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20 novembro 2008

Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance)


As Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, resolveram comemorar o Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance).
A iniciativa visa contribuir para que a memória das pessoas vítimas da transfobia possa prevenir mais violência. Os postais serão distribuídos à comunidade trans, nomeadamente aquela mais desprotegida e que trabalha na rua assim como a informação dos contactos institucionais a que as vítimas de situações de agressão devem recorrer.

Pela primeira vez celebrado em 1998, o dia internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance) é assinalado a 20 de Novembro e honra aqueles e aquelas que foram assassinad@s ou agredid@s por serem transexuais, ou por o seu comportamento ou aspecto não "encaixarem" nos conceitos que os agressores têm de de homem ou mulher.
A violência transfóbica não se manifesta apenas quando uma pessoa é espancada (Gisberta, Porto, 2006) ou esfaqueada (Rosa Pazos, Sevilha,2008).
Mostra-se também, por exemplo, quando psicopatas, escondidos atrás da sua farda de polícia, raptam pessoas (e não se trata de detenções porque as mesmas não são registadas e careceriam de fundamento legal) para as despir. Revela-se quando é negado o acesso a tratamento clínico por as pessoas que o solicitam serem transexuais ou transgénero (Victoria Arellano, San Pedro, 2007).
E, não menos importante, essa violência ocorre quando a imprensa"apaga" as vidas trans, usando nomes e pronomes incorrectos, que espezinham as identidades e vivências destas pessoas - como aconteceu, por exemplo, com notícias das mortes de Gisberta e Luna, referidas como «homens» apesar dos seus corpos e da facilidade em encontrar pessoas que podem testemunhar que viviam social e psicologicamente como mulheres.

Lista não-exaustiva de vitimas mortais da violência transfóbica durante 2008

8 Janeiro- Patrick Murphy, 39 anos - Albuquerque, New Mexico, EUA – Vários disparos na cabeça.
22 Janeiro, 20 e poucos anos - Fedra - Kota Kinabalu, Malasia – Encontrada morta numa poça de sangue.
23 Janeiro - Adolphus Simmons, 18,anos - Charleston, North Carolina, UEUA – Vitima de disparos enquanto deitava fora o lixo.
4 Fevereiro - Ashley Sweeney - Detroit, Michigan, vítima de disparo na cabeça
10 Fevereiro - Shanesha Stewart, 25 anos - The Bronx, New York, EUA – Apunhalada até à morte.
12 Fevereiro - Lawrence King, age 15 - Oxnard, California, EUA – Assassinado por um colega estudante.
15 Fevereiro - Cameron McWilliams, age 10 - South Yorkshire, England, United Kingdom – Suicídio por enforcamento.
22 Fevereiro - Simmie Williams, Jr, 17 anos - Fort Lauderdale, Florida, EUA – Assassinado por dois pistoleiros.
15 Março - Luna, 41 anos- Lisboa, Portugal – espancada até à morte e deixada num contentor de lixo
26 Março - Felicia Melton-Smyth - Puerto Vallarta, Mexico - Apunhalada.
1 Julho - Ebony Whitaker, 20 anos - Memphis, Tennessee – Vitima de disparos
11 Julho - Rosa Pazos - Sevilla, Spain – Apunhalada na garganta dentro do seu apartamento
17 Julho - Angie Zapata, 17 anos- Greeley, Colorado, EUA – Espancada até à morte
10 Novembro – Dilek – Ancara, Turquia – Vitima de disparos enquanto estava ao volante do seu carro

29 maio 2008

Conversas sobre Poliamor


5 Junho 2008,
20h30
Lisboa, na Cooperativa Cultural Crew Hassan.

Nao interessa se tens uma relação, nenhuma ou muitas. Este encontro vai ser uma troca de ideias sobre:
Poliamor, Não monogamia responsável, Relações não monogamicas, Relações múltiplas, Crítica á monogamia, Cultura galdéria, e muito mais ...

