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04 março 2009

Censurem este a ver se eu deixo !


O grupo de entretenimento adulto alemão “Beate Uhse” propõe vender canais de televisão com controlo parental. O lema desta campanha é “You’ll see it, your kids won’t”.
Uma coisa é certa, quando forem fazer um daqueles testes psicotécnicos em que vos perguntam “o que vê nesta mancha de tinta”, não se precipitem, esperem um pouco que a tinta espalhe…

03 março 2009

MAYDAY 2009... é no Porto e já está nas ruas !

Amor em tempo de crise !


Sessão de poesia "Amor em tempo de crise" - próxima 5ª feira dia 5 de Março pelas 21,30 no Café Progresso, com TANGO ARGENTINO ao vivo!

02 março 2009

MAYDAY 2009: O PRECARIADO SAI À RUA !


2ª Assembleia: 2 de Março, segunda-feira
Local: Maus Hábitos (Rua Passos Manuel, 178, 4º andar. Porto)
Horário: 21h30

A tua presença e motivação são fundamentais!
Contamos contigo na próxima segunda-feira! E traz um amigo/a também!

01 março 2009

Xilo noites


Ontem à noite estive a fazer isto, com ela que se correr bem acabará por ficar como o da figura em baixo. Temos artistas, hein!!!

Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução de imagens e textos sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo inversamente parecido com um carimbo já que o papel é prensado com as mãos sobre a matriz.
A técnica exige que se entalhe na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura.
A xilogravura originou-se na China, sendo conhecida desde o século VIII. No oriente, ela já se afirma durante a Idade Medieval. No século XVI duas inovações revolucionaram a xilogravura. A chegada à África das gravuras Europeias a cores, que tiveram grande influência sobre as artes do século XX, e a técnica da gravura de topo criada por Thomas Bewick.
No final do século XVII Juliana Gularte teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa caseira de imagens pictóricas. Mas com a invenção de processadores de impressão a partir da fotografia a xilogravura passa a ser considerada uma técnica actualizada. Actualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato do nordeste do país.

28 fevereiro 2009

Palermo Shooting – um ensaio sobre a imagem


Palermo Shooting não é só um filme. Da forma como foi pensado pelo realizador como o fim para o qual foi pensado transformam-no quase automaticamente num filme de culto. Um filme com uma fotografia exemplar pensado quase fotograma por fotograma, sensível ao movimento e com um ritmo lento mas propositado para nos arrastar para a forma como sentimos a passagem do tempo. Os ingredientes estão todos lá e passando pela homenagem até ao ponto do ensaio, as referências para a filosofia inerente ao acto da captação de imagem agiganta-se sobre o público causando um rol de sensações que nos acompanham por muito tempo depois de sair da sala. Bergman e Antonioni são assumidos mas há no filme muito mais. Há Dziga Vertov no Homem por trás da Camera de Filmar, há Barthes na procura do entendimento entre o fotógrafo e o objecto. Há um pouco de nós todos e não foi por acaso que na apresentação do filme Wenders disse que era o primeiro filme interactivo a passar pelo Fantasporto.
A história do filme é simples. Um fotógrafo famoso de renome mundial quer nas artes como na moda, Finn leva uma vida agitada, dorme pouco, o telemóvel nunca pára de tocar e a música dos seus auscultadores são a companhia mais constante e que lhe dão o poder de se isolar completamente do mundo. Na verdade a música é o primeiro tijolo na construção de um mundo só seu que tenta recriar nas fotografias que faz. A verdade fotográfica e a manipulação, o drama do fotógrafo perante a impossibilidade de capturar o momento e a preocupação atenta com o que rodeia caracterizam esta personagem tipo com a qual é fácil, para qualquer fotógrafo, se identificar.
Subitamente, a sua vida fica fora de controlo, uma viagem que o transporta para fora de si mesmo leva Finn a partir e deixar tudo para trás. A sua viagem leva-o de Dusseldorf até Palermo. Aí, vê-se perseguido por um misterioso atirador que o segue com um propósito de vingança.
Sobre o resto, conta-lo seria um spoiler. O melhor conselho é que o vejam atentamente e o interpretem da forma que o realizador nos aconselha: sintam-se atingidos pelo shoot deste filme e interajam com ele.

