badge

27 dezembro 2008

Uma questão de quimica...


Quemical party - bom anúncio !

26 dezembro 2008

O mundo, o teatro, a cultura, a politica... enfim tod@s nós mais pobres !


Adeus !

O teatro político coloca toda uma série de problemas. Há que evitar os sermões a todo o custo. A objectividade é essencial, deve-se deixar as personagens respirar o seu próprio ar. O autor não pode confiná-las nem obrigá-las a satisfazer o seu próprio gosto, inclinações ou preconceitos. Tem de estar preparado para as abordar sob uma grande variedade de ângulos, um leque de perspectivas diversas, apanhá-las de surpresa, talvez, de vez em quando, mas deixando-lhes a liberdade de seguirem o seu próprio caminho. Isto nem sempre funciona. E a sátira política, é evidente, não obedece a nenhum destes preceitos; faz exactamente o inverso, e é essa a sua função principal.

Harold Pinter, in "Discurso de Aceitação do Prémio Nobel"

Sabia que....


Depois do Natal, os balanços finais de mais um ano... ou uma vida !

23 dezembro 2008

Merry Fucking Christmas

22 dezembro 2008

Um sapatinho para Mr. Bush


Neste dia 23 de Dezembro, às 18 horas, leva um sapato e deixa-o na embaixada norte-americana exigindo a libertação imediata de al-Zaidi e o fim da guerra contra o Iraque.

Muntadhar al-Zaidi, o jornalista iraquiano que no dia 14 de Dezembro atirou os sapatos ao ainda presidente dos EUA George W. Bush, continua preso e, segundo um advogado iraquiano citado pelo canal de TV France 24, poderia ser condenado a pelo menos dois anos de prisão pelo seu acto. Segundo relato do seu irmão Durgham à BBC, Muntadhar al-Zaidi teria sido torturado e em consequência disso teria uma mão e várias costelas partidas, um derrame interno e um olho ferido.
A Al-Baghdadia TV, para a qual trabalha al-Zaidi, lançou, segundo a BBC, um comunicado em que diz: «A televisão Al-Baghdadia exige às autoridades do Iraque que libertem imediatamente o seu colaborador Muntadhar al-Zaidi, de acordo com a democracia e liberdade de expressão que as autoridades norte-americanas prometeram ao povo iraquiano (…). Quaisquer medidas contra Muntadhar serão consideradas como actos de um regime ditatorial.»
Nós, cidadãos portugueses, vimos nestas vésperas de Natal depositar os nossos sapatos junto à embaixada dos EUA em Lisboa, apelando a que os Estados Unidos da América dêem imediatamente ordens aos seus capatazes iraquianos, o «governo» de Nouri al-Maliki, para que libertem al-Zaidi, símbolo da coragem dos iraquianos que se rebelam contra a ocupação criminosa do seu país pelas forças para lá enviadas pelo mesmo George W. Bush.
Se um homem que atirou (e falhou) dois sapatos ao senhor Bush devesse ser condenado, a quantos anos de prisão deveria ser condenado o senhor Bush, que ordenou a invasão e ocupação do país de al-Zaidi, causando milhares de mortos?
Fazemos votos para que o Novo Ano inspire o povo norte-americano a romper com o passado tenebroso que representou a Administração Bush e que as tropas norte-americanas saiam do Iraque para casa, não para serem transferidas para o Afeganistão.

Neste dia 23 de Dezembro, às 18 horas, leva um sapato e deixa-o na embaixada norte-americana (Avenida das Forças Armadas, 1600 Lisboa) com a tua mensagem de Natal para os EUA exigindo a libertação imediata de al-Zaidi e o fim da guerra contra o Iraque.

Colectivo revista Rubra (revistarubra@gmail.com)
Monthly Review - edição portuguesa (www.zionedicoes.org)
Revista Shift - (www.zionedicoes.org)
Comité Palestina (palestinavence@gmail.com)
Política Operária (dinopress@sapo.pt)
Colectivo Mumia Abu-Jamal (http://cma-j.blogspot.com/ )
Plataforma Guetto
Plataforma Nos k nasi omi k ta mori omi
Projecto Casa Viva
Colectivo Socialismo Revolucionário

José Mário Branco
João Bernardo
João Delgado
Isabel Faria
Francisco d'Oliveira Raposo

