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20 novembro 2007

Neste útero mando eu !


Deviam ter sido também assim as faixas e as inscrições nas barrigas que pulularam pelos media... senão vejam o artigo da Fernanda Câncio do DN do dia 16 de Novembro:

Imagine que, sendo mulher, deseja laquear as trompas. Ou que, sendo homem, quer fazer uma vasectomia. Lá terá as suas razões, sejam elas quais forem, e dirige-se a um médico competente para a dita operação. Não se surpreenda, no entanto, se este lhe fizer saber que para proceder à cirurgia tem de lhe fazer prova da autorização do seu cônjuge. Acha estranho? Acha inaceitável? Inconstitucional? Ilegítimo? Ridículo? Antiético? Pois este requisito está claramente plasmado no número 3 do artigo 54.º do Código Deontológico dos médicos portugueses: "A esterilização reversível é permitida perante situações que objectivamente a justifiquem, e precedendo sempre o consentimento expresso do esterilizado e do respectivo cônjuge, quando casado."
Todo um programa, este artigo 54º. Num código em que se frisa o dever da confidencialidade e o de "respeitar escrupulosamente as opções religiosas, filosóficas ou ideológicas e os interesses legítimos do doente", determina-se que se exija a um paciente autorização de outra pessoa para tomar uma decisão fundamental sobre a sua saúde e a sua vida. Mais: assume-se que é ao médico, não à pessoa que quer ser esterilizada, que compete ajuizar sobre a justiça das justificações.
Mas o mais extraordinário nesta disposição não é ter sido formulada em 1985, quando surgiria já claramente desfasada, não só da conjuntura jurídica como da social; nem sequer o arbitraríssimo poder que confere aos médicos sobre os pacientes e as suas decisões (infelizmente, nada disso espanta); nem tão-pouco o não ter sido até hoje alvo de qualquer reparo ou protesto, quer por clínicos quer por outrem, ou ser única, em todo o código, já que em mais nenhum caso se estabelece a necessidade de incluir outras pessoas na relação entre médico e paciente adulto - note-se que nem no caso de diagnóstico de doença contagiosa e mortal o código permite o quebrar da confidencialidade. Não: o mais extraordinário é que esta disposição tão, digamos, especial é ignorada, por exemplo, pelo presidente do Colégio de Obstetrícia e Ginecologia da Ordem dos Médicos. "Confesso que não sabia que isso lá estava", diz Luís Graça, que certifica ter já feito "centenas de laqueações de trompas".
Quando são os próprios médicos a ignorar e desconsiderar o seu próprio código - quer por não o respeitarem na prática e na ética, quer por permitirem que tenha disposições ilegais e inconstitucionais, quer por se recusarem a debater e sanar essa desconformidade -, talvez não faça sentido que se escandalizem se outros lhes exigem, pelos meios ao dispor, que façam o que deve ser feito. É uma intromissão no foro privado da classe? Talvez. Mas até isso, a ser verdade, seria justiça poética.

Acção Global pelo Abrupto


Pacheco Pereira está indignado. Parece que há «falsos blogues pornográficos» (ainda se fossem verdadeiros) que aparecem à frente do Abrupto em rankings falsificados, e que se montou uma cabala para «evitar que o Abrupto apareça sempre nos primeiros lugares». Pior,é «prática deliberada de muitos blogues» «fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto». Cientes da enorme injustiça e clima de perseguição, o Arrastão e o Zero de Conduta avançam com uma campanha na Blogosfera. No dia 23 de Novembro vamos todos linkar para Pacheco Pereira.

Vamos todos ajudar o Abrupto.
Associa-te a esta campanha.

Roubado e em solidariedade associativa com o Zero de Conduta

19 novembro 2007

Choque tecnológico... pois sim !!!


Portugal é dos países da União Europeia (UE) onde se vê mais televisão e se usa menos as novas tecnologias de informação e comunicação, sendo apenas batido pela Itália. E a Finlândia e Holanda são os países onde a população passa menos horas frente ao pequeno ecrã, preferindo navegar na Web ou usar outras novas tecnologias, como o telemóvel ou o comércio electrónico.

