
Não te Cales! Vem gritar Liberdade!
Dia 24 vem festejar connosco.
18h - Apresentação do filme "Persepolis"
22h - Festa com animação musical, conversa e outras revoluções.
19 abril 2010
Não te Cales! Vem gritar Liberdade!
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02 outubro 2009
Celebrar o Zeca no Clube Literário do Porto
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05 outubro 2008
Res Publica
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19 junho 2008
Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha
Sinopse: Em Julho de 1936 o exército espanhol amotina-se contra o governo da república. Desencadeia-se um grande movimento revolucionário contra os golpistas militares. A população mobiliza-se com a CNT à frente. Um grupo de mulheres oferece-se para avançar para a frente, e reivindicam um posto igual ao dos homens.
Academia Problemática e Obscura
Rua Deputado Henrique Cardoso, 30-34, Setúbal
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29 maio 2008
Feira do Livro em Lisboa - quase em directo: Diário da Batalha de Praga

DIÁRIO DA BATALHA DE PRAGA
Socialismo e Humanismo
Fernando Rosas (prefácio). Paulo Torres Bento (apresentação e notas)
Edições Afrontamento
FLAUSINO TORRES (1906-1974), professor, historiador e jornalista, foi um participante activo em alguns dos mais decisivos momentos do século XX português e europeu. Militante comunista desde os anos trinta, a sua casa da Quinta do Fojo, em Tondela, foi um dos centros da oposição democrática na região das Beiras e ponto de apoio para os funcionários clandestinos do PCP. Afastado do ensino por razões ideológicas, após uma passagem pela cadeia do Aljube em 1962-1963 intensifica o seu activismo político, assumindo importantes responsabilidades na direcção da Frente Patriótica de Libertação Nacional como membro do seu executivo no interior do país. Para escapar a nova prisão, vê-se obrigado a optar pelo exílio no final de 1965, primeiro em Argel nos tempos conturbados para a FPLN que se seguiram ao assassinato de Humberto Delgado pela PIDE e, depois de uma breve passagem pela Roménia, na Checoslováquia socialista.
Em Praga, Flausino Torres foi professor de Cultura e Língua Portuguesa na prestigiada Universidade Karlova, para cujos estudantes escreveria uma História de Portugal, mais tarde também editada em Portugal, e testemunharia a exaltante primavera política liderada por Alexander Dubcek, violentamente interrompida em Agosto de 1968 pelos tanques do Pacto de Varsóvia. Nos meses seguintes – ao mesmo tempo que redigia o DIÁRIO DA BATALHA DE PRAGA – Flausino Torres lideraria a firme oposição da maioria dos comunistas portugueses exilados na Checoslováquia contra a ocupação soviética, contrariando a tomada de posição da direcção do PCP, apanhada na evidente contradição de estar a pugnar pelo fim da ditadura e pela liberdade em Portugal ao mesmo tempo que justificava e apoiava a opressão sobre um país amigo que procurava o caminho para um socialismo sem autoritarismo. A inevitável ruptura, consumada após uma tensa reunião com Álvaro Cunhal em Praga, levaria ao seu afastamento do partido e ao ostracismo político a que foi votado até ao final da sua vida que aconteceria em Dezembro de 1974 na sua Quinta do Fojo em Tondela, quatro anos após ter regressado ao seu país, doente e debilitado, no contexto da breve abertura da “primavera marcelista.
Pode encontra-lo à venda nas Feiras do Livro:
Porto - Stand G2 - Pavilhão Rosa Mota
Lisboa - Pav. 16 e 38 - Parque Eduardo VII
10 maio 2008
Maio de 68 em BD
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09 maio 2008
Os meus filmes de Maio
Os Amantes Regulares de Philippe Garrel
Os Sonhadores de Bernardo Bertolucci
La Chinoise de Jean-Luc Godard
e agora um bocado fora de mão mas cheio de referências, e no final também é de irreverência que falamos:
Bande À Part também de Jean-Luc Godard
06 maio 2008
Maio de 68 no cinema

De 5 a 9 de Maio de 2008, o Instituto franco-Português propõe-lhe uma viagem em imagens ao coração de maio de 68 e a descoberta de documentários e obras de ficção, na sua maioria, inéditos em Portugal. Muitos dos filmes propostos são emblemáticos do “cinema militante” francês e do ”cinema directo” europeu.
À imagem do movimento, o cinema de maio fez-se em ruptura total com as convenções cinematográficas tradicionais. «Maio 68 no cinema» é um cinema livre, comprometido, que privilegia as formas colectivas de realização às obras individuais: o filme Loin du Vietnam (1967) pois do colectivo SLON, será apresentado na abertura do ciclo. Os Ciné-tratcs — curtas-metragens cujo objectivo é o de despertar as consciências e a agitação imediata — serão projectados no início de cada sessão.
