAREÇAM E PASSEM A PALAVRA A TODOS OS VOSSOS CONTACTOS TEMOS POUCOS DIAS PARA IMPEDIR ESTE CRIME! (Até ao fim do mês de Fevereiro!)
Já está a disponível nas bancas do Mercado e nos cafés e lojas das redondezas uma petição contra a demolição deste símbolo da cidade do Porto.
O mercado do Bolhão corre o risco de desaparecer para sempre... Este típico mercado da cidade do Porto, tem vindo a resistir ao longo dos anos, mas agora está ameaçado por fortes interesses económicos num edifício que está classificado como Património Nacional. O presidente da Câmara do Porto, decidiu que a melhor forma de reabilitar este velho edifício era entregá-lo a uma empresa privada para o gerir nos próximos 50 anos!
A escolhida foi a multinacional holandesa TCN – Tramcrone que já está a elaborar um projecto para o mercado.
Esse projecto vai destruir o mercado tradicional, transformando este fantástico espaço em mais um Centro Comercial igual a muitos outros. Todo o interior do edifício será demolido para dar lugar à especulação imobiliária (supermercado, lojas, habitações...). Este edifício começou a ser construído em 1851, e é actualmente o único mercado tradicional do centro da cidade, considerado a alma do Porto onde se podem ainda encontrar as típicas vendedeiras e as genuínas gentes do Porto.
Ajude-nos a salvar o mercado do Bolhão. Denuncie este atentado contra o património.
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04 fevereiro 2008
Porto for sale

(clique na imagem para aumentar)
Contactos: R. Rio - CMP
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01 fevereiro 2008
Levantar a voz no Bolhão em coro com quem lá trabalha !
Era sítio frequentado
por pobre ou remediado
por rico ou por meliante
E era natureza sua
o ser da gente da rua
o ser sítio cativante
Mas um dia os cifrões
mais gordos que os corações
para o mercado olharam
E um bando de bandalhos
torceram a rama aos alhos
e seu reino cobiçaram
Como precisava de obras
os cifrões viraram cobras
e o mercado sua presa
Decidiram em segredo
semear veneno e medo
para não haver defesa
Uma vez delineado
novo rumo p'ró mercado
marcaram demolição
Porém o povo tripeiro
tem afecto verdadeiro
pelo seu velho Bolhão...
Ponha aqui o seu pezinho
ó vizinha, ó vizinho
que nos roubam o mercado
Meta os butes ao caminho
venha mostrar o focinho
e mostrar seu desagrado
Já temos shoppings a mais
e outras lojas que tais
preferimos o Bolhão
Agora arrebenta a bolha
e há que fazer a folha
a quem quer demolição
Ó talhantes, ó peixeiras,
floristas e vendeiras
de hortaliça e de fruta
Aqui viemos dizer
que o nosso querer é poder
abaixo os filhos da puta
Nada somos separados
mas juntos somos danados
e já cresce o furacão
Não baixaremos os braços
fortes são os velhos laços
que nos ligam ao Bolhão
Esta casa que habitais
por peritos especiais
até foi classificada
Património construído
pela lei é protegido
em terra civilizada
Mas as pedras sem as gentes
são como chão sem sementes
nada criam nada falam
Se há malta que não se sente
filha é de fraca gente
gritai pois o que eles calam
Convosco faremos frente
à proposta indecente
de demolir o Bolhão
No fim faremos banquetes
mas segurai os foguetes
agora é preciso acção
Com teimosia e revolta
se dará talvez a volta
a esta pouca vergonha
Mas cautela, ó ocupante,
urge ser perseverante
porque os gajos vendem ronha
Aqui estamos e estaremos
muitos embora pequenos
e não arredamos não
Contra a corja de bandidos
de vendilhões presumidos
que cobiçam o Bolhão
Quando na cova estivermos
passados alguns Invernos
os vindouros pensarão
Obrigado companheiros
porque fostes altaneiros
na defesa do Bolhão
Acaba a canção de rua
mas a luta continua
até gritarmos vitória
O Bolhão não vai morrer
se a malta não ceder
porque é nossa esta história
Para cantar com a modinha açoreana «Ponha aqui o seu pezinho»)
Regina Guimarães
20 janeiro 2008
Manifesto Bolhão contra a demolição !

