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11 dezembro 2008

100 anos de vida e quase outros tantos a filmar...


Ontem num lançamento de um livro, o Arrastar Tinta falava-se a certa altura de como podem existir outras formas de escrever nomeadamente da pintura e do cinema. Sempre me instigaram as várias tentativas feitas por Godard para definir o cinema a partir de determinadas características específicas da pintura. Uma das mais intrincadas manifesta nas experiências expressivas realizadas pelo cineasta. Em termos conceituais, a “escrita” ou “escritura fílmica” tem, na trajetória dos estudos de cinema, uma
longa tradição. Aqui será utilizado na concepção formulada por vários semioticistas, isto é, como trabalho
que o cineasta faz com os códigos e plasma num texto cinematográfico.
Hoje um dos maiores escritores completa 100 anos e continua a fazê-lo. Só isso!

27 junho 2008

Convicções para comemorar 1 ano da aplicação da lei


É com muito prazer que vos convidamos para a sessão-debate que a Associação Médicos Pela Escolha organiza em parceria com a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

Será dia 2 de Julho de 2008, às 21h30, na Cinemateca (sala Félix Ribeiro), em Lisboa.

Projecção do filme Convicções de Julie Frères
Portugal/França, 2007, 55'
Filmes do Tejo, Les Films de l'Après Midi e Tribu Films.

O documentário Convicções de Julie Freres segue de perto - nos bastidores, na rua e nos media - a campanha do Referendo para a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (fim de 2006/início de 2007)), através do quotidiano de quatro mulheres - duas que fizeram campanha pelo Não e duas que fizeram campanha pelo Sim. Estas últimas são Maria José Alves e Cecília Vieira Costa, ambas "médicas pela escolha".
Trata-se de um documentário que passou pela primeira vez em Portugal no Festival DOC LISBOA 2007, tendo recebido o prémio Menção Especial para melhor filme português, do Júri da Competição Nacional.
A realizadora Julie Frères estará presente na sessão.

seguido de:

Debate "O que se ganhou com a lei 16/2007, que despenalizou a interrupção voluntária de gravidez, até às 10 semanas, por opção da mulher ?"
No dia 15 de Junho de 2008 comemorou-se um ano do início da aplicação da lei 16/2007 que despenalizou a interrupção voluntária de gravidez, até às 10 semanas, por opção da mulher.
Para assinalar a data a Associação Médicos Pela Escolha e a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema organizam uma sessão com o filme Convicções, de Julie Frères (21h30), seguido do debate "O que se ganhou com a lei que despenalizou a interrupção voluntária de gravidez?" (22h30).


O debate contará com as presenças de:

Ana Sousa Dias – Jornalista (moderadora)
Ana Campos – Médica Ginecologista/Obstetra
Teresa Laginha – Médica Medicina Geral e Familiar
Sónia Ventura – Psicóloga, Associação para o Planeamento da Família


Haverá ainda um vídeo com depoimentos de José Manuel Cunha, médico de medicina geral de familiar do Centro de Saúde de Viana do Castelo. Este centro de saúde foi pioneiro a fazer interrupções de gravidez.
Depois das intervenções das convidadas o debate será aberto ao público. Contamos com a vossa presença!

Os Médicos Pela escolha têm vários convites para oferecer. Se estiver interessado por favor envie um email com o seu nome para www.medicospelaescolha.pt até dia 30 de Junho 2008.

03 junho 2008

ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NA CIDADE DO PORTO


"A cidade do Porto sofre de vários e complexos problemas na área da cultura, como é do conhecimento geral. No entanto, esta situação não é generalizável a todo o país. Efectivamente, Lisboa continua a usufruir de forma centralizada dos serviços de certas instituições culturais que deveriam fazer jus ao seu âmbito nacional, como, por exemplo, a Cinemateca Portuguesa, um organismo público suportado pelos contribuintes a nível nacional.
No Porto, é de grande interesse público a criação de uma extensão da Cinemateca, o que permitiria acabar com a carência de exibição cinematográfica sentida na cidade, ao nível da produção anterior à década de 90...."

Assinem em:http://www.petitiononline.com/Circuito/petition.html<
....e passem palavra!

02 abril 2007

Grandes Esperanças na Cinemateca em Lisboa


O filme de Miguel Marques, Grandes Esperanças, tem ante-estreia marcada para 3 de Abril na Cinemateca Portuguesa. O documentário resulta de 40 dias de gravações na Loja do Cidadão do Porto.

A Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, prepara-se para exibir, a 3 de Abril, o filme documental Grandes Esperanças, de Miguel Marques, produzido pelo Cine-Clube de Avança. A ante-estreia vai ter lugar às 21h30, na Sala Félix Ribeiro, e contará com a presença do realizador.

«Grandes Esperanças dá-nos uma visão de conjunto e quase trágica dos processos de legitimação do indivíduo perante o Estado, mostrando como toda a nossa existência depende, do nascimento à morte, da Instituição que organiza a vida em sociedade e que aqui aparece na sua dimensão abstracta e coerciva», divulga a organização em comunicado.

O documentário, rodado durante quarenta dias na Loja do Cidadão do Porto, deverá chegar às salas de cinema de todo o país, ainda este ano. Miguel Marques tem ainda outra longa-metragem, Porque é que Clara se apaixona?, preparada para estrear este ano. O autor tem construído um percurso cinematográfico com particular incidência no campo documental.