Para muitos cineastas, a câmara torna-se uma arma: fixa imagens, retém as palavras e passa mensagens… de fábrica em fábrica, de universidade em universidade… A verdade está na rua e os filmes podem
mudar o mundo. Pedaços de películas virgens são “recuperados” nas filmagens e cineastas vão formar os operários das fábricas nas técnicas do cinema. Sob a iniciativa de Chris Marker, e depois do seu filme A bientôt, j’espère (1967), os grupos Medvedkine realizam o primeiro filme, Classe de lutte (1969), magnífico retrato de uma operária. Jacques Loiseleux, um dos maiores directores de fotografia franceses (Pialat, godard, Ivens, garrel...), participou activamente naquele movimento e dá-nos a honra de estar connosco para falar da sua experiência. «Maio 68 no cinema» é evidentemente indissociável da figura de godard e escolhemos apresentar Un film comme les autres (1968), inédito em Portugal. enquanto Les LIP, l’imagination au pouvoir (2007) ou Reprise (1996) abordam a questão da herança de maio 68 junto com aqueles que
participaram no movimento, Mourir à trente ans (1982) e Les Amants réguliers (2005) exploram memórias pessoais de maio 68. finalmente, L’An 01 (1973) é um filme de ficção que conta, com muito humor, uma
utopia feliz sobre o sonho dos filhos da abundância...
Todas as noites, um prato original inspirado nos slogans de maio 68 será proposto entre as sessões para “alimentar” o debate.
Institut Franco-Portugais
Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa
21 311 14 00
infos@ifp-lisboa.com
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04 maio 2008
MAIO 68 - COMÍCIO :: DEBATES :: CONCERTO :: TEATRO
Há 40 anos, a Europa agitava-se dos dois lados da cortina de ferro.
Em França, estudantes e trabalhadores questionam a ordem do capital.
Em Praga, exigem a liberdade do socialismo e recusam a obediência burocrática a Moscovo.
Nos Estados Unidos, a oposição à guerra do Vietname e a luta pelos direitos civis mudam a face do país.
No México, os estudantes são massacrados na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos.
Enquanto os Sarkozys do mundo se empenham em “liquidar a herança” de 68, a esquerda socialista vive a sua história.
Imaginação, crítica, intransigência e liberdade.
SOB A CALÇADA, A PRAIA.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
O prazo limite é 5 de Maio.
Contacta bloco.esquerda@bloco.org ou por telefone para 213 510 510 / 968 92 63 71 / 918 71 24 44
Mais info em Esquerda.Net
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29 abril 2008
Revolução em Karaoke
25 de Abril Sempre, pelo fim dos calendários...
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26 abril 2008
25 de Abril sempre - Acordai, levantai-vos e lutem !
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25 abril 2008
25 de Abril Sempre .... em qualquer sítio em qualquer lugar !
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21 abril 2008
Resistência: Lugares de Memória
VISITA GUIADA POR EX-PRESOS
ÀS INSTALAÇÕES DA EX-PIDE/DGS
No próximo dia 26 de Abril será realizada mais uma Visita ao edifício da EX-PIDE, no Porto, guiada por ex-presos políticos que aí foram encarcerados, humilhados e torturados. Com esta acção, o Núcleo do Porto do movimento cívico "Não Apaguem a Memória!" pretende contribuir para o reforço da nossa identidade democrática, uma identidade que atravesse o tempo, que salvaguarde a continuidade da memória histórica da resistência ao fascismo entre as gerações presentes e as que viveram um mundo passado. Considera-se que é importante patrimonializar as memórias dos resistentes antifascistas através da transmissão dos seus valores às gerações mais jovens, reconstruindo elos entre o passado e o presente.
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10 abril 2008
09 abril 2008
Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade
Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
21.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matosinhos e Movimento "Não Apaguem a Memória!")
21.45 h - Comunicações: Drª Ana Sofia Ferreira – "A oposição portuense e a campanha de Humberto Delgado
Dr.Bruno Monteiro - " A Incorporação da Vocação Militante. Apontamentos sobre as lógicas da adesão e a geração de disposições políticas nas organizações operárias"
23.00 h – Debate
Sábado, 12 de Abril de 2008
15.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matos e Movimento "Não Apaguem a Memória!")