19 dezembro 2008

Nem cigarra nem formiga


António Costa aquando do seu comentário sobre a candidatura de Santana Lopes teve a ousadia de se fazer comparar a si e ao seu adversário de cigarra e de formiga como na fábula popular. O que não lhe passou pela cabeça e o que nunca passa pelas cabeças quando contam esta história é que ela somente reproduz as injustiças sociais e a falta de compreensão para o que são os problemas da cultura. A cigarra não é tão pouco menos trabalhadora do que a formiga. Enquanto uma tem um trabalho mais funcional ou com um efeito prático mais visível, a cigarra é quem a anima para trabalhar representando assim a vida para além do trabalho que é tão necessário para a formiga como os alimentos. Assim como quem faz música, teatro, pintura, escreve ou tem outra qualquer actividade cultural deve ter o seu trabalho reconhecido e a sua utilidade social. Desta forma também a formiga devia ter esse reconhecimento na moral da história. Pois é nem só de pão vive o homem, diz também o povo. Mas se sairmos da complexidade antagónica típica dos ditos e contos populares facilmente nos apercebemos também que em Portugal o político “formiga” não é um exemplar muito visto, aliás goza da predilecção típica de uma espécie em extinção. Recebe atenção só quando se encontra nesse estado e raramente sai daí. Gostamos de os ter por perto mas pouco fazemos para lhe dar mais relevância que uma atençãozinha de misericórdia.

Nem António Costa nem Santana Lopes são políticos “formiga”. E se Santana Lopes já goza de fama de ser uma “cigarra” reconhecido pela sua arte de pouco e nada fazer para além das aparições mediáticas nos mais variados espectros da sociedade com mais ou menos intervenção. António Costa não tem mostrado ser mais do que uma espécie de gato caseiro, gordo e velho. Mexe-se para comer e troca afectos por alimento, num trabalho que vai sendo pouco visível e com poucos resultados.

O panorama político português é um jardim zoológico de terra pequena, com animais velhos, cansados e preguiçosos que aguardam lentamente a chegada tardia da morte. Vivem encerradas nas suas jaulas conhecem muito pouco do que os rodeia e o seu nível de competitividade fica sempre muito abaixo das expectativas. No fim são todos amigos e tal como a formiga e a cigarra alguém acabará por ser alimentar à custa do outro.

18 dezembro 2008

Veneno Cura de Raquel Freire em breve num cinema perto de si !


Veneno Cura com estreia prometida para Janeiro de 2009 deixa-nos em pulgas à espera do novo trabalho de Raquel Freire.
São cinco as histórias de amor contadas por Raquel Freire no filme Veneno Cura, no regresso da realizadora à cidade do Porto. A película retrata a capacidade humana de não ter medo de amar e de ser amado e do risco de partir em busca de sonhos.
Veneno Cura conta histórias de amor impossíveis, imorais, politicamente incorrectas, socialmente inaceitáveis. As personagens de Raquel Freire são completamente humanas, mas não têm medo de assumir a necessidade que todos têm de amor, de serem amados e de amar. Numa época em que se tem tanto medo, ninguém quer ser vulnerável, onde mostrar essa capacidade de amar é tido como um sinal de fraqueza.

Há um momento em que todos nos cruzamos.
Na noite escura.
Quando perdes tudo o que há para Perder, o que é que te faz continuar?
O teu pior?
O teu melhor?
O que te impede de te atirares da ponte na primeira oportunidade?
O que és capaz de fazer para sobreviver à mais terrível das dores?
Amas com as tripas de fora.
O que és capaz de fazer por amor?
Como é que sobrevives com o coração partido?
Quanto tempo dura um sentimento?
Tem prazo?
Já morreste de amor?
Não se pode viver sem amor.
O amor salva.
O amor mata.
O amor cura.
Há um Porto onde se morre de amor.
Há um clube onde tudo é permitido.
Imperatriz.
Vem.

16 dezembro 2008

O Pai Natal não existe...


"O NATAL VISTO PELOS NOSSOS GRANDES POETAS" é o título da sessão de poesia sobre o Natal no próximo dia 18, no Café Progresso, no Porto às 21,30. Acompanhamento musical (viola e acordeão) e leitura de poemas inesquecíveis.

15 dezembro 2008

Música de Buraka Som Sistema considerada terceira melhor do ano


O tema "Sound of kuduro", dos portugueses Buraka Som Sistema e retirado do álbum "Black Diamond", foi considerado um dos melhores do ano pelo jornal britânico “The Observer”.
De acordo com a edição de domingo do jornal, "Sound of kuduro", que faz parte do álbum "Black Diamond", foi eleita a terceira melhor música de 2008, ficando atrás de "Machine gun", dos Portishead, e "L.E.S. Artistes", de Santogold.
Para a redacção do Observer, "Sound of kuduro" ficou à frente de MIA (cantora que participa nesse tema), Kanye West e Leone Lewis.
Os Buraka Som Sistema não têm passado despercebidos no Reino Unido, onde actuam com regularidade, apresentando a mestiçagem de sons, com kuduro, electrónica, funk, tecno, dancehall.
"Black Diamond", editado em Novembro no mercado internacional, foi ainda considerado o quarto melhor álbum de 2008 pela revista de música Uncut.
Os Buraka Som Sistema, premiados em Novembro pela MTV Portugal como a melhor banda de 2008, são formados por Lil´John, DJ Riot, Kalaf e Conductor, surgiram há dois anos e editaram o EP "From Buraca to the world" e o álbum "Black Diamond". Para o início de 2009 têm agendada uma digressão pela Austrália.