Mais tecnologia, menos TV

Apesar da "má" pontuação de Portugal no que respeita ao desenvolvimento da sociedade de informação no âmbito da UE, um outro estudo recente da Fundação Orange revelava que a penetração de Internet por cá aumentou em 2006 perto de 200%, com 7,7 milhões de portugueses a terem já acesso à Internet. No entanto, o ranking sobre a sociedade de informação envolve não só o uso da Web, como também dos telemóveis e do próprio comércio electrónico.
(Fonte DN)

O Segredo da Rua d’O Século


20 de Novembro, 18h
Biblioteca Museu República e Resistência
Rua Alberto de Sousa, 10 A - Zona B do Rego, Lisboa

Lançamento do livro:
O Segredo da Rua d’O Século
- Ligações perigosas de um dirigente judeu com a Alemanha nazi (1935-1939)
de António Louçã e Isabelle Paccaud

Apresentado pelo sociólogo Alan Stoleroff
Biblioteca Museu República e Resistência
Rua Alberto de Sousa, 10 A - Zona B do Rego, Lisboa

O que é a música árabe?


Uma boa pergunta para iniciar uma viagem que nos pode levar até ao concerto dos Ensemble Ibn Harabi:

Sexta 23 de Novembro de 2007 - 21h30
Grande Auditório· Duração 1h30
18 Euros (Jovens até aos 30 anos:5 Euros. Preço único)

O sufismo surgiu no século ix, na Mesopotâmia, e incarna a dimensão mística do Islão. É uma via iniciática para aceder a um conhecimento pessoal e experimental do divino, uma fusão do temporal no intemporal, do material no imaterial, do humano no divino.
É um caminho que se faz em comunidade, sob a orientação de um mestre (sheik) que já percorreu todas as fases da viagem interior. As práticas sufistas utilizam rituais, individuais ou comunitários, em que a música, a poesia e a dança têm um importante papel como expressões do desejo da alma se aproximar de Deus.
Foi a partir da zaouia (lugar de reunião dos sufis) Siddiqia, em Tânger, que se constituiu o Ensemble Ibn Arabi, que tomou o seu nome do de um dos maiores sufis da história, nascido em Múrcia, Espanha, em 1165. A música que praticam tem as suas raízes na “Espanha das três culturas”, reclamando uma herança árabe andaluza que continua em Marrocos. Os seus cantos utilizam poemas de grandes figuras do sufismo – Ibn Arabi, naturalmente, mas também Rabia al-Faridh, Sidi Mohammad al-Harrak, Omar Ibn al-Faridh, ou outros cujos nomes a nós, europeus não islâmicos, pouco ou nada dizem, mas que são fundamentais na história do misticismo sufista.
O Ensemble é dirigido musicalmente por Ahmed El Kheglin. Depois de ter aprendido a música árabe andaluza no Conservatório de Tânger, El Kheglin aprendeu a tocar qanun (instrumento de cordas também chamado de saltério ou de cítara), com professores tunisinos e iraquianos. Discípulo do último sheik da zaouia Siddiqia, estudou história das ideias em Paris e teologia na Universidade de Fez onde se consagrou ao estudo do sufismo. Para além de ser responsável e apresentador de um programa de rádio de grande notoriedade sobre músicas e cantos sufis através do mundo, escreve sobre o tema para várias revistas literárias ou universitárias, dá conferências na Europa e no Mundo Árabe, apresenta-se com o seu Ensemble em dezenas de festivais e de concertos, sobretudo na área mediterrânea. Este é o último concerto integrado no ciclo Os Filhos de Abraão que ao longo deste ano a Culturgest foi apresentando. Também neste caso escolhemos música rara. Rara pela sua beleza, pela sua espiritualidade, mas também por estar longe dos estereótipos que muitas vezes construímos sobre as “outras” músicas, como a música árabe.

Qanun e Direcção musical Ahmed El Kheligh
Ud e Tambur Hérvé Teboul
Violino Andalou Oussama El Kheligh
Daf e Zarb Pièrre Rigopoulos
Canto e Bendir Abdellah el Mansor El Kheligh

18 novembro 2007

Pirateia as tuas buscas !


