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08 julho 2009

17 junho 2009

20 novembro 2008

Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance)


As Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, resolveram comemorar o Dia Internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance).
A iniciativa visa contribuir para que a memória das pessoas vítimas da transfobia possa prevenir mais violência. Os postais serão distribuídos à comunidade trans, nomeadamente aquela mais desprotegida e que trabalha na rua assim como a informação dos contactos institucionais a que as vítimas de situações de agressão devem recorrer.

Pela primeira vez celebrado em 1998, o dia internacional contra o esquecimento das vitimas da violência sobre as pessoas transgénero (Transgender Day of Remembrance) é assinalado a 20 de Novembro e honra aqueles e aquelas que foram assassinad@s ou agredid@s por serem transexuais, ou por o seu comportamento ou aspecto não "encaixarem" nos conceitos que os agressores têm de de homem ou mulher.
A violência transfóbica não se manifesta apenas quando uma pessoa é espancada (Gisberta, Porto, 2006) ou esfaqueada (Rosa Pazos, Sevilha,2008).
Mostra-se também, por exemplo, quando psicopatas, escondidos atrás da sua farda de polícia, raptam pessoas (e não se trata de detenções porque as mesmas não são registadas e careceriam de fundamento legal) para as despir. Revela-se quando é negado o acesso a tratamento clínico por as pessoas que o solicitam serem transexuais ou transgénero (Victoria Arellano, San Pedro, 2007).
E, não menos importante, essa violência ocorre quando a imprensa"apaga" as vidas trans, usando nomes e pronomes incorrectos, que espezinham as identidades e vivências destas pessoas - como aconteceu, por exemplo, com notícias das mortes de Gisberta e Luna, referidas como «homens» apesar dos seus corpos e da facilidade em encontrar pessoas que podem testemunhar que viviam social e psicologicamente como mulheres.

Lista não-exaustiva de vitimas mortais da violência transfóbica durante 2008

8 Janeiro- Patrick Murphy, 39 anos - Albuquerque, New Mexico, EUA – Vários disparos na cabeça.
22 Janeiro, 20 e poucos anos - Fedra - Kota Kinabalu, Malasia – Encontrada morta numa poça de sangue.
23 Janeiro - Adolphus Simmons, 18,anos - Charleston, North Carolina, UEUA – Vitima de disparos enquanto deitava fora o lixo.
4 Fevereiro - Ashley Sweeney - Detroit, Michigan, vítima de disparo na cabeça
10 Fevereiro - Shanesha Stewart, 25 anos - The Bronx, New York, EUA – Apunhalada até à morte.
12 Fevereiro - Lawrence King, age 15 - Oxnard, California, EUA – Assassinado por um colega estudante.
15 Fevereiro - Cameron McWilliams, age 10 - South Yorkshire, England, United Kingdom – Suicídio por enforcamento.
22 Fevereiro - Simmie Williams, Jr, 17 anos - Fort Lauderdale, Florida, EUA – Assassinado por dois pistoleiros.
15 Março - Luna, 41 anos- Lisboa, Portugal – espancada até à morte e deixada num contentor de lixo
26 Março - Felicia Melton-Smyth - Puerto Vallarta, Mexico - Apunhalada.
1 Julho - Ebony Whitaker, 20 anos - Memphis, Tennessee – Vitima de disparos
11 Julho - Rosa Pazos - Sevilla, Spain – Apunhalada na garganta dentro do seu apartamento
17 Julho - Angie Zapata, 17 anos- Greeley, Colorado, EUA – Espancada até à morte
10 Novembro – Dilek – Ancara, Turquia – Vitima de disparos enquanto estava ao volante do seu carro

13 julho 2008

* Ontem o Porto vestiu-se de todas as cores *





Fotos: Pedro Ferreira

11 julho 2008

Amanhã este é o percurso da nossa luta....


Praça da República - Viaduto Gonçalo Cristóvão - Rua Gonçalo Cristóvão - Rua St. Catarina - Rua Passos Manuel - Rua Dr. Magalhães Lemos - Av. dos Aliados - Pç. General Humberto Delgado

e TU MARCHAS ?
ou vais ficar do lado da indiferença ?