14 dezembro 2008

A última dança de Bush no Iraque foi.... um sapateado !


Um jornalista iraquiano atirou os sapatos e chamou “cão” a George W. Bush durante uma conferência de imprensa, em Bagdad. O homem falhou o alvo por cinco metros, mas um dos sapatos acabou por bater na parede atrás do presidente norte-americano e do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki.
Antes de atirar os sapatos, o jornalista terá dito "É o beijo do adeus, espécie de cão".

13 dezembro 2008

A sua boa acção de Natal....


Salvem os ricos, ajudem os milionários!

12 dezembro 2008

Bonjour Tristesse


No fim do caminho procuro-te a ti: verdade. No fim do caminho esperava ter cores no cinzento do preto e branco. No fim esperava não ter que esperar muito mais. No fim a desilusão é tão grande como qualquer outra desilusão. Se a vida se conta em Primaveras há pelo meio muitos Invernos árduos e difíceis de ultrapassar. Nas cidades custa mais. Nas cidades os Invernos passam-se a deixar que os vícios nos consumam lentamente. Da ponta de um cigarro acendido em rebeldia à ponta de uma colher que mexe o incorrecto açúcar. No fim do caminho esperava alguma doçura. No fim do caminho esperava alguma coisa que não sei bem explicar....
Gosto de calcar folhas secas.... mas sem Outono...

11 dezembro 2008

100 anos de vida e quase outros tantos a filmar...


Ontem num lançamento de um livro, o Arrastar Tinta falava-se a certa altura de como podem existir outras formas de escrever nomeadamente da pintura e do cinema. Sempre me instigaram as várias tentativas feitas por Godard para definir o cinema a partir de determinadas características específicas da pintura. Uma das mais intrincadas manifesta nas experiências expressivas realizadas pelo cineasta. Em termos conceituais, a “escrita” ou “escritura fílmica” tem, na trajetória dos estudos de cinema, uma
longa tradição. Aqui será utilizado na concepção formulada por vários semioticistas, isto é, como trabalho
que o cineasta faz com os códigos e plasma num texto cinematográfico.
Hoje um dos maiores escritores completa 100 anos e continua a fazê-lo. Só isso!

I like to move it - e o que a animação não faz pelas músicas...


Pois claro, um filme a ver... nem tudo é mau no silly season de Natal!

10 dezembro 2008

Gala Prémios Precariedade - já só faltam 2 dias !


É já no dia 13 de Dezembro (Sábado), às 22 horas no Ateneu Comercial de Lisboa (Rua das Portas de Santo Antão, 110, junto ao Coliseu). E atenção ao relógio: os Gasganetes são pontuais.
A ansiedade é grande, afinal a Gala é um acontecimento dourado mas precário, com comes e bebes e a presença dos Farra Fanfarra, Pedro e Diana, Primo Canto, DJ Varatojo e outras vozes para dar música à festa do ano, até às 3 da manhã!




09 dezembro 2008

Arrastar Tinta - lançamento FNAC às 18 horas


É já hoje, quarta, pelas 18:00, na Fnac de Sta. Catarina, que se apresentará um livro a quatro mãos. Na pintura, Nuno Barros, na escrita, Pedro Eiras. A apresentação será de Helena Lopes e que seja mais um momento para rever amigos, para falar de poesia, das escritas e das palavras, dos desenhos, das cores e das pinturas. Vão até lá e sintam-se como em casa, perticipando sempre.

Sonhos Traficados em conversa no ISMAI




Convidamos tod@s a participar activamente nestes eventos promovidos no âmbito da Linha de Investigação que coordeno: "Sonhos Traficados: As rotas da violência e da imigração feminina", no ISMAI.

08 dezembro 2008

Jazz Contra o Racismo


Durante o Intervalo vai ser leiloado um Quadro doado ao SOS Racismo para fundos.

De salientar que pintores como Roberto Chichorro (Moçambique), Rui Jordão ( Angolano, ex futebolista internacional, agora pintor), Mito Elias (Cabo Verde) e outros artistas (Chico Fran que doou um quadro) vão estar presentes.

O SOS RACISMO VAI CUMPRIR 18 ANOS (10 de Dezembro)

05 dezembro 2008

Maçã com Bicho.....


No passado dia 24, o Tribunal da Relação do Porto condenou o Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros ao pagamento de uma indemnização no valor de € 67 740,67 à Ana Sofia Damião - esta havia sido, em 2002, sujeita a praxes que a levaram a ser a primeira pessoa a levar o tema até aos tribunais.

Pelo caminho, ficaram outras humilhações: desde receber um processo disciplinar igual ao dos seus agressores pela forma "subjectiva excessiva" com que relatou os factos; passando por insultos que se ouviam quando a Ana passava na rua; até ouvir um juiz, no final da fase de inquérito, dizer que ela "sabia ao que ía" e se não queria ser praxada tinha que se declarar "anti-praxe" desde o início; entre outras.

