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30 outubro 2009

Marcha Mundial Pela Paz e Não - Violência


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25 maio 2009

Seminário Sobre Não Violência


No âmbito da Marcha Mundial pela Paz e a Não violência queremos convidar todos a participarem numa tarde de reflexão e prática sobre a raíz da violência e como podemos contribuir para que a Paz e a Não -violência façam parte do nosso processo pessoal e da sociedade em que vivemos.
Assim, no próximo sábado dia 30 de Maio entre as 15h.30m - 18h, na Casa da Cultura da Junta de Freguesia de Paranhos (Largo Campolindo, 7 - Porto), esperamos por todos para trabalharmos em conjunto.

Aproveitamos para informar ainda que de 5 a 15 de Junho a Marcha Mundial fará, a nível mundial, nova campanha de adesões a esta Marcha. Em breve enviaremos o calendário de actividades, mas desde já solicitamos o apoio de todos que, junto de amigos, conhecidos, colegas de trabalho, etc, divulguem esta Marcha e incentivem mais pessoas a aderirem através da nossa página e a participarem nas diversas actividades da mesma.

Continuem a “marchar” connosco por um mundo de Paz e Não-Violência!!

www.marchamundialpt.org

09 dezembro 2008

Sonhos Traficados em conversa no ISMAI




Convidamos tod@s a participar activamente nestes eventos promovidos no âmbito da Linha de Investigação que coordeno: "Sonhos Traficados: As rotas da violência e da imigração feminina", no ISMAI.

25 novembro 2008

Grita. Grita mais alto !


2008 tem sido um ano negro da violência doméstica em Portugal. Homicídios e tentativas de homicídio ultrapassam os números dos últimos 5 anos. Apesar de toda a consciencialização social, os dados apontam para um agravamento do problema. Urge, pois, enfrentá-lo com respostas mais eficazes.

Neste sentido, a UMAR lança uma campanha dirigida aos homens para que estes se solidarizarem com as vítimas de violência, retirarem o apoio aos agressores e se demarcarem publicamente dos seus actos.

A campanha "Eu Não Sou Cúmplice" tem o objectivo de mobilizar as energias masculinas para esta batalha dos direitos humanos que está longe de estar ganha.

Se repudia toda e qualquer violência contra as mulheres, comprometendo-se na consciencialização e intervenção social da sociedade para a igualdade de género e promoção de uma cultura de não violência;

Se apela a todos os homens que não sejam cúmplices e testemunhas passivas da violência contra as mulheres, faça-se ouvir:

Assine! Divulgue!

20 novembro 2008

Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance)


As Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, resolveram comemorar o Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance).
A iniciativa visa contribuir para que a memória das pessoas vítimas da transfobia possa prevenir mais violência. Os postais serão distribuídos à comunidade trans, nomeadamente aquela mais desprotegida e que trabalha na rua assim como a informação dos contactos institucionais a que as vítimas de situações de agressão devem recorrer.

Pela primeira vez celebrado em 1998, o dia internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance) é assinalado a 20 de Novembro e honra aqueles e aquelas que foram assassinad@s ou agredid@s por serem transexuais, ou por o seu comportamento ou aspecto não "encaixarem" nos conceitos que os agressores têm de de homem ou mulher.
A violência transfóbica não se manifesta apenas quando uma pessoa é espancada (Gisberta, Porto, 2006) ou esfaqueada (Rosa Pazos, Sevilha,2008).
Mostra-se também, por exemplo, quando psicopatas, escondidos atrás da sua farda de polícia, raptam pessoas (e não se trata de detenções porque as mesmas não são registadas e careceriam de fundamento legal) para as despir. Revela-se quando é negado o acesso a tratamento clínico por as pessoas que o solicitam serem transexuais ou transgénero (Victoria Arellano, San Pedro, 2007).
E, não menos importante, essa violência ocorre quando a imprensa"apaga" as vidas trans, usando nomes e pronomes incorrectos, que espezinham as identidades e vivências destas pessoas - como aconteceu, por exemplo, com notícias das mortes de Gisberta e Luna, referidas como «homens» apesar dos seus corpos e da facilidade em encontrar pessoas que podem testemunhar que viviam social e psicologicamente como mulheres.

