badge

28 fevereiro 2007

Warholize It


Temos Lei !!!


PS, PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes" chegaram a acordo sobre os termos da nova lei de interrupção voluntária da gravidez. A proposta de texto substitutivo já foi entregue à primeira Comissão, de Assuntos Constitucionais e Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, que se reúne esta quarta-feira. A proposta foi elaborada por consenso dos partidos que defenderam o "Sim", mas está aberta à assinatura de todos os que assim o decidirem.
O acordo inclui a consulta médica obrigatória para a mulher que queira interromper a sua gravidez; nessa consulta, a mulher é informada sobre o acto médico que está a pedir. Caso queira, a mulher terá acompanhamento psicológico no período de reflexão. A mulher será ainda informada sobre o apoio social que poderá obter. O período de reflexão é de um mínimo de três dias.
Quanto à objecção de consciência, o texto deixa claro que não pode haver serviços do SNS que sejam - enquanto serviços - objectores de consciência. Por outro lado, os médicos que forem objectores de consciência não estarão vinculados aos serviços de IVG.
O texto garante ainda o encaminhamento das mulheres para os serviços de planeamento familiar, e a obrigatoriedade do sigilo médico de todos os profissionais envolvidos em interrupções voluntárias de gravidez.

27 fevereiro 2007

Ainda bem que gostamos de transparência !


Rui Rio rejeita debate sobre destino de 5 milhões de euros

Verba em causa foi cedida pelo Grupo Amorim ao “Gabinete Comércio Vivo", para promoção do comércio tradicional

O presidente da Câmara do Porto recusou, esta terça-feira, um debate, em sede autárquica, sobre a actividade do “Gabinete Comércio Vivo" (GCV), constituído para gerir cinco milhões de euros destinados pelo grupo Amorim à promoção do comércio tradicional.
Os vereadores da oposição socialista e comunista insistem para que seja esclarecida a actividade do GCV e o destino dado aos cinco milhões de euros, no entanto, o presidente da autarquia, Rui Rio (PSD), não acha “de bom tom que a câmara se meta nisso", argumentando que se trata de dinheiro entregue por um privado a outro privado.
O presidente da autarquia afirmou que a oposição pode, se assim o entender, pedir esclarecimentos à presidente do GCV, Laura Rodrigues, "que já se disponibilizou para o efeito", ou ao funcionário autárquico que integra a administração do gabinete.
O "Comércio Vivo” nasceu em 2002 para promover acções que ajudassem o comércio tradicional a enfrentar a concorrência de uma grande superfície e, neste âmbito, a Aplicação Urbana II, empresa do grupo Amorim, comprometeu-se a atribuir cinco milhões de euros ao GCV.
O grupo Amorim acusa o GCV e a Associação de Comerciantes do Porto, que têm uma presidente comum, de "graves e reiteradas violações" do protocolo, o que levou a Aplicação Urbana II a mover uma acção, reclamando a devolução de 2,865 milhões de euros e a extinção ou resolução do protocolo assinado em 2002.
A empresa do Grupo Amorim argumenta também que a ACP levantou 2,52 milhões de euros em Dezembro de 2005, alegadamente para a compra de dois prédios degradados no Porto, que ainda não concretizou.
"Tudo isto é muito nebuloso e as últimas notícias não nos deixam muito tranquilos", afirmou hoje o vereador socialista Francisco Assis, ao solicitar o debate e o destino dado aos cinco milhões de euros, defendendo que o assunto "tem dignidade" para ser debatido em sessão camarária.

FONTE: JN

26 fevereiro 2007

Quando se pensava que já pouco mais (de asneiras) haveria a fazer !!!