Mas 6 anos depois, abre-se mais uma porta. A porta por onde, finalmente, a Ana pode sair.
A mesma porta pela qual entra a responsabilidade das instituições de ensino superior no que diz respeito a este tema.
Fechar os olhos ao que acontece dentro das escolas ou fingir que se desconhecem os desrespeitos impostos dentro dos seus muros foram as atitudes que a direcção do Instituto Piaget escolheu desde o início - e foram essas atitudes que foram condenadas.

04 dezembro 2008

diverCIDADE: de quantas cidades se faz a nossa cidade?


Depois de no ano passado, sob o lema eu imPORTO-me, termos saído à rua numa noite fria para dizermos a quem nos quis ouvir que o Património da Humanidade está vivo e que nós queremos estar vivos com ele, chegamos agora a mais um 4 de Dezembro. O 12º aniversário. A puberdade de uma marca que reflecte a história da cidade e das pessoas que as habitam.
Tal como um qualquer adolescente, também o Património da Humanidade – gostamos do factor PH, às vezes ácido e corrosivo, outras vezes mais suave – muda todos os dias, assimila influências, adapta-se a novas funções, renasce depois das feridas, sofre de indecisão, rebela-se contra os tutores e, acima de tudo, teima em crescer e em criar uma identidade: a sua identidade. Este ano é sobre este PH em permanente desassossego que queremos falar. Das pessoas, portanto. Das pessoas que vestem este nosso Centro Histórico. As que aqui nasceram e as que fazem agora renascer a cidade.
Queremos falar, discutir e reflectir sobre as novas ocupações humanas e sociais do Património da Humanidade. Dos espaços vazios que deixam de o ser, das cidades dentro da cidade que crescem todos os dias, dos cruzamentos humanos, das partidas e das chegadas.
Queremos perceber de que forma a cidade entende e se relaciona com estes cruzamentos que são, hoje, o essencial desta malha urbana – dos jogos de críquete da Praça da Batalha, aos discretos murmúrios da mesquita de Cimo da Vila; dos sabores e dos sons telúricos que nos chegam de África, à jovem e europeia ocupação temporária de bairros populares. Queremos ouvir e pensar nas variáveis que o sotaque portuense nos oferece, da Ribeira à Foz, quando misturado com estas outras formas de falar, de cantar e de rezar que todos os dias habitam e tornam vivo o nosso património.
Que lugar ocupam as pessoas na cidade, nesta cidade-cruzamento? Que novas relações estabelece a cidade com as comunidades que agora nela se instalam? Serão os espaços vazios da cidade metaforicamente equivalentes ao espaço vazio de um palco, onde novas relações e novas ficções podem acontecer todos os dias? Que novo Património é este que se cria a partir daqui? Que nova Humanidade é esta que queremos construir na Cidade? Para responder e questionar estes e muitos outros assuntos, convidamos um conjunto de pessoas que animarão esta espécie de tertúlia à volta das múltiplas vidas que esta cidade tem e convidamos todos
os interessados a estarem presentes no Ateneu Comercial, na Rua de Passos Manuel, 44, no dia 4 de Dezembro, às 22:00 horas.
Ainda pendente de confirmação está a utilização do Mercado Ferreira Borges, às 20h00 horas, onde nos iremos encontrar com algumas das comunidades de cidadãos estrangeiros que residem no Porto.
De certeza às 23:45 vamos assistir à projecção de um vídeo na Fachada Habitada que os WeAreArchitects – Colectivo de Arquitectos preparou para a fachada do prédio nº 132 da Rua de 31 de Janeiro. Não fique em casa, venha mostrar que também se importa!

Boas ideias com a AMI


Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.
Para participar neste projecto da AMI:

- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em www.ami.org.pt;

- Afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;

- Divulgue esta informação no seu site ou blog;

- Encaminhe este e-mail para a sua lista de contactos.


Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.

Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.
Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.
Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.
A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.
As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.

03 dezembro 2008

O Peso das Nuvens


Não queiras pôr a nuvem numa caixa transparente,
Ensinar-lhe as leis quotidianas,
Com quanto amor domestica-la.
Ela não fala essa linguagem.
Não tem lei, nem morada.
Uma secreta voz constantemente a chama.
Ama-la é conserva-la aí…
Nessa paragem, de instável insegurança.
E se quiseres guarda-la,
Na doce paz tão comum,
Tão diferente da paz inquieta, e sempre outro em que cintila.
Já não é a nuvem que tu amas, e mal sujeita ao clima estranho que a mutila, desfaz-se em água, e some-se na terra, transformada em lama.
Mário Dionísio

O Peso da nuvem de Ana Marta Fortuna é apresentado dia 3 de Dezembro pelas 21 horas no Espaço de Intervenção Cultural -Maus Hábitos.
Apresentação a cargo de Elsa Ligeiro da Alma Azul e do escritor e fotógrafo Pedro Ferreira.
Leitura do actor Pedro Saavedra e dos alunos da ESMAE Inês Neves, Teresa Vieira e Sara Reis.