Sábado, 12 de Julho às 15 horas na Praça da República

Observatório de Homofobia / Transfobia na Saúde


Já foi discriminado/a num hospital ou num centro de saúde?
O seu médico/a pergunta-lhe se tem namorado quando o que tem é namorada?
Já escondeu algum problema de saúde por ser gay?
Insistem em chamar-lhe Manuel quando quer ser chamada Maria?
Sente confiança em falar da sua orientação sexual/identidade de género com um/a profissional de saúde?

PARTICIPE!

Não hesite! Responda ao questionário e/ou escreva-nos para ObservatorioLGBT.mpe@gmail.com

02 julho 2008

3ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto


12 de Julho de 2008
15:00h
Praça da República, Porto

Aparece, a tua presença é fundamental !


A Marcha é um evento que tem custos, se todos e todas contribuírem com alguma coisa será muito mais fácil pô-la a andar este ano e nos próximos... como se costuma dizer: " Vá lá ajude! Vai ver que não dói nada."
O número de conta da MOP é: 0035 0196026532300 - Caixa Geral de Depósitos.

Site Oficial da 3ª MOP

27 junho 2008

Israel colorida a favor de todas as formas de amar


Bandeiras, penachos e até "kippas" nas cores do arco-íris - as ruas pedonais de Jerusalém ocidental luziram ontem nas cores da VII Gay Pride na Cidade Santa com duas mil pessoas e uma boa escolta, num ambiente festivo.
Polícias a cavalo, ou em posição nos telhados e varandas, canhões de água, helicópteros e dirigível de observação: a imponente segurança ao redor da manifestação da comunidade homossexual foi confiada a dois mil homens, tantos quantos os participantes.
Durante as anteriores edições, ocorreram incidentes violentos com a comunidade judia ortodoxa. Em 2005, um judeu ortodoxo esfaqueou três participantes no "Orgulho Gay", um dos quais ferido com gravidade, e foi condenado a 12 anos de prisão.

Haïm Oron, chefe do partido laico de esquerda Meretz, esteve presente:
"Vim apoiar os manifestantes e identificar-me com os seus objectivos: a sua luta não diz respeito apenas à comunidade gay mas a toda a sociedade pluralista de Israel".

"Queremos desfilar para protestar contra a violência e a discriminação, exclama, com a voz rouca, um travesti, vestido cinzento pérola e saltos altos.
É o sinal de partida da "Gay Pride".
"Não ao racismo e à violência, sim à igualdade dos direitos", gritam os manifestantes que agitam bandeiras e estandartes multicolores.

25 junho 2008

Anda, vem marchar ! Não fiques em casa esta causa também é tua !



Pela Igualdade de Direitos e contra a Invisibilidade e a Discriminação

A Marcha LGBT é de, e para TOD@S

Dia 28 Junho - 16h00 - Princípe Real - Lisboa

Aparece!