Para quem gosta de procurar e encontrar tudo mas mesmo tudo na grande fonte que é a Internet. Para quem não tem problemas de consciência com os direitos de autor ou copyrights quando se fala do que é apenas o download para consumo caseirinho sem fins comerciais este é o site de excelência. Pois é o Google Pirate tem tudo o que você queria saber e encontrar e com buscas direccionadas por opção, desde torrents a ebooks passando por roms ou comics...
Vale a pena a visita e ainda providenciam um plugin para a barra de buscas rápidas de browsers como o Firefox.

17 novembro 2007

Não há festa como esta ! - como se pudesse ser coisa boa !


É hoje inaugurado no Porto a maior árvore da Europa, uma roda gigante na Cordoaria, um parque-lazer nos Leões e uma pista de gelo em D. João IV. Natal traz festa ao Porto, mas será esta festa algo de original? Porque se regozija a CMP com estas pafernálias montadas por toda a cidade que não são mais do que umas importações e estrangeirismos capitalistas de celebração de uma coisa qualquer... mais do que isso e mais do que toda a luz que inunda a cidade são as enormes telas publicitárias de quem quem "oferece" realmente tudo isto à cidade. A festa é a festa do Millenium BCP, da Santa Casa da Misericórdia ou do Finibanco...

Não pense o senhor Rio que o povo do Porto se contenta com as migalhas ou com as côdeas desta pseudo cultura. Não esquecemos os artistas desta cidade que não te espaço e os sucessivos ataques à liberdade de expressão na cidade e de algumas das suas forças vivas.

Assim, o Movimento "Eu imPorto-me" organiza actividades para comemorar 11.º da elevação do centro histórico a Património Mundial. As comemorações são a 4 de Dezembro e vão contar com nomes como Pedro Burmester, Rui Veloso, Pedro Abrunhosa e Sérgio Godinho.

É CULTURA ESTÚPIDO !

Fight For Kisses


Boa publicidade faz-se assim, inteligente, com piada e sem medos!

16 novembro 2007

Porque todas as sexta são santas


CLÃ
Theatro Circo
17 NOV SÁBADO 21H30
15 euros

A comemorar 15 anos de carreira, os Clã estão de regresso aos originais com um novo disco, depois de experiências paralelas e digressões além fronteiras. Musical e visualmente diferente do seu antecessor, o quinto registo dos Clã é determinado e feminino, na apresentação, rico e lírico, nas composições de Regina Guimarães, Carlos Tê, Adolfo Luxúria Canibal e Arnaldo Antunes. Diferente na sonoridade, mas inconfundível no estilo, “Cintura” traz os Clã de volta aos palcos portugueses, onde têm promovido a música portuguesa e em português. Com canções da autoria de Hélder Gonçalves, que volta a assinar uma das letras neste novo trabalho, os Clã prometem surpreender com um espectáculo que completa a mensagem.


Contos em Viagem – Cabo Verde

Teatro Meridional
Até 15 Dezembro
4ª a 6ª, 22h; Sáb. 17h e 22h
10€ (+ descontos)

- Ora, segue sempre, sempre em frente. Não vira em lado nenhum. Chega a uma rotunda grande. Ali nessa rotunda, que tem um relógio, vira para cima. Depois sobe mais um bocado e procura a zona das partidas. É aí que faz o check-in e entra no avião. A seguir é só subir, subir… Umas horas e está em Cabo Verde! – Quem não gostaria de pegar já na mala e ir uns belos dias para Cabo Verde? Mas há falta dessa possibilidade – damn! -, por estes dias há um outro Cabo Verde bem perto de nós, ali para os lados do Poço do Bispo. Mais um espectáculo com que o Teatro Meridional nos presenteia. E nunca falha. É sempre um belo presente! Em palco, actriz (curiosamente, ou não!, com raízes cabo-verdianas) e músico vivem emoções africanas, em língua portuguesa e crioulo. Viagem a não perder.