A todos os que por aqui passam...apareçam nos Maus Hábitos e vamos passear palavras.

02 dezembro 2008

PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO! PELA DEFESA DA DIGNIDADE DOS IMIGRANTES E DE QUEM COM ELES SE SOLIDARIZA !

4 elementos de 4 associações empenhadas na defesa dos DIREITOS HUMANOS dos IMIGRANTES
"Essalam" (magrebinos), "AACILUS"(afro-brasileiros),"
Terra Viva! AES e "MUSAS"( portuguesas) vão ser julgado por crime de difamação agravada, na sequência de uma queixa de ex-direitor regional de SEF do Porto (SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E FRONTEIRAS) por em Junho de 2006 terem, conjuntamente com outras associações ("S.O.S.Racismo" e "CNLI" ) promovido uma conferência de imprensa e uma manifestação de luto, responsabilizando MORALMENTE o Sef do porto pelo suicídio do paquistanês Hamid Hussain, após este ali haver sido maltratado e caído em depressão - conforme amigos seus da comunidade paquistanesa denunciaram aos órgãos de comunicação social .
http://tribuna-digital.weblog.com.pt/arquivo/2006/06/imigrantes_exig.html
E tambem porque essas associações denunciam a burocracia do SEF do Porto .
Se isso é crime apenas quando é feito por imigrantes estrangeiros (ou de origem estrangeira), então não poderíamos achar melhor maneira de dar razão a quem se queixa de discriminação por parte das autoridades portuguesas.
http://www.imigrante.pt/noticias/12.pdf
Na sequência dessa manifestação, de forma bastante notória, centenas de imigrantes, residentes na região Norte, que tinham já sido notificados para abandonar o país dentro de 20 dias, receberam do SEF os almejados títulos de residência.
A principal testemunha de acusação é o Dr.Eduardo Margarido, na altura responsável dos serviços do Porto do SEF, entretanto demitido daquelas funções, (a sua demissão fora também reivindicada na manifestação pelos imigrantes e portugueses com eles solidários…) .

PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO! PELA DEFESA DA DIGNIDADE DOS IMIGRANTES E DE QUEM COM ELES SE SOLIDARIZA !

Aparece no tribunal , solidariza te .

5 de DEZEMBRO (Sexta) 09.00 h. Tribunal de rua do Bolhao 17/25 Porto

26 novembro 2008

TEatroensaio apresenta: O dia que ficou sempre de noite


(clique na imagem para aumentar)

TEatroensaio
Teatreia Associação Cultural


Estreia dia 28 de Novembro, às 21h30, Sala Blackbox do CACE cultural do Porto.

"O Dia Que Ficou Sempre De Noite" é uma peça que aborda a temática da Ecologia e Sustentabilidade, onde se aprende a responsabilidade do ser humano para com o ambiente e a força do seu pensamento. Um espectáculo pensado especialmente para as crianças do primeiro ciclo e com conteúdos que podem ser aplicados ao projecto educativo anual das escolas.

Um espaço livre para dar asas à magia do teatro e à imaginação das crianças. Uma história contada por actores e marionetas para aprender a importância da água, da luz,das árvores e da vida em geral.

Ficha Artística/Técnica
Texto: António José Ferreira
Interpretação: António Parra e Inês Leite
Voz Off: Joana Alves dos Santos, Liliana Rocha, Nina Vicente e Tiago Correia
Apoio Pedagógico: Joana Alves dos Santos
Cenografia e Marionetas: Inês Leite, Joana Alves dos Santos e Pedro Ferreira
Desenho de Luz: Francisco Tavares Teles
Operação de Luz e som: Romeu Guimarães
Grafismo: Pedro Ferreira
Produção Executiva: Jorge Baptista

Espectáculos:

De 28 de Novembro a 19 de Dezembro 2008

Para escolas: Segunda a sexta-feira às 10h30 e 15h (marcação obrigatória).
Público em geral: Sábados e domingos às 16h (convem reservar).

[duração aproximada 45 minutos]

Informações e Reservas: 91 862 6345 | teatroensaio@gmail.com

Parcerias e Apoios: IEFP – CACE Cultural do Porto Casais – Engenharia e Construção S.A. ESMAE – IPP ESE – IP MOLA Panmixia Associação Cultural

25 novembro 2008

Grita. Grita mais alto !


2008 tem sido um ano negro da violência doméstica em Portugal. Homicídios e tentativas de homicídio ultrapassam os números dos últimos 5 anos. Apesar de toda a consciencialização social, os dados apontam para um agravamento do problema. Urge, pois, enfrentá-lo com respostas mais eficazes.

Neste sentido, a UMAR lança uma campanha dirigida aos homens para que estes se solidarizarem com as vítimas de violência, retirarem o apoio aos agressores e se demarcarem publicamente dos seus actos.