http://www.marchalgbt2008.blogspot.com/

09 junho 2008

FRACTURANTE É A DISCRIMINAÇÃO



28 Junho
9ª Marcha LGBT Lisboa


MANIFESTO
O orgulho LGBT (Lésbico, Gay, Bissexual ou Transgénero) existe por contraponto à vergonha que o preconceito e a discriminação tentam impor-nos. Temos orgulho porque, por entre o insulto, fomos capazes de descobrir a nossa identidade e temos orgulho porque somos capazes de a afirmar contra os armários do silêncio, do medo e da invisibilidade. Porque a rua é o palco de todas as lutas e da celebração da diversidade e da visibilidade dos nossos amores, queremos mostrar que a orientação sexual e a identidade de género não nos diminuem nem nos tornam melhores seres humanos.
E estamos orgulhosamente acompanhad@s por todas as pessoas que se preocupam com os direitos humanos e que lutam contra a discriminação sexista, homofóbica, transfóbica, ou racista e xenófoba, que limitam a nossa democracia.
É que o direito à cidadania plena independentemente da orientação sexual e da identidade de género não é uma “questão fracturante”. “Fracturante” é a discriminação na lei e na sociedade que remete as pessoas LGBT para uma cidadania de segunda.
Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre dos indivíduos, lugar para a partilha de afectos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de todos os outros.
Por isso exigimos que se cumpra a Constituição no seu 13º Artigo e que o casamento civil deixe de ser uma possibilidade exclusiva para “pessoas de sexo diferente”, que a possibilidade de adopção e acolhimento de crianças seja alargada para todas as pessoas e casais com condições materiais e afectivas para delas cuidar, que a inseminação artificial possa ser uma possibilidade para todas as mulheres que a desejem, independentemente da sua orientação sexual e de viverem ou não uma relação de casal. Porque as nossas famílias já existem e nada justifica que continuem fora da lei.
“Fracturante” é por isso a actual discriminação na lei que recusa o igual reconhecimento das relações e projectos familiares das pessoas LGBT.
Exigimos que sejam tomadas medidas legislativas que combatam eficazmente a desigualdade de género que persiste e, inclusive, se agrava no nosso país. Que as mulheres possam ter acesso, em condições de igualdade, ao trabalho e ao espaço público. Que a violência e a discriminação de género sejam erradicadas definitivamente.
Exigimos ainda que a identidade de género seja contemplada no Principio da Igualdade constitucional, que se tomem iniciativas legais que reconheçam a autodeterminação das pessoas transsexuais e transgénero, que facilitem os processos de adaptação do nome e do sexo nos documentos de identificação, que agilizem os procedimentos médicos de adaptação do corpo.
“Fracturante” é a actual lacuna legal que obriga as pessoas transsexuais e transgénero a viver um longo processo médico e judicial, que perpetua a discórdia entre a aparência e os documentos, causando várias discriminações no acesso à educação, ao trabalho, e à saúde.
Não esquecemos que o Estado tem responsabilidades particulares no perpetuar da discriminação. Como por exemplo, através do Instituto Português de Sangue ao recusar as dádivas de homens que tiveram sexo com homens, com o preconceito a sobrepor-se a qualquer critério objectivo e a colocar mesmo em risco – para toda e qualquer pessoa que necessite de uma transfusão – uma triagem correcta da qualidade do sangue.
É fundamental apostar na prevenção activa do preconceito, com políticas que promovam a igualdade de género e combatam a discriminação e a violência em todas as suas formas.
É, pois, imperativo que agentes do Estado – de sectores fundamentais como a saúde, a educação, a justiça ou a segurança – recebam formação específica para que tenhamos uma sociedade plural e laica, que saiba viver em diversidade e que saiba combater as fracturas geradas pela discriminação.
Temos todos o direito, e @s jovens em particular, a uma educação abrangente, inclusiva e realista. Uma educação em que finalmente se concretize a educação sexual e para a cidadania, suportada em conhecimentos científicos rigorosos. Uma educação estruturada de modo não heterossexista e que aborde as orientações sexuais e as identidades de género, possibilitando a prevenção das diversas discriminações a que somos sujeit@s no nosso quotidiano público e privado.
Somos pessoas de muitas origens, convicções e diferentes saberes, mas hoje estamos juntas na rua com a cara levantada e a certeza de que o futuro só depende daquilo que soubermos fazer dele.

07 junho 2008

Sem Medos contra a homo-transfobia !!!


O Bloco de Esquerda tem o prazer de o/a convidar a estar presente no Fórum SEM MEDOS, que se realizará em Lisboa no dia 14 de Junho de 2008, próximo sábado, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova.

O Fórum SEM MEDOS é o culminar das Jornadas contra a homofobia que percorrem o país desde o início de Maio. O Fórum, de entrada livre, realiza-se em Lisboa e é um encontro internacional para discutir a diversidade sexual, os direitos humanos de gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros e a democracia.
Com debates temáticos sobre educação sexual, discriminação e combate social, direitos familiares e sobre transexualidade, o Fórum juntará investigadores e activistas de diversas opiniões, proveniências e lutas.
O programa detalhado do Fórum segue abaixo.

