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12 fevereiro 2009

No dia seguinte... dois anos depois !


Ajude-nos a divulgar este folheto!

Pode recebê-lo por correio e sem pagar portes de envio.
Faça o seu pedido através do e-mail medicospelaescolha@gmail.com


11 julho 2008

Observatório de Homofobia / Transfobia na Saúde


Já foi discriminado/a num hospital ou num centro de saúde?
O seu médico/a pergunta-lhe se tem namorado quando o que tem é namorada?
Já escondeu algum problema de saúde por ser gay?
Insistem em chamar-lhe Manuel quando quer ser chamada Maria?
Sente confiança em falar da sua orientação sexual/identidade de género com um/a profissional de saúde?

PARTICIPE!

Não hesite! Responda ao questionário e/ou escreva-nos para ObservatorioLGBT.mpe@gmail.com

27 junho 2008

Convicções para comemorar 1 ano da aplicação da lei


É com muito prazer que vos convidamos para a sessão-debate que a Associação Médicos Pela Escolha organiza em parceria com a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

Será dia 2 de Julho de 2008, às 21h30, na Cinemateca (sala Félix Ribeiro), em Lisboa.

Projecção do filme Convicções de Julie Frères
Portugal/França, 2007, 55'
Filmes do Tejo, Les Films de l'Après Midi e Tribu Films.

O documentário Convicções de Julie Freres segue de perto - nos bastidores, na rua e nos media - a campanha do Referendo para a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (fim de 2006/início de 2007)), através do quotidiano de quatro mulheres - duas que fizeram campanha pelo Não e duas que fizeram campanha pelo Sim. Estas últimas são Maria José Alves e Cecília Vieira Costa, ambas "médicas pela escolha".
Trata-se de um documentário que passou pela primeira vez em Portugal no Festival DOC LISBOA 2007, tendo recebido o prémio Menção Especial para melhor filme português, do Júri da Competição Nacional.
A realizadora Julie Frères estará presente na sessão.

seguido de:

Debate "O que se ganhou com a lei 16/2007, que despenalizou a interrupção voluntária de gravidez, até às 10 semanas, por opção da mulher ?"
No dia 15 de Junho de 2008 comemorou-se um ano do início da aplicação da lei 16/2007 que despenalizou a interrupção voluntária de gravidez, até às 10 semanas, por opção da mulher.
Para assinalar a data a Associação Médicos Pela Escolha e a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema organizam uma sessão com o filme Convicções, de Julie Frères (21h30), seguido do debate "O que se ganhou com a lei que despenalizou a interrupção voluntária de gravidez?" (22h30).


O debate contará com as presenças de:

Ana Sousa Dias – Jornalista (moderadora)
Ana Campos – Médica Ginecologista/Obstetra
Teresa Laginha – Médica Medicina Geral e Familiar
Sónia Ventura – Psicóloga, Associação para o Planeamento da Família


Haverá ainda um vídeo com depoimentos de José Manuel Cunha, médico de medicina geral de familiar do Centro de Saúde de Viana do Castelo. Este centro de saúde foi pioneiro a fazer interrupções de gravidez.
Depois das intervenções das convidadas o debate será aberto ao público. Contamos com a vossa presença!

Os Médicos Pela escolha têm vários convites para oferecer. Se estiver interessado por favor envie um email com o seu nome para www.medicospelaescolha.pt até dia 30 de Junho 2008.

10 março 2008

Médicos Pela Escolha já tem blogue a funcionar


A Associação Médicos Pela Escolha é uma associação sem fins lucrativos, sem filiação partidária ou sindical. É composta por profissionais das áreas da saúde – médicos, enfermeiros, psicólogos, profissionais das tecnologias da saúde, investigadores nas áreas da saúde – e colaboradores de áreas diversas.
Tem por objecto promover a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos em Portugal e o direito à escolha informada e medicamente assistida na Saúde Sexual e Reprodutiva.
Tem como áreas de intervenção a Educação Sexual e Planeamento Familiar, a Interrupção Voluntária de Gravidez, a Procriação Medicamente Assistida e Sexualidades – Identidade de Género e Orientação Sexual. Quer promover a igualdade de direitos e oportunidades independentemente do género e da orientação sexual de cada um.
Organiza e apoia acções de divulgação científica na área da saúde reprodutiva e contribui para a promoção de legislação e políticas que garantam o exercício dos direitos humanos nos campos da reprodução e sexualidade.

Para visitar o blogue clique aqui

09 fevereiro 2007

Acabar com o aborto clandestino? SIM!

08 fevereiro 2007

Aborto Clandestino mata em Portugal!


