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01 abril 2010

Absentia


Podia simplesmente dizer-te que não te amo.
Podia dizer que as mãos não estremecem quando sentem o calor do teu corpo.
Podia dizer que os ouvidos não ensurdecem para o mundo quando falas.
Não gosto de te ouvir cantar!

Podia dizer que não gosto de te ver, de te sentir.
Podia dizer que não és real e que não suporto a tua presença mesmo quando não estás aqui.

Podia dizer tudo... e no fim dizer-te que hoje é 1 de Abril!

Foto e Texto: Pedro Ferreira

25 março 2010

Do outro lado do espelho há uma porta que diz saída


Já não há histórias de espelhos que nos fazem viajar. As Alices desapareçam para sempre no fundo de outros espelhos. As saídas já não são verdadeiras saídas e as portas não são de confiança. Tentamos, hesitamos. Entramos e saímos, escorregamos e caímos. Saltamos e corremos, choramos e às vezes desesperamos.
Já não princesas em castelos nem cavaleiros para as salvar. Já não tempos encantados nem amores perfeitos. Todos os dias há um castelo de cartas que cai aos meus e que todos os dias tento reconstruir. As forças perdem-se e os suspiros são ventos brutais que me afastam cada vez mais.

Já não há espelhos para nos levar em viagens mágicas... Do outro lado do espelho há uma porta que diz saída, dou outro lado da porta há uma placa que diz o teu nome. Do outro lado do teu nome há letras que dizem amar.

Texto e Foto: Pedro Ferreira

25 março 2009

Procura-se um(a) amante !


Não é bem correio do leitor mas também não é propriamente uma citação. Seria algo mais do género: as coisas que nos fazem chegar ao email. Vale a pena ler. Obrigado A.C.B. ;)

Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas ?!".
Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"?
"Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmos-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmos-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermos-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmos-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".

Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"

03 março 2009

Amor em tempo de crise !


Sessão de poesia "Amor em tempo de crise" - próxima 5ª feira dia 5 de Março pelas 21,30 no Café Progresso, com TANGO ARGENTINO ao vivo!

14 fevereiro 2009

Felizes dias dos dias que não passamos felizes


28 janeiro 2009

O Amor no X Salón do Libro Infantil e Xuvenil de Pontevedra


O amor é o tema central deste ano no Salón do Libro Infantil e Xuvenil de Pontevedra, no qual Portugal será o país convidado.

Exposições, conferências, actividades concertadas, concertos e literatura, muita literatura enriquecem o programa desta X edição que terá a sua duração do 1 de Fevereiro até 15 de Março.

A escritora Fina Casalderrey será a autora homenageada este ano.

Mais infos no site oficial do evento.

18 dezembro 2008

Veneno Cura de Raquel Freire em breve num cinema perto de si !


Veneno Cura com estreia prometida para Janeiro de 2009 deixa-nos em pulgas à espera do novo trabalho de Raquel Freire.
São cinco as histórias de amor contadas por Raquel Freire no filme Veneno Cura, no regresso da realizadora à cidade do Porto. A película retrata a capacidade humana de não ter medo de amar e de ser amado e do risco de partir em busca de sonhos.
Veneno Cura conta histórias de amor impossíveis, imorais, politicamente incorrectas, socialmente inaceitáveis. As personagens de Raquel Freire são completamente humanas, mas não têm medo de assumir a necessidade que todos têm de amor, de serem amados e de amar. Numa época em que se tem tanto medo, ninguém quer ser vulnerável, onde mostrar essa capacidade de amar é tido como um sinal de fraqueza.

Há um momento em que todos nos cruzamos.
Na noite escura.
Quando perdes tudo o que há para Perder, o que é que te faz continuar?
O teu pior?
O teu melhor?
O que te impede de te atirares da ponte na primeira oportunidade?
O que és capaz de fazer para sobreviver à mais terrível das dores?
Amas com as tripas de fora.
O que és capaz de fazer por amor?
Como é que sobrevives com o coração partido?
Quanto tempo dura um sentimento?
Tem prazo?
Já morreste de amor?
Não se pode viver sem amor.
O amor salva.
O amor mata.
O amor cura.
Há um Porto onde se morre de amor.
Há um clube onde tudo é permitido.
Imperatriz.
Vem.

21 agosto 2008

Pós modernos de um amor de verão ....

Conhecia-a desde pequenino.
Viu-a crescer com ele.
Sentiu que ela o acompanhava pela vida.

Ao fim de uns tempos como seria de esperar e fácil de adivinhar:
APAIXONOU-SE

Achou que nunca mais poderia viver sem ela.
Assim foram crescendo e evoluindo.
Juraram silenciosamente amor eterno.
Viveram as aventuras mais loucas.
Assustaram-se e riram-se juntos no conforto do sofá.

Um dia tudo mudou.
Naquele lugar que costumava ser o dela, estava outra.

As suas medidas 87 cm e 37''...


17 julho 2008

Há muitas formas de amar !


Excelente o anúncio! Usar o exército que é tipicamente um estereotipo da "masculinidade" para desmontar esse mesmo argumento numa outra forma de amar.... Lindo !!!

05 junho 2008

Feira do Livro em Lisboa - quase em directo - este livro dá uma boa prenda !


