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24 maio 2008

Dia europeu dos vizinhos - promover a multiculturalidade, a solidariedade local e o associativismo de base


Há pessoas que gostam de conviver com desconhecidos da Austrália, pela Internet, e depois nem sequer cumprimentam os próprios vizinhos no elevador. Foi para contrariar esta tendência que apareceu o dia europeu dos vizinhos. Esta festa aumenta a possibilidade de as pessoas conhecerem melhor os seus vizinhos
A iniciativa procura combater a indiferença e a solidão e apela à solidariedade e proximidade entre aqueles que partilham a mesma zona habitacional, pretendendo assim dinamizar o associativismo de base local e promover o encontro entre pessoas. Este ano pretende-se celebrar também o ano internacional da multiculturalidade.
O Dia Europeu dos Vizinhos mobilizou, em 2007, mais de sete milhões de habitantes de toda a Europa. Coimbra foi a primeira cidade portuguesa a aderir à iniciativa, em 2005. O ano de 2008 fica marcado como o primeiro em que a União Europeia se associou ao evento.

http://www.vizinhos.eu/
www.european-neighbours-day.com

O que é o Dia Europeu dos Vizinhos
A agitação da vida urbana hoje em dia fomenta o individualismo, o isolamento e a indiferença por aqueles que mais próximo de nós residem. Não conhecemos os nossos vizinhos, e não estimulamos as relações interpessoais. Algo tem de mudar!
Convidar os vizinhos para beber um copo ou partilhar uma refeição pode não resolver os problemas sociais, mas este simples gesto pode ser um princípio. Conhecer os vizinhos ajuda à coesão social, a uma melhor vida em conjunto e cria novos laços de solidariedade entre as pessoas.
O Dia Europeu dos Vizinhos tem lugar na última terça-feira do mês de Maio e visa combater a apatia permitindo o convívio. É uma grande oportunidade para as cidades e as associações de habitação social mobilizarem os habitantes, criando um espaço de encontro e de socialização. De seguida, caberá a cada cidadão organizar a sua própria festa, participando activamente.
A festa europeia dos vizinhos também oferece a possibilidade de reforçar os laços entre as cidades europeias, como geminações, ou através da nossa rede de parceiros. Na verdade, as trocas entre cidadãos europeus permite às cidades e associações de habitação social partilharem as suas experiência e boas praticas no que diz respeito à solidariedade entre vizinhos. Proporciona um sentimento de pertença comum e permite forjar uma identidade europeia baseada no convívio e na solidariedade.

OS OBJECTIVOS

“Dia Europeu dos Vizinhos – A Festa dos Vizinhos” é uma ocasião para reencontrar os seus vizinhos e desenvolver laços de amizade, rompendo o anonimato e o isolamento que vem a aumentar nas nossas cidades.
Juntar os seus vizinhos numa mesa, entre as 20h e a 22h, no dia 27 de Maio de 2008 e aproximarem-se, é a palavra de ordem.
A edição de 2008 pretende em Portugal aumentar o número de municípios aderentes e com isso aumentar o número de cidadãos envolvidos no evento.
O nosso objectivo é conseguir a adesão de pelo menos 50 cidades e atrair cerca de 4 milhões de pessoas ao evento.
Juntando-nos assim a cidades como Bruxelas, Praga, Atenas, Geneve, Roma, Luxemburgo, Birmingham, Ljubljana, Manchester, Brême, Paris, entre muito mais.

A evolução das pequenitas


Os tempos mudam e o sexismo só muda de cor !

23 maio 2008

Palavras de uma terra de lá longe...


Palavras podiam ser deixadas aqui ao acaso...
Uma aqui
Outra ali
.....................quem sabe mais aqui ou ali



mais abaixo


mas a verdade é que seriam sempre palavras. Eu gosto das imagens e gosto das palavras que transformo em imagens. Gosto mais das palavras quando elas são, porque são sempre, imagens.

Podia deixar sons e imagens em movimento... podia tanta coisa.
Mas no final foi só um devaneio de fim de noite !

Lá fora a chuva continua a cair... e tu fazes-me falta.

Festivais Gil Vicente


02 a 14 de Junho
Centro Cultural Vila Flor - Guimarães


Os Festivais Gil Vicente têm na edição de 2008 uma programação pensada para ir ao encontro das pessoas da cidade e de fora da cidade, pessoas que assumem o teatro como paixão e pessoas que nunca tomaram contacto com este género performativo, maiores e menores de idade.
Com uma abordagem assumidamente contemporânea, a programação privilegia a produção realizada em território nacional ainda que, ao olharmos para os elencos, colaboradores e dramaturgos, descobrimos outras nacionalidades, outras referências e outras culturas que não representam mais do que processos enriquecedores, para quem cria e quem recebe a criação.
Esta edição será ainda marcada por uma programação complementar que terá lugar no Café Concerto, e por oficinas para público adulto e especializado e para crianças. A preocupação de criar uma oferta com diferentes abordagens e para todos pretende ir ao encontro do objectivo maior que é criar um festival de referência no contexto português. Durante 13 dias será possível, em Guimarães, ver teatro, falar sobre teatro, experimentar e sobretudo descobrir esta arte que está em permanente mutação sem nunca deixar de o ser.

22 maio 2008

Maçã com bicho...hã hã...acho eu da praxe !