Lista não-exaustiva de vitimas mortais da violência transfóbica durante 2008

8 Janeiro- Patrick Murphy, 39 anos - Albuquerque, New Mexico, EUA – Vários disparos na cabeça.
22 Janeiro, 20 e poucos anos - Fedra - Kota Kinabalu, Malasia – Encontrada morta numa poça de sangue.
23 Janeiro - Adolphus Simmons, 18,anos - Charleston, North Carolina, UEUA – Vitima de disparos enquanto deitava fora o lixo.
4 Fevereiro - Ashley Sweeney - Detroit, Michigan, vítima de disparo na cabeça
10 Fevereiro - Shanesha Stewart, 25 anos - The Bronx, New York, EUA – Apunhalada até à morte.
12 Fevereiro - Lawrence King, age 15 - Oxnard, California, EUA – Assassinado por um colega estudante.
15 Fevereiro - Cameron McWilliams, age 10 - South Yorkshire, England, United Kingdom – Suicídio por enforcamento.
22 Fevereiro - Simmie Williams, Jr, 17 anos - Fort Lauderdale, Florida, EUA – Assassinado por dois pistoleiros.
15 Março - Luna, 41 anos- Lisboa, Portugal – espancada até à morte e deixada num contentor de lixo
26 Março - Felicia Melton-Smyth - Puerto Vallarta, Mexico - Apunhalada.
1 Julho - Ebony Whitaker, 20 anos - Memphis, Tennessee – Vitima de disparos
11 Julho - Rosa Pazos - Sevilla, Spain – Apunhalada na garganta dentro do seu apartamento
17 Julho - Angie Zapata, 17 anos- Greeley, Colorado, EUA – Espancada até à morte
10 Novembro – Dilek – Ancara, Turquia – Vitima de disparos enquanto estava ao volante do seu carro

13 março 2008

Queixas de violência doméstica aumentam....

O número de denúncias de violência doméstica continua a aumentar de ano para ano, ao contrário de outro tipo de crimes. Os dados constam do relatório de segurança interna de 2007, a que o Diário de Notícias teve acesso. Em 2007,registaram-se quase 22 mil crimes de violência doméstica, um aumento de 6% relativamente ao ano anterior, sendo que 80% das vítimas são mulheres. Para o sub-intentendente Luís Elias, do departamento de operações nacional da PSP, "este aumento não só tem a ver com a maior sensibilização das vítimas para os seus direitos, como reflecte também um investimento grande na formação dos elementos que trabalham esta área. A polícia investiu muito para que o atendimento fosse realizado de outra forma e as situações bem encaminhadas". Estes dados reflectem aquilo que já tinha sido confirmado ao DN, na semana passada, pelo responsável do Gabinete Coordenador de Segurança (GCS), tenente-general Leonel de Carvalho: "A violência doméstica é uma das excepções neste relatório, já que foi dos crimes que mais aumentou." O mesmo aconteceu em 2006, em que a subida relativamente a 2005 ainda foi mais significativa, contrariando a tendência de descida da criminalidade geral e até da violenta. As mulheres constituem o maior grupo de vítimas, mais de 80%. Os homens não atingem ainda os 15% deste total. Contudo, em quase 90% dos casos são o elemento agressor. Os idosos começam a fazer parte dos grupos que mais sofrem com este tipo de violência. Apesar do grande número de queixas, a média das detenções da PSP é de 111 por ano, sendo que grande parte dos detidos acaba por sair em liberdade com termo de identidade e residência.

10 fevereiro 2008

Acabar com a impunidade ! Da violência policial aos interesses imobiliários...


