badge
Mostrar mensagens com a etiqueta ferve. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ferve. Mostrar todas as mensagens

11 setembro 2009

2 anos a FERVEr lançamento é já no dia 15 de Setembro...


"2 anos a FERVEr:
balanço da luta, retratos da precariedade":
lançamento público no dia 15 de Setembro, terça-feira, às 22h00, na FNAC do NorteShopping, no Porto.

Há cerca de dois anos, surgiu, no Porto, o FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes.
Tínhamos como objectivo denunciar situações de uso abusivo de recibos verdes e promover um espaço de debate acerca desta realidade laboral. Designámos este fenómeno como 'falsos recibos verdes'; um fenómeno que atinge 900 mil pessoas em Portugal, ou seja, quase 1/5 das/os trabalhadores/as em Portugal.
Ao longo destes dois anos, temos colaborado na visibilização, denúncia e dinamização de diversas lutas, cuja persistência tem trazido para a praça pública a discussão sobre esta condição laboral.
Assinalamos dois anos de existência constatando que a expressão 'falsos recibos verdes' está ganha mas a sua existência persiste.
Assinalamos dois anos num momento em que a precariedade alastra no mercado laboral português.
Assinalamos dois anos quando Portugal regista a mais alta taxa de desemprego dos últimos anos.
Optámos, assim, por assinalar estes dois anos de luta com a edição de um livro onde se cruzam testemunhos de vidas precárias, reflexões de activistas contra a precariedade, intervenções de investigadores/as, jornalistas e sindicalistas.

"2 anos a FERVEr: retratos da luta, balanço da precariedade" é o título deste livro de 130 páginas, editado pela Afrontamento, que conta com dez testemunhos de trabalhadores/as a recibos verdes, ilustrados por Catarina Falcão, Chico, Gémeo Luís, Isabel Lhano, João Alves, Luís Silva, Paulo Anciães Monteiro, Rui Vitorio dos Santos.
O livro "2 anos a FERVEr: retratos da luta, balanço da precariedade", conta também com as contribuições de:

- Carvalho da Silva: Secretário Geral da CGTP-IN
- Henrique Borges: Sindicato dos Professores do Norte e membro da CGTP
- Elísio Estanque: Sociólogo - Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
- Castro Caldas: Economista - Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
- Sofia Cruz: Socióloga - Faculdade de Letras, Universidade do Porto
- Ana Maria Duarte: Socióloga - Centro de Estudos Sociais, Universidade do Minho
- São José Almeida: jornalista do Público
- Sandra Monteiro: jornalista do Monde Diplomatique
- Alexandra Figueira: jornalista
- Regina Guimarães: escritora
- valter hugo mãe: escritor
- Tiago Gillot: Precários Inflexíveis
- José Soeiro: Sociólogo e activista do MayDay
- Luísa Moreira: activista do MayDay
- Luís Silva: activista do MayDay

04 maio 2009

MAYDAY PORTO 2009 – REFORÇA A LUTA CONTRA A PRECARIEDADE!



Depois de dois meses e meio de intensiva preparação, que incluiu a organização de várias acções públicas (uma queima de recibos verde, três debates, uma jornada de reflexão, uma festa no dia 25 de Abril; e muitas distribuições de panfletos e assembleias gerais) estávamos finalmente no dia 1º de Maio.
Para muitos de nós, nascidos nos pós 25 de Abril, esta seria uma estreia absoluta numa manifestação do Dia do Trabalhador. 2009, por ser o ano que inicia a maior crise económica a que o mundo assiste desde 1929, será porventura, também, o primeiro de muitos Maios para a nossa geração. O Porto, a zona norte a que pertencemos, concentra a maior mancha de desempregado/as e desemprecário/as do país. Tínhamos por isso de reagir. E Maio foi o principio das respostas que se poderão seguir.
Às 12h00, na Praça dos Poveiros, ponto de concentração dos trabalhadores precário/as, montamos a banca e o som e demos início aos concertos do Paulo Praça e da Associação José Afonso, assim como à leitura dos textos que tinham sido escritos no decurso da operação Mayday. Fizemos o pic-nic, terminámos todas as questões logísticas e iniciámos a nossa manifestação.
Com pancartas, faixas e megafones, arrancámos toda a revolta das nossas entranhas e protestámos contra a tirania que é a precariedade. A faixa da frente “Precários do Mundo Inteiro Uni-vos” exprimia o sentido da nossa luta, que é a mesma de todos os trabalhadores sujeitos à desregulação do trabalho e à exploração do mercado neo-liberal. Por isso quisemos juntar-nos aos sindicatos e mostrar que “a união faz a força”. E por isso chamámos para dentro da manifestação todos aqueles e aquelas que nos passeios nos aplaudiam e encorajavam. “Sai do Passeio e vem para o nosso meio!” dizíamos. Eramos já mais de 300 pessoas.
Os nossos slogans e canções foram muitos: “Com a Precariedade Andamos para Trás”, “A Precariedade Congela-nos a Vida”, “Precários Hoje, Revolucionários Amanhã”, “Deixa passar, deixa passar, eu sou precário mas o Mundo eu vou mudar!”.
Sim, sentimos as pessoas connosco. Sentimos que fizemos bem ao alicerçar pela primeira vez no Porto uma manifestação inovadora, onde está massivamente representada a nossa geração. A geração dos 500 euros, dos recibos verdes, dos estágios não remunerados, a quem é dito que vai ter uma vida pior do que a dos seus pais, e qui ça que a dos seus avós. Não aceitamos este modelo, e por isso decidimos unir esforços e encetar lutas colectivas que possam fracturar as falsas expectativas, para que o marketing político, financeiro e comercial, que nos foi vendido desde os anos 80, seja posto em causa.
Queremos uns país realmente europeu, com movimentos sociais próprios. Não um país aninhado e servil que se deixa explorar e tiranizar em silêncio. Ao Porto isto fez bem. Foi formativo e agregador. A nós isto fez-nos bem porque aumentou o capital de esperança na vida e na luta.