Uma aluna de primeiro ano – dita "caloira" na hierarquia das "praxes" – da Universidade do Minho foi violada por um colega – "cardeal", na mesma hierarquia – durante a festa da "Queima das fitas".
É mais um caso de violência em contexto de "tradição académica". Não o sendo, as notícias não chamariam "caloira" à vítima e "cardeal" ao violador, nem procurariam comentários da direcção da Escola ou da associação académica. Não o sendo, a própria aluna não diria "nunca desconfiei dele até porque ele é cardeal do curso e tem por dever proteger os caloiros", nem diria que "ainda pensava que se tratava de mais uma praxe".
Este caso é diferente de outros do passado, porque a brutalidade de uma violação sexual choca e é condenável por qualquer pessoa, independentemente do contexto do acto. Também difere por não se ter sucedido em grupo: foi uma decisão individual do "cardeal" (e não das "comissões de praxes") e ocorreu fora do alcance das outras pessoas (e não em situação de "arrebanhamento" onde existem sempre pressões de grupo).
No entanto, tem semelhanças em vários pontos com outros casos tornados públicos, por exemplo, "Ana Santos, de Santarém", "Ana Sofia Damião, de Macedo de Cavaleiros" ou "Diogo Macedo, de Famalicão"; e é por isto que não se pode desligar da relação que tem com a "tradição académica":

- a confiança depositada num colega "superior" acaba por ser defraudada, deixando clara a arbitrariedade das hierarquias entre estudantes (absurdas e inventadas pela "tradição académica", mas supostamente "protectoras");

- a relutância em denunciar o sucedido (denúncia esta que, note-se, não foi feita em Braga) esconde o medo de voltar à escola onde o "cardeal" continuará a "proteger os seus caloiros", e esconde também o receio de dificilmente voltar a frequentar o curso e a escola, aos quais tem todo o direito;

- a reacção da direcção da Escola anuncia que “só abrirá um inquérito quando houver uma queixa formal da vítima”, desresponsabilizando-se uma vez mais. Não porque tenha responsabilidade no sucedido, mas porque ao escolher o caminho da ignorância faz com que uma aluna deixe de ter condições de frequentar a instituição de ensino e possa perder, pelo menos, um ano da sua vida;

- os convívios escolhidos usam o álcool como argumento que justifica a violência (sendo que nenhum tipo de violência pode ser legitimada pelo abuso de álcool), quando, de facto, a origem dessa violência está no facto de esses convívios se basearem nas "tradicionais" hierarquias que conferem diferentes poderes às pessoas que assim "convivem";

- fica mais uma vez provado que na escola e nas suas "tradições", tal como na sociedade, as mulheres são encaradas como "o elo mais fraco", sendo por isso as principais vítimas das discriminações e abusos.

Recusamos o policiamento dos convívios entre estudantes como resposta. Pelo contrário, pensamos que a gravidade deste caso obriga a várias reflexões: por parte de quem acredita que a hierarquia é uma solução legítima para o convívio; por parte da direcção da Escola que tem a obrigação de garantir que esta aluna pode continuar a estudar; por parte da direcção da Escola, do Ministério do Ensino Superior e do Ministério Público, que têm a responsabilidade de não deixar este caso cair no esquecimento.
Não se pode admitir que uma pessoa tenha medo de denunciar uma agressão, nem tão pouco que essa denúncia traga ainda mais obstáculos à sua vida. Este medo e estes obstáculos são transversais a todos os casos conhecidos (e desconhecidos) e terão que acabar um dia.
E esse dia deve ser hoje.

(M.A.T.A. - Comunicado de imprensa. 16 Maio 2008)

Feira do Livro do Porto... já abriu !


A 78º edição da Feira do Livro do Porto, decorre de 21 de Maio a 10 de Junho, ainda no Pavilhão Rosa Mota e com uma dimensão semelhante à do ano passado. O certame vai prestar homenagem ao jornalista Germano Silva e ao alfarrabista Nuno Canavez, naquele que deve ser o seu último ano no pavilhão dos Jardins do Palácio de Cristal.
Segundo Francisco Madruga, da comissão organizadora, as maiores editoras do recém-formado grupo Leya vão mesmo fazer-se representar, embora indirectamente, através da Inovação & Leitura.

21 maio 2008

Ventos de mudança sopram de Cuba


A filha do presidente cubano, Mariela Castro, presidiu a uma convenção de apoio aos homossexuais que decorreu durante o fim-de-semana em Havana. No cargo de directora do Centro Nacional de Educação Social (Cenesex, na sigla em espanhol), entidade financiada pelo governo, a filha do novo presidente tenta mudar as atitudes dos cubanos em relação às minorias.
No momento, Mariela Castro tenta convencer a Assembleia Nacional a adoptar o que seria uma das leis sobre direitos de homossexuais e transexuais mais liberais da América Latina.
O projecto de lei em discussão reconhece uniões de casais do mesmo sexo, assim como direitos de herança. Também dá aos transexuais o direito de se submeter a cirurgias de mudança de sexo, além de permitir que eles troquem de nome em suas carteiras de identidade - tendo ou não feito a operação.
Na sexta-feira à noite o filme Brokeback Mountain foi também exibido pela primeira vez em prime-time na televisão nacional.
Uma carta dos direitos dos homossexuais será discutida pelo parlamento cubano em Junho. Caso aprove, isso vai marcar uma mudança revolucionária na política sexual de Cuba.

