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31 março 2007

Il Vangelo.... a precariedade segundo.....


8 de Abril é Domingo de Páscoa. Não podia haver melhor data para a estreia em Lisboa de “O Evangelho Segundo Precário“, filme de Stefano Obino. Trata-se de um filme de ficção, cheio da realidade da precariedade laboral em Itália.

É um filme especial, não só pelo tema, mas também pela forma como conseguiu financiamento para se realizar.

A projecção, legendada em português, é às 21:30h na cooperativa cultural Crew Hassan (rua das Portas de Sto. Antão, 159, 1º - rua do Coliseu). Já agora: a Crew Hassan comemora o seu primeiro aniversário a 1 de Maio e vai participar na parada MayDay com a mesma energia com que mudou, num ano, a paisagem da intervenção cultural alternativa em Lisboa!

29 março 2007

Há coisas que prefiro nem sequer imaginar.....


Via Spectrum

Bibliofeira - livros para Tod@s


A Longcut, empresa responsável pela criação da RedeCultural, lançou mais um website que certamente lhe irá agradar por também se enquadrar na área cultural: a Bibliofeira!

A Bibliofeira é um website onde qualquer pessoa pode anúnciar os livros que quer vender.
A partir de agora, se quiser vender os livros que já leu, livros técnicos que já não precisa, ou té livros que lhe ofereceram e nunca chegou a ler, pode fazê-lo através da Bibliofeira.

Agradecemos que fale dela aos seus amigos, reenviando este e-mail ou utilizando a funcionalidade da Bibliofeira para enviar convites.

28 março 2007

Importante conclusão aos meus dois post anteriores

"A mais importante de todas as lições que a História pode ensinar é que os homens não aprendem muito com as lições da História."

Aldous Huxley, in "Collected Essays"

Obrigado pelo medo que nos oferecem todos os dias...

Depois da vergonha do Salazar (já diz o Nuno Markl que esta foi a sua primeira vitória democrática...), haja pelo menos bom-senso na Faculdade de Letras de Lisboa...


"A Lista U venceu as eleições para a direcção da Associação de Estudantes (AE) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, derrotando a Lista X, que alegadamente incluía elementos da extrema-direita.

Segundo os resultados afixados na Faculdade de Letras, a Lista U venceu as eleições com 818 votos, contra apenas 81 da lista X. Nas eleições, realizadas segunda e terça-feira, registaram-se ainda 19 votos nulos e 24 brancos."

Comentário pessoal: Não sei se os Portugueses estão conscientes disto, mas acaso imaginam, que tal como Salazar o fez no passado, estes meninos neo-nazis são máquinas assassinas? Já mataram no passado e vão voltar a fazê-lo! Já agora, a título de informação, todas as semanas eles estão pelo Largo de Camões, em Lisboa a ameaçar e a espancar quem lhes apetece (vulgo: pretos, homossexuais, etc.) - Aos 81 votantes na lista dos assassinos convido-os a passarem por lá e a fingirem-se imigrantes ou homossexuais, a ver o que lhes sucede...

E agora, só para que a memória não volte a atraiçoar todos aqueles que no Domingo votaram em Salazar ou ontem nos nacional-assassinos:

Ódio, ainda se lembram?
Mário Machado, de 29 anos, tinha uma grande paixão na adolescência – o Sporting. O fervor com que seguia os jogos do seu clube do coração levou-o a aderir à Juve Leo, a mais assanhada e numerosa claque de Alvalade. Passou a acompanhar todos os jogos – e, como disse em Maio do ano passado numa entrevista ao Correio da Manhã, descobriu o ideal dos cabeças-rapadas: “Gostava da maneira de vestir.” Mário Machado integrou o ‘Núcleo 1143’, o grupo de ‘skinheads’ da Juventude Leonina. O número representa a data do Tratado de Zamora, em que o rei D. Afonso VII de Leão reconhece a D. Afonso Henriques a soberania do reino de Portugal. Mário cresceu e percebeu que a cultura ‘skinhead’ não se baseava apenas na aparência física, mas sim numa ideologia. Ardia em nacionalismo e, como os outros da claque, acreditava na supremacia da raça branca. Mas aquilo que parecia uma mania de adolescente transformou-se num modo de vida. Na noite de 10 de Junho de 1995, fez parte de um grupo de ‘skinheads’ que perseguiu negros pelas ruas do Bairro Alto, em Lisboa. Alcino Monteiro, um dos perseguidos, não conseguiu fugir aos agressores: foi assassinado a pontapé. Dezassete cabeças-rapadas responderam pelo crime, no Tribunal da Boa Hora. Sentados na sala de audiências, os autores materiais e morais do crime foram condenados a penas entre os 22 e os 25 anos. Outros saíram com penas mais leves, como Mário Machado que cumpriu quatro anos e três meses por “participação em rixa”. O actual dirigente da Frente Nacional viveu muito tempo de cara tapada. Hoje mostra-se porque admite que a cultura ‘skinhead’ não deve permanecer escondida. Reside em Loures. Há dois anos, foi apanhado pela GNR naquele que seria o quartel-general dos ‘skins’, com armas e diverso material alusivo a Hitler. Anteontem, foi novamente detido por posse ilegal de armas. Tem o corpo tatuado com cruzes suásticas e um imagem de Hitler. Ganha a vida como segurança, na noite.

