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20 abril 2009

Meninos de Ninguém


Um livro sobre crianças desprotegidas e/ou delinquentes, um espaço para debater essa realidade
de Ana Cristina Pereira (jornalista Público)


“Há o rapaz que já nem pensa na transexual, sem-abrigo, que agrediu.
E o que tem dificuldade em adormecer com o tráfico.
Há a rapariga que quer ser traficante, a que foge da comunidade terapêutica,
a que vive numa pensão de sobe-e-desce.
Há os garotos da «pedincha».
E a garota que abortou três vezes.
Há os refugiados numa casa-abrigo, o enjeitado por todos,
o que pediu ajuda.
Há a miúda que se resignou à feira, a que reclama casa, a que foi resgatada.
Há o aspirante a fazer cumprir a lei fora do seu bairro,
os vizinhos inseridos em gangs rivais.
E o recluso, o morto, o reabilitado.
Dezoito histórias de miúdos para despertar graúdos.”

Blogue do livro Meninos de Ninguém

11 março 2008

Saúde para Tod@s - assinar não dói !


A petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde e pelo fim das taxas moderadoras continua a recolher apoios em todo o país. A saída de Correia de Campos do governo foi uma boa notícia para o SNS mas são as políticas que têm de mudar, e não apenas a cara dos responsáveis.

Assine esta petição

Esta petição tem como primeiros signatários o fundador do SNS António Arnaut, os deputados Manuel Alegre e João Semedo, o bastonário da Ordem dos Médicos Pedro Nunes e o ex-bastonário dos farmacêuticos e antigo presidente do Infarmed, José Aranda da Silva. Entre as assinaturas recolhidas encontra-se a da bastonária da Ordem dos Enfermeiros Augusta Sousa, do presidente do SIM Carlos Arroz, da arquitecta e vereadora da CML Helena Roseta, e dos sindicalistas Ulisses Garrido, António Chora e Kalidás Barreto, entre mais de cinco mil pessoas que já assinaram a petição na internet.

A petição quer obrigar o parlamento a tomar as "decisões políticas necessárias ao reforço da responsabilidade do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de cuidados de saúde, através do SNS geral, universal e gratuito".
30 anos depois da criação do Serviço Nacional de Saúde, ele cobre hoje menos população do que em 1979, graças à entrega aos privados de uma importante quota de mercado. A saúde é um negócio apetecível e o SNS é a única garantia de que os portugueses, independentemente dos seus rendimentos, terão o mesmo acesso a cuidados de saúde de qualidade.

Assine esta petição.
Ajude-nos a defender o SNS. A sua voz conta.

Página da campanha:
Saúde Para Todos

03 janeiro 2008

Coffee and Cigarettes


Fala-se muito, comenta-se muito mas na maioria dos casos nada de muito concreto e com muitas incorrecções por parte dos pseudo comentadores que pululam pelos nossos meios de comunicação social. Assim nada como fazer o download da lei e lê-la atentamente para ficar a saber tudo, sobre como e quando podem existir excepções e como deve ser aplicada a lei.

AUMENTO EM ABRIL
O aumento de 10 por cento no preço do tabaco só deverá fazer-se sentir em meados de Abril. É a data prevista para a chegada ao mercado dos maços de tabaco com os novos preços impressos. Nos maços mais vendidos em Portugal isto implica mais 30 cêntimos.

IMPOSTOS DE 80%
Os impostos representam cerca de 80 por cento do preço. Segundo a associação de grossistas, “neste momento o grossista trabalha com margens entre dois e 12 por cento e o retalhista entre cinco e seis por cento. O restante caberá às tabaqueiras”.

