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16 agosto 2009

Morreu Isabel Alves Costa


Isabel Alves Costa, directora do Festival Internacional de Marionetas do Porto e ex-responsável artística do Rivoli, faleceu hoje em Monção.

A programadora Isabel Alves Costa (1946-2009), primeira e última directora artística do Rivoli Teatro Municipal, no Porto, morreu ontem na sua casa de férias, em Monção, vítima de doença súbita. Filha de Henrique Alves Costa, histórico director do Cineclube do Porto e figura determinante na divulgação do cinema em Portugal entre as décadas de 50 e 70, e irmã do arquitecto Alexandre Alves Costa, Isabel Alves Costa teve um papel fundamental na estruturação da vida cultural do Porto durante a década de 90 e foi uma das programadoras mais activas do Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, como responsável pela área das artes do palco.
O Governo francês atribuiu-lhe a medalha de Chevalier des Arts et des Lettres em 2006 - foi estudar para Paris em 1963 e regressou em 1997 à Sorbonne para se doutorar em estudos teatrais. O Rivoli, que dirigiu desde a reabertura como teatro municipal, em 1993, até à entrega do equipamento a Filipe La Féria por iniciativa de Rui Rio, em 2007, foi a sua grande aventura pública e pessoal. Durante os anos em que esteve à frente do teatro, Isabel Alves Costa transformou-o na sala de espectáculos de referência da cidade, sobretudo nas áreas da dança e do novo circo.
O processo que terminou com a concessão do Rivoli a um privado (e que Alves Costa descreve minuciosamente em "Rivoli 1989-2006", o livro com que pôs um ponto final nesse capítulo) debilitou-a profundamente, mesmo a nível físico, como explicou ao PÚBLICO na primeira entrevista que aceitou dar sobre esse assunto, em Setembro do ano passado: "[Foi] muitíssimo sofrido. As pessoas não têm noção de como estas coisas nos marcam o corpo. Eu tenho tido, desde que saí do teatro, uma série de problemas que, dizem-me os médicos, resultam dos últimos anos do Rivoli. Tenho de virar muitas páginas para o meu corpo voltar a ter um funcionamento mais ou menos normal."
Foi virar essas páginas ali ao lado, como directora do Festival Internacional de Marionetas do Porto, que ela própria fundou em 1989 e que nos últimos anos se realizou mesmo em frente ao Rivoli, na Praça D. João I, e também para o Alto Minho, onde em 2005 assumiu o acompanhamento artístico da companhia de teatro Comédias do Minho, um projecto único no país pela sua relação de igual para igual com o território.

28 fevereiro 2009

Palermo Shooting – um ensaio sobre a imagem


Palermo Shooting não é só um filme. Da forma como foi pensado pelo realizador como o fim para o qual foi pensado transformam-no quase automaticamente num filme de culto. Um filme com uma fotografia exemplar pensado quase fotograma por fotograma, sensível ao movimento e com um ritmo lento mas propositado para nos arrastar para a forma como sentimos a passagem do tempo. Os ingredientes estão todos lá e passando pela homenagem até ao ponto do ensaio, as referências para a filosofia inerente ao acto da captação de imagem agiganta-se sobre o público causando um rol de sensações que nos acompanham por muito tempo depois de sair da sala. Bergman e Antonioni são assumidos mas há no filme muito mais. Há Dziga Vertov no Homem por trás da Camera de Filmar, há Barthes na procura do entendimento entre o fotógrafo e o objecto. Há um pouco de nós todos e não foi por acaso que na apresentação do filme Wenders disse que era o primeiro filme interactivo a passar pelo Fantasporto.
A história do filme é simples. Um fotógrafo famoso de renome mundial quer nas artes como na moda, Finn leva uma vida agitada, dorme pouco, o telemóvel nunca pára de tocar e a música dos seus auscultadores são a companhia mais constante e que lhe dão o poder de se isolar completamente do mundo. Na verdade a música é o primeiro tijolo na construção de um mundo só seu que tenta recriar nas fotografias que faz. A verdade fotográfica e a manipulação, o drama do fotógrafo perante a impossibilidade de capturar o momento e a preocupação atenta com o que rodeia caracterizam esta personagem tipo com a qual é fácil, para qualquer fotógrafo, se identificar.
Subitamente, a sua vida fica fora de controlo, uma viagem que o transporta para fora de si mesmo leva Finn a partir e deixar tudo para trás. A sua viagem leva-o de Dusseldorf até Palermo. Aí, vê-se perseguido por um misterioso atirador que o segue com um propósito de vingança.
Sobre o resto, conta-lo seria um spoiler. O melhor conselho é que o vejam atentamente e o interpretem da forma que o realizador nos aconselha: sintam-se atingidos pelo shoot deste filme e interajam com ele.