Também podem ler o artigo e outros mais no especial Fantasporto da Rascunho.net


Palermo Shooting de Wim Wenders



Fotos: Pedro Ferreira

Wim Wenders no Fantasporto. Sobre o filme: completamente sem palavras. Poesia, fotografia, essência e tantas coisas que as palavras não me chegam neste momento...

27 fevereiro 2009

Derivas de Fevereiro na BMAG no Porto - Hoje e amanhã estou por lá


Desde há muito, senão desde sempre, a Escola resiste às novas expressões artísticas, venerando e valorizando um cânone, enquanto que, paradoxalmente, remete os clássicos para o ostracismo. Da modernidade, a escola filtra apenas o que lhe interessa criando unicamente o homo-automatus capaz, com dificuldade, de escrever um contrato, um requerimento ou um verbete. Os media cumprem o seu papel normalizador e reduzem a Escola a um mapa de fait-divers. A poesia, as expressões plásticas, a música, o teatro tornaram-se corpos estranhos à Escola. Coisas meramente decorativas e ao serviço de actividades de circunstância. Falta-lhe, à escola, fôlego e coerência, irreverência e criatividade. Contra o carácter redutor dos programas, propõe-se, agora mais que nunca, uma acção que vise a criação e uma deriva de liberdade que tenha em conta as capacidades e interesses humanos na Escola. Cidadãos autómatos ou autónomos? A literatura deve ou não fazer-se na escola? As bibliotecas escolares são um depósito de livros, professores e outros computadores? Os media como instância de socialização a par da Escola ou contra a Escola? Há lugar para novos criadores?

Sexta-feira, 27 de Fevereiro
9:45 – Entrega de documentação
10:00 – Abertura
10:30 – José António Gomes - Os Clássicos não são coisa do passado
11:00 – Paula Cruz – O desalinho na poesia que se dá a ler: o lugar dos poetas do séc. XX/XXI na escola
11:30 – Isabel Sousa – Bibliotecas Públicas e a Língua Portuguesa - Para quê?
Debate
12:30 – Intervalo para almoço
14:30 – Luísa Portal – Teatro Nacional de São João: 12 anos de experiência(s) com a(s) escola(s)
15:00 – António Tavares Lopes – Formas e formatações da expressão individual na Web
15:30 – Suzana Ralha – Música, Poesia e Escola
16:00 – Emílio Remelhe – Entre o Modelo e o Novelo. A Escola como palimpsesto
Debate

Sábado, 28 de Fevereiro
10:30 – Rui Pereira – (N)a Escola face aos Media
11:00 – Pedro Eiras – Para que serve a Literatura?
11:30 – Américo Lindeza Diogo – Configuração Arte-Escola-Humanismo. Relações entre Literacia e Arte. Usos da Literatura. Artes e Media
Debate
12:00 – Encerramento
12:30 – Distribuição dos Certificados de Presença

Também podem acompanhar em directo pelo Twitter de Pedro Ferreira.

@ Fantasporto: amanhã a não perder...