Comunicado do SOS Racismo

Extrema-direita ameaça Universidade - Skins tentam tornar Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa num“palco” para a difusão do racismo e da violência



Nos últimos dias, as mensagens de ódio racista proliferaram nas paredes daFaculdade de Letras. “Portugal aos portugueses” ou “Fascismo é solução” sãoalgumas das frases escolhidas pela extrema-direita para a sua propaganda eameaça. Também não faltaram as “chamas” do Partido Nacional Renovador (PNR).Pelo caminho, foram destruídos todos os murais ou outro tipo de comunicação(das mais diversas organizações) entendida como “comunista” – o facto eraassinalado pelos próprios censores, ao lado das “emendas” efectuadas.

Ora, hoje alguns estudantes da faculdade, em conjunto com a União dosResistentes Antifascistas Portugueses (URAP), decidiram-se por uma acçãopública: pintar um mural contra a ameaça do racismo e da violência.A verdade é que o mural não foi terminado, porque a polícia não o permitiu.Ainda mais preocupante é o facto de hoje se terem juntado, numa atitudeclaramente ameaçadora, com todo o à-vontade, várias dezenas de skins nafaculdade de Letras. A mensagem era clara: ameaçar, condicionar, amordaçar;impôr a cultura do medo, à custa da impunidade – basta dizer que se deram ao luxo de tirar fotografias a todas as pessoas envolvidas na pintura do mural!E isto, “nas barbas” da polícia, que esteve sempre mais ocupada a impedirque o mural chegasse ao fim!Tendo em conta estes preocupantes acontecimentos, o SOS Racismo gostaria dedeixar claro que:

1 – Este novo “palco” para os skins representa uma importante ameaça, quedeve preocupar toda a comunidade escolar. Não é possível aceitar que estarealidade se torne “normal” ou “aceitável”.

2 – Infelizmente, as respostas de quem tem responsabilidades deixam muito adesejar. Já no ano passado, quando o SOS Racismo alertou o ConselhoDirectivo, em reunião a nosso pedido, para o crescimento da extrema-direitadentro da faculdade e o perigo que isso representa, este órgão não revelounenhum interesse pelo assunto. E hoje, o Conselho Directivo da Faculdade deLetras apenas se mobilizou para proibir a pintura do mural de hoje, masnunca demonstrou preocupação com as mensagens de ódio dos skins. Esperamosnão ter de ouvir este órgão, no futuro, lamentar a violência e o ódio nafaculdade, quando podia e devia ter-se interessado a tempo!

3 – A impunidade com que foi possível hoje, na presença da polícia, váriasdezenas de skins fazerem a sua demonstração de força é um sinal muitoinquietante. Não parece normal que a PSP tenha “convidado” a retirar-se quempintava o mural, mas tenha deixado cerca de 50 skins no interior e nasimediações da faculdade, em pose ameaçadora, bebendo cerveja, fazendo umaespécie de “guarda” a um dos bares da faculdade, enquanto ia distribuindopanfletos.

4 – Fica, mais uma vez, clara a ligação entre o movimento skinhead e o PNR!

5 – O SOS Racismo vem há muito alertando para o perigo e a impunidade quecaracterizam o crescimento da extrema-direita em Portugal. Para estaspessoas, a violência e o ódio são a dimensão essencial da política. Quantasmais vítimas serão necessárias para que se desenhe finalmente um combate a esta triste realidade?

6 – Em pleno “Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos”, em quevão abundando os discursos de circunstância sobre igualdade e a necessidadede combater as discriminações, seria mais útil ver quem temresponsabilidades empenhar-se no desmantelamento desta rede criminosa –tráfico de armas, de droga, “cobranças difíceis”, violência frequente, etc.– de ameaça, ódio e morte.

Há Festa no TUP - Dia Mundial do Teatro por aqui é no dia 31 !


No próximo dia 31, Sábado, o TUP promove uma festa para comemorar o dia mundial do teatro - que até é no dia 27.

Vai haver comida e bebida à fartazana, e uma pequena leitura encenada da peça As Preciosas Ridículas, de Moliére. É só uma amostra, não é a peça na sua totalidade, mas posso-vos garantir, pelo que já vi, que vai ser muito bom de ver e terrivelmente divertido. O texto é mesmo bom, os actores vão-se esforçar, claro, e os cenários e guarda-roupa, a cargo da Silvia, estão bem melhor do que se pedia para um projecto tão simples.
A idéia é mostrar ao público apenas uma das fases por que se passa ao encenar e ensaiar uma peça de teatro. De certa forma, e se preferirem, é ver um pouco dos bastidores de uma encenação. As primeiras leituras, o tomar contacto com as primeiras movimentações, a inicial insegurança dos actores.

Depois da mini-peça, festa até mais não. Apareçam porque vai mesmo valer a pena, e a entrada é tão somente um euro.

Foi este senhor quem disse....

