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19 abril 2010

Não te Cales! Vem gritar Liberdade!


Não te Cales! Vem gritar Liberdade!
Dia 24 vem festejar connosco.

18h - Apresentação do filme "Persepolis"
22h - Festa com animação musical, conversa e outras revoluções.

28 janeiro 2010

México em conversa, este sábado às 17h30 no SOS Racismo Porto


À conversa com:
Javier Herrero, Mexico, activista em Chiapas nas comunidades do EZLN. Elvira Delgado, Ilhas Canárias, activista em projectos de educação e membro do Comite de Solidariedade de Chiapas em Lanzarote.

Sábado, 30 de Janeiro às 17h30
Rua do Almada, 254 - 3º dtº - Porto

13 janeiro 2010

Memória dos Muros. Palestina à conversa com Dana Elborno e Lara Elborno.


Dana Elborno é estudante de jornalismo e activista. Lara Elborno é estudante de direito e também activista. As duas vão estar pelo Porto evem partilhar connosco as suas recentes experiências no campo. À conversa e com fotografias sobre o território da Palestina e em debate sobre a actual situação politica.

Sábado, 16 de Janeiro às 17 horas
Sede do SOS Racismo Porto
Rua do Almada, 254, dtº 3º dtº

10 dezembro 2009

19 anos de SOS Racismo em conversa e festa


Temos Festa! 19 anos do SOS Racismo em Conversas à Solta a partir das 21h30 de sexta-feira, dia 11 de Dezembro na Sede do Porto na Rua do Almada. Depois Sons do Mundo com os Djs Ruba Linho e Pedro Ferreira. Aparece!... e traz um@ amig@ também.

Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009 21:30
Local:Sede SOS Racismo, Porto. Rua do Almada, 254, dtº 3º dtº (Toca à campainha)

03 junho 2009

Associações de imigrantes interpelam candidatos/as ao Parlamento Europeu: Directiva de Retorno e Pacto Sarkozy em debate


4ª feira, 3 Junho, 15h, FNAC-CHIADO

Procurando interpelar os/as candidatos/as das várias forças políticas ao Parlamento Europeu, realizar-se-á na próxima Quarta-feira, dia 3 de Junho, às 15h, na FNAC do Chiado, um debate sobre as políticas de imigração da UE. Numa altura em que a UE endurece a entrada e permanência de imigrantes, mais de 150 organizações de toda a europa lançaram o documento "Por uma Europa respeitadora dos direitos dos/das Imigrantes" (ver documento em anexo), que serviu de base à Jornada Europeia pelos Direitos dos/as Imigrantes - NÃO À EUROPA DA VERGONHA -, realizada no passado dia 17 de Maio e que tem sido entregue aos/às candidatos ao Parlamento Europeu, nos diferentes países.
O documento reivindica uma outra política migratória, coerente com os princípios dos que a UE se reclama: paz, democracia, cooperação, justiça, respeito pelos direitos humanos e livre circulação de pessoas. A regularização dos/as indocumentados/as, o reconhecimento dos direitos de cidadania dos/as imigrantes, o fim da criminalização da imigração e a refundação das relações Norte-Sul são algumas das principais propostas relativamente aos quais os/as candidatos/as são convidados/as a se posicionar.
Em Portugal, foi lançada uma CARTA ABERTA sobre Políticas de Imigração que, juntando associações e várias personalidades públicas, procurou alertar para a tendencia actual, a nível europeu e nacional, de fazer do imigrante um bode expiatório conveniente para a insatisfação sentida actualmente. Foi também lançado o desafio de equacionar políticas que assentem no respeito da dignidade humana e que promovam a igualdade de direitos entre as pessoas, independentemente do lugar onde tenham nascido.

Até o momento está confirmada a presença de:
Bloco de Esquerda - Rui Tavares
Coligação Democrática Unitária - António Filipe
Movimento Esperança Portugal - Anabela Rodrigues
Movimento Partido da Terra - António Ferro
Partido Humanista - Manuela Magno
Partido Popular Monárquico - Aline Hall
Partido Operário de Unidade Socialista (pessoa a confirmar)

O debate será moderado por Manuel Malheiros, da CIVITAS - Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos dos/as Cidadãos/ãs e por Jorge Silva, da Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos/as Imigrantes.

