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13 março 2009

O lugar onde nos encontramos - Mayday Porto



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Fotos: Pedro Ferreira

Mayday Porto na rua de Santa Catarina na sua primeira acção de rua.

À FORÇA DA NOSSA VOZ - foi a voz que percorreu Stª Catarina no Porto, hoje.


A "MayDay", uma parada de pessoas contra a precariedade no trabalho e na vida, vai realizar-se este ano pela primeira vez no Porto, a 01 de Maio, Dia do Trabalhador. "É uma celebração alternativa ao modelo mais tradicional das marchas do 1/o de Maio. O nosso objectivo é trazer para a rua o maior número possível de pessoas em situação de precariedade, porque muitos vivem numa espécie de clandestinidade, escondidos", disse hoje à Lusa, Pedro Ferreira, da organização.
O "MayDay" Porto pretende ser "um espaço de luta, que dê visibilidade às vidas precárias e que proporcione às pessoas confiança contra o medo instalado" e a este nível, de acordo com Pedro Ferreira, o trabalho dos sindicatos "não tem sido muito eficaz".
"A nossa posição não é ofensiva, é complementar ao trabalho dos sindicatos", frisou o responsável, referindo que a marcha "MayDay" do 1/o de Maio no Porto fará o seu próprio percurso, mas o objectivo é que no final se una à manifestação tradicional do Dia do Trabalhador.
O objectivo da organização é reunir pelo menos uma centena de pessoas no Dia do Trabalhador em protesto contra o que classifica como "as actuais expressões da desregulação laboral: falsos recibos verdes, contratos a prazo, intermitência no espectáculo, desemprego, precariedade, trabalho temporário ou estágios sem remuneração".
A primeira parada "MayDay" decorreu em Milão, Itália, em 2001. Desde então, diversas cidades em todo o mundo têm vindo a aderir a esta iniciativa. Em Portugal, o "MayDay" ocorreu pela primeira vez, em 2007, em Lisboa.
Para divulgar a iniciativa no Porto, a organização programou um conjunto de acções, estando a próxima agendada para quinta-feira, às 18:00, na Praça da Batalha. "Será uma acção muito visível que vai causar impacto por que irá intervir com as pessoas que passam na rua", promete Pedro Ferreira.
A "MayDay" Porto organiza-se em assembleias que habitualmente reúnem cerca de 50 pessoas.
"MayDay" é um termo utilizado nas comunicações radiofónicas, marítimas ou aeronáuticas que significa "urgência" ou "socorro" e que deriva do francês "m'aidez" (ajudem-me).

FONTE:LUSA

12 março 2009

Porque não gostamos do Rui Santos...


e até preferíamos outro tipo de apresentadores. Pois é! Na Argentina é assim, domingos à noite no programa Noches de Juego com a apresentadora Pamela Davis. Por cá temos um convencido que gasta metade do salário em gel e brilhantina. Realmente cada país tem o que merece...

Acção de divulgação do MAYDAY Porto 2009 - a força da nossa voz


Quinta-feira, 12 de Março, Praça da Batalha, 17h30

A força da voz dos/as precários/as sai hoje à rua!

Vamos percorrer Santa Catarina. Temos a voz e a música do Paulo Praça e todas as vozes que se juntem.
Vamos mostrar como a precariedade nos congela a vida.
Vamos contactar com as pessoas e provar que não temos vocação para o silêncio.
Vamos anunciar o MAYDAY Porto 2009 – a parada dos/as precários/as que acontece pela primeira vez nesta cidade.

Às 17h30 do dia 12 de Março (Quinta-Feira), encontramo-nos em frente ao cinema Batalha. Dali, faremos o caminho das ruas.

Aparece!

11 março 2009

Aqui não há emprego! Somos muitos mais! MayDay Lisboa 2009!

Dia Internacional da Mulher (Fora de Horas) no SOS Racismo Porto


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Sobre o filme:

Segundo as crenças hindus, quando uma mulher se casa, converte-se em metade do marido. Portanto, se ele morre, considera-se que metade da mulher também morre. Os livros sagrados dizem que uma viúva tem três opções: casar-se com o irmão mais jovem do marido, arder com o marido ou levar uma vida de total abnegação. A família de Chuyia, uma criança de oito anos que se torna viúva no próprio dia do casamento, decide por esta última opção. Chuyia vai viver para um lar de viúvas, privada de qualquer regalia social, sonho ou esperança.
Água, o mais recente filme de Deepa Mehta, completa a trilogia da realizadora indiana, iniciada pelos filmes "Terra" e "Fogo".
A história decorre em 1938, na Índia colonial, em pleno movimento de emancipação liderado por Mahatma Gandhi. No lar das viúvas, liderado pela desprezível Madhumati, que entrega as mulheres mais jovens para a prostituição, em troca de marijuana, Chuyia conhece a doce Kalyani. As duas tornam-se amigas e cúmplices na dor e no desespero.
A água é o elemento da natureza mais constante neste filme. É na orla do rio que as viúvas se purificam e rezam. É aqui que muitas delas decidem morrer. É também junto ao rio que Kalyani conhece Narayan, um jovem idealista, seguidor de Gandhi, pertencente à casta social mais alta da Índia. Estudante de direito e entusiasta da revolução protagonizada por Gandhi, o jovem está disposto a quebrar os limites impostos por uma tradição secular. Tendo como mensageira a pequena Chuyia, o amor proibido entre Kalyani e Narayan poderá florescer.
Deepa Mehta comoveu-se com a situação precária das viúvas indianas. Segundo os censos de 2001, existem cerca de 34 milhões de viúvas neste país, a viverem em condições miseráveis, de acordo com um texto religioso que conta com mais de dois mil anos de vida.
Depois de um grupo de fundamentalistas hindus terem destruído por completo o cenário onde a realizadora estava a filmar, na Índia, Deepa Mehta recriou a cidade de Varanasi e o rio Ganjes no Sri Lanka. No elenco, conta-se com a beleza de Lisa Ray, com a super estrela de Bollywood, John Abraham, e com a sensibilidade e ternura de Sarale. Esta a criança de sete anos, nascida no Sri Lanka, descoberta por Deepa Metha, que nunca tinha actuado antes, não sabia uma palavra de indiano ou de inglês. Aprendeu as palavras foneticamente, com a ajuda de um tradutor.
Terminar "Água" foi difícil, mas era uma missão pessoal para a realizadora.

10 março 2009

Teoria da Conspiração !!!


Está o Rui Santos em casa a fazer as contas aos salários que o Futebol Clube do Porto anda a pagar!

MANIFESTAÇÃO PELOS DIREITOS D@S IMIGRANTES



15 de MARÇO (domingo) - 15h00
MARTIM MONIZ - LISBOA

MAYDAY 2009: O PRECARIADO SAI À RUA! - 3ª Assembleia


3ª Assembleia: 10 de Março, terça-feira
Local: Maus Hábitos (Rua Passos Manuel, 178, 4º andar. Porto)
Horário: 21h30


Nesta assembleia:
- partilharemos informação acerca dos trabalhos que estão a ser desenvolvidos pelos diversos grupos;
- falaremos da iniciativa de rua que vai decorrer na quinta-feira;
- abordaremos outros assuntos que sejam pertinentes (sugestões?)

Uma vez que ainda não temos fundos, agradecemos que levem 1, 2 ou outros euros para contribuir para os custos de elaboração dos panfletos e outros materiais necessários para as próximos iniciativas!

Contamos contigo e traz um amigo/a!

09 março 2009

Fotobombardices de fim-de-semana



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Fotos: Pedro Ferreira
Inaugurações na Rua Miguel Bombarda - 7 Março 2009 - Porto

WE CAN CHANGE !

07 março 2009

Sita sings the blues


Um filme de animação que combina uma história mitológica indiana com um espectáculo de marionetas, interlúdios musicais com a voz da cantora de jazz Annette Hanshaw e cenas da vida da própria autora, Nina Paley. Os estilos visuais variam consoante a história, mas tudo foi gerado em computador a 2D. Sita é uma deusa que foi separada de seu Senhor e amado marido Rama. Nina Paley é um animadora cujo marido mudou-se para a Índia e desde então comunicam-se por por email. Três personagens narram tanto tragédia antiga e moderna comédia nesta maravilhosa interpretação em animação do épico indiano Ramayana. Levado ao som de jazz dos anos 20’s de Annette Hanshaw, Sita Sings Blues conta uma estória da cultura Indiana envolvente e colorida.

Apesar de já ter recebido alguns prémios ainda não houve vontade de o colocar no mercado comercial. À falta de vontade das distribuidoras e com a vontade do público a realizadora colocou o filme na versão integral na internet para toda a gente. Podem vê-lo aqui

06 março 2009

10 anos depois da sua morte... o cinema possível


as obras continuam a falar pelo autor





Uma montagem dos seus filmes e um pequeno documentários sobre o realizador


Este sábado, BOMBARDAS ?


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De destacar na galeria Arthobler que inaugura uma mostra individual de pintura do artista sírio Sabhan Adam. É uma exposição inédita em Portugal.
Em comunicado, a galeria refere que a obra de Sabhan Adam é "considerada pela crítica no meio artístico árabe como groundbreaking, pela atitude irreverente, mas principalmente pela quebra com os cânones tradicionais da representação que ainda subsistem na Arte em muitos países muçulmanos".