Rebentemos de alegria..... pela Paz


Blog do GêOito

27 março 2007

Crítica do Contemporâneo - Serralves


29 Mar - 08 Mai 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves

O programa do ciclo de quatro conferências sobre questões actuais de teoria política parte da ideia de que a matéria política com que estamos hoje confrontados implica um pensamento crítico das categorias tradicionais e uma reflexão teórica que vai no sentido inverso à despolitização generalizada da sociedade contemporânea, a partir do momento em que a política ficou submetida à regra do espectáculo e do pragmatismo técnico-económico que a reduz a meros actos governativos de gestão e administração. Em função desta ideia orientadora, foram convidados quatro filósofos de enorme renome internacional: Jacques Rancière (França), Peter Sloterdijk (Alemanha), Giorgio Agamben (Itália) e Giacomo Marramao (Itália). Todos eles são pensadores eclécticos e movem-se no cruzamento de vários saberes e disciplinas; todos eles têm contribuído para tornar mais inteligível o tempo em que vivemos. Nas obras destes quatro filósofos, a reflexão política é indissociável, no mais alto grau, da análise das questões sociais, culturais, estéticas e éticas que dão uma configuração (sempre em movimento, difícil de apreender) ao mundo contemporâneo. O horizonte em que se move o pensamento destes filósofos não é o de uma disciplina académica bem delimitada, mas o de um saber que atravessa muitas fronteiras e procura chegar a uma legibilidade das condições e das regras em que vivemos, e das grandes transformações da ordem do «político» que se têm dado nas últimas décadas. Em suma: este ciclo de conferências é orientado por uma ideia de diagnóstico e de análise crítica do presente. Por isso, convidámos quatro filósofos cujo pensamento do político significa a decifração da linguagem, do «idioma», dos sinais que caracterizam e dão forma à sociedade contemporânea.

António Guerreiro, Comissário das Conferências do bloco "Política"

PROGRAMA

29 MAR > GIACOMO MARRAMAO (IT)
"O Mundo e o Ocidente, hoje. Sobre as formas do conflito na era global."
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12 ABR > JACQUES RANCIÈRE (FR)
"As desventuras contemporâneas do pensamento crítico"
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3 MAI > PETER SLOTERDIJK (AL)
"A técnica na sua relação com o humano"
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8 MAI > GIORGIO AGAMBEN (IT)
"A teologia política e económica do nosso tempo"
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Comissário: António Guerreiro
Moderador: Guilherme de Oliveira Martins

Esta actividade pertence ao ciclo CRÍTICA DO CONTEMPORÂNEO, CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS - Serralves 2007.

* Giacomo Marramao
* Jacques Rancière
* Peter Sloterdijk
* Giorgio Agamben

Dia Internacional do Teatro


No princípio, a Tragédia e a Comédia eram mera improvisação. A primeira nasceu com os autores do ditirambo, a segunda com os das canções fálicas, ainda muito usadas nas nossas cidades. A tragédia avançou em pequenos passos, com cada um dos novos elementos a surgir um atrás do outro. (…) Ésquilo foi o primeiro a introduzir o segundo actor, a diminuir a importância do coro, a dar ênfase ao diálogo. Sófocles aumentou o número de actores para três e acrescentou os cenários. Só tardiamente o curto enredo foi substituído por outro de maior fôlego, e a dicção grotesca da forma satírica primitiva pela maneira grandiosa da tragédia. (…) Quando o diálogo surgiu, a própria Natureza se encarregou de descobrir a sua medida exacta.

Aristóteles, Poética

Para mim o teatro é a maior das formas de arte, pois é o meio mais imediato pelo qual um ser humano pode partilhar com outro ser humano o sentido do que é ser humano.

Thornton Wilder

26 março 2007

ES-PE-RAN-ÇA !


(Foto retirada de IndyMedia Galiza)

No dia 8 de Março a comunidade cigana do Freixo foi notificada de uma ordem de vistoria por parte da Câmara Municipal do Porto, com vista a uma futura ordem de despejo. Sem protocolos ou garantias de realojamento. Nada (o que também não é de estranhar, vindo da parte de quem vem…).

Desde esse dia, foram chamadas várias organizações e pessoas que quiseram mostrar e prestar o seu apoio e que têm permanecido lá, sempre, a acompanhar o processo e a ajudar naquilo que tem sido necessário sabendo - também SEMPRE! – que a discussão e decisão é da comunidade e não de um/uma qualquer que lá aparece a dar soluções mas que tem um tecto para onde voltar.

Na verdade têm sido dias de partilha. De conversas e brincadeiras à volta da fogueira. De sorrisos, jogos e sabores com meninos e meninas que trazem o mundo na voz. E aquilo que ganhamos é tão mais do que aquilo que podemos dar… Têm sido dias de luta – a tal, a completa, que traz estrelas nos olhos e gargalhadas de criança! Porque ali – com a Andreia, a Vera, a Vanessa, o Filipe, o Santiago… – acreditamos realmente que “o mundo é composto de mudança” e que a palavra SOLIDARIEDADE (tão difícil de pronunciar…) tem força de tempestade e de esperança… Sempre a mesma, percebem? A Esperança…

ES-PE-RAN-ÇA!

M**** de país e o seu povo tacanho......


40 e tal anos depois este tipo parece que conseguiu ganhar uma eleição.... neste Portugal atrasado só me dá mesmo vontade de emigrar e esquecer que alguma vez tive alguma coisa com esta gente execrável, analfabeta, inculta e sem vontade de viver que ainda se deixa viver aprisionada por mitos da sua horrenda história. É o rei que há de voltar numa manhã de nevoeiro, as descobertas que foram massacres e exploração e um pequeno ditador à medida deste pequenino país... Não tenho orgulho, não sou minimamente patriota, estou-me a cagar para os pseudo ídolos da Nação!

Sou internacionalista, socialista e revolucionário, republicano, anti-fascista, laico e livre !