Sexykiller

Palermo Shooting

26 fevereiro 2009

Hansel & Gretel, um conto fantástico


Um jovem nervoso fala ao telemóvel e tem um acidente de carro. O principio poderia ser uma qualquer banal história de drama. Quando acorda do acidente é conduzido por uma angelical jovem até uma casa onde tudo é demasiado e assustadoramente infantil. Por toda a casa brinquedos, as refeições são sempre doces e quando algo parece correr mal rapidamente é resolvido de forma misteriosa por uma das crianças. Eun-Soo passa todo o filme a tentar fugir daquela casa mágica mas a floresta trá-lo sempre de volta. Nunca se resignando ao que parece ser o seu destino vai confrontando os miúdos com os acontecimentos que se desenrolam quer no tempo do filme quer pela introdução de histórias em subtexto. A morte de todos dos adultos que passam pela casa, os labirintos que se reproduzem da floresta até ao sótão da casa deixam antecipar a trágica história daqueles três irmãos. No fim Eun-Soon percebe que ele próprio é personagem daquela história que salta de um livro infantil para a realidade. Ele próprio herói faz um exercício catártico da sua vida e percebe onde é o seu verdadeiro lugar encontrando assim a sua fuga daquela casa.
Na base deste filme o imaginário dos contos infantis não só de Grimm mas de toda uma estética associada a este tipo de contos. Lim Pil-Seong é o realizador deste filme que conseguiu atrair a critica e ser nomeado como o stand-out coreano deste ano. A sugestão de violência é sempre psicológica contrariando o que são alguns exemplos a que estamos habituados a ver do cinema coreano. São 116 minutos bastante intensos e emocionais com um excelente trabalho de fotografia e uma banda sonora que nos embala transportando-nos para dentro do filme.

Também pode ler e acompanhar no especial Fantasporto da rascunho.net

A Inexistência de Eva de Filipa Leal


clique na imagem para ver maior

25 fevereiro 2009

ChAOs 4 - o primeiro Chaos


Foto: Pedro Ferreira

O que poderemos inventar para padecer, quando tudo o que existe já é realmente tudo.
Que fazer? Falar, falar, falar e falar.
Mas com quem? Connosco próprios e se possível que alguém nos ouça e se incomode com isso.
A inovação velha do abandono, o regresso ao fim, como o fim do princípio.
“ Não achas interessante o que eu digo?” ela “ Não!” ele “ Nunca?”
De novo o silêncio.

O encenador
Pedro Estorninho

PRÓXIMOS CHAOS - mais infos no blogue do TEatroensaio

Venham cá censurar isto !


Em protesto contra a censura na livraria em Braga e a ver se aumentamos as visitas com um pouco de pornografia artística encoberta na capa da intelectualidade...

23 fevereiro 2009

Ainda dizem que o negócio da construção anda mau !!!


A Lego aumentou os seus lucros em 32 por cento em 2008 por comparação com 2007 e acredita que 2009 também poderá ser um ano bom apesar da crise. Contudo, o maior fabricante europeu de brinquedos diz que a crise poderá vir a afectar o sector.
A Lego, o primeiro fabricante europeu e o sexto mundial de brinquedo, anunciou, esta segunda-feira, um lucro de 181 milhões de euros, mais 32 por cento que em 2007, naquele foi um dos melhores anos de sempre para o grupo dinamarquês.
Na apresentação dos seus resultados, o fabricante dinamarquês realçou o facto de ter subido 18,7 por cento no seu volume de negócios que passou para os 1278 milhões de euros num ano em que a maioria dos mercados do grupo tiveram taxas de crescimento acima dos dez por cento.
O presidente do grupo, Joergen Vig Knudstorp, acrescentou ainda que «apesar das projecções económicas sombrias» o grupo sente-se «bem preparado para crescer em 2009», até por causa dos resultados do início deste ano.
Contudo, o grupo lembrou que o ano de 2009 está sujeito a uma grande incerteza, sendo por isso de esperar que o mercados dos brinquedos seja progressivamente afectado pela recessão mundial.
Em Portugal, a Lego fortaleceu a sua posição no mercado com um aumento de vendas na ordem dos 21 por cento, tendo aumentado a sua liderança na quota de mercado dos brinquedos de construção para os 66 por cento.

Got Milk


A noite passada salva por este filme....