24 abril 2009

Festa MayDay Porto::Sábado::25 de Abril::Maus Hábitos::Porto


No dia 25 de Abril, a partir das 23h00, o MayDay Porto promove uma festa no espaço Maus Hábitos (Rua Passos Manuel) sob o lema 'NÃO HÁ LIBERDADE ENQUANTO HOUVER PRECARIEDADE'.

Porque somos dois milhões de pracárias/os em Portugal;
Porque acreditamos que a precariedade não está inscrita na ordem do Universo;
Porque sabemos que não tem que ser assim;
Porque acreditamos em trabalho com direitos para todas/os;

NO DIA 1 DE MAIO, DIA DO/A TRABALHADOR/A, VAMOS SAIR À RUA E FAZER OUVIR A FORÇA DA NOSSA VOZ!
PORQUE SE TODAS/OS AS/OS PRECÁRIAS/OS BATEREM O PÉ, O MUNDO TREME!

30 setembro 2008

A mentir é que a gente se (des)entende !!!!


O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes apresenta a sua total discordância relativamente ao facto de o manual para a elaboração do Censos 2011 prever que:

"Os indivíduos que recebam através dos chamados "recibos verdes" serão classificados na modalidade "Trabalhador por conta de outrem" desde que se verifiquem as seguintes condições: local de trabalho fixo dentro de uma organização, subordinação hierárquica efectiva e horário de trabalho definido. Caso estas condições não se verifiquem serão incluídos na modalidade "Trabalhador por conta própria." (página 110 do manual).

Tendo em conta que, em Portugal, existem cerca de um milhão de trabalhadores/as a recibos verdes, a esmagadora maioria dos quais sendo 'falsos' trabalhadores independentes, o FERVE considera que a designação proposta pelo INE irá mascarar os números e claramente ludibriar a realidade.

Para protestar, podem enviar uma mensagem de correio electrónico para o seguinte endereço: censos2011teste(at)ine.pt

01 maio 2008

FERVE e Precários/as Inflexíveis silenciados no 'Prós e Contras' da RTP



Os/As Precários-Inflexíveis e o FERVE (Fartos/as d'Estes Recibos Verdes) foram silenciados no programa "Prós e Contras", da RTP.
Estes dois movimentos anti-precariedade tinham sido convidados a participar num debate televisivo sobre as novas propostas de leis laborais apresentadas pelo Governo.
Quando o representante do FERVE (André Soares) e dos Precários-Inflexíveis (João Pacheco) foram conduzidos aos camarins, foi-lhes dito numa escada de acesso que afinal havia demasiados convidados e apenas um deles poderia falar. Os representantes dos dois movimentos decidiram partilhar o curto "tempo de antena".
Na sua curtíssima declaração, o representante do FERVE, André Soares, colocou várias questões incómodas ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva. A partir desse momento foi impossível os representantes destes dois movimentos anti-precariedade voltarem a falar.
O representante do FERVE abandonou o auditório pouco depois de ter falado e de não ter tido direito a respostas do ministro Vieira da Silva, coisa que se esperava de um debate, modelo em que o programa se insere.
O representante dos Precários-Inflexíveis ficou longos minutos de pé na primeira fila da audiência, com um microfone desligado na mão, à espera de poder falar pelo menos uma vez. Ao fim de algum tempo, foi convidado a sair por uma das pessoas da produção do programa.
Com João Pacheco saíram do auditório, em solidariedade, todos os membros dos Precários-Inflexíveis presentes até esse momento nas filas da frente do auditório.
Os Precários-Inflexíveis e o FERVE repudiam o que aconteceu no "Prós e Contras" e estão a preparar uma queixa formal ao Provedor do telespectador da Rádio e Televisão de Portugal, professor Paquete de Oliveira.

Mais informações: Blogue do FERVE

06 novembro 2007

Se o Verde está na moda, FERVE !


No passado Sábado, dia 3 de Novembro, Nuno Markl apareceu no programa “Operação Triunfo”, da RTP1, envergando a t-shirt que aqui podem ver.
Numa das suas rubricas de rádio, na Antena 3, Nuno Markl já se havia debruçado sobre o fabuloso mundo dos recibos verdes, discorrendo acerca desse objecto literário que muitos/as portugueses/as têm em casa: o livro de recibos verdes.

Podem ouvir esta rubrica através do seguinte link:
http://195.245.168.21/rtpfiles/audio/wavrss/at3/158586_16386-0710251342.wma

Já agora O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes promove um abaixo-assinado, para apresentação à Assembleia da República.
Podem fazer o download do documento da petição aqui. E em seguida imprimam o documento, frente e verso, sem efectuar qualquer alteração, assinem a petição apenas uma vez. Preencham os campos todos (assinatura, número do Bilhete de Identidade e nome completo legível).

IMPORTANTE:
- A petição tem que ser impressa obrigatoriamente numa folha frente e verso, tal como o documento em anexo.
- Não são válidas as assinaturas recolhidas em folhas soltas, folhas só com linhas, etc…
- O texto da petição tem que estar presente em todas as folhas assinadas!
Tenham 1 ou 100 assinaturas, enviem-nas, por favor, até 3 de Dezembro, para o seguinte endereço:

Petição FERVE
Apartado 7049
E. C. Augusto Luso
4051-909 Porto

Anda vem FERVER connosco !