António Oliveira Salazar venceu esta noite o programa da RTP1 «Os Grandes Portugueses», à frente do líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal, e do antigo diplomata português Aristides de Sousa Mendes, responsável pela fuga de muitos judeus ao regime Nazi, durante a II Guerra Mundial. O líder do regime ditatorial, que terminou no dia 25 de Abril de 1974, superou ainda, com 41 por cento dos votos, outros sete finalistas. No quarto lugar ficou o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, à frente do autor dos Lusíadas, Luís de Camões. D. João II foi o sexto desta lista, que nos restantes lugares contemplou ainda o Infante D. Henrique, Fernando Pessoa, Marquês de Pombal e Vasco da Gama. (noticia retirada daqui)

23 março 2007

Adoro os Domingos em que vou trabalhar


Adoro os Domingos em que vou trabalhar
Não porque goste especialmente dos Domingos ou de trabalhar

Levantar às cinco e meia da manhã, ainda é noite e está frio
Não porque goste especialmente da noite ou de me levantar com frio
É exterior/dia e há a possibilidade de ocorrência de aguaceiros
Não porque goste especialmente de chuva ou do exterior/dia

Adoro os Domingos em que vou trabalhar
Não porque goste especialmente dos Domingos ou de trabalhar

Mas porque àquela hora de Domingo há gente que dorme e ressona
Não porque gostem especialmente de dormir ou ressonar
Há quem esteja a chegar a casa ou a beber a última
Não porque gostem mais de beber a última do que a primeira

Adoro os Domingos em que vou trabalhar
Não porque goste especialmente dos Domingos ou de trabalhar

Mas porque outros Domingos virão cair em dias úteis
Não porque goste especialmente de cair nos dias úteis
Poderemos beber a última, dormir e ressonar
Não porque gostemos especialmente de beber a última e ressonar

Adoro os Domingos em que vou trabalhar
Não porque goste especialmente dos Domingos ou de trabalhar

Mas porque no dia em que o Domingo cair eu posso dormir
E sonhar, com o próximo Domingo em que vou trabalhar

Não porque goste especialmente dos Domingos ou de trabalhar

Nuno Milagre
poema publicado na brochura editada pela Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual)

intermitentes@gmail.com

Retirado de MayDay 2007

22 março 2007

Ainda o aborto, ainda a liberdade, ainda o referendo que mudou as nossas vidas...

O PS defende que devem ser os juízes ainda em funções no Tribunal Constitucional a analisar um eventual pedido de fiscalização da lei do aborto. Ao DN, Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada socialista, diz que não fez "as contas aos prazos", mas defende que "ainda devem ser os actuais". Em causa está o envio do diploma (que hoje segue para Belém) para o Tribunal Constitucional por parte do Presidente da República, Cavaco Silva.


O interesse do PS em que sejam os actuais juízes a analisarem o assunto prende-se com o facto, soube o DN, de não haver por parte dos socialistas quaisquer garantias em relação à posição que os três novos conselheiros do PSD no TC têm sobre o aborto e o projecto da exclusão da ilicitude. Se a votação em relação à pergunta do referendo passou no TC por uma margem escassa (sete votos contra seis), a nova correlação de forças preocupa o PS e pode ter atrasado a negociação e a escolha dos nomes.

DN on-line

Depois de 2 milhões e meio de votos...

Depois de uma campanha exaustiva, suada e cara...

Depois de 20 anos de uma lei retrógueda...

Depois de tantas mulheres mutiladas e mortas...

Depois da vergonha do atraso em relação ao resto da Europa...

Depois de tanto que fizemos, dissemos, arriscamos e sacrificamos...

Depois do dia em que o país se tornou um pouco, mais livre, solidário e justo...


ERA SÓ O QUE FALTAVA VIREM-ME 3 BADAMECOS, ARMAREM-SE AOS CUCOS E DESTRUÍREM O QUE CUSTOU TANTO A CONSTRUIR

Com a certeza de irmos rumo ao século XXI e não à burocracia institucionalizada e pouco democrática de um qualquer conselho de juízes: O SIM GANHOU - convençam-se disso!

21 março 2007

Dia Mundial da Floresta e da Árvore


A comemoração oficial do Dia da Árvore teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872. John Stirling Morton conseguiu induzir toda a população a consagrar um dia no ano à plantação ordenada de diversas árvores para resolver o problema da escassez de material lenhoso.
A Festa da Árvore rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo, e em Portugal comemorou-se pela primeira vez a 9 de Março de 1913.
Em 1971 e na sequência de uma proposta da Confederação Europeia de Agricultores, que mereceu o melhor acolhimento da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), foi estabelecido o Dia Florestal Mundial com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra.
Em 21 de Março de 1972 - início da Primavera no Hemisfério Norte - foi comemorado o primeiro DIA MUNDIAL DA FLORESTA em vários países, entre os quais Portugal.

Provérbios chineses:

Saru mo ki kara ochiru: O macaco também cai da árvore = Mesmo um expert pode falhar de vez em quando.

Tamerunara wakagi no uchi: Endireite o galho enquanto a árvore é nova = É preciso corrigir os defeitos e maus hábitos enquanto é jovem, pois fica mais difícil depois de adulto.

Ki ni yotte uo o motomu: Procurar um peixe em cima da árvore = Não se alcança o objectivo sem os meios adequados.

Yanagi ni kaze to ukenagasu: Saber lidar com o oponente, em vez de desafiá-lo (assim como o salgueiro, cujos ramos se vergam com a força do vento).