Maria, que traz um filho dentro da barriga, conta à sua filha a história da sua infância. Uma história simples, de uma criança feliz.
O que torna esta história especial é o facto de Maria ter dois pais: O Pedro e o Paulo.
Este livro não pretende ser um panfleto. Pretende, ao invés, contribuir para que do imaginário infantil faça parte a diversidade dos modos de amar. E, nesse sentido, este é um livro pioneiro em Portugal. Pela primeira vez, a edição nacional de literatura para a infância contempla a diversidade das formas de parentalidade. E fá-lo sem falsos moralismos.
A sua autora, Manuela Bacelar, é já conhecida do público português, nomeadamente das crianças. Ilustradora de renome, é autora e co-autora de algumas das obras incontornáveis de literatura infantil (Os Ovos Misteriosos, Tobias, O Meu Avô, O Dinossauro, Sebastião, Bernardino...), tendo ganho vários prémios nacionais e internacionais.

Pode encontra-lo à venda nas Feiras do Livro:
Porto - Stand G2 - Pavilhão Rosa Mota
Lisboa - Pav. 16 e 38 - Parque Eduardo VII
(ainda tenho lá alguns para vender !)

29 maio 2008

Conversas sobre Poliamor


5 Junho 2008,
20h30
Lisboa, na Cooperativa Cultural Crew Hassan.

Nao interessa se tens uma relação, nenhuma ou muitas. Este encontro vai ser uma troca de ideias sobre:
Poliamor, Não monogamia responsável, Relações não monogamicas, Relações múltiplas, Crítica á monogamia, Cultura galdéria, e muito mais ...

Organizam: Poly-Portugal e Panteras Rosa
Informações: antidote@imensis.net

06 março 2008

"E-relações" / "E-divórcios" = E-que é que é isto ???


O fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, terminou o namoro com Rachel Mardsen utilizando uma página da própria enciclopédia online. Em seguida a mesma entrou no eBay e anunciou o leilão das roupas que o ex-namorado deixou no apartamento dela e que não irá, de certeza, voltar para as buscar.

O que é que se passou aqui...!!!
Ele há coisas FANTÁSTICAS não há ?

29 fevereiro 2008

Tenho um blogue em papel....


Tenho um blogue em papel chama-se diário.
Tenho um papel que serve para escrever o que se passa e se passou, o que nele escrevo chama-se história. Tenho um livro fechado a sete chaves... não gosto que leiam o que escrevo.
Tenho um livro que está morto! - porque ninguém o lê...
Nesse livro que ninguém lê estão histórias.
Fez-se a noite, e nela se adivinhava que tudo iria desmoronar, e assim se realizou… No auge, solta-se aquele bafo pasmaceado de mais um momento inglório e volta tudo ao silêncio.
Amanhã só restam os clichés... o da vida que é o maior de todos e o do amor que se repete sem se aperceber da sua imensa banalidade.

anarquista_duvall dixit

14 fevereiro 2008

Tudo o que tinha a dizer sobre este dia resumido em imagens, para poupar a escrita e porque assim não vos maço tanto.... [excepção feita ao título] ;)


AT FIRST I WAS AFRAID...


I WAS PETRIFIED...

BUT I CAN LIVE WITHOUT YOU BY MY SIDE !

* * * Um SÃO VALENTIM de todas as cores !!! * * *


Wanna be my Valentine ?

13 dezembro 2007

Já pensou que essa coisa de "amor verdadeiro" pode ser uma conspiração?


Jacks é assistente de redacção na Vogue Inglesa e o centro do seu grupo de amigos, enquanto faz de casamenteira e os guia pelas suas relações desastradas. O seu companheiro de quarto gay, Peter, é a sua vítima preferida nas suas repetidas tentativas para ajudá-lo a encontrar o seu verdadeiro amor. Mas quando será que Jacks irá perceber que o que necessita é de se concentrar na sua própria, menos que perfeita, vida amorosa? E quando é que Peter irá deixar de viver uma relação imaginária com o amante ideal e começar a viver uma felicidade real?

Jacks, personagem de Brittany, é caracterizada como uma versão moderna de Audrey Hepburn. Ou melhor, Holly Golightly, a própria Boneca de Luxo. E existem milhões de referências não apenas a esse filme, mas a vários outros clássicos e também às regras que vigoram em determinados gêneros de filme - principalmente nas comédias românticas. Um exemplo do humor sofisticado que pontua o roteiro: quando Jacks comenta com Peter que uma amiga em comum, que escreve poemas terríveis, tem Sylvia Plath como ídolo, este comenta sarcasticamente que ela deveria procurar um forno, ou quando eles discutem se a vida não poderia ser como num filme e Peter olha para a moreníssima Jacks e dispara: “num filme tu serias loura”. Outro destaque fica por conta das situações que Peter cria na imaginação, todas hilariantes.
O estilo do filme lembra um pouco Sintonia de Amor (pela homenagem a um clássico) e Abaixo o Amor (no sentido de fazer um filme dentro das estruturas da comédia da década de 50), mas de um modo bem mais anárquico. Amor e Outros Desastres tem vários filmes dentro de um único filme, todos unidos por um guião tão redondinho e simpático que é impossível não sair do cinema com um sorriso no rosto. Os amantes dos filmes de Audrey Hepburn e Doris Day, vão achar uma delícia. Uma dica: prestem atenção nos créditos de abertura e podem perceber o filme dentro do filme. Uma homenagem a todos os clichés deste tipo de filmes que conta com a participação especial de Gwyneth Paltrow e de Orlando Bloom.
Ah! E tem tango...

06 julho 2007

Eu amo quem quiser.... seja.....