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23 fevereiro 2010

Fantasporto 2010


Já está nas ruas do Porto e já arrancou ontem no Rivoli.
Para não perderem pitada e para saberem o que por lá passa deixo-vos o link para o blogue da parceria Rascunho e JUP (Jornal Universitário do Porto), onde também escreverei umas coisas e deixarei umas fotografias.... mas só se se portarem mal ;)

18 julho 2009

Nel Monteiro e Edgar Pêra uma mistura explosiva

26 maio 2009

Porque é que eu acho as viagens na CP aborrecidas...


... ou uma homenagem aos novos canais do pacote base da MEO.
Indy mood !

05 maio 2009

Vasco Granja - Hoje e Sempre



16 abril 2009

120 anos de mestria - Sir Chaplin

Se fosse vivo, Charles Spencer Chaplin faria hoje 120 anos. Contudo, julgo que ganhou, de alguma forma, a imortalidade, já que modelou de uma forma indelével aquilo a que chamamos cinema - as imagens em movimento.
A ele lhe devemos a concepção perfeccionista de O Circo, a sátira mordaz de A Quimera do Ouro, a audácia crítica de O Grande Ditador, a lucidez de Tempos Modernos.
Mas, se não quisermos entrar em considerações mais aprofundadas sobre a sua arte e o modo como influenciou tantos outros, desde Jacques Tati a Rowan Atkins, resta-nos ainda a imagem de Charlot, o vagabundo trágico-cómico mas nunca patético, sempre pronto a dar uma pontapé na adversidade, a sacudir a poeira dos sapatos e a seguir em frente com o seu eterno espírito de sobrevivência e alegria de viver. Como eterno será para a arte que ajudou a nascer.


10 abril 2009

O Gato dá-nos Espectáculo


A Sociedade do Espectáculo - Filme
(1973)
Guy Debord

Sábado, 18 de Abril, 18h
Gato Vadio - Porto
Rua do rosário, 281

Entrada livre

08 abril 2009

Porto 7 muda-se para o Soares dos Reis


À segunda volta, o Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto passa do vetusto e modesto Centro Católico Operário para o Museu Nacional Soares dos Reis. A mudança de casa «mostra o reconhecimento da importância de um festival como o Porto7 para a cidade», analisa o director, Francisco Lobo de Ávila, por escrito para o RASCUNHO.
As datas são antecipadas para o festival decorrer de 10 a 14 de Junho. Na edição de estreia, coincidiam com as festas de S. João. (E foi de propósito: «Quisemos aproveitar para mostrar a quem nos visitou, vindo de fora, como é que festejamos a data, de forma tão singular».) Agora, calha no S. António. (E calha não é maneira de dizer, calha mesmo: o objectivo, foi aproveitar os feriados nessa semana e tornar mais fácil a deslocação e disponibilidade do público», confidencia Lobo de Ávila.).
As sardinhas, a aguardente e o Vinho do Porto não estão em perigo. Mas isto é pensar demasiado à frente no calendário. Para já, é tempo de inscrições – que dura até 5 de Maio. Há três categorias competitivas: na internacional distribuem-se prémios para melhor curta-metragem, argumento original, actor e jovem realizador (até aos 30 anos); na de curtas Porto7 distingue-se a melhor peça de ficção que tenha a Invicta como tema; e, por fim, a secção dedicada aos videoclips musicais.

24 março 2009

The Little Man


Mathias de 8 anos, está a escrever uma composição intitulada "Como entender as mulheres." Obviamente, o tópico não é o mais fácil de resolver. Uma curta-metragem bem pensada e bem concretizada para matar aquele tempinho com qualidade.