Organizam: Poly-Portugal e Panteras Rosa
Informações: antidote@imensis.net

26 março 2008

Vígilia de homenagem a LUNA


Vigília de homenagem a Luna, transsexual assassinada em Lisboa
4ª feira, dia 26 de Março,
19h, Conde Redondo (esquina com a R. Gonçalves Crespo), em Lisboa.

19 março 2008

Lusitana Homofobia... Garras de fora !!!!


Via:Panteras Rosa

... OU COMO ALGUM COMÉRCIO ROSA NÃO TEM NEM SOLIDARIEDADE, NEM CONSCIÊNCIA SOCIAL, NEM RESPEITO POR QUEM LHE DÁ SUSTENTO, UMA COMUNIDADE QUE HÁ ANOS DECIDIU DEIXAR DE TER VERGONHA DOS SEUS AFECTOS E COMEÇAR A CRIAR OS SEUS ESPAÇOS DE LIBERDADE PORQUE ERA E CONTINUA A SER DISCRIMINADA, QUANDO NÃO AUTO-DISCRIMINADA (QUE A DISCRIMINAÇÃO TAMBÉM TEM DESTES MECANISMOS) .
QUEM TEM VERGONHA DOS SIMPLES AFECTOS ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO, NÃO DEVE LUCRAR COM ELES. QUEM REPRIME SIMPLES GESTOS DE AFECTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO ENQUANTO IGNORA AO LADO EXPRESSÕES DE AFECTO HETEROSSEXUAIS, NÃO TEM O DIREITO DE SE APONTAR "GAY FRIENDLY".
ISSO É INADMISSÍVEL. É INADMISSÍVEL NO CAFÉ LUSITANO NO PORTO, OU EM QUALQUER LUGAR. ERA INADMISSÍVEL HÁ 15 ANOS, QUANDO EM PLENA CRISE DA SIDA OS SUPOSTOS BARES LGBT NEGAVAM AOS PRIMEIROS ACTIVISTAS A MERA DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS, PORQUE SUPOSTAMENTE NÃO ERAM BARES LGBT (e a sida, claro está, era gay!) E ISSO CHOCAVA OS "RESTANTES CLIENTES" (lgbt COM VERGONHA DE O SEREM?) , E É INADMISSÍVEL HOJE, QUANDO ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS NOS PROÍBEM OS AFECTOS, OU QUANDO UMA LESBOA PARTY REAGE DA MESMA FORMA PERANTE UM FOLHETO SOBRE SEXO LÉSBICO MAIS SEGURO (porque é uma festa "apolítica", e o sexo seguro, nisso acertaram, é político).
NÃO O PERMITIMOS EM ESTABELECIMENTOS NÃO-LGBT EM QUE HÁ MANIFESTAÇÕES DE HOMOFOBIA, PORQUE O PERMITIRÍAMOS EM SILÊNCIO NAQUELES QUE SE ANUNCIAM NOS GUIAS INTERNACIONAIS COMO GAY FRIENDLY? FRIENDLY?! FRIENDLY É A LIBERDADE E A NÃO-DISCRIMINAÇÃO. O CAFÉ LUSITANO É HOMOFÓBICO E DISTINGUE OS AFECTOS HOMOSSEXUAIS DOS HETEROSSEXUAIS. O CAFÉ LUSITANO QUE ESCOLHA A POLÍTICA QUE ENTENDER, POIS SEJA. NÓS JÁ ESCOLHEMOS A NOSSA HÁ MUITO TEMPO.