Participe e apareça na segunda-feira, dia 21 de Janeiro às 20.30 em frente à Câmara Municipal do Porto para exercer o seu direito de indignação face à demolição de um edifício simbólico como é o Mercado do Bolhão.
Nessa Noite irá ocorrer na Assembleia Municipal da Câmara Porto, aprovação do projecto de demolição do Mercado do Bolhão!
21 de JANEIRO (2ª) , ÀS 20.30 EM FRENTE À CÂMARA
Mais info em Manifesto Bolhão
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04 janeiro 2008
O rigor financeiro do Querido Lider
"Tratando-se de uma dívida de natureza financeira, considera-se que esta deveria concorrer para os limites de endividamento da Autarquia do Porto no ano a que respeita. No ano de 2005, a Autarquia em causa, sem incluir esta dívida, tinha ultrapassado os níveis legais de endividamento", lê-se no relatório. Em Setembro de 2006, depois de uma auditoria feita pelos serviços municipais ter questionado a legalidade destes empréstimos, Rui Rio deu ordens, em despacho, para que não fossem efectuadas mais operações financeiras deste tipo, criticando, porém, a "aparente irracionalidade da lei vigente".
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14 outubro 2007
RIVOLIÇÃO - 1 ano depois
Nesse dia, às 22h voltaremos ao local do nosso «CRIme»
A ANA DEUS CANTARÁ, A FANTARRA COLHER DE SOPA TOCARÁ, os grupos envolvidos nesta causa FARão CIRCULAR INformação, o actor daniel Pinto lerá o último acto da peça «curto-circuito», em cena na 1ª noite do protesto contra a política da CMP
PORQUE A PRAÇA É Nossa e o Rivoli há-de voltar a sê-lo
24 junho 2007
O Querido Lider, os croquetes e as Festas mais ou menos populares...
e já me esquecia das Tias e dos Rissóis....
Ontem também houve espaço de protesto dentro da Festa de S. João, onde algumas das pessoas que não se resignam com o que tem vindo a ser feito à cultura do Porto, pelo Rui Rio estiveram a protestar festejando, da sua forma em frente ao Rivoli na Praça D. João I, onde se trocou o croquete por chouriço assado.
Vale também a pena visitar:O Querido Líder que se apresenta assim:
O Querido Líder
«Lutaremos pois, por um Porto melhor, mais solidário e mais equilibrado. (...) O tal Porto, que no dizer de Almeida Garrett, "tem muitos que trocam os bês pelos vês, mas poucos que trocam a liberdade pela servidão".»
[Rui 'Querido Líder' Rio, discurso de tomada de posse, Jan.2002]
o.querido.lider@gmail.com
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21 junho 2007
Ai ai!!! Este cheirinho a mofo que se espalha pela cidade
Da próxima vez que forem a uma manif, sorriam: estão a ser filmados por agentes da CMP: aqui está o vídeo. Com que então o jornalista do JN pensava que escapava... Pormenores da operação policial: no site oficial da CMP.
27 fevereiro 2007
Ainda bem que gostamos de transparência !
Verba em causa foi cedida pelo Grupo Amorim ao “Gabinete Comércio Vivo", para promoção do comércio tradicional
O presidente da Câmara do Porto recusou, esta terça-feira, um debate, em sede autárquica, sobre a actividade do “Gabinete Comércio Vivo" (GCV), constituído para gerir cinco milhões de euros destinados pelo grupo Amorim à promoção do comércio tradicional.
Os vereadores da oposição socialista e comunista insistem para que seja esclarecida a actividade do GCV e o destino dado aos cinco milhões de euros, no entanto, o presidente da autarquia, Rui Rio (PSD), não acha “de bom tom que a câmara se meta nisso", argumentando que se trata de dinheiro entregue por um privado a outro privado.