Formação Direitos Humanos - Observatório Direitos Humanos - IIº módulo


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05 março 2009

HANDLE WITH LOVE PROJECT - passem por lá


Manuela São Simão e Joana Mateus
colaboração do músico JASG e Rádio Zero (Lisboa)

Espaço Ilimitado - núcleo de difusão cultural
Rua de Cedofeita, 187 - 1º, 4050-179 Porto

7 de Março a 4 de Abril 2009

Curadoria: João Baeta

Inauguração 7 de Março - 16h às 20h

Handle With Love aborda o humano emotivo e sensorial, perspectivando-o como mais um objecto consumível, pelas redes de interrelação sócio-comercial, que o restringem e condicionam enquanto sujeito actuante.

Performance radiofónica por JASG, Joana Mateus e Manuela São Simão,on-going das 17h00 às 19h00 com transmissão simultânea na RÁDIO ZERO (Lisboa) em http://www.radiozero.pt e interacção com as caixas de som alojadas no blog do projecto http://handlewithlove-project.blogspot.com.

A partir desta performance será desenvolvido um projecto para a rede de rádios RADIA http://www.radia.fm a ser transmitido no mês de Junho (info futura no blog).

Livre Cidadania começa aqui


Não há direito à vida sem condições materiais que a sustentem. Nas sociedades de hoje, para a maior parte das pessoas, a existência é garantida pelo trabalho assalariado.

Com a crise global que estamos a viver e à medida que o desemprego vai aumentando, apenas ouvimos falar em proteger o emprego como único meio de garantir o rendimento necessário. Porque é de rendimentos que falamos quando se reconhece que as desigualdades aumentam, que a pobreza se instala nas sociedades mesmo entre a parte da população com emprego.

Que todos os cidadãos tenham acesso a um rendimento mínimo, que lhes possibilite as condições básicas de existência, deveria ser um direito humano elementar. E assegurado pelos Estados.

É isso que tentamos promover em livrecidadania.blogspot.com.

Em Portugal, um primeiro passo nessa direcção foi já dado pelo governo de Guterres com o Rendimento Mínimo Garantido. Apesar do recuo ideológico promovido pelo governo de Durão Barroso/Paulo Portas, transformando-o em Rendimento Social de Inserção, esta base ainda se mantém. A crise actual, em que verbas astronómicas se enterram no sistema financeiro e em empresas sem que se vislumbre a sua resolução, torna urgente que se avance decididamente para a instituição de um Rendimento Universal de Cidadania.

É esse o objectivo em livrecidadania.blogspot.com.

Olhar para a experiência brasileira e para o projecto-piloto presentemente em curso na Namíbia é uma maneira de concretizarmos as reflexões necessárias.

Pela nossa parte, na próxima 6ª feira, dia 6 de Março, vamos encontrar-nos depois de jantar na CasaViva (Praça Marquês do Pombal, 167, Porto –junto à igreja do terço – metro: Marquês) para conversar sobre o assunto.

04 março 2009

Censurem este a ver se eu deixo !


O grupo de entretenimento adulto alemão “Beate Uhse” propõe vender canais de televisão com controlo parental. O lema desta campanha é “You’ll see it, your kids won’t”.
Uma coisa é certa, quando forem fazer um daqueles testes psicotécnicos em que vos perguntam “o que vê nesta mancha de tinta”, não se precipitem, esperem um pouco que a tinta espalhe…

03 março 2009

MAYDAY 2009... é no Porto e já está nas ruas !

Amor em tempo de crise !


Sessão de poesia "Amor em tempo de crise" - próxima 5ª feira dia 5 de Março pelas 21,30 no Café Progresso, com TANGO ARGENTINO ao vivo!

02 março 2009

MAYDAY 2009: O PRECARIADO SAI À RUA !


2ª Assembleia: 2 de Março, segunda-feira
Local: Maus Hábitos (Rua Passos Manuel, 178, 4º andar. Porto)
Horário: 21h30

A tua presença e motivação são fundamentais!
Contamos contigo na próxima segunda-feira! E traz um amigo/a também!

01 março 2009

Xilo noites


Ontem à noite estive a fazer isto, com ela que se correr bem acabará por ficar como o da figura em baixo. Temos artistas, hein!!!

Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução de imagens e textos sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo inversamente parecido com um carimbo já que o papel é prensado com as mãos sobre a matriz.
A técnica exige que se entalhe na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura.
A xilogravura originou-se na China, sendo conhecida desde o século VIII. No oriente, ela já se afirma durante a Idade Medieval. No século XVI duas inovações revolucionaram a xilogravura. A chegada à África das gravuras Europeias a cores, que tiveram grande influência sobre as artes do século XX, e a técnica da gravura de topo criada por Thomas Bewick.
No final do século XVII Juliana Gularte teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa caseira de imagens pictóricas. Mas com a invenção de processadores de impressão a partir da fotografia a xilogravura passa a ser considerada uma técnica actualizada. Actualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato do nordeste do país.

28 fevereiro 2009

Palermo Shooting – um ensaio sobre a imagem


Palermo Shooting não é só um filme. Da forma como foi pensado pelo realizador como o fim para o qual foi pensado transformam-no quase automaticamente num filme de culto. Um filme com uma fotografia exemplar pensado quase fotograma por fotograma, sensível ao movimento e com um ritmo lento mas propositado para nos arrastar para a forma como sentimos a passagem do tempo. Os ingredientes estão todos lá e passando pela homenagem até ao ponto do ensaio, as referências para a filosofia inerente ao acto da captação de imagem agiganta-se sobre o público causando um rol de sensações que nos acompanham por muito tempo depois de sair da sala. Bergman e Antonioni são assumidos mas há no filme muito mais. Há Dziga Vertov no Homem por trás da Camera de Filmar, há Barthes na procura do entendimento entre o fotógrafo e o objecto. Há um pouco de nós todos e não foi por acaso que na apresentação do filme Wenders disse que era o primeiro filme interactivo a passar pelo Fantasporto.
A história do filme é simples. Um fotógrafo famoso de renome mundial quer nas artes como na moda, Finn leva uma vida agitada, dorme pouco, o telemóvel nunca pára de tocar e a música dos seus auscultadores são a companhia mais constante e que lhe dão o poder de se isolar completamente do mundo. Na verdade a música é o primeiro tijolo na construção de um mundo só seu que tenta recriar nas fotografias que faz. A verdade fotográfica e a manipulação, o drama do fotógrafo perante a impossibilidade de capturar o momento e a preocupação atenta com o que rodeia caracterizam esta personagem tipo com a qual é fácil, para qualquer fotógrafo, se identificar.
Subitamente, a sua vida fica fora de controlo, uma viagem que o transporta para fora de si mesmo leva Finn a partir e deixar tudo para trás. A sua viagem leva-o de Dusseldorf até Palermo. Aí, vê-se perseguido por um misterioso atirador que o segue com um propósito de vingança.
Sobre o resto, conta-lo seria um spoiler. O melhor conselho é que o vejam atentamente e o interpretem da forma que o realizador nos aconselha: sintam-se atingidos pelo shoot deste filme e interajam com ele.

Também podem ler o artigo e outros mais no especial Fantasporto da Rascunho.net


Palermo Shooting de Wim Wenders



Fotos: Pedro Ferreira

Wim Wenders no Fantasporto. Sobre o filme: completamente sem palavras. Poesia, fotografia, essência e tantas coisas que as palavras não me chegam neste momento...

27 fevereiro 2009

Derivas de Fevereiro na BMAG no Porto - Hoje e amanhã estou por lá


Desde há muito, senão desde sempre, a Escola resiste às novas expressões artísticas, venerando e valorizando um cânone, enquanto que, paradoxalmente, remete os clássicos para o ostracismo. Da modernidade, a escola filtra apenas o que lhe interessa criando unicamente o homo-automatus capaz, com dificuldade, de escrever um contrato, um requerimento ou um verbete. Os media cumprem o seu papel normalizador e reduzem a Escola a um mapa de fait-divers. A poesia, as expressões plásticas, a música, o teatro tornaram-se corpos estranhos à Escola. Coisas meramente decorativas e ao serviço de actividades de circunstância. Falta-lhe, à escola, fôlego e coerência, irreverência e criatividade. Contra o carácter redutor dos programas, propõe-se, agora mais que nunca, uma acção que vise a criação e uma deriva de liberdade que tenha em conta as capacidades e interesses humanos na Escola. Cidadãos autómatos ou autónomos? A literatura deve ou não fazer-se na escola? As bibliotecas escolares são um depósito de livros, professores e outros computadores? Os media como instância de socialização a par da Escola ou contra a Escola? Há lugar para novos criadores?