A campanha "Eu Não Sou Cúmplice" tem o objectivo de mobilizar as energias masculinas para esta batalha dos direitos humanos que está longe de estar ganha.

Se repudia toda e qualquer violência contra as mulheres, comprometendo-se na consciencialização e intervenção social da sociedade para a igualdade de género e promoção de uma cultura de não violência;

Se apela a todos os homens que não sejam cúmplices e testemunhas passivas da violência contra as mulheres, faça-se ouvir:

Assine! Divulgue!

24 novembro 2008

Yes, We Can !

23 novembro 2008

Coitadinho !!! Já não te amigos.....


Ainda me lembro quando eram todos amigos e tomavam cafés enquanto planeavam guerras...

21 novembro 2008

Nós por cá e ela por lá... e se ela não sabe lidar com a democracia que a democracia saiba lidar com ela !


"Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite."
Manuela Ferreira Leite, in Público

20 novembro 2008

Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance)


As Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, resolveram comemorar o Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance).
A iniciativa visa contribuir para que a memória das pessoas vítimas da transfobia possa prevenir mais violência. Os postais serão distribuídos à comunidade trans, nomeadamente aquela mais desprotegida e que trabalha na rua assim como a informação dos contactos institucionais a que as vítimas de situações de agressão devem recorrer.

Pela primeira vez celebrado em 1998, o dia internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance) é assinalado a 20 de Novembro e honra aqueles e aquelas que foram assassinad@s ou agredid@s por serem transexuais, ou por o seu comportamento ou aspecto não "encaixarem" nos conceitos que os agressores têm de de homem ou mulher.
A violência transfóbica não se manifesta apenas quando uma pessoa é espancada (Gisberta, Porto, 2006) ou esfaqueada (Rosa Pazos, Sevilha,2008).
Mostra-se também, por exemplo, quando psicopatas, escondidos atrás da sua farda de polícia, raptam pessoas (e não se trata de detenções porque as mesmas não são registadas e careceriam de fundamento legal) para as despir. Revela-se quando é negado o acesso a tratamento clínico por as pessoas que o solicitam serem transexuais ou transgénero (Victoria Arellano, San Pedro, 2007).
E, não menos importante, essa violência ocorre quando a imprensa"apaga" as vidas trans, usando nomes e pronomes incorrectos, que espezinham as identidades e vivências destas pessoas - como aconteceu, por exemplo, com notícias das mortes de Gisberta e Luna, referidas como «homens» apesar dos seus corpos e da facilidade em encontrar pessoas que podem testemunhar que viviam social e psicologicamente como mulheres.

Lista não-exaustiva de vitimas mortais da violência transfóbica durante 2008

8 Janeiro- Patrick Murphy, 39 anos - Albuquerque, New Mexico, EUA – Vários disparos na cabeça.
22 Janeiro, 20 e poucos anos - Fedra - Kota Kinabalu, Malasia – Encontrada morta numa poça de sangue.
23 Janeiro - Adolphus Simmons, 18,anos - Charleston, North Carolina, UEUA – Vitima de disparos enquanto deitava fora o lixo.
4 Fevereiro - Ashley Sweeney - Detroit, Michigan, vítima de disparo na cabeça
10 Fevereiro - Shanesha Stewart, 25 anos - The Bronx, New York, EUA – Apunhalada até à morte.
12 Fevereiro - Lawrence King, age 15 - Oxnard, California, EUA – Assassinado por um colega estudante.
15 Fevereiro - Cameron McWilliams, age 10 - South Yorkshire, England, United Kingdom – Suicídio por enforcamento.
22 Fevereiro - Simmie Williams, Jr, 17 anos - Fort Lauderdale, Florida, EUA – Assassinado por dois pistoleiros.
15 Março - Luna, 41 anos- Lisboa, Portugal – espancada até à morte e deixada num contentor de lixo
26 Março - Felicia Melton-Smyth - Puerto Vallarta, Mexico - Apunhalada.
1 Julho - Ebony Whitaker, 20 anos - Memphis, Tennessee – Vitima de disparos
11 Julho - Rosa Pazos - Sevilla, Spain – Apunhalada na garganta dentro do seu apartamento
17 Julho - Angie Zapata, 17 anos- Greeley, Colorado, EUA – Espancada até à morte
10 Novembro – Dilek – Ancara, Turquia – Vitima de disparos enquanto estava ao volante do seu carro

18 novembro 2008

E SE OBAMA FOSSE AFRICANO?


por Mia Couto

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

17 novembro 2008

Prémios Precariedade 2008


Até ao dia encerramento da votação, a 11 de Dezembro, estaremos em várias catedrais da precariedade e um pouco por todo o lado a divulgar esta iniciativa.

As votações correm a bom ritmo! Mas queremos ser cada vez mais!