Ana, 14 anos. Maria Ester, 32. Lisete, 36. Partilharam em comum a história de um aborto clandestino mal feito que as levou à morte. Já depois de 1998, o ano em que os portugueses disseram "não" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. "É preciso ter respeito por estas mulheres e sem medo dizer que o aborto clandestino mata em Portugal", afirmou Vasco Freire, mandatário do Movimento Médicos pela Escolha.
O Movimento preparou para a recta final do referendo que se realiza domingo a artilharia pesada de relatos médicos sobre "mulheres que fugiram de uma lei injusta, que as trata como criminosas" e que pagaram com a vida o recurso à clandestinidade do aborto. A sessão decorreu na minúscula sede do Jovens pelo Sim, no Largo da Trindade, e até cativou a atenção de algumas televisões estrangeiras, como a TVE.
Um único relato foi feito na primeira pessoa sobre a ineficiência da actual lei, mesmo quando a interrupção é ditada por razões médicas. Uma professora de biologia do ensino secundário, de nome Catarina Sá Leal, que engravidou de gémeos verdadeiros, tendo sido diagnosticado uma malformação profunda num dos fetos (falta de cerebelo) às 20 semanas de gestação. "A minha gravidez desejada tornou-se indesejada. Não queria ser mãe de uma criança profundamente deficiente", disse aquela mãe. Queria levar por diante o feto saudável, mas os entraves foram tantos no acompanhamento que lhe foi prestado no Hospital de Santa Maria que... "Fui a Madrid fazer essa interrupção em segurança. Bem!.. Em segurança, quando a viagem correspondia a um perigo de aborto espontâneo e a perda do outro feto. Em Madrid tive vergonha de ser portuguesa." Catarina pediu ali mesmo, com os médicos pela escolha à mão, que pensem nas modificações que terão que ser feitas no pós 11 de Fevereiro, caso o "sim" ganhe, para que estas situações fiquem contempladas. " E para que mais ninguém sofra o que eu sofri!"
A médica Maria José Alves lembrou um caso ainda mais dramático que marcou o seu percurso profissional. O de Natália, moça de 21 anos, que desde pequena sofria de uma doença grave. Engravidou e os médicos subestimaram o risco de sua vida. "Ela dizia: eu quero é viver. Natália morreu, porque nós, os médicos decidimos por ela", frisou a obstetra.
É por esse, e por tantos outros casos, que quer ver mudar a lei. "Acabar com este mal-estar que me persegue por ter que virar as costas a tantas mulheres."
Mulheres como as que o assistente social em Campanhã, José António Pinto, condenado a 45 dias de prisão no julgamento da Maia, por encaminhar várias das que lhe pediam para interromper a gravidez, se recusa "a abandonar".
Ele que convive com elas todos os dias, conhece os dramas do seu bairro do Lagarteiro, onde o desemprego de longa duração, a toxicodependência, o abandono escolar e a criminalidade andam de mãos dadas num "território de exclusão" que propicia a gravidez indesejada. "Se eu não as ajudasse, sabia que elas metiam uma agulha no útero e iam morrer nas mãos de habilidosas que fazem desmanchos."

in DN

PROFISSIONAIS E INSTITUIÇÕES ESTRANGEIROS, LIGADOS À SAÚDE, APOIAM OS MÉDICOS PELA ESCOLHA E O SIM NO REFERENDO

Os Médicos Pela Escolha lançaram recentemente uma petição internacional de apoio à despenalização da interrupção voluntária da gravidez em Portugal. Esta petição, destinada apenas a profissionais de saúde e a instituições com trabalho nesta área, reuniu em poucos dias um número considerável de assinaturas (246) provenientes dos vários cantos do mundo (Canadá, Holanda, Bélgica, EUA, França, Suíça, Grã-Bretanha, Escócia, Geórgia, Grécia, Alemanha, Colômbia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Polónia) e de inúmeras instituições internacionais (International Planned Parenthood Federation, Canadians for Choice, Gynuity Health Projects, Women's Health Concern, Fundación Oriéntame, Women on Waves, Mouvement Français pour le Planning Familial, M edecins du Monde, Amnesty Intrenational, Marie Stopes International, Fédération Laïque de Centres de Planning Familial).
Esta solidariedade é significativa e sintomática do amplo consenso internacional que une os profissionais de saúde na luta contra o aborto clandestino enquanto grave problema de saúde pública. A grande maior parte dos países europeus conseguiu já resolver este problema despenalizando a interrupção voluntária da gravidez e investindo no planeamento familiar e educação sexual. Muitos dos subscritores da petição reconhecem na actual situação portuguesa a situação vivida nos seus países há algumas décadas e não quiseram deixar de enviar uma palavra de encorajamento:

"Tornar o aborto legal não é apenas uma questão de direitos humanos. Trata-se também da saúde e sobrevivência das mulheres. Fazer do aborto um crime não reduz o número de abortos e põe em causa a saúde e a vida das mulheres. A maior parte dos países desenvolvidos já legalizaram o aborto há 30-40 anos de forma a tornar os seus países seguros para as mulheres. Esta mudança teve um enorme impacto, um impacto positivo, na saúde das mulheres. Como consequência, a grande maioria da população destes países aceita que não existe alternativa viável ao aborto legal. Espero sinceramente que o sim vença no referendo para que as mulheres portuguesas possam ter acesso aos cuidados de saúde que se tornaram a norma na União Europeia." – Ginecologista e Obstetra, Áustria

"Conheci o drama do aborto ilegal em França nos anos 60. Entretanto, a mortalidade associada desapareceu no país e a morbilidade é muito baixa. O aborto ilegal é um grave problema de saúde pública." – Ginecologista do Hospital Broussais em Paris.

"Vivemos a mesma situação na Bélgica nos anos 60. Boa sorte!" – Clínico de Medicina Geral e Familiar, Bélgica.

"Emociona-me esta iniciativa proveniente de profissionais que sentirão certamente, por vezes, a dificuldade que representa interromper uma gravidez. Colocando, desta forma, os seus sentimentos de lado, eles apoiam uma causa que é a causa de todas as mulheres. (...) Não esqueçamos que qualquer mulher se pode ver confrontada com esta situação ainda que 'sempre tenha sido contra o aborto'. Perante uma situação de grande angústia todos os dogmas, políticos ou religiosos, se tornam relativos." – Ginecologista e Obstetra do Centro Hospitalar Universitário Vaudois, Lausanne.

"É importante para Portugal, enquanto Estado moderno, apoiar os direitos humanos, a saúde das mulheres e o direito a optar." – Especialista em Saúde Reprodutiva, Marie Stopes International.

"Sejamos a favor ou contra a interrupção voluntária da gravidez, o problema da gravidez indesejada subsistirá sempre. Enquanto médico não posso aceitar que uma interrupção voluntária da gravidez se faça em más condições. A saúde das mulheres exige a despenalização do aborto para que possam fazer uma escolha responsável em boas condições sanitárias." – Giecologista, Bruxelas.

"O acesso ao aborto seguro é uma parte essencial da prestação de cuidados de saúde e não apenas um direito abstracto." – Investigador na área de Serviços de Saúde, Londres.

"As políticas de saúde não devem contribuir para a morte de mulheres, devem, sim, garantir que estas possam viver com saúde, dignidade e o apoio das suas famílias e sociedade." – Gestora de Cuidados de Saúde, Reino Unido

"É uma pena que mulheres europeias, em pleno século XXI, ainda não tenham direito ao aborto seguro. É evidente que quando uma mulher não quer levar a termo a sua gravidez, seja por que motivo for, ela encontrará uma maneira de a interromper. Temos de lhe dar a possibilidade de o fazer em segurança." – Socióloga na área da medicina, Grécia

"Liberdade de escolha pela segurança da vida. Chega de dominação integrista e religiosa. Estamos no século XXI – deixemos os médicos fazer o seu trabalho e a religião ocupar-se das almas." – Clínico Geral, França

"Acredito que as políticas governamentais devem responder às necessidades das mulheres, dando-lhes a possibilidade de decidir quando e quantos filhos querem ter." – Investigador na área da saúde, Washington.

"Espero que mais nenhuma mulher portuguesa ponha em risco a sua vida e a sua saúde reprodutiva por recorrer ao aborto clandestino." – Sexóloga, Liège.

"Deixar a escolha às mulheres e/ou ao casal é um valor fundamental que deveria ser garantido em todos os países. As pessoas são livres de escolher a sua religião, deveriam sê-lo também em relação ao seu corpo, qualquer que seja a sua nacionalidade. Esta é uma questão de Saúde Pública! Espero que o voto do dia 11 de Fevereiro vá nesse sentido. Espero ainda que as Irlandesas, as Polonesas, as Cipriotas, assim como as habitantes de Malta, tenham em breve esta oportunidade." – Clínico Geral, França.


MOVIMENTO MÉDICOS PELA ESCOLHA

03 fevereiro 2007

ESCOLHA O ACOMPANHAMENTO MÉDICO, ESCOLHA POR SI



É NOSSO DEVER DEFENDER A SUA SAÚDE !