15.45 h - Comunicações: Prof.ª Doutora Irene Pimentel – "A PIDE/DGS"
Prof.ª Doutora Inácia Rezola – "Os Militares e a Revolução de Abril"
Prof. Doutor Manuel Loff – "Lembrar e não lembrar a ditadura salazarista no período democrático"
17.30 h - Debate
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08 abril 2008
Paris, França 68... falar disso
Os coordenadores,
Bruno Peixe (NÚMENA)
Luís Trindade (IHC-UNL/U.Birkbeck)
José Neves (ICS-UL)
Ricardo Noronha (IHC-UNL)
PROGRAMA
11 DE ABRIL
9h30
Sessão de Abertura
10h | Maio no Mundo
Fernando Rosas
Teses sobre a geração dos anos 60 em Portugal e a questão da hegemonia
Gerd-Rainer Horn
Um conto das duas europas
Manuel Villaverde Cabral
Maio de '68 como revolução cultural
14h30 | Ideias de Maio
Anselm Jappe
Maio de 68, do «assalto aos céus» ao capitalismo em rede. O papel dos situacionistas
Daniel Bensaid
Como será possível pensar que se possa quebrar o ciclo vicioso (da dominação)
Judith Revel
1968, o fim do intelectual sartriano
12 DE ABRIL
10h | Maio em Movimento
Maud Bracker
Participação, encontro, memória: os imigrantes e o Maio de 68
João Bernardo
Estudantes ou trabalhadores?
Franco Berardi (Bifo)
68 e a génese do cognitariado
14h30 | O Outro Movimento Operário
Xavier Vigna
As greves operárias em França em 1968
Yann Moulier Boutang
Maio de 68, herança por reclamar na divisão de perdidos e achados da História
John Holloway
1968 e a crise do trabalho abstracto
18h | 1968 - 2008
Bruno Bosteels
A revolução da vergonha
François Cusset
Os embalsamadores e os coveiros
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04 abril 2008
O homem do sonho - Martin Luther King foi assassinado há 40 anos
A 20 de Agosto de 1963, encabeçando uma manifestação com mais de 200.000 pessoas, Martin Luther King pronunciou o seu célebre discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"), que aqui publicamos.
Martin Luther King, Discurso proferido nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington, a 28 de Agosto de 1963
"Estou contente por juntar-me a vós hoje, o dia que entrará para a história como o da maior manifestação pela liberdade na história da nossa nação.
Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.
Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra.
Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro.
Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: "saldo insuficiente". Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.
Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxúria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.
Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante Verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania.
Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de actos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.
Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.
Esta maravilhosa nova militância que envolveu a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que a sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.
Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: "Quando é que ficarão satisfeitos?" Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a rectidão como uma poderosa corrente.
Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor.
Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Luisiana, voltem para as bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.
Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".
Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, com os seus racistas malignos, cujos lábios do governador actualmente pronunciam palavras de recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.
Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".
E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvania!
Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!
Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!
Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!
Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!
Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.
Que de cada localidade, a liberdade ressoe.
Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra:
"Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!""
FONTE:Esquerda.Net
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02 abril 2008
Seminário com JOHN HOLLOWAY
ISCTE Auditório B203
9 DE ABRIL 2008
18:00
O levantamento zapatista mudou a ideia de transformação social radical, constituindo-se como um desafio prático e teórico que exige reflexão e debate.
O que pode significar querer mudar o mundo sem tomar o poder?
O que é uma política de dignidade?
O que significa afirmar “caminhamos perguntando”?
Que sentido pode adquirir o zapatismo na cidade?
É sobre estas questões que se debruçará o seminário.
Sobre John Holloway :
John Holloway nasceu em Dublin. Professor da Universidade de Edimburgo desde 1972, é desde os anos 70 um dos mais destacados dinamizadores da corrente conhecida como Open Marxism. Actualmente é professor na Benemérita Universidad Autónoma de la ciudad de Puebla, no México. Publicou livros e ensaios em vários países, de Post Fordism and Social Form - a Marxist debate on the Post-Fordism State até Zapatista! Reinventing revolution in México. Em 2002 publicou Changing the World without Taking Power – The Meaning of Revolution Today, livro também publicado no Brasil com o título Mudar o Mundo sem Tomar o Poder – O Significado da Revolução Hoje. Este livro, ao colocar em cima da mesa questões tais como a crise do sujeito revolucionário “clássico”, a crítica da noção de revolução enquanto estrutura de poder e dominação, a centralidade do trabalho abstracto na ideia estatocêntrica de revolução ou, ainda, a ideia de autonomia como forma política anti-totalizadora do sujeito transformador, colocou o pensamento de John Holloway no centro de um intenso e polémico debate político e teórico, travado desde a França até à Argentina.
Organização
Centro de Estudos de Antropologia Social / ISCTE
Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa / ISCTE
Le monde diplomatique – edição portuguesa
INSCRIÇÕES ATÉ DIA 7 DE ABRIL
Por e-mail para: ceas@iscte.pt
[Entrada gratuita. Lugares limitados]
[Confere certificado]
[John Holloway intervirá em espanhol]
[Será previamente fornecido aos inscritos um texto de John Holloway]
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20 fevereiro 2008
HASTA LA MUERTE... é coisa que já não vai ser !
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