Yoraba taiju no kage: Se é para procurar abrigo, que seja sob uma árvore grande = É melhor depender de pessoas ou grupos que tenham mais poder.

Yakebokkui ni hi ga tsuku: Pegar fogo em lenha queimada = Reacender uma paixão antiga.

Ki o mite mori o mizu: Ver a árvore, mas não a floresta = Deter-se no detalhe e não ver o todo.

Udo no taiboku: Grande, mas inútil.

Dia Mundial da Poesia


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

Pablo Neruda

20 março 2007

Por todo o mundo... e também no Porto!


Contra o Império, pois a Guerra infinita é a única arma que o justifica...

QUATRO ANOS DEPOIS


Milhares de manifestantes concentraram-se ontem em Washington, nas imediações do Pentágono, para protestarem contra a guerra no Iraque, que entra terça-feira no seu quinto ano. Recebidos por uma contra-manifestação de apoiantes da política americana no Iraque, os manifestantes transportavam cartazes com palavras de ordem idênticas às exibidas nos protestos que decorriam, quase em simultâneo, em algumas cidades da Europa e do resto do mundo.


O protesto em Washington principiou no mesmo local onde há 40 anos, a 21 de Outubro de 1967, se realizou uma histórica manifestação contra a guerra do Vietname. Essa manifestação, conhecida por "marcha sobre o Pentágono", terminou em violentos confrontos com a polícia e marcou, na memória dos americanos, o dia em que a opinião pública começou a distanciar-se das opções da administração Johnson para o conflito no Sudeste asiático.


Segundo estimativas das agências - a polícia americana recusa-se a indicar números -, cerca de 50 mil pessoas desfilaram, sob chuva e vento gelado, entre o local onde se ergue o monumento ao antigo presidente Abraham Lincoln e as proximidades do Pentágono. Para um dos manifestantes, entrevistado pela AFP, a acção de ontem pode assinalar, tal como há 40 anos, "uma mudança no curso dos acontecimentos" e ao envolvimento dos EUA no Iraque.


Diferentes organizações próximas dos democratas tinham apelado à participação nesta acção, lembrando que a derrota eleitoral dos republicanos nas eleições de 2006 se deveu, em larga medida, ao "pântano" em que se está a transformar o conflito iraquiano. Os EUA já perderam 3200 soldados desde o início das operações militares a 20 de Março de 2003.


Além da manifestação em Washington, que decorreu enquadrada por forte dispositivo de segurança, houve também protestos menos significativos noutras cidades americanas.


Fraca mobilização na Europa, uma das principais manifestações sucedeu em Madrid, com outros protestos de menor dimensão a realizarem-se em Atenas, Roma, Budapeste, Istambul, Copenhaga. Foi evidente que, com a excepção espanhola, o nível de mobilização ficou claramente abaixo do verificado em anteriores acções internacionais de protesto contra o conflito.


texto e foto em dn on-line

MAYDAY :::::: O Precariado Rebela-se :::::::: 2007


O PRECARIADO REBELA-SE

* No primeiro de Maio, que é o feriado mundial dos trabalhadores, realizam-se por toda a Europa as paradas MayDay. Essas iniciativas são manifestações de visibilidade do trabalho sem voz: os precários de todo o tipo.
* A primeira parada MayDay de Lisboa é uma festa rebelde que junta operadores de call center, imigrantes, bolseiros, intermitentes do espectáculo e do audiovisual,estagiários, desempregados e contratados a prazo, estudantes- (já/ainda/quase) -trabalhadores, etc…

* A precariedade invade todas as áreas da vida e é mais completa entre os mais novos. Sair de casa dos pais, aguentar uma renda ou um empréstimo, são coisas simples que se transformam em grandes riscos. O trabalho precário nem sempre é pago. É quase sempre mal pago. O patrão que emprega raramente é o que contrata: as empresas de trabalho temporário
multiplicam-se, crescem e exibem lucros milionários. Nelas, o salário é mais curto, o contrato pode acabar sem aviso e nem sempre deixando subsídio de desemprego.

* No MayDay, desfilaremos contra a exploração, contra o emagrecimento dos apoios sociais e à habitação, pelo direito a trabalhar sem chantagem e a um mínimo de independência e conforto. Ninguém quer passar o resto da vida a pensar como pagar a próxima conta e a fazer malabarismos com três trabalhos precários.

Precárias e precários, todos ao MAYDAY!

MayDay!! :: MayDay2007!! :: 1º Maio :: parada mayday até ao estádio 1º maio (inatel) :: participação na manif cgtp, do inatel à cidade universitária :: MayDay!! MayDay!!

2007.mayday@gmail.com

sessão MAYDAY! :: filmes curtos e precários


Quinta :: 22 Março :: 21:30h :: Ateneu de Lisboa

R. Portas de Sto.Antão, nº110 (rua do Coliseu)
sessão MAYDAY! :: filmes curtos e precários

Serão apresentados os seguintes vídeos:

  • ‘Amigo ou inimigo’ (Coreia, extracto, 24 minutos) Temporários das telecomunicações coreanas resistem ao despedimento.
  • ‘São Precário vai às compras’ (Milão, 5 minutos) Procissão em supermercado com o santo das precariedade.
  • ‘Dê-me uma ocupação das instalações com um McGreve’ (Paris, 4 minutos) Trabalhadores de um McDonalds entreamem greve e ocupam a loja por 6 meses).
  • ‘Precárias à deriva’ (Madrid, extracto, 20 minutos) Visita às vidas precárias de mulheres. Entrevista mútua.
  • ‘A triste verdade’ (EUA, extracto, 12 minutos) Michael Moore conta a história das empregadas mexicanas do Holliday Inn, que arriscaram a deportação por tentar criar um sindicato.
  • ‘Contrato-lixo’ (Barcelona, 3 minutos) Finalmente um contrato na Starbucks, mas algo cheira mal…
  • ‘MayDay Barcelona’ (Barcelona, 9 minutos) Videoclip da parada na Catalunha.