11 março 2009

Dia Internacional da Mulher (Fora de Horas) no SOS Racismo Porto


Clique na imagem para aumentar

Sobre o filme:

Segundo as crenças hindus, quando uma mulher se casa, converte-se em metade do marido. Portanto, se ele morre, considera-se que metade da mulher também morre. Os livros sagrados dizem que uma viúva tem três opções: casar-se com o irmão mais jovem do marido, arder com o marido ou levar uma vida de total abnegação. A família de Chuyia, uma criança de oito anos que se torna viúva no próprio dia do casamento, decide por esta última opção. Chuyia vai viver para um lar de viúvas, privada de qualquer regalia social, sonho ou esperança.
Água, o mais recente filme de Deepa Mehta, completa a trilogia da realizadora indiana, iniciada pelos filmes "Terra" e "Fogo".
A história decorre em 1938, na Índia colonial, em pleno movimento de emancipação liderado por Mahatma Gandhi. No lar das viúvas, liderado pela desprezível Madhumati, que entrega as mulheres mais jovens para a prostituição, em troca de marijuana, Chuyia conhece a doce Kalyani. As duas tornam-se amigas e cúmplices na dor e no desespero.
A água é o elemento da natureza mais constante neste filme. É na orla do rio que as viúvas se purificam e rezam. É aqui que muitas delas decidem morrer. É também junto ao rio que Kalyani conhece Narayan, um jovem idealista, seguidor de Gandhi, pertencente à casta social mais alta da Índia. Estudante de direito e entusiasta da revolução protagonizada por Gandhi, o jovem está disposto a quebrar os limites impostos por uma tradição secular. Tendo como mensageira a pequena Chuyia, o amor proibido entre Kalyani e Narayan poderá florescer.
Deepa Mehta comoveu-se com a situação precária das viúvas indianas. Segundo os censos de 2001, existem cerca de 34 milhões de viúvas neste país, a viverem em condições miseráveis, de acordo com um texto religioso que conta com mais de dois mil anos de vida.
Depois de um grupo de fundamentalistas hindus terem destruído por completo o cenário onde a realizadora estava a filmar, na Índia, Deepa Mehta recriou a cidade de Varanasi e o rio Ganjes no Sri Lanka. No elenco, conta-se com a beleza de Lisa Ray, com a super estrela de Bollywood, John Abraham, e com a sensibilidade e ternura de Sarale. Esta a criança de sete anos, nascida no Sri Lanka, descoberta por Deepa Metha, que nunca tinha actuado antes, não sabia uma palavra de indiano ou de inglês. Aprendeu as palavras foneticamente, com a ajuda de um tradutor.
Terminar "Água" foi difícil, mas era uma missão pessoal para a realizadora.

07 março 2009

Sita sings the blues


Um filme de animação que combina uma história mitológica indiana com um espectáculo de marionetas, interlúdios musicais com a voz da cantora de jazz Annette Hanshaw e cenas da vida da própria autora, Nina Paley. Os estilos visuais variam consoante a história, mas tudo foi gerado em computador a 2D. Sita é uma deusa que foi separada de seu Senhor e amado marido Rama. Nina Paley é um animadora cujo marido mudou-se para a Índia e desde então comunicam-se por por email. Três personagens narram tanto tragédia antiga e moderna comédia nesta maravilhosa interpretação em animação do épico indiano Ramayana. Levado ao som de jazz dos anos 20’s de Annette Hanshaw, Sita Sings Blues conta uma estória da cultura Indiana envolvente e colorida.

Apesar de já ter recebido alguns prémios ainda não houve vontade de o colocar no mercado comercial. À falta de vontade das distribuidoras e com a vontade do público a realizadora colocou o filme na versão integral na internet para toda a gente. Podem vê-lo aqui