Sexta-feira, 27 de Fevereiro
9:45 – Entrega de documentação
10:00 – Abertura
10:30 – José António Gomes - Os Clássicos não são coisa do passado
11:00 – Paula Cruz – O desalinho na poesia que se dá a ler: o lugar dos poetas do séc. XX/XXI na escola
11:30 – Isabel Sousa – Bibliotecas Públicas e a Língua Portuguesa - Para quê?
Debate
12:30 – Intervalo para almoço
14:30 – Luísa Portal – Teatro Nacional de São João: 12 anos de experiência(s) com a(s) escola(s)
15:00 – António Tavares Lopes – Formas e formatações da expressão individual na Web
15:30 – Suzana Ralha – Música, Poesia e Escola
16:00 – Emílio Remelhe – Entre o Modelo e o Novelo. A Escola como palimpsesto
Debate

Sábado, 28 de Fevereiro
10:30 – Rui Pereira – (N)a Escola face aos Media
11:00 – Pedro Eiras – Para que serve a Literatura?
11:30 – Américo Lindeza Diogo – Configuração Arte-Escola-Humanismo. Relações entre Literacia e Arte. Usos da Literatura. Artes e Media
Debate
12:00 – Encerramento
12:30 – Distribuição dos Certificados de Presença

Também podem acompanhar em directo pelo Twitter de Pedro Ferreira.

@ Fantasporto: amanhã a não perder...


Sexykiller

Palermo Shooting

26 fevereiro 2009

Hansel & Gretel, um conto fantástico


Um jovem nervoso fala ao telemóvel e tem um acidente de carro. O principio poderia ser uma qualquer banal história de drama. Quando acorda do acidente é conduzido por uma angelical jovem até uma casa onde tudo é demasiado e assustadoramente infantil. Por toda a casa brinquedos, as refeições são sempre doces e quando algo parece correr mal rapidamente é resolvido de forma misteriosa por uma das crianças. Eun-Soo passa todo o filme a tentar fugir daquela casa mágica mas a floresta trá-lo sempre de volta. Nunca se resignando ao que parece ser o seu destino vai confrontando os miúdos com os acontecimentos que se desenrolam quer no tempo do filme quer pela introdução de histórias em subtexto. A morte de todos dos adultos que passam pela casa, os labirintos que se reproduzem da floresta até ao sótão da casa deixam antecipar a trágica história daqueles três irmãos. No fim Eun-Soon percebe que ele próprio é personagem daquela história que salta de um livro infantil para a realidade. Ele próprio herói faz um exercício catártico da sua vida e percebe onde é o seu verdadeiro lugar encontrando assim a sua fuga daquela casa.
Na base deste filme o imaginário dos contos infantis não só de Grimm mas de toda uma estética associada a este tipo de contos. Lim Pil-Seong é o realizador deste filme que conseguiu atrair a critica e ser nomeado como o stand-out coreano deste ano. A sugestão de violência é sempre psicológica contrariando o que são alguns exemplos a que estamos habituados a ver do cinema coreano. São 116 minutos bastante intensos e emocionais com um excelente trabalho de fotografia e uma banda sonora que nos embala transportando-nos para dentro do filme.

Também pode ler e acompanhar no especial Fantasporto da rascunho.net

A Inexistência de Eva de Filipa Leal


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25 fevereiro 2009

ChAOs 4 - o primeiro Chaos


Foto: Pedro Ferreira

O que poderemos inventar para padecer, quando tudo o que existe já é realmente tudo.
Que fazer? Falar, falar, falar e falar.
Mas com quem? Connosco próprios e se possível que alguém nos ouça e se incomode com isso.
A inovação velha do abandono, o regresso ao fim, como o fim do princípio.
“ Não achas interessante o que eu digo?” ela “ Não!” ele “ Nunca?”
De novo o silêncio.

O encenador
Pedro Estorninho

PRÓXIMOS CHAOS - mais infos no blogue do TEatroensaio

Venham cá censurar isto !


Em protesto contra a censura na livraria em Braga e a ver se aumentamos as visitas com um pouco de pornografia artística encoberta na capa da intelectualidade...

23 fevereiro 2009

Ainda dizem que o negócio da construção anda mau !!!


A Lego aumentou os seus lucros em 32 por cento em 2008 por comparação com 2007 e acredita que 2009 também poderá ser um ano bom apesar da crise. Contudo, o maior fabricante europeu de brinquedos diz que a crise poderá vir a afectar o sector.
A Lego, o primeiro fabricante europeu e o sexto mundial de brinquedo, anunciou, esta segunda-feira, um lucro de 181 milhões de euros, mais 32 por cento que em 2007, naquele foi um dos melhores anos de sempre para o grupo dinamarquês.
Na apresentação dos seus resultados, o fabricante dinamarquês realçou o facto de ter subido 18,7 por cento no seu volume de negócios que passou para os 1278 milhões de euros num ano em que a maioria dos mercados do grupo tiveram taxas de crescimento acima dos dez por cento.
O presidente do grupo, Joergen Vig Knudstorp, acrescentou ainda que «apesar das projecções económicas sombrias» o grupo sente-se «bem preparado para crescer em 2009», até por causa dos resultados do início deste ano.
Contudo, o grupo lembrou que o ano de 2009 está sujeito a uma grande incerteza, sendo por isso de esperar que o mercados dos brinquedos seja progressivamente afectado pela recessão mundial.
Em Portugal, a Lego fortaleceu a sua posição no mercado com um aumento de vendas na ordem dos 21 por cento, tendo aumentado a sua liderança na quota de mercado dos brinquedos de construção para os 66 por cento.