Também podem ler o artigo e outros mais no especial Fantasporto da Rascunho.net


Palermo Shooting de Wim Wenders



Fotos: Pedro Ferreira

Wim Wenders no Fantasporto. Sobre o filme: completamente sem palavras. Poesia, fotografia, essência e tantas coisas que as palavras não me chegam neste momento...

27 fevereiro 2009

@ Fantasporto: amanhã a não perder...


Sexykiller

Palermo Shooting

25 fevereiro 2008

Começa amanhã no Porto - Fantasporto 2008


Fantasporto 2008 spot for tv and movie theaters from j. dorminsky on Vimeo.


25 de Fevereiro a 9 de Março de 2008
RIVOLI - TEATRO MUNICIPAL
PORTO

OS NÚMEROS DO FANTASPORTO 2008

38 PAÍSES REPRESENTADOS
Europa representada por 22 países
Resto do Mundo representado por 16 países
Portugal com 87 filmes em exibição
13 ÉCRANS
8 CIDADES ENVOLVIDAS
3.100 LUGARES POR SESSÃO
527 SESSÕES
64 FILMES EM COMPETIÇÃO
359 FILMES A EXIBIR
251 Longas Metragens
108 Curtas Metragens
COLABORAÇÕES:
11 Distribuidoras portuguesas
3 Distribuidoras espanholas
320 Produtoras
650 CONVIDADOS
300 JORNALISTAS
250 PESSOAS PARTICIPAM NA PRODUÇÃO DO FANTAS

FANTASPORTO
Evento de Manifesto Interesse Cultural (Ministério da Cultura)
Evento Imagem de Portugal no Estrangeiro (Instituto de Turismo)
Medalha Grau Ouro da Câmara Municipal do Porto
Medalha Grau Ouro da Câmara Municipal de Gaia.
Evento considerado um dos 25 maiores festivais do Mundo, segundo a Variety

mais infos no site oficial

14 outubro 2007

RIVOLIÇÃO - 1 ano depois


Faz na 2ª Feira, dia 15 de Outubro, um ano que lá estivemos uns dentro, outros fora, outros dentro e fora

Nesse dia, às 22h voltaremos ao local do nosso «CRIme»


A ANA DEUS CANTARÁ, A FANTARRA COLHER DE SOPA TOCARÁ, os grupos envolvidos nesta causa FARão CIRCULAR INformação, o actor daniel Pinto lerá o último acto da peça «curto-circuito», em cena na 1ª noite do protesto contra a política da CMP

PORQUE A PRAÇA É Nossa e o Rivoli há-de voltar a sê-lo

10 outubro 2007

Pois cá se fazem e cá não se pagam.....


Filipe La Féria não pagou qualquer quantia à Câmara do Porto pela utilização do Rivoli. Um aditamento ao contrato prevê que, no final do acordo, a Câmara utilize esse crédito para comprar os equipamentos adquiridos entretanto pelo produtor.

in O Primeiro de Janeiro ver noticia completa

Razão tinha o Dr. Rui Rio quando disse que o acordo com a empresa de La Féria ia trazer dinheiro nunca visto.... pois nunca visto nem antes e muito menos agora!

É cultura estúpido...

21 junho 2007

Ai ai!!! Este cheirinho a mofo que se espalha pela cidade


Da próxima vez que forem a uma manif, sorriam: estão a ser filmados por agentes da CMP: aqui está o vídeo. Com que então o jornalista do JN pensava que escapava... Pormenores da operação policial: no site oficial da CMP.