22 fevereiro 2009

Vanaja - para abrir o apetite

Vanaja – uma história de castas


Pensado como trabalho de conclusão de curso na Universidade de Columbia do realizador Rajnesh Domalpalli Vanaja é a história de uma menina com o mesmo nome a entrar na adolescência. A descobrir o mundo e a descobrir o seu corpo vive numa situação financeira difícil. Carregando a responsabilidade de sustentar o seu pai viuvo, pescador e alcoólico cedo abandona a escola e vai trabalhar para uma senhoria. Encantada com as danças Kuchipudi e com a esperteza de uma menina adulta consegue convencer a sua senhoria a ensina-la musica e a dançar. Quando tudo parecia correr bem é com a entrada do filho da senhoria que tudo complica. Violada e grávida fica à mercê da sua própria sorte contrariando o que lhe tinha sido dito numa leitura de mão. Astuta tenta ir recuperando a parte da sua vida que a faz mais feliz – a dança mas as contrariedades não param e aprisionada pela sua situação social vê a sua tragédia pessoal culminar na morte do pai.
Este filme é um excelente retrato de uma Índia rural e do seu sistema de castas. O argumento faz lembrar dos caracteres de Dickens. A pobre menina acolhida pela família rica é também um grampo de ficção vitoriana. Mas Vanaja vive sempre no momento, crescendo a partir de uma história simples para o complexo, proporciona-nos uma heroína. Vanaja não sendo o típico filme indiano termina de uma maneira muito indiana, confiando na sorte e na fortuna, acreditando que há uma maré nos assuntos dos homens.

Também pode ser lido no especial Fantasporto da Rascunho.net

Walled In – o Grande Arquitecto @ Fantasporto


Walled In, baseado no romance “Os Emparedados” do francês Serge Brussolo, é levado a cena com o realizador Gilles Paquet-Brenner. Um thriller psicológico que conta com a participação de Misha Barton conhecida em Portugal pela sua participação na série de televisão “O.C.”, que desempenha o papel de um recém formada engenheira enviada para a sua primeira demolição sob alçada de uma empresa da sua família. Mas o edifício que lhe calha como primeiro trabalho não é um qualquer. Um prédio enigmático com uma arquitectura fascinante envolto numa história de assassinatos em série em que as vitimas foram emparedadas dentro do próprio edifício. O arquitecto supostamente também encontrado entre as vitimas tratar-se-ia de um génio, visto que nenhum dos seus edifícios teria alguma vez caído resistindo inclusive a terramotos.
O enredo em torno dos segredos de um prédio joga com a sugestão de um mundo aparte. Construído sobre um pântano numa zona remota onde o hotel mais próximo fica a 75 km somos levados à comparação com o mundo egípcio, quer pela ideia do arquitecto, sempre presente na história que é quase figurado como uma espécie de Deus que controla a vida das pessoas que lá vivem mesmo sem uma existência física, quer pelos corredores, quartos e pela entrada do próprio prédio que nos leva através da fotografia e da iluminação para um espaço semelhante ao de uma pirâmide.
Num Fantasporto que inaugurou com um ciclo dedicado à arquitectura de futuro este filme teria tido lá também o seu espaço, não só pelos conceitos de energia e de aproveitamento de energia nas construções mas como pelo papel do rito e do ritual a que o papel do arquitecto está tantas vezes associado.

Também pode ser lido no Especial Fantasporto da Rascunho.net

20 fevereiro 2009

Simpsons for real...


As pessoas por trás das vozes que nos são tão familiares.

No way out !


Imagem: Carlos Tarrats | Texto: Pedro Ferreira

Raízes. O que nos prende nos locais o que nos prende aqui?
Da vontade de ir ficando à vontade de desejar que nos arranquem do chão que já não nos alimenta e nos leve para bem longe. De que adianta viver em terra agreste sem água e sem nada. Só sal, muito sal que nos corrompe de cima a baixo. Consome-nos até à raíz. Sem nada que nos prenda, sem nada que nos motive porque ficamos?
A procura de um absoluto que não existe a não ser só para nos iludir. Por aqui me fico à espera de perder raízes.