ALGUMAS DAS ORGANIZAÇÕES E REDES SUBSICRITORAS DO DOCUMENTO “Pontes e Não Muros: Por uma Europa respeitadora dos direitos dos/das migrantes”
ALEMANHA Le Conseil des Réufigés; ESPANHA CEAR (Comisión Española de Ayuda al Refugiado); Federación Andalucía Acoge. FRANÇA CRID (Centre de Recherche et d’Information pour le Développement); CCFD (Comité Catholique contre la Faim et pour le Développement – Terre solidaire) ; Ipam (Initiatives Pour un Autre Monde); LA CIMADE ; Union Syndicale Solidaire. GRÉCIA Não ao racismo desde o berço; ITÁLIA Ufficio Immigrazione ARCI ; Sos Razzismo Italia. LUXEMBURGO ASTI (Association de soutien aux travailleurs immigrés); CCPL (Confédération de la communauté portugaise au Luxembourg); ENAR – Luxembourg (Réseau européen contre le racisme). SUIÇA l’Autre Syndicat; Comité de soutien et de défense des Sans-Papiers de la Côte.

Redes / Organizações Internacionais ATTAC (Association pour la Taxation dês Transactions financières pour l’Aide aux Citoyens); Coordination Européenne pour le Droit des Étrangers à Vivre en Famille; Emmaüs - International; Enda Europe; Manifeste Euro-Africain; MIGREUROP; MMM (Marcha Mundial de Mulheres) ; PMC (Plateforme Migrants et Citoyenneté européenne).

PORTUGAL Abril - Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento; AJPAZ (Acção para a Justiça e Paz); ARTP(Associação dos Originários do Togo); Associação Caboverdeana de Lisboa; Associação de Melhoramentos e Recreativa do Talude; Casa do Brasil de Lisboa; Colectivo Mumia Abu-Jamal; Khapaz; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Olho Vivo - Associação para a Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos; Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos/as Imigrantes; SOS Racismo; UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta

23 abril 2009

CIDADÃOS ROMENOS DISCRIMINADOS PELA CP NA VIAGEM POCINHO - PORTO


No dia 22 de Abril de 2009, o SOS RACISMO – núcleo do Porto recebeu a denúncia de uma ocorrência passada no comboio da CP (percurso Pocinho Þ Porto).

Na estação do Marco de Canavezes, por volta das 19h40, no comboio que circulava entre o Pocinho e o Porto, entraram, 5 a 6 pessoas estrangeiras, romenos, supostamente de etnia cigana transportando vários volumes. Mal entraram na carruagem o revisor Manuel Fonseca quis impedir a sua permanência no comboio. Naquela estação as bilheteiras estão aquela hora já encerradas pelo que o grupo de cidadãos estrangeiros se terá disponibilizado para pagar o bilhete na carruagem. O revisor nunca apresentou estas questões como impeditivas da sua presença no comboio mas sim a alegada falta de higiene do grupo de pessoas cujo cheiro que incomodaria os restantes passageiros.

Na estação seguinte, o comboio ficou imobilizado na estação de Caldas Livração já que as denunciantes insistiam que o grupo permanecesse no veículo enquanto o revisor persistia na sua posição. Várias pessoas provenientes doutras carruagens foram averiguar o que se passava e tendo em conta o grupo que estava a ser alvo desta expulsão, foram então muitos os que reforçaram a atitude do revisor com observações de teor claramente racista e xenófobo.

Tendo sido chamada a GNR ao local, o grupo de cidadãos estrangeiros voluntariamente abandonou a composição e ficou em terra tendo o comboio seguido para o Porto.

Face a esta denúncia o SOS RACISMO manifesta a sua indignação:

• contra a atitude autista do revisor ao não se predispor a resolver a situação com as pessoas visadas;

• contra a CP que, anunciando até nos seus meios próprios de comunicação de que aquele é um comboio “SEM CONFORTO” e conhecido pelo transporte de mercadorias várias, incluindo animais, se permite dar cobertura a uma atitude discricionária contra cidadãos que não apresentavam quaisquer comportamentos que pusessem em causa a segurança dos restantes passageiros.