24 janeiro 2007

Rivoli vai dar 5,6 milhões a La Féria este ano












A exploração do Rivoli entregue pela câmara do Porto à empresa Bastidores é um contrato milionário. Na proposta, La Féria nem incluiu um único espectáculo que já não tenha passado pelo Politeama.

O protocolo de Cedência e Concessão de Exploração do Teatro Rivoli vai pôr nos bolsos de Filipe La Féria 5,6 milhões de euros/ano. São os números da receita líquida que constam da proposta entregue à Câmara Municipal do Porto, recentemente aprovada por Rui Rio, à qual o Expresso teve acesso.

De acordo com o documento apresentado pelo produtor, o valor médio de um bilhete para um espectáculo infanto-juvenil, no pequeno auditório do teatro, ronda os 22 euros, quando a prática corrente para esse tipo de espectáculos não ultrapassa os três euros. Mas há mais: A autarquia responsabiliza-se por todas as despesas de manutenção estrutural do edifício, pela reposição de equipamentos técnicos e pelos gastos dos consumos de água, electricidade e combustíveis de climatização.No contrato, autarquia e produtor obrigam-se a manter com carácter de confidencialidade todos os documentos, com ressalva para as revelações impostas por obrigação legal. Também em matéria de não renovação do protocolo La Féria sai a ganhar. Por exemplo, se estiver em palco um espectáculo estreado há menos de 180 dias, o município vê-se obrigado a indemnizar o encenador por todos os prejuízos da não renovação, "que desde já se fixam no valor correspondente aos três maiores meses de receita média, dos seis meses imediatamente antecedentes da comunicação da intenção de não renovação".

Vira o palco e toca o mesmo

Em contrapartida, o patrão do Politeama propõe como serviço público para o Rivoli uma programação baseada na projecção mediática e nos espectáculos de sucesso já apresentados em Lisboa. A começar pelo musical acabado de estrear na Capital, "Miss Daisy", La Féria chega ao ponto de programar musicais encenados por si há mais de uma década ("Jesus Christ Superstar", por exemplo), retoma "A Canção de Lisboa" ou "Wanda Stuart" e por aí fora.

A transparência de todo o processo, desde que as candidaturas foram entregues a 30 de Setembro, também tem sido posta em causa. Aceites cinco candidaturas – Portoeventos, Bastidores (a empresa de La Féria), Miltemas, Plateia e Inatel –, Rui Rio é obrigado a criar por despacho uma Comissão de Acompanhamento para analisar as propostas. Tudo porque a Fundação Gomes Teixeira da Universidade do Porto recusou-se a analisar a sustentabilidade económico-financeira das propostas. Razão evocada pela instituição: Os elementos facultados pela autarquia eram "insuficientemente sólidos de acordo com os padrões normais a que deve obedecer um business plan".

A 17 de Outubro, a comissão recém-nomeada por Rio avalia as candidaturas segundo os requisitos impostos pelo concurso (prova de capacidade económica, oferta de espectáculos, grandes produções, peças infanto-juvenis, obras de cariz experimental, autores e artistas da zona norte, ensino e formação, manutenção dos espaços e equipamentos, resumo de guiões, entre outros aspectos). É já a 18 de Dezembro que Rui Rio delibera celebrar o contrato de gestão do Rivoli com La Féria, depois de todos os candidatos terem sido recebidos em audição por uma "comissão restrita", criada sem qualquer despacho e presidida por Álvaro Castello-Branco, vice-presidente da autarquia, Raul Matos Fernandes, director municipal da cultura, e Manuel Pinto Teixeira, chefe de gabinete da presidência, terem dado o seu parecer final. Em bom rigor, o único existente

Por responder fica as perguntas que o Expresso tentou insistentemente fazer tanto ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rui, como ao produtor Filipe La Féria. É que nem num caso, nem no outro, se passou das secretárias, a quem o assunto foi explicado.

FONTE: EXPRESSO