Got Milk


A noite passada salva por este filme....

22 fevereiro 2009

Vanaja - para abrir o apetite

Vanaja – uma história de castas


Pensado como trabalho de conclusão de curso na Universidade de Columbia do realizador Rajnesh Domalpalli Vanaja é a história de uma menina com o mesmo nome a entrar na adolescência. A descobrir o mundo e a descobrir o seu corpo vive numa situação financeira difícil. Carregando a responsabilidade de sustentar o seu pai viuvo, pescador e alcoólico cedo abandona a escola e vai trabalhar para uma senhoria. Encantada com as danças Kuchipudi e com a esperteza de uma menina adulta consegue convencer a sua senhoria a ensina-la musica e a dançar. Quando tudo parecia correr bem é com a entrada do filho da senhoria que tudo complica. Violada e grávida fica à mercê da sua própria sorte contrariando o que lhe tinha sido dito numa leitura de mão. Astuta tenta ir recuperando a parte da sua vida que a faz mais feliz – a dança mas as contrariedades não param e aprisionada pela sua situação social vê a sua tragédia pessoal culminar na morte do pai.
Este filme é um excelente retrato de uma Índia rural e do seu sistema de castas. O argumento faz lembrar dos caracteres de Dickens. A pobre menina acolhida pela família rica é também um grampo de ficção vitoriana. Mas Vanaja vive sempre no momento, crescendo a partir de uma história simples para o complexo, proporciona-nos uma heroína. Vanaja não sendo o típico filme indiano termina de uma maneira muito indiana, confiando na sorte e na fortuna, acreditando que há uma maré nos assuntos dos homens.

Também pode ser lido no especial Fantasporto da Rascunho.net

Walled In – o Grande Arquitecto @ Fantasporto


Walled In, baseado no romance “Os Emparedados” do francês Serge Brussolo, é levado a cena com o realizador Gilles Paquet-Brenner. Um thriller psicológico que conta com a participação de Misha Barton conhecida em Portugal pela sua participação na série de televisão “O.C.”, que desempenha o papel de um recém formada engenheira enviada para a sua primeira demolição sob alçada de uma empresa da sua família. Mas o edifício que lhe calha como primeiro trabalho não é um qualquer. Um prédio enigmático com uma arquitectura fascinante envolto numa história de assassinatos em série em que as vitimas foram emparedadas dentro do próprio edifício. O arquitecto supostamente também encontrado entre as vitimas tratar-se-ia de um génio, visto que nenhum dos seus edifícios teria alguma vez caído resistindo inclusive a terramotos.
O enredo em torno dos segredos de um prédio joga com a sugestão de um mundo aparte. Construído sobre um pântano numa zona remota onde o hotel mais próximo fica a 75 km somos levados à comparação com o mundo egípcio, quer pela ideia do arquitecto, sempre presente na história que é quase figurado como uma espécie de Deus que controla a vida das pessoas que lá vivem mesmo sem uma existência física, quer pelos corredores, quartos e pela entrada do próprio prédio que nos leva através da fotografia e da iluminação para um espaço semelhante ao de uma pirâmide.
Num Fantasporto que inaugurou com um ciclo dedicado à arquitectura de futuro este filme teria tido lá também o seu espaço, não só pelos conceitos de energia e de aproveitamento de energia nas construções mas como pelo papel do rito e do ritual a que o papel do arquitecto está tantas vezes associado.

Também pode ser lido no Especial Fantasporto da Rascunho.net

20 fevereiro 2009

Simpsons for real...


As pessoas por trás das vozes que nos são tão familiares.

No way out !


Imagem: Carlos Tarrats | Texto: Pedro Ferreira

Raízes. O que nos prende nos locais o que nos prende aqui?
Da vontade de ir ficando à vontade de desejar que nos arranquem do chão que já não nos alimenta e nos leve para bem longe. De que adianta viver em terra agreste sem água e sem nada. Só sal, muito sal que nos corrompe de cima a baixo. Consome-nos até à raíz. Sem nada que nos prenda, sem nada que nos motive porque ficamos?
A procura de um absoluto que não existe a não ser só para nos iludir. Por aqui me fico à espera de perder raízes.