Se ainda não votaste vai a
http://www.premiosprecariedade.net/ e escolhe os teus favoritos! Todos os votos contam para dar força à distinção de quem ganha com a precariedade alheia! Vê os vídeos, vota e passa a palavra! Em breve revelaremos pormenores sobre a Grande Gala dos Prémios Precariedade 2008, a realizar num dos dias seguintes ao encerramento das votações e onde revelaremos os merecidos vencedores!

10 novembro 2008

Homus Americanus

08 novembro 2008

Alternativa 1

06 novembro 2008

O Canto de Intervenção


O CANTO DE INTERVENÇÃO para ouvir e para ler...

Canto de Intervenção 1960-1974 é uma viagem pela memória colectiva recente, que nos fala de Utopia, de Liberdade, de Poesia.
Poesia que é a essência do Canto de Intervenção. Dos poetas - Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Manuel Alegre, José Afonso - se chegou à intervenção; porque intervenção sem Poesia é apenas um panfleto, com o seu tempo próprio e histórico, mas que cai no esquecimento. Ao contrário de “Trova do Vento que Passa”, “Canção com Lágrimas”, “Menina dos Olhos Tristes”, “Menino do Bairro Negro”, “Vampiros”, “Redondo Vocábulo”, “Pedra Filosofal”, “Que Força é Essa”, “Vemos Ouvimos e Lemos”, ou “Cantigas do Maio”.

Canto de Intervenção 1960-1974, constitui-se assim “numa singular contribuição para uma história ainda por fazer: a da evolução da música popular portuguesa no século XX”.
(Nuno Pacheco, director-adjunto do Público)

03 novembro 2008

Deriva de conversas na Intoxicação Linguística


8 de Novembro, às 21h, no Bar Uptown (Cedofeita, na Rua Breyner, 59), um debate livre sobre A Intoxicação Linguística de Vicente Romano, com Miguel Carvalho, Rui Pereira e António Luís Catarino. Um eveto à responsabilidade da Deriva Editores.

Para marcar na agenda !

31 outubro 2008

This Is Halloween

30 outubro 2008

Quando a máscara cai....


Um acérrimo defensor da extrema-direita portuguesa foi preso por auxiliar a entrada em território nacional de imigrantes ilegais, acção totalmente contrária aos ideais do partido em que está filiado. O homem explorava 30 prostitutas em quatro bordéis.
António Pereira Frazão nasceu na antiga República Federal da Alemanha e foi desde sempre um fervoroso adepto dos ideais de extrema-direita, estando mesmo filiado no Partido Nacional Renovador (PNR).
Frazão tinha quatro bordéis espalhados pela Grande Lisboa e tinha duas irmãs brasileiras, encarregues de vigiar as cerca de 30 prostitutas, a trabalhar para si.
O militante da extrema-direita está agora preso por lenocínio e auxílio à imigração ilegal. Foi o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que o foi buscar a casa, em Belas, na zona de Sintra.
À mulher do membro do PNR cabia a tarefa de entrevistar as candidatas para os bordéis, tendo também sido acusada pelo Ministério Público.

29 outubro 2008

PARABÉNS...


pelos anos a prestar um bom serviço e pela prenda que não é nada má ;)

28 outubro 2008

A Arte de Jorge de Sena


A Livraria Poetria realiza uma sessão de poesia intitulada "A Arte de Jorge de Sena" no próximo dia 30 pelas 12,30, no Café Progresso.

Jorge de Sena, figura maior da literatura portuguesa, será revisitado através da sua imensa obra. Mas o Porto, as suas ruas e os seus plátanos também serão aqui convocados e uma vez mais tocados pela graça e a primordial voz da poesia.

Contaremos com a participação e testemunho de António Rebordão Navarro e Sérgio Lopes, sobrinho do poeta.