24 fevereiro 2008

Gisberta é recordada como uma mulher belíssima, cordial e dóci


Com uma acção pública no Porto e a participação numa audiência na Assembleia da República , o movimento Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia assinalou, 22 de Fevereiro, o segundo aniversário do assassinato da transexual Gisberta , torturada e lançada a um poço por um grupo de rapazes no Porto, em 2006, dos quais um se encontra em julgamento.
No Porto, as Panteras Rosa realizaram pelas 19:45h, uma acção pública de OCUPAÇÃO CÍVICA do edifício no Campo 24 de Agosto em cujo interior foi encontrado o corpo de Gisberta no dia 22 de Fevereiro de 2006. Uma acção também de ocupação artística, com a colaboração de performers e actores/actrizes da cidade.
Em Lisboa, o movimento foi ouvido, com outros/as associações e activistas, numa audiência parlamentar sobre a realidade, a discriminação e o não-reconhecimento de protecção e direitos às pessoas transexuais ou transgéneros , a convite do Bloco de Esquerda, cuja nota de imprensa divulgamos, por se tratar da primeira consequência política palpável deste crime ocorrido há dois anos: pela primeira vez, um grupo de activistas trans é convidado a exprimir-se no Parlamento, num País que continua a não ter legislação/enquadramento legal deste grupo social nem assume ainda a necessidade de reconhecimento e protecção do direito à identidade de género.

08 fevereiro 2008

Transfobia é estupidez e também é crime !



Começou a ser julgado no Porto um jovem de 18 anos envolvido no assassinado de Gisberta, perpetrado há cerca de dois anos, no parque de estacionamento do prédio inacabado onde a transexual vivia. Em Fevereiro de 2006, Gisberta seria violentamente agredida por um grupo de adolescentes e atirada para um poço, onde morreria afogada. Pela sua idade, o jovem que hoje começou a ser julgado é o único entre o grupo de agressores que vai responder em tribunal como arguido.
O jovem constituído arguido, agora com 18 anos, é acusado de ofensa à integridade física qualificada (três crimes, cada um punível com três a 12 anos de prisão) e de um crime de omissão de auxílio, penalizado com prisão até dois anos ou multa. Os restantes elementos do grupo, na sua maioria internos na instituição católica Oficina de S. José, tinham sido julgados no Verão de 2006 no Tribunal de Menores, por co-envolvimento no caso, e condenados por ofensa à integridade física qualificada, profanação de cadáver tentada e, em alguns casos, por omissão de auxílio, com medidas tutelares de internamento em centro educativo até 13 meses.
Segundo a acusação, em algumas ocasiões "todos os elementos do grupo e o arguido lançaram-se sobre o ofendido e, em conjunto, agrediram-no com paus e a pontapé", salientando que “Enquanto decorriam as agressões, o jovem que agora começou a ser julgado gritava para baixarem as calças ao ofendido porque queria ver se era homem ou mulher". Gisberta viria a morrer após várias agressões e, segundo um perito médico-legal, a morte deu-se por afogamento.
Gisberto Júnior, com 44 anos à altura da sua morte, era natural de Casa Verde, S. Paulo, Brasil, e viveu em Portugal durante 25 anos. Depois da degradação extrema da sua saúde – Gisberta sofria de SIDA e tuberculose - deixou a sua habitação habitual no Porto, para se instalar no parque de estacionamento, onde os menores a iam visitar a agredir.
O assassinato de Gisberta provocou um forte movimento de solidariedade por parte de associações de defesa dos direitos dos homossexuais e dos direitos humanos, tendo-se realizado manifestações em vários pontos do país.

22 novembro 2007

ORGULHO !


Este blogue apoia a campanha da cerveja TAGUS, lançada hoje em http://www.orgulhohetero.com/ . Aproveitamos este apelo e o das Panteras Rosa e lançamos uma campanha paralela fazendo também um apelo à imaginação.


Prometemos para breve umas novas imagens! Para já fica o banner na coluna lateral --->

Mais sobre esta campanha em:
www.orgulhohetero.org
www.orgulhohetero.net



Orgulho de Quê?