PROGRAMA Fórum SEM MEDOS

10h Abertura

Bruno Maia (Bloco de Esquerda), Deborah Lambillote (ILGA Europa), Louis-George Tin (promotor internacional do Dia contra Homofobia)

11h30 - 13h00 Mesas redondas em simultâneo:

:: Direitos familiares
Miguel Vale de Almeida (antropólogo), João Mouta (associação Pais para Sempre), Fabíola Cardoso (activista Clube Safo)

:: Educação Sexual
Gabriela Moita (psicóloga), Rita Paulos (activista da rede ex aequo)

15h - 16h30 Mesas redondas em simultâneo:

:: Transexualidade e Trangenderismo
Jó Bernardo (activista trans)

:: Discriminação e combate social
Sérgio Vitorino (activista LGBT), Ana Cristina Santos (investigadora), António Fernando Cascais (investigador, FCSH)

17h30 Encerramento

Casten Schatz (grupo Queer do PEE), Solange F. (apresentadora TV), José Soeiro (deputado Bloco) e Francisco Louçã (dirigente Bloco)

27 maio 2008

Orgulho na agenda... começar a marcar

21 maio 2008

Ventos de mudança sopram de Cuba


A filha do presidente cubano, Mariela Castro, presidiu a uma convenção de apoio aos homossexuais que decorreu durante o fim-de-semana em Havana. No cargo de directora do Centro Nacional de Educação Social (Cenesex, na sigla em espanhol), entidade financiada pelo governo, a filha do novo presidente tenta mudar as atitudes dos cubanos em relação às minorias.
No momento, Mariela Castro tenta convencer a Assembleia Nacional a adoptar o que seria uma das leis sobre direitos de homossexuais e transexuais mais liberais da América Latina.
O projecto de lei em discussão reconhece uniões de casais do mesmo sexo, assim como direitos de herança. Também dá aos transexuais o direito de se submeter a cirurgias de mudança de sexo, além de permitir que eles troquem de nome em suas carteiras de identidade - tendo ou não feito a operação.
Na sexta-feira à noite o filme Brokeback Mountain foi também exibido pela primeira vez em prime-time na televisão nacional.
Uma carta dos direitos dos homossexuais será discutida pelo parlamento cubano em Junho. Caso aprove, isso vai marcar uma mudança revolucionária na política sexual de Cuba.

20 maio 2008

Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia - assina já !


De acordo com uma opinião largamente difundida em países ocidentais, a homossexualidade seria hoje mais livre que nunca: visível e presente por toda a parte, na rua, nos jornais, na televisão, no cinema. Há quem julgue até que a homossexualidade é hoje completamente aceite, face a recentes progressos legislativos nesses países. E se algumas alterações continuam a ser necessárias para eliminar as derradeiras discriminações, várias pessoas parecem considerar que a evolução das mentalidades é uma simples questão de tempo - o tempo tido como necessário para levar a bom termo um movimento de fundo lançado já há algumas décadas.
No entanto, uma observação um pouco mais atenta mostra uma situação globalmente muito diferente. É que o século XX foi sem dúvida o período mais violentamente homofóbico da história: desde a deportação para campos de concentração sob o regime nazi, até ao gulag na União Soviética, passando por chantagens e perseguições nos Estados Unidos na época de McCarthy. Tudo isso pode parecer longínquo, mas a realidade é que é muito frequente observar condições de vida extremamente desfavoráveis no nosso mundo actual. A homossexualidade parece ser discriminada por toda a parte; em pelo menos oitenta Estados, os actos homossexuais são condenados pela lei (Argélia, Senegal, Camarões, Etiópia, Líbano, Jordânia, Arménia, Koweit, Porto Rico, Nicarágua, Bósnia…); em muitos países, aquela condenação pode ir além de dez anos de prisão (Nigéria, Líbia, Síria, Índia, Malásia, Cuba, Jamaica…); por vezes, a lei prevê a prisão perpétua (Guiana, Uganda) e, numa dezena de nações, a pena de morte pode ser efectivamente aplicada (Afeganistão, Irão, Arábia Saudita…). Em África, recentemente, muitos Presidentes da República reafirmaram
brutalmente a sua vontade de lutar pessoalmente contra este 'flagelo social', segundo eles 'anti-africano'. E as perseguições multiplicam-se, mesmo em países cujos códigos penais não punem a homossexualidade. No Brasil, por exemplo, os esquadrões da morte e os skinheads semeiam o terror: 1960 homicídios homofóbicos foram oficialmente registados entre 1980 e 2000. Nestas condições, torna-se difícil pensar que a 'tolerância' ganha terreno. Pelo contrário, na maior parte daqueles Estados, a homofobia dá mostras de ser hoje mais violenta que ontem. A tendência não vai pois no sentido de uma melhoria generalizada.