• pelo facto de terem sido chamados os soldados da GNR quando claramente não se tratava de um caso de não cumprimento da lei.

• por ter sido registado no auto da ocorrência pela GNR (segundo o contacto efectuado com o posto de comando do Marco de Canavezes) que os cidadãos não tinham título de transporte quando estes, repetidamente, se dispuseram a fazer os seu pagamento.

• pelo facto de apesar dos envolvidos se terem dispostos a colaborar terem sido deixados em terra.

O SOS RACISMO irá pedir explicações à administração da CP e, caso se confirme a situação agora relatada, procederá a uma queixa junto das entidades competentes nomeadamente a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.



22 abril 2009

SOS Racismo Porto - 1º Aniversário da sede APARECE !!!


Aparece na nossa sede na Rua do Almada, 254 (Porto) no dia 24 de Abril (sexta-feira) ao fim da tarde para assistir a documentários sobre o 25 de Abril, jantar (inscrições até quinta à noite para o nosso mail - preço solidário), música ao vivo, conversas e convívio.

Aparece e traz um@ amig@ também!

03 abril 2009

17 março 2009

Direcção Regional de quê ?


Margarida Moreira, diz que estamos perante um caso de «discriminação positiva».

Justificam a separação destes alunos por questões disciplinares e de ritmo de aprendizagem e à cabeça só me vem perguntas e dúvidas. Em Barcelos só os ciganos é que tem problemas disciplinares? Onde se metem os outros indisciplinados ou os outros com problemas de aprendizagem? Será que a indisciplina se resolve com separação em contentores? A escola do Cerco no Porto vai passar a funcionar num contentor? Como pode a DREN defender que alunos de 9 anos e de 19 estejam integrados no mesmo projecto pedagógico, ao mesmo tempo e no mesmo espaço?

Por último sugiro à DREN que após o processo de avaliação dos professores ponha num contentor aqueles que se portaram "mal". Ah e já agora lembram-se desta senhora Margarida que suspendeu um professor por este ter dito uma piada sobre o Engenheiro Sócrates... pois é a mesma e são 17 horas e ela ainda é a Directora!

NÃO SÃO ADMITIDOS COMENTÁRIOS DE CARIZ RACISTA, XENÓFOBO OU INSULTUOSO NEM DE PESSOA QUE NÃO TEM A CORAGEM DE SE IDENTIFICAR. NESTES CASOS SERÃO REMOVIDOS.

16 março 2009

crianças ciganas com aulas em contentor separadas das outras


Na escola básica de Barqueiros, em Barcelos, 17 crianças ciganas estão a ter aulas num contentor, longe dos restantes alunos. A denúncia foi feita pela junta de freguesia, que já pediu uma reunião de urgência, com a Direcção regional de Educação Do Norte.

11 março 2009

Dia Internacional da Mulher (Fora de Horas) no SOS Racismo Porto


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Sobre o filme:

Segundo as crenças hindus, quando uma mulher se casa, converte-se em metade do marido. Portanto, se ele morre, considera-se que metade da mulher também morre. Os livros sagrados dizem que uma viúva tem três opções: casar-se com o irmão mais jovem do marido, arder com o marido ou levar uma vida de total abnegação. A família de Chuyia, uma criança de oito anos que se torna viúva no próprio dia do casamento, decide por esta última opção. Chuyia vai viver para um lar de viúvas, privada de qualquer regalia social, sonho ou esperança.
Água, o mais recente filme de Deepa Mehta, completa a trilogia da realizadora indiana, iniciada pelos filmes "Terra" e "Fogo".
A história decorre em 1938, na Índia colonial, em pleno movimento de emancipação liderado por Mahatma Gandhi. No lar das viúvas, liderado pela desprezível Madhumati, que entrega as mulheres mais jovens para a prostituição, em troca de marijuana, Chuyia conhece a doce Kalyani. As duas tornam-se amigas e cúmplices na dor e no desespero.
A água é o elemento da natureza mais constante neste filme. É na orla do rio que as viúvas se purificam e rezam. É aqui que muitas delas decidem morrer. É também junto ao rio que Kalyani conhece Narayan, um jovem idealista, seguidor de Gandhi, pertencente à casta social mais alta da Índia. Estudante de direito e entusiasta da revolução protagonizada por Gandhi, o jovem está disposto a quebrar os limites impostos por uma tradição secular. Tendo como mensageira a pequena Chuyia, o amor proibido entre Kalyani e Narayan poderá florescer.
Deepa Mehta comoveu-se com a situação precária das viúvas indianas. Segundo os censos de 2001, existem cerca de 34 milhões de viúvas neste país, a viverem em condições miseráveis, de acordo com um texto religioso que conta com mais de dois mil anos de vida.
Depois de um grupo de fundamentalistas hindus terem destruído por completo o cenário onde a realizadora estava a filmar, na Índia, Deepa Mehta recriou a cidade de Varanasi e o rio Ganjes no Sri Lanka. No elenco, conta-se com a beleza de Lisa Ray, com a super estrela de Bollywood, John Abraham, e com a sensibilidade e ternura de Sarale. Esta a criança de sete anos, nascida no Sri Lanka, descoberta por Deepa Metha, que nunca tinha actuado antes, não sabia uma palavra de indiano ou de inglês. Aprendeu as palavras foneticamente, com a ajuda de um tradutor.
Terminar "Água" foi difícil, mas era uma missão pessoal para a realizadora.

10 março 2009

MANIFESTAÇÃO PELOS DIREITOS D@S IMIGRANTES



15 de MARÇO (domingo) - 15h00
MARTIM MONIZ - LISBOA

06 março 2009

Formação Direitos Humanos - Observatório Direitos Humanos - IIº módulo


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17 fevereiro 2009

Jardim corta no emprego para estrangeiros


SOS Racismo repudia medida do Governo Regional da Madeira, acusando Alberto João Jardim de promover atitudes "xenófobas" e "racistas" contra cidadãos de países não comunitários.
A versão portuguesa da frase "British Jobs for British Works!" já chegou a Portugal, com sotaque madeirense, já que o Governo Regional limitou para 20 o número de trabalhadores extra-comunitários que as empresas do arquipélago podem contratar durante este ano, através do centro de emprego local.
"Nós já não estamos no pico de obras do ano 2000, em que foi preciso importar bastante mão-de-obra, agora trata-se de dar resposta à mão-de-obra madeirense", disse o presidente do Governo Regional, durante um jantar de empresários ligados à construção civil. Um apelo que se estendeu a todos os sectores, e que mereceu fortes críticas não só da oposição regional, mas também da organização SOS Racismo, que classificou a atitude de Jardim de "xenófoba", "racista" e "anti-constitucional.
"Não é surpresa que o Dr. Alberto João Jardim tenha atitudes xenófobas e racistas em relação a comunidades estrangeiras", acusa a direcção da SOS Racismo, lembrando o 'caso dos chineses', em Julho de 2005. No entanto, lamenta que Jardim siga uma "corrente política enraizada" - lei da imigração - que foi "um fracasso" ao nível do programa nacional e ao nível dos programas regionais, disse Mamadu.
"Repudiamos a atitude do Dr. Alberto João Jardim que sempre foi xenófobo e populista, e condenamos a forma impune com que atropela todas as normas constitucionais, discriminando os trabalhadores em função da origem", concluiu.

in Expresso (online)

09 dezembro 2008

Sonhos Traficados em conversa no ISMAI




Convidamos tod@s a participar activamente nestes eventos promovidos no âmbito da Linha de Investigação que coordeno: "Sonhos Traficados: As rotas da violência e da imigração feminina", no ISMAI.

08 dezembro 2008

Jazz Contra o Racismo


Durante o Intervalo vai ser leiloado um Quadro doado ao SOS Racismo para fundos.