Se tudo fosse assim tão fácil...!!!

Advanced Global Personality Test Results
Extraversion |||||||||||||| 53%
Stability |||||||||||||| 60%
Orderliness |||||||||||||||| 63%
Accommodation |||||||||||||||| 70%
Interdependence |||||||||||| 50%
Intellectual |||||||||||||||| 70%
Mystical |||| 16%
Artistic |||||||||||||||||||| 83%
Religious || 10%
Hedonism |||||| 23%
Materialism |||||||||| 36%
Narcissism |||||||||||| 43%
Adventurousness |||||||||||||| 56%
Work ethic |||||||||||||||||| 76%
Self absorbed |||||||||||| 50%
Conflict seeking |||||||||||||||| 63%
Need to dominate |||| 16%
Romantic ||||||||||||
43%
Avoidant ||||||||||||
43%
Anti-authority ||||||||||||||||||||
83%
Wealth ||||||||||||||
56%
Dependency ||||||
30%
Change averse ||||||||||||
50%
Cautiousness ||||||||||||
50%
Individuality ||||||||||||
43%
Sexuality ||||||||||||||||
70%
Peter pan complex ||||||
30%
Physical security ||||||||||||||||||
76%
Physical Fitness ||||||||||||||||
64%
Histrionic ||||
16%
Paranoia ||||||||||||
43%
Vanity ||||||
30%
Hypersensitivity ||||||||||
36%
Indie ||||||||||||||||||
73%
Take Free Advanced Global Personality Test
personality tests by similarminds.com


Parece simples, preenchemos um formulário com umas quantas perguntas num esquema de aproximação e voilá aqui está o que somos, como somos, quem somos e como interagimos com terceiros... ah!!! melhor do que isto... é a mãe de todos os "personality quiz".

Sem prazer e liberdade... não vale a pena!

15 novembro 2007

Feeling Good


Nina Simon e animação...

OS CANTOS DO ZECA


No próximo dia 18, domingo, pelas 16 horas, no Fórum da Maia, vai ser levado à cena o espectáculo “OS CANTOS DO ZECA”.


Esta iniciativa da responsabilidade da Associação José Afonso (fundada em 18 de Novembro de 1987), por intermédio do seu Núcleo do Norte, mistura músicos, actores, técnicos, profissionais e amadores, com o objectivo central de celebrar a vida e obra de José Afonso e percorrer vários “cantos” do “poeta, andarilho e cantor”.
Os “CANTOS DO ZECA” significará prestar um tributo aos vários “cantos” por onde o Zeca passou: Portugal, África, Galiza.
Os “CANTOS DO ZECA” significará, também, prestar um tributo aos vários “cantos” onde ele tem sido cantado por gente que faz da música e das palavras de José Afonso uma vontade de construir mundos sem muros nem ameias.Do Porto, de Castelo de Paiva, de Lisboa, do Alentejo, de Viana do Castelo, de Penafiel, de Braga, de Guimarães, da Galiza chegam cantores e actores que, principalmente durante este ano, têm sido “companheiros de estrada” do Núcleo do Norte da AJA.
Os “CANTOS DO ZECA” significará, ainda, prestar um tributo aos poemas e canções que José Afonso nos legou como forma de, ainda hoje, conseguirmos perceber “o que faz falta”.
Num espectáculo construído e desenhado cenicamente pelo Núcleo do Norte da AJA, José Afonso vai “estar presente” porque com ele percorremos estes 20 anos de caminho.

Os bilhetes, ao preço de 7,50€ estão à venda na Cooperativa UNICEPE (Praça de Carlos Alberto), Sindicato dos Professores do Norte (Rua D. Manuel II) e Sindicato dos Seguros (Rua do Breiner) podendo ser feitas reservas pelo endereço: ajanorte@gmail.com

Contactos:
Paulo Esperança (Telem. 917711964
José Carlos Pereira (Telem. 916090033)

14 novembro 2007

Uma boa surpresa!