06 março 2009

10 anos depois da sua morte... o cinema possível


as obras continuam a falar pelo autor





Uma montagem dos seus filmes e um pequeno documentários sobre o realizador


28 fevereiro 2009

Palermo Shooting – um ensaio sobre a imagem


Palermo Shooting não é só um filme. Da forma como foi pensado pelo realizador como o fim para o qual foi pensado transformam-no quase automaticamente num filme de culto. Um filme com uma fotografia exemplar pensado quase fotograma por fotograma, sensível ao movimento e com um ritmo lento mas propositado para nos arrastar para a forma como sentimos a passagem do tempo. Os ingredientes estão todos lá e passando pela homenagem até ao ponto do ensaio, as referências para a filosofia inerente ao acto da captação de imagem agiganta-se sobre o público causando um rol de sensações que nos acompanham por muito tempo depois de sair da sala. Bergman e Antonioni são assumidos mas há no filme muito mais. Há Dziga Vertov no Homem por trás da Camera de Filmar, há Barthes na procura do entendimento entre o fotógrafo e o objecto. Há um pouco de nós todos e não foi por acaso que na apresentação do filme Wenders disse que era o primeiro filme interactivo a passar pelo Fantasporto.
A história do filme é simples. Um fotógrafo famoso de renome mundial quer nas artes como na moda, Finn leva uma vida agitada, dorme pouco, o telemóvel nunca pára de tocar e a música dos seus auscultadores são a companhia mais constante e que lhe dão o poder de se isolar completamente do mundo. Na verdade a música é o primeiro tijolo na construção de um mundo só seu que tenta recriar nas fotografias que faz. A verdade fotográfica e a manipulação, o drama do fotógrafo perante a impossibilidade de capturar o momento e a preocupação atenta com o que rodeia caracterizam esta personagem tipo com a qual é fácil, para qualquer fotógrafo, se identificar.
Subitamente, a sua vida fica fora de controlo, uma viagem que o transporta para fora de si mesmo leva Finn a partir e deixar tudo para trás. A sua viagem leva-o de Dusseldorf até Palermo. Aí, vê-se perseguido por um misterioso atirador que o segue com um propósito de vingança.
Sobre o resto, conta-lo seria um spoiler. O melhor conselho é que o vejam atentamente e o interpretem da forma que o realizador nos aconselha: sintam-se atingidos pelo shoot deste filme e interajam com ele.

Também podem ler o artigo e outros mais no especial Fantasporto da Rascunho.net


Palermo Shooting de Wim Wenders



Fotos: Pedro Ferreira

Wim Wenders no Fantasporto. Sobre o filme: completamente sem palavras. Poesia, fotografia, essência e tantas coisas que as palavras não me chegam neste momento...

27 fevereiro 2009

@ Fantasporto: amanhã a não perder...


Sexykiller

Palermo Shooting

26 fevereiro 2009

Hansel & Gretel, um conto fantástico


Um jovem nervoso fala ao telemóvel e tem um acidente de carro. O principio poderia ser uma qualquer banal história de drama. Quando acorda do acidente é conduzido por uma angelical jovem até uma casa onde tudo é demasiado e assustadoramente infantil. Por toda a casa brinquedos, as refeições são sempre doces e quando algo parece correr mal rapidamente é resolvido de forma misteriosa por uma das crianças. Eun-Soo passa todo o filme a tentar fugir daquela casa mágica mas a floresta trá-lo sempre de volta. Nunca se resignando ao que parece ser o seu destino vai confrontando os miúdos com os acontecimentos que se desenrolam quer no tempo do filme quer pela introdução de histórias em subtexto. A morte de todos dos adultos que passam pela casa, os labirintos que se reproduzem da floresta até ao sótão da casa deixam antecipar a trágica história daqueles três irmãos. No fim Eun-Soon percebe que ele próprio é personagem daquela história que salta de um livro infantil para a realidade. Ele próprio herói faz um exercício catártico da sua vida e percebe onde é o seu verdadeiro lugar encontrando assim a sua fuga daquela casa.
Na base deste filme o imaginário dos contos infantis não só de Grimm mas de toda uma estética associada a este tipo de contos. Lim Pil-Seong é o realizador deste filme que conseguiu atrair a critica e ser nomeado como o stand-out coreano deste ano. A sugestão de violência é sempre psicológica contrariando o que são alguns exemplos a que estamos habituados a ver do cinema coreano. São 116 minutos bastante intensos e emocionais com um excelente trabalho de fotografia e uma banda sonora que nos embala transportando-nos para dentro do filme.

Também pode ler e acompanhar no especial Fantasporto da rascunho.net

23 fevereiro 2009

Got Milk


A noite passada salva por este filme....