A projecção começa pontualmente (parece um filme!) às 21:30h.

19 março 2007

Revista "aguasfurtadas". Agora também em Lisboa.


Aproveite para conhecer a nova "aguasfurtadas" 10.

Poemas de Angélica Freitas (com introdução de Ricardo Domeneck), Rogério Rôla (com introdução de Margarida Vale de Gato), Vítor Oliveira Jorge, Pedro Amaral, Gez Walsh (com tradução de Hélder Moura Pereira), Stéphane Mallarmé (com tradução de Manuel Resende) e William Shakespeare (com tradução de Manuel Resende).
Contos de António Gregório e Luís Graça.
Ensaios de Manuel António Pina, Tiago Bartolomeu Costa e Samuel Silva.
Ensaios sobre música de João Pedro d'Alvarenga e Nuno Peixoto de Pinho.
E ainda um texto de Óssip Mandelstam, com tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra.
Ilustrações de Arff, Ana Justo, João Marçal, Francisco Cruz, Pedro Augusto, Scotch, Ana Xé Ribeiro e Agostinho Santos (com texto introdutório de André Sousa Martins).
Fotografias de Ângelo Fernandes, Filipe Silva, Luís Duarte, Hélio Mateus, Sofia Serrão e Fátima Séneca.
BD de Jorge Soares.
Partituras de Ângela Ponte e Nuno Estrela.

A primeira apresentação deste número 10 terá lugar no próximo sábado, dia 24 de Março, às 16h00, nos Espaços JUP (Rua Miguel Bombarda, 187), no Porto.

18 março 2007

A Guerra é para homens !?.....


e é uma coisa bem mázinha não?....

War, huh, yeah
What is it good for
Absolutely nothing
Uh-huh
War, huh, yeah
What is it good for
Absolutely nothing
Say it again, y'all

War, huh, good God
What is it good for
Absolutely nothing
Listen to me

Ohhh, war, I despise
Because it means destruction
Of innocent lives

War means tears
To thousands of mothers eyes
When their sons go to fight
And lose their lives

I said, war, huh
Good God, y'all
What is it good for
Absolutely nothing
Say it again

War, whoa, Lord
What is it good for
Absolutely nothing
Listen to me

War, it ain't nothing
But a heartbreaker
War, friend only to the undertaker
Ooooh, war
It's an enemy to all mankind
The point of war blows my mind
War has caused unrest
Within the younger generation
Induction then destruction
Who wants to die
Aaaaah, war-huh
Good God y'all
What is it good for
Absolutely nothing
Say it, say it, say it
War, huh
What is it good for
Absolutely nothing
Listen to me

War, huh, yeah
What is it good for
Absolutely nothing
Uh-huh
War, huh, yeah
What is it good for
Absolutely nothing
Say it again y'all
War, huh, good God
What is it good for
Absolutely nothing
Listen to me

War, it ain't nothing but a heartbreaker
War, it's got one friend
That's the undertaker
Ooooh, war, has shattered
Many a young mans dreams
Made him disabled, bitter and mean
Life is much to short and precious
To spend fighting wars these days
War can't give life
It can only take it away

Ooooh, war, huh
Good God y'all
What is it good for
Absolutely nothing
Say it again

War, whoa, Lord
What is it good for
Absolutely nothing
Listen to me

War, it ain't nothing but a heartbreaker
War, friend only to the undertaker
Peace, love and understanding
Tell me, is there no place for them today
They say we must fight to keep our freedom
But Lord knows there's got to be a better way

Ooooooh, war, huh
Good God y'all
What is it good for
You tell me
Say it, say it, say it, say it

War, huh
Good God y'all
What is it good for
Stand up and shout it
Nothing

EDWIN STARR - "War"

15 março 2007

Fotografia

Nan Goldin, 2001

14 março 2007

O novo Tarantino/Rodriguez


A Não Perder.... !!!!

O site oficial merece uma longa e prolongada visita enquanto ainda não podemos ter o prazer de nos deliciarmos com mais uma obra conjunta onde vale tudo desde zombies a mulheres com uma arma no lugar da perna.

13 março 2007

12 março 2007

Fantasmas de Abu Ghraib


Há quem diga que a vergonha da guerra dos norte-americanos no Iraque está toda aqui neste documentário da HBO que foi nomeado para o grande prémio do Júri do Festival de Sundance. As torturas e os abusos aos prisioneiros e a obediência cega dos militares à cadeia de comando, a partir de experiências efectuadas na década de 60 pelo exército dos EUA, são o ponto de partida para este filme a merecer reflexão de todos. Vê aqui a entrevista com a realizadora, Rory Kennedy.
Via Blocomotiva

Site do documentário
Entrevista com a realizadora,
Rory Kennedy

09 março 2007

Homophobia, this is what it looks like!