É por isso que propomos este Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia. Este Dia tem por objectivos : articular acção e reflexão para combater todas as formas de violência física, moral ou simbólica ligadas à orientação sexual ou à identidade de género; suscitar, apoiar e coordenar todas as iniciativas que contribuam para a igualdade entre os cidadãos nesta matéria, de jure, mas também de facto, em todos os países que acolham esta acção. A organização de um dia de luta contra a homofobia em cada país permitirá por sua vez inscrever as nossas lutas numa campanha de solidariedade com todas as pessoas LGBT do mundo inteiro. Mas também se trata de inscrever as nossas lutas numa iniciativa mais global de defesa dos Direitos Humanos. Há muitas décadas que, pelo mundo inteiro, se procura empreender acções neste sentido. É nesta linha que nos situamos: pretendemos reforçar as experiências estabelecidas, dar mais visibilidade às tentativas futuras e apelamos às instâncias internacionais a que inscrevam este Dia na sua agenda oficial, a exemplo do Dia Mundial da Mulher ou do Dia Mundial de Luta Contra a Sida.

O reconhecimento deste Dia representaria um claro empenho da comunidade internacional - uma comunidade que se tem já mobilizado contra várias formas de discriminação e de violência social, mas que ainda não se pronunciou contra a homofobia. Eis o momento.

Assinar Petição Online: http://petitiononline.com/idaho/

18 maio 2008

Seja homem ou mulher, eu amo quem quiser !


Em 17 de Maio de 1990 a OMS deixou de considerar a homossexualidade um crime.
O DSM IV R, livro que cataloga os distúrbios psicológicos só na sua última revisão deixou de considerar a homossexualidade como tal - ainda considera distúrbio a transsexualidade.
Em Portugal em 1982, oito anos depois da Revolução de Abril, é que a homossexualidade deixou de ser crime.
Persistem ainda discriminações várias e a homofobia ainda não tem relevância júridica suficiente.
Até quando?

27 abril 2008

Sem Medos contra a Homofobia


O lançamento das jornadas "Sem medos, contra a homofobia", uma iniciativa nacional do Bloco de Esquerda, contou com a presença da apresentadora de televisão Solange F., do deputado José Soeiro e de Francisco Louçã. Além da promoção de vários debates sobre o tema em todo o país, o Bloco vai avançar também com iniciativas parlamentares. Consulta os projectos de resolução já apresentados sobre o dia nacional contra a homofobia, práticas das forças de segurança e discriminação na doação de sangue.
As Jornadas do Bloco sobre a temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgenders) vão percorrer vários distritos do país e culminarão, em Junho, com a realização de um Fórum Público no qual se pretende juntar activistas e académicos para uma reflexão sobre o combate à discriminação da população LGBT. Até lá o Bloco vai desenvolver vários debates sobre homofobia em todo o país e apresentará diversas propostas de lei sobre o assunto no parlamento.
Recentemente o Bloco de Esquerda apresentou três projectos de recomendação ao governo para instituir o dia nacional contra a homofobia (associando à data medidas e recursos para a prevenção da discriminação), e para responder a duas reivindicações antigas do movimento LGBT: um conjunto de boas práticas para as forças de segurança no tratamento de crimes de ódio, e o combate à discriminação nos serviços de recolha de sangue. Além disso foi também realizada um audiência parlamentar com diversas associações LGBT sobre a discriminação dos transexuais e dos transgéneros. Já sobre o casamento, o deputado José Soeiro reafirmou que o Bloco de Esquerda irá avançar com o agendamento, ainda nesta legislatura, do projecto-Lei que consagra o alargamento do direito ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo.
Intervenções de activistas e membros de associações chamaram a atenção para o isolamento das pessoas LGBT fora dos grande centros urbanos, ou a necessidade de legislar sobre a identidade de género.

in Esquerda.Net