Governo lança médicos no desemprego

O Ministério da Saúde decidiu abrir apenas 200 vagas no concurso para Internato Médico, quando o número de candidatos é precisamente o dobro. Isto significa que muitos dos jovens recém-licenciados em medicina não poderão exercer a profissão em 2007. «Haverá médicos sem autonomia pelo que não poderão exercer qualquer actividade médica ficando portanto no desemprego até novo exame que ocorrerá no final de 2007, sem qualquer garantia de colocação no próximo concurso se esta situação se perpetuar», alerta em comunicado o «Movimento pró Médico Interno».
A 23 de Outubro de 2006 por despacho do Secretário-Geral do Ministério da Saúde foi aberto o concurso IM 2007 B para o Internato Médico. Já depois da inscrição de 400 candidatos para este concurso por via de exame realizado a 19 de Dezembro, foi publicado a 15 de Fevereiro o mapa de vagas para o mesmo concurso, em que se apresentam apenas 200 vagas. Deste facto decorre que dos 400 candidatos, 200 não terão qualquer vaga para formação numa instituição do Estado português.
Em comunicado dirigido a todos os grupos parlamentares e aos órgãos de comunicação social, o «Movimento pró Médico Interno» informa que a ausência de colocação de 200 médicos origina três situações nefastas:
«Haverá colaboradores que ainda não terão autonomia médica pelo que não poderão exercer qualquer actividade médica ficando portanto no desemprego até novo exame que ocorrerá no final de 2007, sem qualquer garantia de colocação no próximo concurso se esta situação se perpetuar; haverá outros colegas que embora tendo autonomia médica não poderão iniciar a sua formação médica, podendo apenas realizar trabalhos a recibos verdes; haverá ainda situações em que os colegas estarão a exercer uma especialidade para a qual não têm motivação nem apetência.»
Os médicos denunciam ainda o facto de o investimento na formação de novos médicos (através da abertura de duas novas faculdades e do aumento dos numerus clausus) não se reflectir na melhoria dos serviços de saúde, atirando jovens licenciados para o desemprego ou nalguns casos para a precariedade laboral, através de recibos verdes. E acrescentam: «ocorrerá obviamente o fenómeno de fuga de médicos do nosso país para exercício de funções no estrangeiro com o perpetuar destas situações, quando na realidade fizeram toda a sua formação no nosso país e estão ansiosos por exercer no mesmo país».
Até ao momento, o Ministério da Saúde não divulgou qualquer justificação para o sucedido.

Bonjardim


Bonjardim
de

Ângelo Ferreira de Sousa e Carla Cruz

A Sala
Dias 3 e 4 de Março pelas 22:00

Rua do Bonjardim 235 2º-Porto

25 fevereiro 2007

"Não temos vergonha"



NÃO TEMOS VERGONHA DE SERMOS TRANSGÉNEROS, TRANSEXUAIS, AMIG@S COMPANHEIR@S OU SIMPATIZANTES! WE ARE NOT ASHAME BEEN TRANSGENDERS, TRANSEXUALS, FRIENDS ORCOMPAGNONS! NOUS N'AVONT PAS ONTE D´ÉTRE TRANSGENRES, TRANSEXUELS/LLES, AMIS/ES, COMPAGNES/ONS OU SIMPATISANTS!
- O maior segmento da comunidade transgénero, (transexual incluido) luta por uma melhor assimilação social e recusa fazer parte de qualquer comunidade que se defina como “oculta” ou "invisivel". -
No aniversário do brutal assassinato de Gisberta Salce Júnior, a associação @t. lança esta campanha virtual a não deixar de visitar

Porque hoje é Domingo


Porque hoje é Domingo e o dia me aperta na rigidez das horas que custam tanto a passar...
Talvez um filme. Sentado de qualquer forma em frente a um ecrã que me possa contar uma história que eu consiga suportar.

[porque no Porto há Fantasporto uma pequena e digna homenagem ao autor do filme que origina a fotografia lá de cima - Kim Ki Duk in The Bow]

23 fevereiro 2007

Homenagem com H grande para um Zeca de Z muito grande


Para quem não sabe mas está mesmo curioso!

"Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou..."

Cantigas do Maio, José Afonso

Habitação para Tod@s !

22 fevereiro 2007

Um ano depois do assassinato da transsexual Gisberta

Tudo na mesma.