De salientar que pintores como Roberto Chichorro (Moçambique), Rui Jordão ( Angolano, ex futebolista internacional, agora pintor), Mito Elias (Cabo Verde) e outros artistas (Chico Fran que doou um quadro) vão estar presentes.

O SOS RACISMO VAI CUMPRIR 18 ANOS (10 de Dezembro)

15 outubro 2008

Bairro à Maneira na Ameixoeira


Promovida pelo Grupo Comunitário das Galinheiras e Ameixoeira, já vem sendo uma tradição a realização da Festa Comunitária da Ameixoeira. Este ano não vai ser excepção, e acontecerá nos dias 17 e 18 de Outubro na Casa da Cultura localizada na Quinta da Torrinha.
O projecto Interligar, para além de ser membros activo da organização da Festa, estará presente com uma banca, workshop de trabalhos manuais, Sketches de teatro sobre a discriminação, gingatones, dança e futebol:

CASA DA CULTURA DA AMEIXOEIRA (Zona 6A)

Dia 17 de Outubro: Das 10h às 13h
Dia 18 de Outubro: Das 14h às 18h

Transportes: metro Ameixoeira/ autocarro 106 (Lisboa

09 outubro 2008

JORNADA DE ACÇÃO PELA REGULARIZAÇÃO D@S IDOCUMENTAD@S


Pela regularização dos(as) indocumentados(as), contra a onda xenófoba e contra o Pacto Sarkozy.
Associações convocam jornada de acção para domingo, 12 de Outubro, às 15h, no Martim Moniz
.

Nos dias 15 e 16 de Outubro, o Conselho Europeu reunirá os chefes de Estado e de governo dos 27 para ratificar o "PACTO EUROPEU sobre IMIGRAÇÃO e ASILO", aprovado no conselho de ministros realizado a 25 de Setembro. O Pacto proposto por Nicolas Sarkozy, no contexto da presidência francesa da União Europeia, visa definir as linhas gerais da UE nesta matéria e assenta em cinco pontos fundamentais: organizar a imigração legal, priorizando a adopção do "cartão azul", para recrutamento de mão-de-obra qualificada; facilitar os mecanismos e procedimentos de expulsão e estabelecer nesse sentido parcerias com países terceiros e de trânsito; concretizar uma política europeia de asilo; reforçar o controlo das fronteiras; proibir os processos de regularização colectiva.

Depois da aprovação da Directiva de Retorno, com o voto favorável do Governo português, estas medidas representam mais uma vergonha para a Europa. O tratamento securitário das migrações, a definição de critérios discriminatórios para acesso ao trabalho, o aprofundamento da criminalização da migração, da militarização e externalização das fronteiras através do FRONTEX e a perseguição dos(as) cerca de 8 milhões de indocumentados(as) que vivem e trabalham na Europa - a quem é oferecida a expulsão como única saída -, são medidas que visam consolidar uma Europa Fortaleza, da qual não podemos senão nos envergonhar.

Em Portugal, a recente onda de mediatização da criminalidade e as recentes declarações de responsáveis governamentais que trataram os(as) como imigrantes bodes expiatórios para o aumento da criminalidade, abrem espaço para as pressões xenófobas e racistas, e criam um ambiente propício para a desresponsabilização do Governo. Em causa está a necessidade de regularização de dezenas de milhares de imigrantes que defrontam sérias dificuldades em regularizar a sua situação.

São homens e mulheres que procuraram fugir à miséria, fome, insegurança, obrigados a abandonar os seus países como consequência do aquecimento global e outras mudanças climáticas, ou que muito simplesmente tentaram mudar de vida, mas a quem não foi reconhecido o direito a procurar melhores condições de vida. Tratam-se de pessoas que não encontraram outra opção senão o recurso à clandestinidade, muitas vezes vítimas de redes sem escrúpulos, e que se confrontam com uma lei que diz cinicamente que "cada caso é uma caso", fazendo da regra a excepção e recusando à generalidade dos(as) imigrantes o reconhecimento da sua dignidade humana. Destaque-se a situação dos imigrantes sem visto de entrada, a quem a lei recusa qualquer oportunidade de legalização.