27 outubro 2008

Workshop de Fotografia - Porto


A fotografia não é só um trabalho ou “hobby”. O fotógrafo não é e não deve nunca ser encarado da mesma forma que muitas das outras profissões ou funções. Ninguém diz a um jardineiro para trazer sempre consigo uma forquilha ou a um cozinheiro não se pede que cozinhe em qualquer sítio. A função implica-se na vida da pessoa e acaba por se tornar em muitos dos casos num modo de vida. A fotografia não vive sozinha e como tal o melhor fotógrafo, ou será sempre melhor fotógrafo, aquele que melhor e mais rapidamente seja capaz de absorver conhecimentos paralelos e complementares. Desde a física e a química, desde o desporto à politica e nunca descurando um olhar atento sobre as coisas e os acontecimentos as melhores ferramentas que temos disponíveis são os nossos olhos e a nossa velocidade de reacção às situações. A melhor fotografia nem sempre é a fotografia mais bem focada e enquadrada. Os estilos e as técnicas são excelentes professores e auxiliares mas o génio reside na capacidade de quebrar as fronteiras da ortodoxia e reinventar.
Vivemos numa época de tecnologia, vivemos tempos onde o acesso às tecnologias é cada vez mais fácil, mas será isso um sinal de democratização dos meios e dos recursos? Nem sempre o acesso é igual a liberdade ou à escolha mais acertada. Que muitas pessoas têm acesso a máquinas fotográficas é verdade, desde os modelos mais simples aos mais complexos e mesmo os modelos profissionais estão hoje cada vez mais perto dos utilizadores comuns. Assim urge a necessidade de fazer chegar às pessoas as ferramentas e os métodos mais adequados para lidarem, conhecerem e explorarem o seu uso de material fotográfico. A importância deste tipo de formação está directamente ligada à necessidade de melhorar o conhecimento teórico na área mas também ajudar a criar autonomia de criação a quem mais se interessa pela fotografia.
A formação de criadores nesta área é também uma forma de criar públicos. Pessoas com alguma formação e dotadas de ferramentas técnicas de crítica serão melhores observadores, leitores mais atentos, públicos mais interessados. A atenção sobre as fotografias que vemos na imprensa, a forma de ver a publicidade e a moda e a busca do conhecimento de obras e autores será com certeza algo que mudará depois da frequência desta formação.

PROGRAMA DE FORMAÇÃO

- Introdução ao processo fotográfico
- Materiais e equipamentos
- Técnicas e aplicação
- Manipulação e tratamento de fotografias
- Trabalho de campo

CARGA HORÁRIA E DISTRIBUIÇÃO

- 28 horas de formação
- 7 horas de trabalho de campo e prática
TOTAL = 35 horas

Horário pós-laboral de duas horas diárias das 20h às 22h.

MAIS INFOS EM OLHAR PELA OBJECTIVA

26 outubro 2008

23 outubro 2008

E no entanto continuam a deixa-la falar !!!


Sarah Palin de novo nos «holofotes da asneira»; numa entrevista recente, a Sra. Palin ao responder a uma pergunta de uma criança da escola primária sobre o papel vice-presidente, entusiasmou-se e respondeu que principal papel de um vice-presidente é o de chefiar o senado.

21 outubro 2008

Aquecimento Global

20 outubro 2008

Banksy Pet Store


Nova exposição de Banksy onde uma loja de animais invulgar foi mostrada a público. Aqui não existem cachorros nem gatinhos. Um leopardo parece descansar numa árvore na montra. Na exposição Village Pet Store and Charcoal Grill nem tudo o que parece é.
McNuggets do MacDonald's bicam num molho. Um coelho coloca maquilhagem. Uma câmara de vigilância cuida do seu "bebé",croquetes nadam em aquários enquanto cachorros quentes vivem em terrarios.
Esta é a primeira vez que Banksy utiliza "animação" ou robótica e o efeito é fenomenal.



Podem ver mais sobre o assunto e o resto dos vídeos aqui.

18 outubro 2008

What the F***** ???

1 000 Grãos de Arroz lançados


1000 posts

1000 ocasiões de comunicação
1000 vezes se escreveu aqui e 1000 vezes alguém desse lado viu, leu, falou, comentou...
Continua a ser um privilégio enorme ter sempre as vossas visitas e continua a ser a motivação para que com mais ou menos regularidade se vá escrevendo alguma coisa.
Em cerca de 2 anos e 1000 posts muita coisa mudou. As pessoas, os temas, o próprio Blogger mas depois de tanto tempo ainda não é altura de parar mas sim de continuar a mudar e a tentar mudar para melhor.

OBRIGADO ! ;)

17 outubro 2008

TRAMA - Festival de Artes Performativas


É a terceira edição de um festival apresentado em vários espaços da cidade, dedicado à divulgação de formas experimentais da criação performativa contemporânea e programado pela Fundação de Serralves, a MatériaPrima, o brrr_ Live Art e a produtora Lado B.

PARCEIROS: Culturgest, Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo,
Fábrica da R. da Alegria, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Hotel Dom Henrique, Maus Hábitos, Passos Manuel, Teatro Nacional de S. João, Câmara Municipal do Porto, Porto Lazer, Dragon Capital.

PROGRAMAÇÃO: Auditório de Serralves, Brrr, Lado B, Matéria Prima

ARTISTAS E PROJECTOS:
AUDIOBOMBER
BEN FROST
CATHERINE BAÿ
DIDI BRUCKMAYR
FABRIZIO PALUMBO & ERNESTO TOMASINI
FEDERICO LEÓN & MARCOS MARTÍNEZ
GD LUXXE
GISÉLE VIENNE
LUCKY DRAGONS
MÄUSE
MORITZ VON OSWALD [rhythm & sound, basic channel] feat. TIKIMAN
OSSO EXÓTICO
PEDRO TUDELA [dj]
PHILIPP QUEHENBERGER
REBEKAH ROUSI
RONALD DUARTE
SHIT & SHINE
SILVERIO
TÂNIA CARVALHO
WIPEOUT
YOU GO! [dj]