Faz hoje um ano desde que foi encontrado o corpo de Gisberta, transsexual, toxicodependente, seropositiva, prostituta e imigrante brasileira, que sucumbiu a três dias de tortura e sevícias sexuais e posterior afogamento, ao ser lançada a um poço por um bando de rapazes no Porto. Um ano passado, fala-se de um crime que "chocou o País". E não é verdade: um país chocado, é um País que reage e previne. E não foi assim.
O problema está em que o referido "choque" foi limitado à jovem idade dos autores deste crime (eles próprios vítimas de injustas políticas sociais e de desprotecção de menores), e não se estendeu à perda de uma vida, à exclusão social extrema em que esta vítima mortal estava encurralada, e sobre a qual, um ano depois, praticamente nenhuma intervenção teve lugar, e nada de concreto se alterou. O País pode, portanto, acertar os relógios e continuar a contar os dias até à próxima Gisberta, talvez menos mediática mas nem por isso menos certa. Aliás, o País queria esquecer e já esqueceu.
Um ano depois, temos uma sentença judicial ignóbil que responsabiliza os jovens em causa por agressão mas que os iliba do assassinato e da tortura, sustentando que a vítima morreu por culpa da água em que se afogou. Gisberta morreu assassinada mas ninguém a assassinou, tal como às restantes transsexuais que têm tido sorte semelhante e cujos casos não vêm a público. Por outras palavras, podem matar-se transsexuais, porque isso não tem em si consequência jurídica.
Um ano depois, a protecção legal de pessoas como Gisberta continua inexistente, e as condições de marginalização de grande parte da população transsexual continuam intocadas porque os decisores políticos e o Estado continuam a fugir às suas responsabilidades, tal como aliás no que toca também à população homossexual:
Num país campeão da violência sobre menores, o sistema de "guarda e protecção de menores" continua sem medidas de reforma para que seja mais do que um armazém de crianças e jovens, das quais metade entregues a instituições religiosas, sem contexto emocional ou educativo .
Continua ausente da discussão política o reconhecimento do direito à identidade de género e a protecção legal da população trans contra a discriminação e a violência, no sentido do que legislaram já a Espanha ou a Inglaterra.
Os/as transsexuais continuam sujeitos/as a um processo médico abusivo e mesmo, os transsexuais masculinos, à esterilização forçada, para poderem alterar os seus nomes no BI . Continuam impedidos/as de ver alterado o seu género noutros documentos de identificação, com prejuízo evidente das suas oportunidades de acesso ao emprego .
Nada se fez para limitar o impacto da exclusão social da maioria da população transsexual. A primeira violência de que esta é vítima, é institucional e legal.
Numa altura em que a política institucional volta a adiar o reconhecimento do direito ao casamento civil para os casais do mesmo sexo, lembremos que em Portugal ainda estamos na fase de debater medidas que poderiam significar a diferença entre a vida e a morte.
Quando alguma agenda política e mediática tende a resumir ao tema do "casamento" as reivindicações do movimento Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT), o caso de Gisberta Salce Júnior aí está para nos lembrar e não deixar esquecer que em Portugal a homofobia e a transfobia continuam regra, que a verdadeira fractura social está na discriminação, e não no reconhecimento de direitos à população LGBT.
Sobretudo, que no combate a estas discriminações, temas como o do casamento civil são "parte" mas não "o todo", porque está quase tudo por fazer naquilo que pode em concreto melhorar as vidas sujeitas a estas discriminações e violências.
Certo é que a transfobia, a homofobia, e a violência discriminatória começam e acabam por ser institucionais, e pouco se alterará nas mentalidades enquanto assim for, e enquanto os políticos continuarem a escudar-se na necessidade de "um grande debate nacional" para não fazerem o que está certo: prevenir (a violência e a discriminação), educar e legislar. O que não dizem os políticos que assim falam, é que eles próprios não estão abertos a esse debate:
A legislar contra a discriminação pela orientação sexual ou pela identidade de género, ainda mais desprotegida.
A assumir responsabilidade por políticas activas de Educação para a prevenção destas discriminações, à semelhança de outras.
A assumir a extinção de normas discriminatórias, como a que continua a excluir homossexuais na doação de sangue.
A alterar a legislação discriminatória e contrária ao princípio constitucional de não discriminação em função da orientação sexual , reconhecendo as novas expressões familiares e as famílias não-heterossexuais e os seus direitos: reconhecer os milhares de famílias de homossexuais com filhos e, em consquência, o acesso à adopção, alargar, sim, o acesso ao casamento civil, regulamentar o acesso à inseminação artificial para lá dos casos de esterilidade, regulamentar e fazer aplicar a Lei das Uniões de Facto.
O Estado continua a ser o primeiro violador da igualdade. Não só não a combate como promove a discriminação através da sua inacção e das suas leis.
"Tema fracturante", realmente, só vemos um: a discriminação que nos expõe à desigualdade e à violência, sobre a qual ninguém em Portugal assume responsabilidades. Mas essa indiferença tem custos humanos e sociais, de que Gisberta é um lembrete incómodo. E prova trágica de que quem não assume as suas responsabilidades, é já responsável.