Conferências do Divã


21 e 27 de Maio e 3 de Junho
Livraria Pó dos Livros

1.ª Conferência
21 de Maio, às 18h
Ciência e sociedade num mundo globalizado


Nas sociedades contemporâneas, a ciência ganhou um novo relevo, tanto na detecção como na resolução de vários problemas globais. Questões como os riscos ambientais, as novas doenças e epidemias, a crise dos recursos energéticos, os dilemas éticos da tecnologia, o desenvolvimento sustentável e a reformulação das políticas públicas impuseram aos cientistas novos desafios.
Como é que os cientistas se têm organizado para responderem a estes desafios? Como é que têm incorporado as necessidades e as reivindicações da sociedade no seu trabalho? Como têm comunicado com o público e divulgado o seu conhecimento? E a sociedade, como é que tem acolhido o seu contributo? E como se adaptaram as políticas científicas à nova situação?
Estas são algumas das questões que propomos para debate, partindo dos seguintes capítulos do livro A globalização do divã: Do tubo de ensaio à Nature: a ciência e a globalização (Ana Delicado); As novas formas de eugenismo: a genética entre o orgulho e o preconceito (José Eduardo Gomes); e Não mais estaremos sozinhos: a globalização do controlo (Catarina Fróis).
moderadora: Ana Delicado, socióloga, co-autora do livro A Globalização No Divã
intervenientes: Maria Eduarda Gonçalves, docente e investigadora no ISCTE
Filipe Moura, docente no Instituto Politécnico de Leiria e investigador no Instituto de Telecomunicações, autor do blogue «O avesso do avesso»
José Eduardo Gomes, biólogo, investigador de pós-doutoramento em França, co-autor do livro A globalização no divã e do blogue «Peão»

Entrada livre.

20 maio 2008

Precários, loucos, artistas e sonhadores !


Ben é um jovem estudante de arte. Quando a sua namorada acaba o relacionamento, Ben começa a sofrer de insónias. Para passar o tempo, arranja um emprego num supermercado, no turno da madrugada. Cada um de seus colegas de trabalho tem uma maneira de lidar com o tédio. Já Ben prefere imaginar que consegue parar o tempo e as pessoas. Na sua cabeça, caminha pelos corredores deste mundo estático, sem que ninguém perceba a sua presença. Mas logo Ben começará a sentir-se atraído por Sharon, a caixa do supermercado. E talvez ela traga a solução para sua eterna insónia.


“Cashback” de Sean Ellis é uma curta-metragem de 2004, ficou prometido um desenvolvimento para longa...ela apareceu e estreou, já está disponivel em dvd, por cá...à espera que chegue a Portugal...

Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia - assina já !


De acordo com uma opinião largamente difundida em países ocidentais, a homossexualidade seria hoje mais livre que nunca: visível e presente por toda a parte, na rua, nos jornais, na televisão, no cinema. Há quem julgue até que a homossexualidade é hoje completamente aceite, face a recentes progressos legislativos nesses países. E se algumas alterações continuam a ser necessárias para eliminar as derradeiras discriminações, várias pessoas parecem considerar que a evolução das mentalidades é uma simples questão de tempo - o tempo tido como necessário para levar a bom termo um movimento de fundo lançado já há algumas décadas.
No entanto, uma observação um pouco mais atenta mostra uma situação globalmente muito diferente. É que o século XX foi sem dúvida o período mais violentamente homofóbico da história: desde a deportação para campos de concentração sob o regime nazi, até ao gulag na União Soviética, passando por chantagens e perseguições nos Estados Unidos na época de McCarthy. Tudo isso pode parecer longínquo, mas a realidade é que é muito frequente observar condições de vida extremamente desfavoráveis no nosso mundo actual. A homossexualidade parece ser discriminada por toda a parte; em pelo menos oitenta Estados, os actos homossexuais são condenados pela lei (Argélia, Senegal, Camarões, Etiópia, Líbano, Jordânia, Arménia, Koweit, Porto Rico, Nicarágua, Bósnia…); em muitos países, aquela condenação pode ir além de dez anos de prisão (Nigéria, Líbia, Síria, Índia, Malásia, Cuba, Jamaica…); por vezes, a lei prevê a prisão perpétua (Guiana, Uganda) e, numa dezena de nações, a pena de morte pode ser efectivamente aplicada (Afeganistão, Irão, Arábia Saudita…). Em África, recentemente, muitos Presidentes da República reafirmaram
brutalmente a sua vontade de lutar pessoalmente contra este 'flagelo social', segundo eles 'anti-africano'. E as perseguições multiplicam-se, mesmo em países cujos códigos penais não punem a homossexualidade. No Brasil, por exemplo, os esquadrões da morte e os skinheads semeiam o terror: 1960 homicídios homofóbicos foram oficialmente registados entre 1980 e 2000. Nestas condições, torna-se difícil pensar que a 'tolerância' ganha terreno. Pelo contrário, na maior parte daqueles Estados, a homofobia dá mostras de ser hoje mais violenta que ontem. A tendência não vai pois no sentido de uma melhoria generalizada.

É por isso que propomos este Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia. Este Dia tem por objectivos : articular acção e reflexão para combater todas as formas de violência física, moral ou simbólica ligadas à orientação sexual ou à identidade de género; suscitar, apoiar e coordenar todas as iniciativas que contribuam para a igualdade entre os cidadãos nesta matéria, de jure, mas também de facto, em todos os países que acolham esta acção. A organização de um dia de luta contra a homofobia em cada país permitirá por sua vez inscrever as nossas lutas numa campanha de solidariedade com todas as pessoas LGBT do mundo inteiro. Mas também se trata de inscrever as nossas lutas numa iniciativa mais global de defesa dos Direitos Humanos. Há muitas décadas que, pelo mundo inteiro, se procura empreender acções neste sentido. É nesta linha que nos situamos: pretendemos reforçar as experiências estabelecidas, dar mais visibilidade às tentativas futuras e apelamos às instâncias internacionais a que inscrevam este Dia na sua agenda oficial, a exemplo do Dia Mundial da Mulher ou do Dia Mundial de Luta Contra a Sida.