19 fevereiro 2009

Simpsons em alta definição



Desde 1990 que nos acompanham e agora em jeito de modernização e adaptação à HD TV umas alterações pequenas ao genérico. Aqui fica o vídeo do novo genérico e uma colagem comparativa das duas versões.

ChAOs 4


Quatro peças, quatro pedaços de caos, espalhados pelos domingos,
Uma história por dia e por espaço, uma ligação humana ou não
Encontro e desencontro pela cidade fora.

Para mais informações ou reservas ligue 918626345 ou contacte-nos no mail: teatroensaio@gmail.com
Apareça e divulgue

18 fevereiro 2009

Plympton, ainda mais um pouco nas noites de cinema



Podem ainda assistir a uma entrevista de 22 minutos (parte 1 + parte 2) com Plympton, que foi exibida no programa “One on One” da Al Jazeera (ingl.) no dia 16 de Janeiro de 2009.
É muito boa a entrevista. Uma parte interessante que mostra uma nova maneira de ver as suas criações é quando ele justifica porque faz frame por frame as suas animações, além de contar que se diverte muito a faze-lo, completando: “Os personagens são como os meus bonecos e eu sou como Deus, criando um mundo e controlando o que essas pessoas estão a fazer”.

Plympton, a revolução na animação


Bill Plympton é já um visitante assíduo do Fantasporto, este ano com especial destaque para a edição inédita em Portugal em DVD de algumas das suas obras. A sua última longa metragem “Idiots and Angels” encontra-se em competição na categoria Cinema Fantástico. Este filme de 2008 é tido como o mais negro e satirico de todos os seus filmes e conta com uma banda sonora de luxo: Tom Waits, Moby e Pink Martini são alguns dos nomes que o musicam.
Nunca são demais as vezes que visionamos alguns dos seus trabalhos e destacam-se os seus trabalhos do fim dos anos 80, como as animações: “One of Those Days”, “How to Kiss”, “25 Ways to Quit Smoking” e o famoso “Plymptoons”, altura em que se começa a destacar e a preparar animações financiadas por si próprio. Com a utilização nos seus argumentos de uma linguagem mais adulta, mostrando nudez, violência e revelando o lado “negro” do humor das pessoas, Plympton ajudou a construir uma linguagem que conhecemos hoje nas animações. Desmistificado o preconceito de que animação só serve para entreter crianças abre-se aqui o caminho para o que são hoje as grandes produções de séries como os Simpsons ou o American Dad mas também para animação em longas metragens onde o humor utilizado e as técnicas de escrita permitem dois níveis de público. Crianças e adultos partilham nos dias de hoje ícones da animação e conseguem extrair do mesmo argumento e filme dois sentidos, o lúdico e de diversão e o humor político ou com grandes marcas de sátira social.

Pedro Ferreira
Publicado no especial Fantasporto da Rascunho.net

17 fevereiro 2009

Jardim corta no emprego para estrangeiros


SOS Racismo repudia medida do Governo Regional da Madeira, acusando Alberto João Jardim de promover atitudes "xenófobas" e "racistas" contra cidadãos de países não comunitários.
A versão portuguesa da frase "British Jobs for British Works!" já chegou a Portugal, com sotaque madeirense, já que o Governo Regional limitou para 20 o número de trabalhadores extra-comunitários que as empresas do arquipélago podem contratar durante este ano, através do centro de emprego local.
"Nós já não estamos no pico de obras do ano 2000, em que foi preciso importar bastante mão-de-obra, agora trata-se de dar resposta à mão-de-obra madeirense", disse o presidente do Governo Regional, durante um jantar de empresários ligados à construção civil. Um apelo que se estendeu a todos os sectores, e que mereceu fortes críticas não só da oposição regional, mas também da organização SOS Racismo, que classificou a atitude de Jardim de "xenófoba", "racista" e "anti-constitucional.
"Não é surpresa que o Dr. Alberto João Jardim tenha atitudes xenófobas e racistas em relação a comunidades estrangeiras", acusa a direcção da SOS Racismo, lembrando o 'caso dos chineses', em Julho de 2005. No entanto, lamenta que Jardim siga uma "corrente política enraizada" - lei da imigração - que foi "um fracasso" ao nível do programa nacional e ao nível dos programas regionais, disse Mamadu.
"Repudiamos a atitude do Dr. Alberto João Jardim que sempre foi xenófobo e populista, e condenamos a forma impune com que atropela todas as normas constitucionais, discriminando os trabalhadores em função da origem", concluiu.

in Expresso (online)

A revolução bolivariana continua numa Venezuela cada vez mais parecida com aquilo que não se devia parecer !