02 novembro 2007

Trama


A 2ª Edição da Trama - Festival de Artes Performativas, programada em parceria com a Fundação de Serralves, a Casa da Música, a Matéria Prima, o brrr _ Festival de Live Art e a produtora Lado B, apresentará no fim de semana de 2, 3 e 4 de Novembro, várias propostas nas áreas da música, da dança e da live art numa exploração das suas potencialidades performativas e experimentais.
Informal e flexível o programa desta segunda edição da Trama é organizado como percurso pela cidade do Porto, congregando agentes e espaços culturais distintos e dialogando com os públicos em espaços institucionais e não-convencionais, interiores e exteriores. Os percursos prolongam-se pela noite, destacando-se a festa Trama e o Tramming que, na Casa da Música, tomará o lugar do habitual Clubbing.
PROGRAMA: download pdf

Site oficial do Trama

26 outubro 2007

Porreiro pá !... ou não ?!


Não gosto de príncipes, porque não gosto de realeza, porque sou republicano e laico e acima de tudo acredito na democracia. Também não gosto do príncipe maquiavélico. Acho que é uma espécie de compilação de tudo o que um politico ou estadista deve não ser, não por si e pelo seu crescimento mas porque representa outras pessoas.
Gosto da vontade do povo, seja ela qual for - aceito-a em maiorias mesmo que não concordando com elas pois resta-me sempre a possibilidade de lhe fazer oposição e de tentar contraria-las. Por isso e se calhar por muitas outras coisas acho que as decisões importantes devem ser no mínimo consultadas por essa mesma vontade popular.
Acho que o Tratado de Lisboa devia ser referendado e ao contrário do que afirma hoje no jornal Público, o Vasco Pulido Valente, acho que o "Sim" não seria assim tão evidente quanto isso e para compreender tal facto bastava a este senhor ter lido os resultados da sondagem apoiada pelo mesmo jornal que todos os dias lhe dá espaço para o seu enjoo matinal e o publica a sua verborreia verbal em forma de crónica.

28 setembro 2007

21 setembro 2007

As gaffes do Público (e do special one)


(clicar para ver maior)

Pois é quando o azar bate é para toda a gente... mas há uns que são mais infelizes. Foi a vez do Público, na secção P2 (página 4) quando para uma reportagem sobre o José Mourinho escolhem o sub-título: "As gaffes do special one" e logo a seguir escrevem "José Mourinha".
As gaffes das gaffes que também podiam ser noticia ou então: porque é que os jornais cada vez têm mais erros deste género? Displicência ou falta de meios?

04 maio 2007

Liberdade de expressão também passa por aqui.......


Gostei bastante do artigo de opinião do Vasco Pulido Valente no Público de hoje, sexta feira. Gostei não só porque tira a máscara a nova lei de imprensa que o Governo PS aprovou que encosta cada vez mais à parede @s profissionais de comunicação social. A responsabilidade deve ser individual e não pode ser o Estado a controlar o que se diz ou sobre quem se diz, se alguém se sentir lesado é para isso que existem os tribunais e é para isso que existe a assinatura d@ jornalista e @s chefes de redacção.
É na altura que cada vez é mais difícil fazer-se jornalismo que o Governo aproveita para deixar @s profissionais da comunicação social ainda mais indefesos perante os grande grupos e aglomerado de orgãos de comunicação social. Defendo a responsabilidade individual e por isso defendo uma atribuição de carteira profissional dentro dos padrões que são usados nos EUA, no Canadá e outros países - alguém com formação superior ou equivalente que tenha prestado serviço num qualquer orgão de comunicação social ou que prove com testemunhos de outros profissionais que exerce a profissão, assina uma declaração de principio onde se compromete a cumprir o Código Deontológico (que se resume numa folha A4). Complicar para quê ?....
Em Portugal por mais (de)formação que tenham os nossos profissionais são cada vez mais um exemplo da sociedade que temos: desinteressada, oportunista e como muito pouca cultura e que mesmo assim não cumprem nem de longe nem de perto um Código que desconhecem e que em muitos dos casos são obrigados pela entidade patronal a esquecer...
Onde andam os jornalistas que marcaram a nossa história como o Eça de Queirós ?

Já agora em jeito de conclusão e de esclarecimento aqui fica para o Sr. Ministro Santos Silva, que deseja tanto perceber do assunto e tantas parvoíces diz... (está em inglês mas ainda bem que temos o Choque Tecnológico !)

Gutter Press - press that engages in sensaional journalism (especially concerning the private lives of public figures)