O presidente da autarquia afirmou que a oposição pode, se assim o entender, pedir esclarecimentos à presidente do GCV, Laura Rodrigues, "que já se disponibilizou para o efeito", ou ao funcionário autárquico que integra a administração do gabinete.
O "Comércio Vivo” nasceu em 2002 para promover acções que ajudassem o comércio tradicional a enfrentar a concorrência de uma grande superfície e, neste âmbito, a Aplicação Urbana II, empresa do grupo Amorim, comprometeu-se a atribuir cinco milhões de euros ao GCV.
O grupo Amorim acusa o GCV e a Associação de Comerciantes do Porto, que têm uma presidente comum, de "graves e reiteradas violações" do protocolo, o que levou a Aplicação Urbana II a mover uma acção, reclamando a devolução de 2,865 milhões de euros e a extinção ou resolução do protocolo assinado em 2002.
A empresa do Grupo Amorim argumenta também que a ACP levantou 2,52 milhões de euros em Dezembro de 2005, alegadamente para a compra de dois prédios degradados no Porto, que ainda não concretizou.
"Tudo isto é muito nebuloso e as últimas notícias não nos deixam muito tranquilos", afirmou hoje o vereador socialista Francisco Assis, ao solicitar o debate e o destino dado aos cinco milhões de euros, defendendo que o assunto "tem dignidade" para ser debatido em sessão camarária.
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24 janeiro 2007
Rivoli vai dar 5,6 milhões a La Féria este ano
O protocolo de Cedência e Concessão de Exploração do Teatro Rivoli vai pôr nos bolsos de Filipe La Féria 5,6 milhões de euros/ano. São os números da receita líquida que constam da proposta entregue à Câmara Municipal do Porto, recentemente aprovada por Rui Rio, à qual o Expresso teve acesso.
Vira o palco e toca o mesmo
Em contrapartida, o patrão do Politeama propõe como serviço público para o Rivoli uma programação baseada na projecção mediática e nos espectáculos de sucesso já apresentados em Lisboa. A começar pelo musical acabado de estrear na Capital, "Miss Daisy", La Féria chega ao ponto de programar musicais encenados por si há mais de uma década ("Jesus Christ Superstar", por exemplo), retoma "A Canção de Lisboa" ou "Wanda Stuart" e por aí fora.
A transparência de todo o processo, desde que as candidaturas foram entregues a 30 de Setembro, também tem sido posta em causa. Aceites cinco candidaturas – Portoeventos, Bastidores (a empresa de La Féria), Miltemas, Plateia e Inatel –, Rui Rio é obrigado a criar por despacho uma Comissão de Acompanhamento para analisar as propostas. Tudo porque a Fundação Gomes Teixeira da Universidade do Porto recusou-se a analisar a sustentabilidade económico-financeira das propostas. Razão evocada pela instituição: Os elementos facultados pela autarquia eram "insuficientemente sólidos de acordo com os padrões normais a que deve obedecer um business plan".A 17 de Outubro, a comissão recém-nomeada por Rio avalia as candidaturas segundo os requisitos impostos pelo concurso (prova de capacidade económica, oferta de espectáculos, grandes produções, peças infanto-juvenis, obras de cariz experimental, autores e artistas da zona norte, ensino e formação, manutenção dos espaços e equipamentos, resumo de guiões, entre outros aspectos). É já a 18 de Dezembro que Rui Rio delibera celebrar o contrato de gestão do Rivoli com La Féria, depois de todos os candidatos terem sido recebidos em audição por uma "comissão restrita", criada sem qualquer despacho e presidida por Álvaro Castello-Branco, vice-presidente da autarquia, Raul Matos Fernandes, director municipal da cultura, e Manuel Pinto Teixeira, chefe de gabinete da presidência, terem dado o seu parecer final. Em bom rigor, o único existente
Por responder fica as perguntas que o Expresso tentou insistentemente fazer tanto ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rui, como ao produtor Filipe La Féria. É que nem num caso, nem no outro, se passou das secretárias, a quem o assunto foi explicado.FONTE: EXPRESSO