O reconhecimento deste Dia representaria um claro empenho da comunidade internacional - uma comunidade que se tem já mobilizado contra várias formas de discriminação e de violência social, mas que ainda não se pronunciou contra a homofobia. Eis o momento.

Assinar Petição Online: http://petitiononline.com/idaho/

19 maio 2008

Multa ??? Porquê? Hã.... desconhecia a lei


Estranho quando foi ele que fez a lei!

José Sócrates, assumiu que fumou no voo entre Lisboa e Caracas, que transportou a comitiva governamental para a Venezuela, e pediu desculpa por ter fumado durante o voo. O Sr. primeiro-ministro disse que desconhecia que estava a violar a lei; «Estava convencido que não estava a violar nenhuma lei nem nenhum regulamento. Infelizmente há essa polémica em Portugal e eu quero lamentar essa polémica. Se por algum motivo violei algum regulamento, alguma lei, lamento e peço desculpa, não voltará acontecer», afirmou o Sr. primeiro-ministro.
É no mínimo curioso que estas palavras venham do chefe de um governo que nos últimos meses lançou uma verdadeira campanha contra o tabaco e os fumadores. Desconhecer uma lei que também proíbe fumar nos aviões da TAP — neste caso a Lei do Tabaco — não fica bem ao primeiro-ministro, principalmente quando a lei é do próprio governo que chefia. Entretanto, o Sr. primeiro-ministro já anunciou que vai deixar de fumar.

Já agora será que os portugueses têm uma cara de parvo assim tão grande !

Palavras leva-as o vento... já acções eram bem mais bonitas !


É muito fácil mandar uns bitaites para o ar porque bonito era ver o prémio nobel a mexer-se e a ser consequente (mais uma vez) com as suas palavras e abandonar o grupo ao qual pertence agora... ou será que já se esqueceu que quem o representa agora oficialmente são os "camaradas" da Leya ?!

O Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, lamentou hoje que a Feira do Livro, em Lisboa, tenha sido adiada "sine die" e criticou a possibilidade de existirem pavilhões diferenciados, alegando que isso é diferenciar as classes.
"É lamentável que tenha sido adiada, não se sabe para quando", disse o escritor português no final de uma visita à exposição "José Saramago. A Consistência dos Sonhos", onde esteve a acompanhar o realizador brasileiro Fernando Meirelles, que dirigiu o filme "Blindness", uma adaptação do seu romance "Ensaio sobre a Cegueira".
Referindo-se à autorização para pavilhões diferenciados, Saramago criticou a "diferença na apresentação dos livros de qualquer editora". "Não me parece bem. Se nos pavilhões cabiam as pequenas e as grandes editoras, podiam continuar a caber", defendeu o Nobel da Literatura. Para o escritor, esta "não foi uma boa solução" porque "abre portas a uma espécie de caos". José Saramago caracterizou a Feira do Livro como uma "festa democrática", onde a existência de pavilhões diferenciados e eventualmente "imponentes", "exibe uma diferença de classes".
in Público

18 maio 2008

Seja homem ou mulher, eu amo quem quiser !


Em 17 de Maio de 1990 a OMS deixou de considerar a homossexualidade um crime.
O DSM IV R, livro que cataloga os distúrbios psicológicos só na sua última revisão deixou de considerar a homossexualidade como tal - ainda considera distúrbio a transsexualidade.
Em Portugal em 1982, oito anos depois da Revolução de Abril, é que a homossexualidade deixou de ser crime.
Persistem ainda discriminações várias e a homofobia ainda não tem relevância júridica suficiente.
Até quando?

Já sabes do que precisas ?


A Optimus vai comercializar o iPhone em Portugal, revelou fonte da France Telecom, empresa francesa que é accionista da operadora móvel do grupo Sonae.
A Optimus beneficia do facto de a Orange, operadora móvel da France Telecom, ter chegado a acordo com a Apple para comercializar o iPhone em 9 países, entre os quais Portugal.
Só resta dizer: "E tu de que precisas?"

17 maio 2008

O ASIMO da Honda a dar música

Como prometido no mês passado, a Honda colocou o seu robot ASIMO para fazer mais do que apertar mãos, conversar e subir escadas. E o que o “Advanced Step in Innovative Mobility” fez ontem foi nada menos do que reger uma orquestra ao vivo
ASIMO foi o maestro da Detroit Symphony Orchestra, que executou “The Impossible Dream” do musical “Man of La Mancha”, tema usado em diversos anúncios da marca.
O robot da Honda foi programado para imitar exactamente os movimentos que Charles Burke, director da Detroit Symphony Orchestra, realizou em uma apresentação ocorrida há seis meses atrás. Por isso mesmo ASIMO tem suas limitações: ele não é capaz de responder aos músicos.
De qualquer maneira, a apresentação do ASIMO não foi apenas para demonstrar a capacidade do robô, mas também para marcar o apoio da Honda à Detroit Symphony Orchestra, que doou US$ 1 milhão para que seja criado o The Power of Dreams Music Education Fund. O projeto social envolve escolas públicas da cidade, prometendo oferecer educação musical a estudantes interessados em aprender a tocar instrumentos, ler música, e participar de bandas ou orquestras.