Arrancou na Polónia mais uma campanha contra a homofobia, levada a cabo pela ONG polaca Kampania Przeciw Homofobii. Há uma semana atrás foram espalhados por toda a Varsóvia, e pelos media, grandes posters, onde apenas se podia ler, em letras garrafais: “Estás a olhar pra onde, ó maricas?” e “Estás a olhar pra onde, ó fufa?”. Fundo preto, nada mais. O espanto gerou-se. Hoje, o segredo foi finalmente revelado.
Os cartazes foram substituídos por dois outros, com a foto de um activista em tamanho real (homem ou mulher, consoante o caso), sobre a qual se pode ler: “Maricas. Ouço-o todos os dias. O ódio magoa.” e “Fufa. Ouço-o todos os dias. O ódio magoa.”
A ideia é ser simples. Não se usa um termo complexo como homofobia, mas sim as suas implicações reais em quem o sente. Os “insultos” utilizados pretendem ilustrar a homofobia diariamente sentida, ainda que sob diversas manifestações. A expressão “O ódio magoa.” expressa as ramificações do discurso do ódio e da violência, “dando uma cara” às vítimas – nas quais geralmente se pensa em abstracto. Os rostos da campanha são dois activistas da ONG, homossexuais e polacos. Nada mais directo, portanto.
Note-se que a Polónia tem um longo historial homofóbico, não cumprindo sequer as exigências da UE no que se refere à discriminação com base na orientação sexual.
Ainda este mês o presidente polaco Kaczynski afirmou, durante uma visita de Estado à Irlanda que “o aumento da homossexualidade levaria ao desaparecimento da raça humana”.
A parada gay foi proibida na Polónia durante dois anos seguidos (2004 e 2005), alegando-se que “a promoção pública da homossexualidade” não devia ser permitida. Foi finalmente autorizada em 2006, mas só após o assunto ter sido levado ao Tribunal Constitucional. Ainda assim, foi marcada para o mesmo dia uma contra-manifestação do partido da Liga das Famílias Polacas (em coligação no Governo). Anos atrás, uma manifestação deste cariz, à qual se juntaram grupos de skinheads, terminou com grande violência e agressões aos manifestantes.
Num ambiente hostil como a sociedade polaca, dar a cara numa campanha destas, sendo cidadão polaco, não é tarefa fácil ou isenta de riscos. Todo o apoio que lhes possamos nunca será, por isso, demais.

Site da Kampania Przeciw Homofobii
Blog Stop Homophobia Kampania
Blog gregswarsaw

08 março 2007

Música do Dia.....

Antony and the Johnsons-You Are My Sister

Leitura do Dia.....


Para ler de A a Z, de Aborto a Voz. Leitura e consulta indispensável para quem estuda sobre o assunto, sobre quem quer saber mais um bocadinho e para todos e todas os/as curiosos/as.

Mais info e encomendas em Edições Afrontamento

Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março de todos os anos. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos económicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.

A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão económica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários. As protestantes foram trancadas no interior da fábrica pelos patrões e pela polícia. Estes mesmos atearam fogo no prédio. 129 trabalhadoras morreram carbonizadas.

(Não deve ser confundido com o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, mas foi em 25 de Março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras).

Muitos outros protestos se seguíram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher serviram de estopinha para a Revolução russa de 1917. Depois da Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a sua vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a sua simpatia ou amor pelas mulheres da sua vida — um tanto semelhante a uma mistura dos feriados ocidentais Dia das Mães e Dia dos Namorados. O dia permanece como feriado oficial na Rússia (bem como na Bielorrússia, Macedônia, Moldávia e Ucrânia), e verifica-se pelas ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres (quaisquer mulheres). Quando a Tchecoslováquia integrou o Bloco Soviético, esta celebração foi apoiada oficialmente e gradualmente transformada em paródia — ver MDŽ.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

Via Wikipédia - Dia Internacional da Mulher

07 março 2007

Já temos lei ....


A nova Lei do aborto foi hoje aprovada na especialidade, na Comissão de Assuntos Constitucionais, com os votos a favor do PS, PCP, BE e Verdes. Apenas os partidos da direita e a deputada independente do PS, Maria do Rosário Carneiro, opuseram-se ao conteúdo do diploma. O PSD viu negada a sua pretensão de obrigar a mulher a ser informada sobre "regimes de adopção". De acordo com a proposta aprovada, nenhum serviço hospitalar se pode declarar objector de consciência. Amanhã, dia internacional da mulher, o parlamento vai proceder à votação final global. O prazo para a regulamentação é de 60 dias.

Projecto de lei aqui

06 março 2007

Que caminhos para a luta feminista?


De onde vimos, para onde vamos
depois do Referendo
que caminhos para a luta feminista?

sexta, 9 de Março, 21h30
na R. da Torrinha, 151

A luta pela despenalização do aborto é uma reivindicação antiga dos movimentos feministas. A recente vitória do SIM foi um passo marcante que afrontou o conservadorismo do país. Mas que outras janelas para as lutas das mulheres abre esta vitória? E como vai mudando o discurso feminista ao longo dos tempos? Quais foram os caminhos percorridos para chegarmos até aqui? E fará sentido falar hoje de feminismo? Qual poderá ser uma agenda mobilizadora para as lutas pela igualdade no período pós-referendo?

Os jovens do Bloco promovem um debate aberto a diferentes gerações e protagonistas das lutas das mulheres, com percursos diversos. Um debate com bloquistas e não bloquistas, aberto a todos, mulheres e homens, de todas as idades. Esperamos também poder contar contigo.