Nós, lésbicas, gays, bisexuais, transgéneros (LGBT) e outr@s rebeldes sexuais, temos orgulho de enfrentar as consequências de não escondermos a nossa identidade sexual ou de género. Temos orgulho de termos sobrevivido à nossa orientação sexual ou identidade de género fora da norma numa sociedade que nos condena ao silêncio e à vergonha (muit@s não sobreviveram). Nas nossas marchas, celebramos o orgulho de quem recusa a carga moral de culpabilidade que nos é imposta, quando seria tão fácil continuarmos a esconder os nossos desejos e apenas fingirmos "ser normais".
Não estamos orgulhosos da nossa orientação sexual, deixamos isso – e quaisquer definições de "normalidade" – para heterossexuais homófobos. Temos orgulho, sim, de escolhermos vivê-la, mesmo quando isso faz de nós alvos de discriminação e violência. Temos orgulho por oposição à vergonha. Temos orgulho nas lutas de longo prazo que tant@s travaram e
travam contra a criminalização ou medicalização das nossas identidades e pela construção árdua dos nossos movimentos sociais.
Temos orgulho na força, no esforço, nos sacrifícios que tantas pessoas LGBT assumiram ao longo da História para sair do armário e exigir dignidade. Temos orgulho na imensa variedade das nossas expressões e formas de expressão. O orgulho LGBT é necessário como o "black is beautiful" foi necessário nos anos 60 norte-americanos: como então, muit@s de nós continuamos a sentir culpa, vergonha e auto-depreciação por aquilo que somos. Sem orgulho, as novas gerações LGBT em tantos países estariam condenadas à mesma existência clandestina que os seus predecessores combateram. No processo da sua auto-descoberta, muitas gerações têm tido, pela primeira vez, a possibilidade de crescerem como LGBT com referências positivas do que isso significa, e com menos referências negativas.
Nenhum outro motivo senão Orgulho motivou a histórica revolta de Stonewall - na origem do actual movimento lgbt -, quando o desejo de dignidade se traduziu em resistência à violência policial. Quando a nossa vida pessoal condiciona os nossos direitos cívicos, deixa de ser "privada" e torna-se "política". E precisamos de ser visíveis hoje para que amanhã não tenhamos necessidade disso, quando as pessoas deixarem de ser definidas com base na sua identidade sexual ou de género.
"Dar a cara" continua, infelizmente, a ter consequências negativas. Mas é mesmo por isso que é preciso que cada vez mais gente saia do armário ou, pelo menos, se envolva com o associativismo LGBT: para inverter essa situação injusta. Para que um dia "dar a cara" seja tão natural como lavar os dentes e seja tão banal que não acarrete discriminação.

A homofobia é um sistema político na sociedade actual. O orgulho, uma arma contra a violência homofóbica.

Panteras Rosa

07 julho 2007

06 julho 2007

Porque marchamos amanhã.... 07-07-07


07-07-07
Praça da República - 15h00
2ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto

Vem e traz um@ amig@

01 março 2007

Panteras à solta no Porto


Mais info aqui ----> http://www.panterasrosa.blogspot.com/

22 fevereiro 2007

Um ano depois do assassinato da transsexual Gisberta

Tudo na mesma.