78ª Feira do Livro de Lisboa


Eu vou lá estar mas antes de lá chegar gostava só de dizer: e os outros autores e autoras de Portugal são menos dignos para a cultura portuguesa? As decisões de uma maioria de editores reunida em assembleia geral são para a CML uma intransigência? Tem piada para um executivo que assumiu o poder depois de uma situação em que maioria e minoria pesaram!

Já agora passem pelo site e vejam a vergonha de uma Feira prestes a começar que remete todas as informações para breve... e breve pode ser tanto tempo!

16 maio 2008

Dia Internacional de Histórias de Vida


Em nome da Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Portugal, EUA e Canadá) e do Center for Digital Storytelling (EUA) foi lançado um apelo para se apoiar o Dia Internacional de Histórias de Vida, que acontece hoje, dia 16 de Maio de 2008. O dia será uma oportunidade para que pessoas de todo o mundo se encontrem em locais públicos, praças, salas de aula, teatros ou até mesmo em ambientes virtuais para compartilhar as suas histórias de vida uns com os outros.
Trata-se de um movimento internacional de pessoas e organizações que acreditam que ouvir, coleccionar e compartilhar histórias de vida, são parte de um processo crítico para a democratização da cultura e promoção da transformação social. Queremos que este dia seja especialmente dedicado à celebração e à promoção de projectos voltados à preservação das memórias e histórias de vida, que tenham provocado mudanças em bairros, comunidades e na sociedade como um todo.
Encorajamos a participação no Dia Internacional de Histórias de Vida de diversas formas, por meio da promoção ou presença em eventos, a criação de Círculos de histórias em locais públicos, escolas, casas, centros comunitários, ambientes virtuais etc.;

• Espaços abertos para performances diversas para se contarem histórias;

• Exposições de histórias de vida em locais públicos utilizando os mais diversos formatos (fotografias, textos, vídeos, áudios, etc.);

• Eventos homenageando contadores de histórias locais, mestres da cultura popular, griôs, além de organizações e projetos de memória e histórias de vida;• Promoção de eventos diversos abertos ao público que tenham como base o compartilhamento de histórias de vida;

• Reuniões virtuais simultâneas para promoção de trocas de histórias de vida;

• Difusão de histórias de vida e de documentários sobre histórias orais e temas relacionados nos mais diversos meios de comunicação: jornais, revistas, rádios, televisão etc.;

Se você quiser apoiar esta idéia, por favor, escreva para internacional@museudapessoa.net.

O Museu da Pessoa é uma rede internacional de museus virtuais de histórias de vida, localizados no Brasil, Canadá, Portugal e EUA


A sua missão é contribuir para que a história de vida de cada pessoa seja valorizada pela sociedade.Center for Digital Storytelling


O Center for Digital Storytelling é uma organização sem fins lucrativos, que trabalha auxiliando pessoas a contarem histórias significativas de suas vidas usando medias digitais. Com sede em Berkeley, na Califórnia, desenvolve projectos e realiza pesquisas em comunidades, escolas e empresas, utilizando a metodologia e os princípios do Workshop de Histórias Digitais – Digital Storytelling.


Para conhecer as organizações e pessoas que já apoiam o Dia Internacional de Histórias de Vida, clique aqui em Endorsements. Se você tem dúvidas, comentários ou quer declarar seu apoio ao Dia Internacional de Histórias de Vida, preencha o formulário em Contact ou escreva diretamente para internacional@museudapessoa.net.


Manifestação Regional :: Protesto Nacional


Porque a luta não pode parar !

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS E DO PATRIMÓNIO - 18 MAI 2008


"Museus, Pontes entre Culturas” é o tema de reflexão proposto pelo ICOM este ano para a 27ª edição do Dia Internacional de Museus, celebrado no dia 18 de Maio em todo o Mundo. Estas comemorações têm vindo a evidenciar linhas de trabalho dos museus menos visíveis, mas fundamentais para assegurar a preservação e a divulgação das suas colecções e dos seus patrimónios, bem como para reforçar a aproximação dos museus à diversidade dos seus públicos. O tema proposto para 2005 – “Museus, Pontes entre Culturas” – sublinha o museu como mediador entre culturas e como lugar de encontro de culturas, porque neles conflui a pluralidade de heranças culturais dos povos.


Para comemorar o Dia Internacional dos Museus o Serviço Educativo de Serralves organiza um conjunto de iniciativas para toda a família: visitas e oficinas, Leitura Furiosa, Imagens à Lupa...
Entrada livre em todas as actividades!

PROGRAMA

Oficinas em Família
Actividades criativas para todas as idades a partir das exposições patentes no Museu de Serralves.
10h00-13h00 e 14h00-17h00

Percursos de exploração
Descobrir Serralves em família num percurso de exploração do Museu e do Parque.

Visitas guiadas
10h00 – às Exposições (para famílias)
11h00 – ao Parque
12h00 / 17h00 / 19h00 – às Exposições
15h00 – Arquitectura em Serralves

Imagens à Lupa / Um Projecto com Escolas
Inauguração da Exposição, 12h00

Leitura Furiosa
16h00
Apresentação dos resultados da Leitura Furiosa, coordenada por Regina Guimarães, com a participação de Pedro & Diana, Marta Bernardes, João Pedro da Costa e Saguenail.

14 maio 2008

::::: Speechless :::::


The Piano, uma curta metragem animada de Aidan Gibbons com música de Yann Tiersen. Uma retrospectiva da vida um velho através da musica do seu piano. Esta animação foi feita em 2003 quando o autor tinha apenas 18 anos e foi produzida para um trabalho de animação digital na universidade.