Com:
Andrea Peniche - dirigente do BE
Cecília Costa - Médicos pela Escolha
Marta Costa - Rede de Jovens para a Igualdade entre Mulheres e Homens
Regina Guimarães - escritora
Vânia Martins - psicóloga

05 março 2007

Ser Moderno


SER MODERNO
mínimas reflexões sobre a modernidade

Ângelo Ferreira de Sousa

MAD WOMAN IN THE ATTIC

Inauguração
10 de Março (sábado)
a partir das 16h

Rua de Alves Redol 407, 5ºDir.
4050-043 Porto

madwomaninthe.blogspot.com

www.angeloferreiradesousa.net

04 março 2007

CDS / PT


Depois da OPA hostil lançada por Paulo Portas à Direcção do partido será que vão desblindar os estatutos ?

Via Arrastão

O CORPO ENTRE LEIS E LUTAS


IVG
O CORPO ENTRE LEIS E LUTAS


com:
Fernanda Câncio
Maria José Alves
Ana Matos Pires
André Pirralha
Miguel Vale de Almeida

Quinta-feira, 8 de Março, às 21H30
Dia Internacional da Mulher

no
FRAGIL
Rua da Atalaia 126, Bairro Alto, Lisboa
info@fragil.com.pt

02 março 2007

A REDE convida para dia 8 de Março


A Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens (REDE) vai realizar uma Tertúlia no próximo dia 8 de Março denominada Tertúlia "8 de Março 2007" Obrigatório Igualdade pelas 21h30, em Lisboa, no bar da Associação Loucos e Sonhadores, Travessa do Conde de Soure, nº 2, ao Bairro Alto, na qual será, também, divulgada a Campanha Obrigatório Igualdade.
A Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade entre Mulheres e Homens e a Associação Loucos e Sonhadores convidam-te para a Tertúlia e divulgação da Campanha "Obrigatório Igualdade".

O ambiente descontraído de uma saída nocturna, aliado a boa música, no dia Internacional da Mulher e num momento em que se assinala o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos/as é o mote para o convite que lançamos; fazemos-te, no entanto, um repto, o de levares algo que simbolize para ti o 8 de Março: um poema, uma canção, uma fotografia, um artigo de jornal, o que entenderes... Até já!

A entrada é livre mas sujeita a número limitado de lugares.

Informações por e-mail até 7 de Março às 24:00 para:
geral@redejovensigualdade.org.pt
redejovensigualdade.org.pt

01 março 2007

Viva a liberdade ! - a história de um povo "livre"


Iraque: Soldados americanos invadem sindicato dos jornalistas

Soldados americanos assaltaram a sede do Sindicato dos jornalistas iraquianos no centro de Baghdad. Segundo a International Press Service (IPS), 10 guardas foram presos, e 10 computadores e 15 pequenos geradores destinados a famílias de jornalistas mortos foram apreendidos. «Eles mataram colegas nossos, encerraram jornais, prenderam centenas de jornalistas, e agora acertam-nos no coração com rusgas na nossa sede. Esta é a liberdade de expressão que recebemos», reagiu Youssif al-Tamini, membro do Sindicato de Jornalistas Iraquianos. Esta não a primeira vez que as tropas americanas atacam jornalistas no Iraque, só que agora atingiram o maior símbolo da imprensa iraquiana. Muitos iraquianos acreditam que os EUA fizeram tudo o que puderam para manter calados os jornalistas em relação aos erros da ocupação americana. Em declarações à IPS, Youssif al-Tamini, do Sindicato de jornalistas Iraquianos, declarou: «Os americanos enviaram-nos muitas mensagens, mas nós recusámo-las» E acrescenta: «Eles mataram colegas nossos, encerraram jornais, prenderam centenas de jornalistas, e agora acertam-nos no coração com rusgas na nossa sede. Esta é a liberdade de expressão que recebemos»
Para o jornalista Ahmad Hassan «os americanos não aprenderam ainda que os jornalistas iraquianos levantarão a sua voz contra estes actos e vão manter a sua promessa de mostrar toda a verdade ao povo iraquiano»
Alguns jornalistas sustentam que o governo iraquiano deu o seu aval aos militares americanos para agirem sobre instituições e pessoas que não sigam as ordens do Primeiro Ministro Iraquiano Nouri al- Maliki`s
O incidente ocorreu apenas dois dias depois de o Sindicato de Jornalistas ter sido reconhecido formalmente pelo governo iraquiano. O seu novo estatuto permitiu ao Sindicato aceder às contas bancárias anteriormente bloqueadas, tendo então comprado novos computadores e equipamento de satélite.
Adam White, da Federação Internacional de jornalistas, avisa: «Qualquer jornalista que não apoie a política dos EUA está em risco», acrescentando que «nos últimos três anos foram mortos mais de 120 jornalistas iraquianos»
Num relatório elaborado pela organização «Repórteres sem fronteiras», em material de liberdade de imprensa, o Iraque passou da 130ª posição no tempo de Saddam, para a posição nº 154 nos dias de hoje.
Mansoor Salim, um jornalista iraquiano reformado, remata: «Que estúpidos fomos ao acreditar nas afirmações sobre liberdade da administração Americana. Admito que fui enganado».

Panteras à solta no Porto


Mais info aqui ----> http://www.panterasrosa.blogspot.com/