Foi criado um blog para denunciar a repressão policial que ocorreu durante o despejo do Grémio Lisbonense no dia 8. Pretende-se a colaboração de tod@s" os que possuírem informações relevantes para publicar.
Está a tentar coordenar-se as acções de denúncia, quer legal quer social. Sobre o episódio de dia 8, há a acrescentar que houve um detido que foi violentamente espancado na esquadra. Foi hoje libertado e recebeu assistência hospitalar. Pretende também apresentar queixa. Todos os elementos de prova são importantes.
O endereço do blog é: www.bastounada.blogspot.com o e-mail de contacto é: bastounada@gmail.com


Este blog surge após os acontecimentos de dia 8 de Fevereiro durante o despejo da centenária associação Grémio Lisbonense.
Perante uma concentração pacífica por parte de amig@s e sóci@s desta associação contra o despejo ordenado pelo tribunal e levado a cabo pela PSP, a reacção da polícia foi a agressão contra os presentes.
Todos os participantes, encurralados, foram agredidos. Vári@s ferid@s tiveram de receber assistência hospitalar e um detido acabou por ser brutalmente espancado numa esquadra de polícia.
Este blog tem por objectivo denunciar este caso de abuso e repressão policiais, mas também muitos outros que são diários e decorrem com total impunidade.
Queremos que esta seja uma ferramenta de denúncia para tod@s @s presentes neste acontecimento, ou vítimas de repressão policial em geral.
Para proceder à denúncia, tanto social como legal, destes factos, precisamos da colaboração de tod@s para reunir o máximo de informação (testemunhos, foto, vídeos, etc).

O que aconteceu no Grémio Lisbonense e depois.

O grémio recebeu ontem uma ordem de despejo.


A partir de meio da tarde (cerca das 16h) começaram a juntar-se mais pessoas à porta. Passada uma hora eram cerca de 50 sócios e amigos e alguns jornalistas e fotógrafos (Lusa, jornal Público, Jornal de Notícias, etc). Às 19h eram mais de 100 pessoas de todas as idades.
Dois polícias à porta permanentemente. Os sócios eram impedidos de entrar, tirando alguns membros da direcção e aqueles que tinham de tirar de lá alguns objectos. Uma carrinha de mudanças foi sendo carregada com alguns haveres que não pertencem ao Grémio (instrumentos, coisas do bar, etc). No entanto todo o espólio do Grémio ficou lá. Uma cadeira de barbeiro saíu e houve assobios dos presentes. A cadeira não é propriedade da Associação, mas foi vista por alguns dos presentes como um símbolo deste despejo precipitado. Alguns dos proprietários estiveram no local. Cumpria-se a ordem do tribunal. Fez-se um inventário dos bens.
Cerca das 19h as pessoas que se juntaram para defender o espaço começaram a discutir o que fazer, a questionar a legalidade do despejo e a necessidade de o fazer, uma vez que estava já marcada uma reunião na Câmara Municipal de Lisboa para quarta-feira próxima, com a presença da direcção do Grémio e dos proprietários para negociar uma solução que permitisse a continuidade das actividades culturais da Associação, a preservação do edifício histórico. Houve várias ideias para não permitir o despejo, informar a comunicação social, fazer pressão para que o Grémio não fosse despejado. Fez-se uma assembleia improvisada no átrio da entrada, no rés do chão. Houve esclarecimentos de um membro da direcção que reafirmou a possibilidade de se encontrar uma solução. Um membro do gabinete da câmara do vereador José Sá Fernandes também falou da negociação de quarta-feira, explicando as diligências que podem ser feitas na Câmara.
A advogada do Grémio esteve presente no local, falou muito brevemente da possibilidade de uma negociação e anunciou uma conferência de imprensa pelas 19h30 no seu escritório, longe dali.
Os presentes não saíram do local. Continuaram a discutir. Alguns sócios queriam entrar no Grémio. Discutiu-se a possibilidade de reunir lá dentro e decidir com calma o que fazer. Numa segunda assembleia improvisada, de novo no átrio de entrada, enquanto se preparavam acções de sensibilização e protesto até à quarta-feira seguinte, levantaram-se várias vozes que defenderam que se subisse ao primeiro andar. Muitos subiram. Um polícia pergunta "o que é que fazem aqui?" e começa a empurrar e agredir os primeiros a subir a escada. As pessoas não desmobilizam. Protestam contra a violência despropositada da polícia.
Cinco polícias estão lá em cima. Cassetetes na mão. Os ânimos aquecem. Algumas pessoas apelam à calma. Um membro da direcção apela à calma e volta a reafirmar a possibilidade de se suspender o despejo e arranjar uma solução para o Grémio continuar vivo, que passasse simplesmente por uma actualização da renda. Algumas pessoas pedem identificação da polícia por lhes terem batido.
Grita-se: " O Grémio é nosso!", "Lisboa a quem a vive" e palavras contra a repressão policial. Chegam reforços policiais (mais um dez polícias) que tentam abrir caminho à força pelas escadas para chegar ao primeiro andar. Todos as pessoas se sentam no chão, dificultando a passagem da polícia. A polícia não está com meias medidas, começa a bater indiscriminadamente em todos, criando o caos. Várias pessoas magoadas e esmagadas. Fotógrafos e jornalistas agredidos. Ouvem-se gritos. As pessoas protegem-se, defendem-se como podem. A polícia bate com cassetetes, empurra e pontapeia. Varre à pancada a escada. As pessoas saem do edifício para a rua. Há cabeças partidas, e muitos queixam-se de terem sido agredidos. Pelo menos um jornalista e um dos que estavam na escada pacificamente ficam no átrio de entrada (rés-do chão).
Depois de alguns diálogos infrutíferos entre a polícia e as pessoas que ali se encontravam, os polícias fazem um cordão cá em baixo, já na rua e começam a dizer às pessoas para circular. Várias viaturas da polícia estão estacionadas no Rossio, junto ao Grémio. As pessoas protestam contra a violência policial. Concentram-se ainda durante algum tempo à frente do Arco do Bandeira (o arco debaixo do Grémio).