13 maio 2008

O Nosso Maio e o Setembro Deles


Pois é parece que o artigo publicado no pasquim Avante de nome O Maio Deles não passou nem mais nem menos do que uma declaração de inveja...
Não percebo como é que os organizadores da maior patuscada politica que se vive todos os anos em Portugal possam vir apontar dedos aos outros. Em segundo não percebo mesmo de todo como se pode agradar estes arautos dos valores democráticos e revolucionários, como são caso a China e a Coreia do Norte. Se somos pequeno-burgueses, esquerda chique ou intelecto qualquer coisa é porque somos se não somos é porque somos popularuchos e organizamos patuscadas....



Eu gosto de patuscadas, eu gosto de patuscadas com os meus camaradas. Se pelo meio tiver oportunidade de ver uns documentários, discutir um pouco de politica ainda melhor. É por isso que até acho piada à Festa do Avante! Agora deixo o desafio ao senhor Henrique Custódio para escrever qualquer coisinha quando o camarada Jerónimo fizer um daqueles comícios-almoço onde as camionetas despejam camaradas de todo o país acompanhados pelo garrafão e pela merenda por um conto de réis e umas palavrinhas do camarada!


Yes We Can.... what the f***** !!!!


Pois é...the american way. Podia seu uma piada mas ao que parece é mesmo realidade.
Parece que é assim que se faz um candidato ganhador.
Para verem mais e perceberem o que é uma máquina politica complexa e alienada do que deve ser a defesa dos princípios da democracia visitem o site oficial do Barely Political

12 maio 2008

A politica, os jovens, o Cavaco e o Bloco de Esquerda... a novela continua no país do costume


Hoje o Presidente de quase todos os portugueses reúne com as Juventudes Partidárias, excluindo o Bloco de Esquerda por não ter Jota. Este argumento burocrático excluí o mais jovem deputado do Parlamento que abordou no discurso de 25 de Abril o tema que o Presidente quer discutir hoje, e um partido que reúne grande activismo e eleitores jovens.

Este Presidente é e continua a ser o que sempre foi...no entanto as pessoas é que parecem se ter esquecido e continuam à espera de novos comportamentos.
Este é o Cavaco Silva autoritário, fechado e tacanho que sempre conhecemos - este é um dos grandes responsáveis pelo afastamento dos jovens em relação à politica (em alguns casos à bastonada) - era ele quem devia estar a ser debatido...

10 maio 2008

Maio de 68 em BD



09 maio 2008

Os meus filmes de Maio


Os Amantes Regulares de Philippe Garrel


Os Sonhadores de Bernardo Bertolucci


La Chinoise de Jean-Luc Godard

e agora um bocado fora de mão mas cheio de referências, e no final também é de irreverência que falamos:

Bande À Part também de Jean-Luc Godard

Cordão Cultural pela preservação do Bolhão...


Dia 10 de Maio, Sábado
10,30H às 18:00H

No Sábado todo o Mercado do Bolhão vai estar repleto de Música, Dança, Teatro, Artes Plásticas, Arquitectura...
Irá ser feito o Corte de Trânsito para montagem de PALCO - TRABALHADORES DO COMÉRCIO JÁ CONFIRMADOS
Estão confirmados:

-Tunas Académicas ( Tuna de Dentária e Tuna da E.S.A.P)
-Bandas Portuenses
-Fados de rua
-Intervenções de Teatro
-Ranchos Populares
-Exposições, Exibição de Documentário sobre Arquitectura e Património
-Atelier de Pintura ao ar-livre, com mestres das Artes Plásticas
-Visitas Guiadas ao Mercado
-Entre vários Músicos e Bandas:
Ana Deus
Convinha
Paulo Praça
Trabalhadores do Comércio

APARECE !

08 maio 2008

Precários e rebeldes continuamos a FERVER com promessas furadas !!!

Festa do SEQSO em Lisboa


No próximo dia 9 de Maio, estamos todas e todos convidados para a festa do movimento SEQSO - Somos Estudantes e Queremos uma Sexualidade sem Opressões. A festa será na Cooperativa Cultural Crew-Hassan (Rua das Portas de Sto. Antão, 159 - perto do Coliseu), pelas 21h30. Contaremos com a presença de representantes de vários movimentos ligados à Escola e também com a presença de Joana Ribeiro Santos (actriz da série Morangos com Açúcar). Para além disso, teremos ainda música ao vivo com:
- MANUEL JOÃO VIEIRA
(vocalista dos Irmãos Catita e dos Ena Pá 2000)
- CANTADORES DA RUSGA
(Grupo de música portuguesa)
- CHULLAGE
(Hip-Hop)

Aparece e traz amigas e amigos.
A entrada é livre.

A baixa de Lisboa vai ficar mais Justa e Solidária


No Dia Mundial do Comércio Justo, 10 de Maio, Sábado, vai ser inaugurada uma Loja de Comércio Justo em Lisboa, na Rua da Prata, nº 70/72, às 11h.
Trata-se de uma loja especial, que nasce de um projecto de parceria entre várias organizações de Comércio Justo. A inauguração desta loja de Comércio Justo (CJ) resulta de uma parceria entre a Cores do Globo (ONG que promove o Comércio Justo em Lisboa), o Ctm-Altromercato (uma das maiores organizações mundiais de CJ) e a Cooperativa Equação (importadora e distribuidora portuguesa de produtos de Comércio Justo). Trata-se de uma estratégia conjunta que, através da partilha de experiências e recursos, permite a abertura de lojas de CJ com mais potencial e bem localizadas, fortalecendo assim as organizações de base do movimento.
A nova loja junta-se ao já alargado universo de lojas em parceria resultantes da acção conjunta de organizações locais e da Ctm-Altromercato, existentes em Itália, Grécia, Portugal e brevemente em outros países europeus. Acreditamos que desta forma conseguiremos concretizar melhor a dois dos nossos principais objectivos - chegar a um número cada vez maior de consumidores e integrar cada vez mais produtores do Sul do mundo no circuito do Comércio Justo.