Faz hoje um ano desde que foi encontrado o corpo de Gisberta, transsexual, toxicodependente, seropositiva, prostituta e imigrante brasileira, que sucumbiu a três dias de tortura e sevícias sexuais e posterior afogamento, ao ser lançada a um poço por um bando de rapazes no Porto. Um ano passado, fala-se de um crime que "chocou o País". E não é verdade: um país chocado, é um País que reage e previne. E não foi assim.
O problema está em que o referido "choque" foi limitado à jovem idade dos autores deste crime (eles próprios vítimas de injustas políticas sociais e de desprotecção de menores), e não se estendeu à perda de uma vida, à exclusão social extrema em que esta vítima mortal estava encurralada, e sobre a qual, um ano depois, praticamente nenhuma intervenção teve lugar, e nada de concreto se alterou. O País pode, portanto, acertar os relógios e continuar a contar os dias até à próxima Gisberta, talvez menos mediática mas nem por isso menos certa. Aliás, o País queria esquecer e já esqueceu.
Um ano depois, temos uma sentença judicial ignóbil que responsabiliza os jovens em causa por agressão mas que os iliba do assassinato e da tortura, sustentando que a vítima morreu por culpa da água em que se afogou. Gisberta morreu assassinada mas ninguém a assassinou, tal como às restantes transsexuais que têm tido sorte semelhante e cujos casos não vêm a público. Por outras palavras, podem matar-se transsexuais, porque isso não tem em si consequência jurídica.
Um ano depois, a protecção legal de pessoas como Gisberta continua inexistente, e as condições de marginalização de grande parte da população transsexual continuam intocadas porque os decisores políticos e o Estado continuam a fugir às suas responsabilidades, tal como aliás no que toca também à população homossexual:
Num país campeão da violência sobre menores, o sistema de "guarda e protecção de menores" continua sem medidas de reforma para que seja mais do que um armazém de crianças e jovens, das quais metade entregues a instituições religiosas, sem contexto emocional ou educativo .
Continua ausente da discussão política o reconhecimento do direito à identidade de género e a protecção legal da população trans contra a discriminação e a violência, no sentido do que legislaram já a Espanha ou a Inglaterra.
Os/as transsexuais continuam sujeitos/as a um processo médico abusivo e mesmo, os transsexuais masculinos, à esterilização forçada, para poderem alterar os seus nomes no BI . Continuam impedidos/as de ver alterado o seu género noutros documentos de identificação, com prejuízo evidente das suas oportunidades de acesso ao emprego .
Nada se fez para limitar o impacto da exclusão social da maioria da população transsexual. A primeira violência de que esta é vítima, é institucional e legal.
Numa altura em que a política institucional volta a adiar o reconhecimento do direito ao casamento civil para os casais do mesmo sexo, lembremos que em Portugal ainda estamos na fase de debater medidas que poderiam significar a diferença entre a vida e a morte.
Quando alguma agenda política e mediática tende a resumir ao tema do "casamento" as reivindicações do movimento Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT), o caso de Gisberta Salce Júnior aí está para nos lembrar e não deixar esquecer que em Portugal a homofobia e a transfobia continuam regra, que a verdadeira fractura social está na discriminação, e não no reconhecimento de direitos à população LGBT.
Sobretudo, que no combate a estas discriminações, temas como o do casamento civil são "parte" mas não "o todo", porque está quase tudo por fazer naquilo que pode em concreto melhorar as vidas sujeitas a estas discriminações e violências.
Certo é que a transfobia, a homofobia, e a violência discriminatória começam e acabam por ser institucionais, e pouco se alterará nas mentalidades enquanto assim for, e enquanto os políticos continuarem a escudar-se na necessidade de "um grande debate nacional" para não fazerem o que está certo: prevenir (a violência e a discriminação), educar e legislar. O que não dizem os políticos que assim falam, é que eles próprios não estão abertos a esse debate:
A legislar contra a discriminação pela orientação sexual ou pela identidade de género, ainda mais desprotegida.
A assumir responsabilidade por políticas activas de Educação para a prevenção destas discriminações, à semelhança de outras.
A assumir a extinção de normas discriminatórias, como a que continua a excluir homossexuais na doação de sangue.
A alterar a legislação discriminatória e contrária ao princípio constitucional de não discriminação em função da orientação sexual , reconhecendo as novas expressões familiares e as famílias não-heterossexuais e os seus direitos: reconhecer os milhares de famílias de homossexuais com filhos e, em consquência, o acesso à adopção, alargar, sim, o acesso ao casamento civil, regulamentar o acesso à inseminação artificial para lá dos casos de esterilidade, regulamentar e fazer aplicar a Lei das Uniões de Facto.
O Estado continua a ser o primeiro violador da igualdade. Não só não a combate como promove a discriminação através da sua inacção e das suas leis.
"Tema fracturante", realmente, só vemos um: a discriminação que nos expõe à desigualdade e à violência, sobre a qual ninguém em Portugal assume responsabilidades. Mas essa indiferença tem custos humanos e sociais, de que Gisberta é um lembrete incómodo. E prova trágica de que quem não assume as suas responsabilidades, é já responsável.

PANTERAS ROSA - FRENTE DE COMBATE À LESBIGAYTRANSFOBIA

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