PANTERAS ROSA - FRENTE DE COMBATE À LESBIGAYTRANSFOBIA

www.panterasrosa.com
www.panterasrosa.blogspot.com

21 fevereiro 2007

Diz que é uma coisa muito antiga....


Encontrados juntos 6000 anos depois...

Love, love will tear us apart again - song for the day!
(Joy Division)

Ansioso por... The Simpsons - The Movie


A primeira Trailer

a segunda trailer
a terceira trailer
e o Site Oficial

20 fevereiro 2007

Salvar vidas... criar um posto de trabalho!


É possível fazer publicidade atractiva e que não seja paternalista! :D

O Ano do Porco já começou....


e a Madeira não quis ficar para trás nos festejos!

Jardim demite-se do governo regional

19 fevereiro 2007

A Sala


André Sousa
apresenta

BUHHH

n' a Sala

sexta 23 e Sábado 24* de Fevereiro, às 22h
* colaboração com Christine Fowler

a Sala é um projecto de mostra de criações performativas localizado num apartamento de habitação na baixa do Porto. uma vez por mês, apresenta projectos performativos de autores de diversas áreas (artes plásticas, música, dança, teatro entre outras).
É programado por António Lago e Susana Chiocca.
Rua do Bonjardim, 253 2º - Porto

Solta... Corre... Grita... Foge....


Nas palavras soltas pelas ruas da cidade, muitas delas prendiam-se a paredes devolutas desta cidade que já não tem donos. O grito era mais que uma revolução mas já de nada servia porque as pessoas eram surdas. estranhavam ver esta gente, assim, de boca aberta e a ficar com as faces rubras:
- Nunca soube o que pensariam sobre nós!

Eram também mudas!

Solta
Corre
Grita
Foge... não foge
Volta [para mim]
Esquece tudo o que disse! Amanhã o dia é diferente e as pessoas serão as mesmas.
Triste
Alegre por te ter aqui...sempre ao meu lado.
Corre mas devagarinho
Foge mas não vás muito longe

18 fevereiro 2007

Calco nuvens espessas de memória
Reaprendo os fragmentos de um conhecimento flutuante que me tolda as emoções
Volto a chocar com a verdade de um velho mago que me anuncia a mágoa constante de ser infiel ao mundo...
Da vida e do novo, cá regresso outra vez!

Isto é um autêntico circo....


Pois é, mesmo. Um museu online da maior colecção holandesa Jaap Best, com posteres, fotos e litografias do universo circense de 1800 até os dias de hoje. Vale bem a pena a visita aqui neste Museu do Circo

17 fevereiro 2007

Quem tudo quer, tudo pode!


Via Atrás da Porta Verde...

16 fevereiro 2007

It's Just a Plant


O livro It’s Just a Plant: a children’s story of marijuana, conta a história de uma miúda que aprende algumas coisas sobre a planta da Marijuana falando com os seus pais, com um plantador da erva, com um médico e um policia. O autor, afirma que o livro serve para que os próprios pais possam educar os seus filhos a respeito dessa mesma substância.

O site do It's Just a Plant pode ser visitado aqui onde pode encontrar mais info.