Elas definem-se assim: "Somos conhecidas por Gémeas Siamesas, apêndices uma da outra… Enfim, estamos na lista de espera para fazermos a operação, talvez p’ró ano... Talvez assim já nos consigam distinguir, mas não faz mal o trabalho a isso obriga. Este é um dos nossos projectos mais queridos e sólidos, inspirado no nosso dia-a-dia das Universidades, mas não só. Não querem espreitar? Já dizia uma sábia e telegénica senhora “ Não neguem à partida uma ciência que desconhecem!” Sintam-se livres para comentar… opinar… criticar… sugerir… partilhar experiências… Mas agora a sério, somos mesmo conhecidas por cada uma de nós ter dois olhos, um nariz, uma boca e até duas orelhas!!! Enfim…normalidade, uma chatice! Divirtam-se!"

O blogue é o Universidade Gourmet que basicamente é o blogue de uma BD em tiras. Sarcásticas e incisivas, uma BD para ver e ficar a roer as unhas à espera da próxima tira.

Fascista ???!!!!... talvez não....

MENTIROSO !


capaz destas façanhas.... Aznarada atrás de aznarada....

Pelos cabelos do desenho


Sandra Gil
pelos cabelos do desenho


17 de Novembro > 22 de Dezembro > 2007
Inauguração: Sábado, 17 de Novembro, entre as 16h e as 19h
Curadoria:João Baeta

Espaço Ilimitado - Núcleo de Difusão Cultural
Rua de Cedofeita, 187 - 1º, 4050-179 Porto

13 novembro 2007

O Médio Oriente remodelado


No âmbito dos encontros regulares realizados em parceria com o Instituto Franco-Português destinados a promover o debate sobre artigos do jornal comuns à edição original francesa e à edição portuguesa, este mês propomos a discussão dos artigos do dossier «O MÉDIO ORIENTE REMODELADO» da edição de Novembro.

O debate contará com a presença do jornalista e especialista em Médio Oriente, José Goulão, e terá lugar na zona do bar do Instituto Franco-Português (Av. Luís Bivar, n.º 91, em Lisboa - junto ao Saldanha) no dia 15 DE NOVEMBRO, quinta-feira, a partir das 21h30.

A entrada é livre. Participe!

Assine a edição portuguesa do Le Monde diplomatique até ao final de Dezembro e receba a oferta do livro Uma Sociedade à Deriva, de Cornelius Castoriadis. Mais informações em http:\\pt.mondediplo.com.

Fim de viagem... a distância de um tempo percorrido


No fim já com as rodas das carruagens a chiar e com a força da travagem enquanto nos levantávamos para pegar nas malas, pude tocar-lhe a pele muito de levezinho. Senti um arrepio e senti que ela também o tinha sentido. Foi a nossa forma de dizer: foi um prazer, obrigada…
- Parece que chegamos então ao fim da viagem! Adeus…
- Adeus…

Vive & deixa viver ... no Porto

12 novembro 2007

Canções de Amor


Todas as canções de amor contam a mesma história: "Há muitas pessoas que te amam", "Não posso viver sem ti"… "Desculpa Anjo". As Canções de Amor conta também esta história.

Não deixa de ser um filme estranho. Não deixa de ser um musical em que existe um problema quando o ponto fraco reside exactamente na baixa qualidade das músicas e das interpretações. Somos obrigados a questionar a opção estilística para contar uma história que poderia beneficiar bastante mais da sua ausência. Poderá ser um bom filme mas para mim fica a sensação que falta ali qualquer coisa. Então porquê falar dele?
Pois, são poucos os filmes que retratem a eterna questão do amor de uma forma tão simples de explicar. Mulheres, homens, mais que um parceiro... todas as formas de amar são possíveis e neste filme todo o elenco parece reagir bem, demasiadamente irreal para o mundo onde vivemos, às formas de amar e às adversidades pelas quais vão passando.

No final de tudo é Paris, Amor e um Trio visto por um realizador, Christophe Honoré, que não nos pára de surpreender de filma para filme. Um filme para qual precisamos de tempo para gostar... passadas umas semanas de o ter visto gostaria de rever para melhor ver.