... e depois:
As imagens da TVnet mostram imobilizado no chão um rapaz. Este rapaz, que nunca agrediu nenhum polícia e apelou repetidamente à calma, foi detido e levado para a esquadra.
Na esquadra foi fechado numa sala, foi espancado violentamente (com socos, com uma cadeira, etc), foi ameaçado e torturado durante horas por um dos polícias que estava na operação, um polícia da esquadra da Estefânia de uma posição hierárquica superior. O rapaz violentado pôde telefonar a chamar advogados e amigos que, depois de finalmente sair da esquadra (cerca das 3 da manhã, seis horas depois de ser levado para a esquadra), o levaram ao hospital. Tem várias lesões no corpo e na cabeça.

Vamos continuar a defender o Grémio Lisbonense, instituição de utilidade pública, valor histórico e intervenção social insubstituível, aberta a todos. Vamos continuar a defender a dinâmica cultural da Baixa de Lisboa. Contra a Lisboa desocupada, das casas emparedadas, da especulação imobiliária e dos negócios de luxo.

Acabemos também com a violência policial e a impunidade, na rua e nas esquadras.
Estas histórias têm de ser contadas.

09 fevereiro 2008

A polícia protege-nos mas quem nos protege da polícia


Este vídeo não precisa de muitas palavras para além daquelas que sejam para espelhar a indignação de num país democrático este tipo de gestos de violência policial se repetirem demasiadas vezes - violência sem propósito, sem justificação, totalmente irresponsável e que certamente não terá da parte dos governantes qualquer tipo de resposta... mesmo que pelo meio tenha sido agredido um jornalista que nada tinha a ver com a situação...
Uma só palavra LAMENTÁVEL !

31 janeiro 2008

Parar com o tráfico... pessoas não são mercadorias !


A organização Stop the Traffik luta contra o tráfego de mulheres para exploração sexual. Desta forma foi feita uma instalação numa feira de empregos em que uma banca falsa convidava mulheres a entrar numa sala para ver ofertas de emprego, do outro lado estava uma montra vermelha.

O blog da organização
O site oficial (disponível em PT)

17 dezembro 2007

Portugal em números


5000
é a estimativa citada pela Associação para o Planeamento da Família para mulheres traficadas ou sequestradas em Portugal todos os anos.

17 junho 2007

Back in Bussiness....

Com um vídeo de 10 estudantes brasileiros e que já foi premiado pelas Nações Unidas.