Solidários(as) com a luta que se desenvolve na Europa e no mundo contra as politicas racistas e xenófobas, também por cá vamos lutar pela regularização de todos imigrantes, sem excepção, cada homem/mulher - um documento. É uma luta emergente contra as pretensões de expulsão dos(as) imigrantes, contra a vergonha de uma Itália que estabelece testes ADN como instrumento de perseguição dos ciganos(as), contra as rusgas selectivas, arbitrárias e estigmatizantes, contra a criminalização dos(as) imigrantes, contra a ofensiva das políticas securitárias e racistas, alimentadas pelo tratamento jornalístico distorcido feito por alguns meios de comunicação social. Cientes de que está criado um ambiente de perseguição aos imigrantes na Europa, e rejeitando as pressões racistas e xenófobas dos Governos de Sarkozy e Berlusconi, organizações de imigrantes, de direitos humanos, anti-racistas, culturais, religiosas e sindicatos, decidiram marcar para o próximo dia 12 de Outubro, domingo pelas 15h, no Martim Moniz, uma jornada de acção pela regularização dos indocumentados(as), contra a onda de xenofobia e contra o Pacto Sarkozy.

ORGANIZAÇÕES SIGNATÁRIAS: Acção Humanista Coop. e Des.; ACRP; ADECKO; AIPA; Ass. Imig. nos Açores; APODEC; Ass. Caboverdeanade Lisboa; Ass. Cubanos R.P.; Ass. Lusofonia, Cult. e Cidadania; Ass. Moçambique Sempre; Ass. dos Naturais do Pelundo; Ass. dos Nepaleses; Ass. orginários Togoleses; Ass. R. da Guiné-Conacri; Ass. Olho Vivo; Ass. Recr. Melhoramentos de Talude; Ballet Pungu Andongo; Casa do Brasil; Centro P. Arabe-Puular e Cultura Islâmica; Colect. Mumia Abu-Jamal; Khapaz; Ass. de Jovens Afro-descendentes; Núcleo do PT-Lisboa; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Solidariedade Imigrante; SOS Racismo.

26 setembro 2008

CICLO DE CINEMA ASIÁTICO - The Bow de Kim Ki-Duk


DIA 28 SETEMBRO - 17H
SEDE SOS RACISMO - PORTO
Rua do Almada, 254 - 3º Dtº - Sala 34

THE BOW [HWAL] de KIM KI-DUK
Coreia do Sul, 2005, 89' - cor


Nunca se disse tanto em tão pouco.
Um sexagenário (Jeon Seong-hwan) é o proprietário de um barco velho, estacionado em alto-mar, que aluga a grupos de pescadores. Com ele vive uma adolescente de 16 anos (Han), com quem pretende casar quando atingir a idade legal — 17. Num dos grupos de pescadores surge um rapaz, estudante universitário (Seo), que se interessa por ela. A rapariga parece corresponder. No entanto, sempre que os pescadores se querem aproximar demasiado da bela jovem, o velho usa o seu arco para os fazer mudar de ideias.
Quando nos deparamos com um filme em que meras trocas de olhares, sorrisos e lágrimas são capazes de contar, só por si, uma grande história de amor, então temos de reconhecer que estamos diante de uma pérola rara. The Bow é isso mesmo, um filme rarissimo, tanto pela sua originalidade como pela sua beleza.
A história de amor de um velho pescador e de uma jovem de 16 anos, que ele resgatou há dez anos e com quem pretende casar no seu próximo aniversário, poderia ter sido tratado de mil e umas maneiras, cheias de diálogos punjantes e performances avassaladoras. Mas Kim Ki Duk é um cineasta-poeta e aqui só é permitido falar quem está fora da história. Os personagens principais não abrem a boca. Não precisam. Comunicam através do olhar, do silêncio e de um arco, que tanto serve para fazer música, ao som das águas, como para espantar todos aqueles que quiserem quebrar esta união insólita.
Só que há um dia em que tudo é questionado. Parece que o silêncio já não diz tudo, e que há mais para descobrir, a ver. De dos, o jogo passa a três, e com este novo jogador tudo se complica. Os sorrisos tornam-se lágrimas, a dor invade caras alegres. A jovem percebe a importância do sexo, o velho percebe a sua impotência diante o fulgor dos novos. E quando tudo podia acabar mal, de forma corriqueira e pouco interessante, Kim Ki Duk entra no universo mistico e fantástico e desenha um final como poucos poderiam imaginar. Um final tão belo que até custa a acreditar. No final, The Bow fica na memória como um filme inesquecivel, e Kim Ki Duk consolida a sua imagem de ave rara no universo cinematográfico.
Um filme assustadoramente belo.