Esta Loja de Comércio Justo estará aberta ao público de segunda a sábado, entre as 10h00 e as 19h00, e nela poder-se-ão encontrar peças únicas de artesanato do mundo, têxteis em algodão biológico, cosméticos naturais e produtos alimentares (biológicos) de dezenas de pequenos produtores dos mais diversos países do hemisfério sul, que desta forma beneficiam do pagamento de um preço justo pelo seu trabalho, de pré-financiamento da produção e de uma relação comercial estável, de longa duração.

07 maio 2008

Precários nos querem, Rebeldes nos terão !

Indie no Porto - extensão do Festival Indie


06 maio 2008

06 de Maio de 1968


Cohn-Bendit e outros 5 estudantes são convocados pela Comissão Disciplinar da Universidade. Novas manifestações. Mais de 15.000 pessoas tentam ocupar a Universidade, que continua nas mão da polícia de choque. Primeiras barricadas. A polícia realiza mais de 400 detenções e registam-se 487 feridos.

Maio de 68 no cinema


De 5 a 9 de Maio de 2008, o Instituto franco-Português propõe-lhe uma viagem em imagens ao coração de maio de 68 e a descoberta de documentários e obras de ficção, na sua maioria, inéditos em Portugal. Muitos dos filmes propostos são emblemáticos do “cinema militante” francês e do ”cinema directo” europeu.
À imagem do movimento, o cinema de maio fez-se em ruptura total com as convenções cinematográficas tradicionais. «Maio 68 no cinema» é um cinema livre, comprometido, que privilegia as formas colectivas de realização às obras individuais: o filme Loin du Vietnam (1967) pois do colectivo SLON, será apresentado na abertura do ciclo. Os Ciné-tratcs — curtas-metragens cujo objectivo é o de despertar as consciências e a agitação imediata — serão projectados no início de cada sessão.
Para muitos cineastas, a câmara torna-se uma arma: fixa imagens, retém as palavras e passa mensagens… de fábrica em fábrica, de universidade em universidade… A verdade está na rua e os filmes podem
mudar o mundo. Pedaços de películas virgens são “recuperados” nas filmagens e cineastas vão formar os operários das fábricas nas técnicas do cinema. Sob a iniciativa de Chris Marker, e depois do seu filme A bientôt, j’espère (1967), os grupos Medvedkine realizam o primeiro filme, Classe de lutte (1969), magnífico retrato de uma operária. Jacques Loiseleux, um dos maiores directores de fotografia franceses (Pialat, godard, Ivens, garrel...), participou activamente naquele movimento e dá-nos a honra de estar connosco para falar da sua experiência. «Maio 68 no cinema» é evidentemente indissociável da figura de godard e escolhemos apresentar Un film comme les autres (1968), inédito em Portugal. enquanto Les LIP, l’imagination au pouvoir (2007) ou Reprise (1996) abordam a questão da herança de maio 68 junto com aqueles que
participaram no movimento, Mourir à trente ans (1982) e Les Amants réguliers (2005) exploram memórias pessoais de maio 68. finalmente, L’An 01 (1973) é um filme de ficção que conta, com muito humor, uma
utopia feliz sobre o sonho dos filhos da abundância...
Todas as noites, um prato original inspirado nos slogans de maio 68 será proposto entre as sessões para “alimentar” o debate.

Institut Franco-Portugais
Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa
21 311 14 00
infos@ifp-lisboa.com

05 maio 2008

Facebbok, Hi5 meets reality....assustador não?!

My Blueberry Nights - vi e gostei definitivamente a não perder


"My Blueberry Nights" ou na versão portuguesa "O Sabor do Amor" é a primeira incursão americana de Wong Kar Wai, o realizador de "Disponível para Amar" e "Chungking Express".
Elizabeth (Norah Jones), uma jovem mulher desencantada, embarca numa viagem de reencontro emocional para esquecer um coração partido. À medida que as feridas emocionais começam a desaparecer, as experiências de Elizabeth com uma série de estranhos levam-na a novos e inesperados capítulos na sua vida. Dos devaneios poéticos do proprietário de um café (Jude Law), às propostas desesperadas de uma jogadora numa maré de azar (Natalie Portman), ao laço quebrado entre um polícia perturbado (David Strathairn) e a sua rebelde esposa (Rachel Weisz), estes indivíduos redefinem a perspectiva de Elizabeth sobre a vida, os relacionamentos e finalmente a sua própria identidade. Lentamente, Elizabeth começa a desligar-se do passado descobrindo um novo caminho para si - em direcção ao verdadeiro amor.
A banda sonora é a cereja no topo do bolo ou da tarte se preferirem, de Otis Redding a Cat Power as músicas desenrolam-se discretamente na acção discretas mas visíveis.

Aqui fica um bocadinho da tarte:

04 maio 2008

Say NO TO LISBON


e apesar do azul das letras NÃO é uma campanha nortenha contra Lisboa....!!!