22 fevereiro 2009

Vanaja - para abrir o apetite

Vanaja – uma história de castas


Pensado como trabalho de conclusão de curso na Universidade de Columbia do realizador Rajnesh Domalpalli Vanaja é a história de uma menina com o mesmo nome a entrar na adolescência. A descobrir o mundo e a descobrir o seu corpo vive numa situação financeira difícil. Carregando a responsabilidade de sustentar o seu pai viuvo, pescador e alcoólico cedo abandona a escola e vai trabalhar para uma senhoria. Encantada com as danças Kuchipudi e com a esperteza de uma menina adulta consegue convencer a sua senhoria a ensina-la musica e a dançar. Quando tudo parecia correr bem é com a entrada do filho da senhoria que tudo complica. Violada e grávida fica à mercê da sua própria sorte contrariando o que lhe tinha sido dito numa leitura de mão. Astuta tenta ir recuperando a parte da sua vida que a faz mais feliz – a dança mas as contrariedades não param e aprisionada pela sua situação social vê a sua tragédia pessoal culminar na morte do pai.
Este filme é um excelente retrato de uma Índia rural e do seu sistema de castas. O argumento faz lembrar dos caracteres de Dickens. A pobre menina acolhida pela família rica é também um grampo de ficção vitoriana. Mas Vanaja vive sempre no momento, crescendo a partir de uma história simples para o complexo, proporciona-nos uma heroína. Vanaja não sendo o típico filme indiano termina de uma maneira muito indiana, confiando na sorte e na fortuna, acreditando que há uma maré nos assuntos dos homens.

Também pode ser lido no especial Fantasporto da Rascunho.net

Walled In – o Grande Arquitecto @ Fantasporto


Walled In, baseado no romance “Os Emparedados” do francês Serge Brussolo, é levado a cena com o realizador Gilles Paquet-Brenner. Um thriller psicológico que conta com a participação de Misha Barton conhecida em Portugal pela sua participação na série de televisão “O.C.”, que desempenha o papel de um recém formada engenheira enviada para a sua primeira demolição sob alçada de uma empresa da sua família. Mas o edifício que lhe calha como primeiro trabalho não é um qualquer. Um prédio enigmático com uma arquitectura fascinante envolto numa história de assassinatos em série em que as vitimas foram emparedadas dentro do próprio edifício. O arquitecto supostamente também encontrado entre as vitimas tratar-se-ia de um génio, visto que nenhum dos seus edifícios teria alguma vez caído resistindo inclusive a terramotos.
O enredo em torno dos segredos de um prédio joga com a sugestão de um mundo aparte. Construído sobre um pântano numa zona remota onde o hotel mais próximo fica a 75 km somos levados à comparação com o mundo egípcio, quer pela ideia do arquitecto, sempre presente na história que é quase figurado como uma espécie de Deus que controla a vida das pessoas que lá vivem mesmo sem uma existência física, quer pelos corredores, quartos e pela entrada do próprio prédio que nos leva através da fotografia e da iluminação para um espaço semelhante ao de uma pirâmide.
Num Fantasporto que inaugurou com um ciclo dedicado à arquitectura de futuro este filme teria tido lá também o seu espaço, não só pelos conceitos de energia e de aproveitamento de energia nas construções mas como pelo papel do rito e do ritual a que o papel do arquitecto está tantas vezes associado.

Também pode ser lido no Especial Fantasporto da Rascunho.net

18 fevereiro 2009

Plympton, ainda mais um pouco nas noites de cinema



Podem ainda assistir a uma entrevista de 22 minutos (parte 1 + parte 2) com Plympton, que foi exibida no programa “One on One” da Al Jazeera (ingl.) no dia 16 de Janeiro de 2009.
É muito boa a entrevista. Uma parte interessante que mostra uma nova maneira de ver as suas criações é quando ele justifica porque faz frame por frame as suas animações, além de contar que se diverte muito a faze-lo, completando: “Os personagens são como os meus bonecos e eu sou como Deus, criando um mundo e controlando o que essas pessoas estão a fazer”.