Han Yeo-reum (a rapariga) passa todo o filme com um sorriso vazio no rosto. Poderíamos admitir que tal deriva da particular condição da personagem, isolada num barco em alto-mar desde tenra idade, mas Kim Ki-duk não está interessado em explorar esses aspectos de psicologia. A expressão da actriz é a mesma de «Samaria», onde interpreta uma estudante que se prostitui para juntar dinheiro para uma viagem à Europa.

Kim Ki Duk nasceu a 20 de Dezembro de 1960 na Coreia do Sul. Recebeu o Korean Film Foundations Prize pelo argumento de Trespassing. The Isle (2000) é um dos filmes de culto do Fantas. Em 2003 surpreendeu com Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring e, um ano depois, com 3-Iron. Seguiram-se The Bow e, em 2005 Samaritan Girl. Time foi um dos grandes filme de Cannes 2006.

19 setembro 2008

CICLO DE CINEMA ASIÁTICO - Audition de Takashi Miike


21 de Setembro - 17 horas
Sede SOS Racismo - Porto
Rua do Almada, 254 - 3º Dtº - Sala 34

AUDITION de TAKASHI MIIKE
Coreia do Sul / Japão - 1999 - 115' - cor


“Audition” (no original, “Odishon”, de 1999) conta a história de Shigeharu Aoyama, um homem de meia-idade que é viúvo e cuida do filho adolescente. A partir do momento em que o filho começa a interessar-se por mulheres, ele sugere ao pai que volte a casar-se e deixe de ser uma pessoa solitária. Shigeharu, que havia perdido a mulher há sete anos, percebe que talvez seja realmente a hora de voltar a apaixonar-se e ter novamente uma companheira.
Para tal, combina com um amigo, que trabalha com cinema fazerem uma audição para um filme que não existe. Assim, Shigeharu poderá escolher, entre diversas candidatas, aquela que irá tentar conquistar. Ele acaba por se interessar por Asami Yamazaki, uma garota de frágil beleza, rosto inocente e com um triste passado (foi obrigada a desistir da dança após um acidente). Eles começam a sair, e Shigeharu decide que aquela será a sua nova esposa. Após levá-la até um quarto de hotel, onde ela lhe mostra cicatrizes na perna que diz ter a ver com seu passado, eles fazem amor pela primeira vez.
No dia seguinte, ao acordar, o primeiro pensamento que ocorre a Shigeharu é que Asami irá aceitar seu pedido de casamento. Mas ela não está mais lá. Desolado, Shigeharu volta para casa, pensando que nunca mais irá ver seu grande amor. Quem era aquela mulher, afinal?
É uma grande história de amor, uma das maiores histórias de amor contadas no cinema contemporâneo. Uma dor imensa que parece não ter fim, para no final, perdermos tudo. Assim é o amor.

Takashi Miike, nasceu em 1960 em Osaka, no Japão) é um prolífico realizador japonês, tendo feito desde 1991 mais de sessenta filmes, em cinema, directo para vídeo e televisão (só em 2001 e 2002 terá realizado catorze filmes). Tornou-se muito popular em 1999 com Audition (Ôdishon). É melhor conhecido por encenar cenas chocantes de extrema violência e bizarras perversões sexuais. Prolífico, ecléctico e controverso cineasta, conhecido como o Tarantino oriental, capaz de criar sentimentos e sensações antagónicas no espectador.