MAIO 68 - COMÍCIO :: DEBATES :: CONCERTO :: TEATRO


Paris. Praga 1968. 40 anos.
Há 40 anos, a Europa agitava-se dos dois lados da cortina de ferro.
Em França, estudantes e trabalhadores questionam a ordem do capital.
Em Praga, exigem a liberdade do socialismo e recusam a obediência burocrática a Moscovo.
Nos Estados Unidos, a oposição à guerra do Vietname e a luta pelos direitos civis mudam a face do país.
No México, os estudantes são massacrados na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos.
Enquanto os Sarkozys do mundo se empenham em “liquidar a herança” de 68, a esquerda socialista vive a sua história.
Imaginação, crítica, intransigência e liberdade.

SOB A CALÇADA, A PRAIA.


INFORMAÇÕES ÚTEIS
O prazo limite é 5 de Maio.
Contacta bloco.esquerda@bloco.org ou por telefone para 213 510 510 / 968 92 63 71 / 918 71 24 44

Mais info em Esquerda.Net

02 maio 2008

MAYDAY no Sapo - Precári@s em entrevista

Marcha Global Pela Legalização da Marijuana - Porto


O que é a MGM?

A Marcha Global da Marijuana (MGM) é uma iniciativa apartidária, pacifica e sem fins lucrativos, organizada por cidadãos conscientes e informados que consideram ter direito a consumir uma substância que, no seu estado natural, não representa um risco tão grande como as substâncias adulteradas que se obtêm no mercado clandestino.
A MGM insere-se num movimento global que pretende pôr fim à proibição do Cânhamo/Cannabis. Realiza-se sempre no primeiro sábado do mês de Maio, em mais de 200 cidades em todo o mundo.
O objectivo desta marcha é apresentar à sociedade argumentos e propostas de políticas alternativas ao proibicionismo vigente, para que o assunto seja seriamente discutido. A MGM defende que, tendo em conta que vivemos num país democrático e livre, os cidadãos devem ter direito a escolher com base em decisões informadas e responsáveis e desde que não interfiram com a liberdade dos outros.

MANIFESTO
Marcha Global da Marijuana – Portugal


O facto da Cannabis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto legal, nomeadamente:
- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a Cannabis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.
- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.
- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.
- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais (e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos).
- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de Cannabis.
Em Portugal o consumo da Cannabis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de Cannabis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).
De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa que aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.
E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de Cannabis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.
Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.
E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.
Alterar a situação legal da Cannabis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após, a desadequação da lei é cada vez mais evidente tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.
A política do impossível
O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de Cannabis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!
No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.
Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.
Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.
De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!
Somos mesmo muitos
Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu Cannabis em algum momento das suas vidas. É um facto: a Cannabis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.
Um apelo a ti
Embora a Cannabis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.
A experiência mostra-nos que o uso de Cannabis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.
Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Cannabis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.
Os nossos objectivos
- A legalização e regulamentação da Cannabis para todas as suas utilizações.
- A descriminalização total do consumo de Cannabis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.
- Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L. para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.
As nossas propostas:
- Remoção da Cannabis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.
- Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de Cannabis para a produção de energias renováveis (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel, apostando numa produção sustentável com respeito pelo equilíbrio ambiental e pelas populações locais.
- Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de Cannabis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.
- Despenalização da posse, consumo e cultivo de Cannabis e de todos os produtos derivados desta planta.
- Criação de regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal de Cannabis por adultos.
- Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de Cannabis por adultos seja permitido.

Junta-te a nós no dia:
03 de Maio 15h00
Praça do Marquês

01 maio 2008

Depois da Luta, a FESTA !


Dia 2 de Maio
23:30

No Pride Bar,
Rua do Bonjardim, nº1121

Tod@s ao 1º de Maio !

FERVE e Precários/as Inflexíveis silenciados no 'Prós e Contras' da RTP



Os/As Precários-Inflexíveis e o FERVE (Fartos/as d'Estes Recibos Verdes) foram silenciados no programa "Prós e Contras", da RTP.
Estes dois movimentos anti-precariedade tinham sido convidados a participar num debate televisivo sobre as novas propostas de leis laborais apresentadas pelo Governo.
Quando o representante do FERVE (André Soares) e dos Precários-Inflexíveis (João Pacheco) foram conduzidos aos camarins, foi-lhes dito numa escada de acesso que afinal havia demasiados convidados e apenas um deles poderia falar. Os representantes dos dois movimentos decidiram partilhar o curto "tempo de antena".
Na sua curtíssima declaração, o representante do FERVE, André Soares, colocou várias questões incómodas ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva. A partir desse momento foi impossível os representantes destes dois movimentos anti-precariedade voltarem a falar.
O representante do FERVE abandonou o auditório pouco depois de ter falado e de não ter tido direito a respostas do ministro Vieira da Silva, coisa que se esperava de um debate, modelo em que o programa se insere.
O representante dos Precários-Inflexíveis ficou longos minutos de pé na primeira fila da audiência, com um microfone desligado na mão, à espera de poder falar pelo menos uma vez. Ao fim de algum tempo, foi convidado a sair por uma das pessoas da produção do programa.
Com João Pacheco saíram do auditório, em solidariedade, todos os membros dos Precários-Inflexíveis presentes até esse momento nas filas da frente do auditório.
Os Precários-Inflexíveis e o FERVE repudiam o que aconteceu no "Prós e Contras" e estão a preparar uma queixa formal ao Provedor do telespectador da Rádio e Televisão de Portugal, professor Paquete de Oliveira.

Mais informações: Blogue do FERVE