Hugo Chávez ganhou o referendo, que pôs fim à limitação de mandatos na Venezuela. O "sim" obteve 54,4% dos votos e o "não" 45,6%. Os observadores internacionais consideraram que a votação foi transparente e muito participada.
Hugo Chávez no discurso de vitória anunciou um "novo ciclo da revolução bolivariana" e referiu que o combate à insegurança e à corrupção serão prioridades imediatas.
A emenda constitucional que acaba com a limitação do número de mandatos na reeleição para cargos públicos na Vernezuela foi ontem aprovada no referendo. Esta emenda permite não só que Chávez se candidate a um novo mandato, mas contempla também os outros cargos políticos: governadores, deputados e autarcas.

16 fevereiro 2009

Rock the body, shake the baby !


"Swagger Like Us" with M.I.A.

14 fevereiro 2009

Felizes dias dos dias que não passamos felizes


13 fevereiro 2009

Today is a good day to die !


Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia.

O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado um número de coisas completas como 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou os 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerada um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) temos o mais azarado dos dias.
Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.
Outra possibilidade para esta crença está no facto de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira treze, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por execução na cruz e Judas provavelmente por suicídio.
Antes disso, porém, existem versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma luta que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio. Os 13 ficavam a rogar pragas aos humanos.

12 fevereiro 2009

No dia seguinte... dois anos depois !


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Guerra em Gaza Sacode o Médio Oriente


GUERRA EM GAZA SACODE O MÉDIO ORIENTE
Que papel para os EUA, a UE e a ONU?


Com a participação de

José Goulão (jornalista)
Pedro Pezarat Correia (professor de geopolítica e geoestratégia)

O debate terá lugar na zona do bar do Instituto Franco-Português, no dia 12 de Fevereiro, quinta-feira, às 21h30.

A entrada é livre. Participe!

Com base no dossiê «Guerra em Gaza sacode o Médio Oriente», publicado no número de Fevereiro do Le Monde diplomatique - edição portuguesa, que inclui os seguintes artigos:

• «Consequências imprevistas da guerra contra os palestinianos» (Alain Gresh) - ver excerto abaixo
• «Quanto maior é a mentira…» (Dominique Vidal)
• «Da simetria assimétrica aos silêncios atroadores» (José Goulão) - ver excerto abaixo
• «Em Gaza, Golias fala hebraico» (Tom Segev)
• «Já só nos resta a perseverança» (Leila Farsakh)
• «Quando Israel e o Irão se aliavam discretamente» (Alastair Crooke)
• «Um lugar em pranto» (John Berger)
• Inédito no sítio Internet do jornal: «Desprezo pelo direito: uma impunidade que perdura (1947-2009). Resoluções da ONU não respeitadas por Israel».

11 fevereiro 2009

10 Anos de Correntes D' Escritas


Encontram-se esta semana na Póvoa de Varzim 130 escritores de expressão ibérica. O Correntes d'Escritas, na décima edição, abre oficialmente hoje com os nomes dos vencedores dos três prémios literários em jogo.
O Correntes agora no renovado Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, onde o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, divulgará o vencedor do Prémio Casino da Póvoa – assim como os prémios Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus e Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/ Porto Editora. Esta será a cerimónia oficial de abertura, agendada para as 11h00.
Já com um nome que se junte a Ruy Duarte de Carvalho, Ana Luísa Amaral, Carlos Ruíz Záfon, António Franco Alexandre e Lídia Jorge na lista dos galardoados com o principal prémio do Correntes – distinção instituída em 2004 e alternadamente atribuído a prosa e a poesia –, o encontro chega então ao seu albergue habitual, o auditório municipal, onde decorrem 10 mesas redondas até sábado, dia 14.

Ao todo, estão confirmadas presenças de 130 escritores – de Portugal, Angola, Argentina, Brasil, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, México, Moçambique, Peru, S. Tomé e Príncipe e Uruguai –, dos quais, adianta a organização, 30 são estreantes. Vão abordar temas que vão desde os desafios da escrita à Literatura como sentido último das coisas. O programa inclui também a apresentação do DVD Essa Palavra Sonho, de Ondjaki, e visitas dos escritores às várias escolas do concelho.
Estão ainda previstos dezenas de lançamentos, entre a Casa da Juventude (edifício contíguo ao auditório) e o Novotel Vermar, assim como outras actividades paralelas, seja a exposição De Caras com a Escrita, do fotógrafo Rui Sousa, no Diana Bar, sejam as exibições dos filmes É Dreda Ser Angolano, de Fazuma (vencedor do ViMus), e de Mal Nascida, o último filme de João Canijo, nos dias 11 e 12.

Noites de Inquietação

10 fevereiro 2009

2º Aniversário do Referendo sobre a IVG - Jantar APF