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01 abril 2009

FBAUP - alun@s ocupam a faculdade durante a noite para discutirem e preparem acções de luta !


Foi votado por maioria em Assembleia Alunos a ocupação da Faculdade de Belas Artes do Porto por esta noite.


Este acção insere-se na luta que começou no dia 24 de Março com uma manifestação e invasão da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a criação do Movimento "24 de Março" que conta com estudantes de várias universidades dentro e fora da UP.

Tendo planeado outro protesto para o dia de amanhã, dia 1 de Abril conhecido como o dia das petas ou mentiras, em frente à Reitoria da Universidade do Porto com o tema "Mentira do dia: Acção Social", os alunos decidiram ocupar pacificamente a FBAUP para organizar a manifestação, produzir materiais e também discutir a situação estudantil e do país.

As reivindicações :


1) A título urgente e de forma excepcional, suspender a cobrança de propinas a estudantes cuja continuidade da frequência do ensino superior se encontre em risco, dada a conjuntura socio-económica;

2) A constituição imediata de uma comissão paritária (estudantes e docentes) empossada pelo Conselho Directivo que tenha como missão proceder à identificação dos principais problemas levantados com a aplicação do Processo de Bolonha e a consequente formulação de um conjunto de propostas para a operacionalização ao nível administrativo, lectivo e pedagógico dos principais bloqueios que vêm sendo denunciados pela comunidade académica;

3) Acautelamento, por via de um requerimento ao Conselho Directivo da Reitoria da UP, da não diminuição da representação relativa dos estudantes nos órgãos de decisão das Faculdades e da Universidade;

4) Tendo em conta que vários estudantes são obrigados a pagar valores elevados pela frequência de poucas cadeiras, propomos que o pagamento das propinas seja efectuado em relação ao valor dos créditos das cadeiras em que o aluno está inscrito no respectivo ano lectivo (sendo aceite um pequeno valor de base para despesas de funcionamento geral);

5) A concessão de entrevistas, da parte dos Serviços de Acção Social da Universidade do Porto, destinadas a avaliar casos de estudantes em situações de precariedade financeira, tendo em vista a atribuição de vales de refeição nas cantinas dos SASUP, nos casos em que se justifique.

29 maio 2008

A Esquerda - Agora Aqui


Manuel Alegre e alguns dirigentes históricos do Partido Socialista juntaram-se ao Bloco de Esquerda numa declaração de crítica às políticas do governo de José Sócrates na área social, e de compromisso de falar claro "contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade". A declaração conjunta, com 85 assinaturas, convoca para a próxima terça-feira, dia 3 de Junho, uma sessão/festa no Teatro da Trindade, em Lisboa, onde usarão da palavra Manuel Alegre, Isabel Allegro, professora universitária e antiga colaboradora de Maria de Lourdes Pintasilgo, e o deputado bloquista José Soeiro.
A declaração começa por fazer um diagnóstico muito negativo da situação que se vive em Portugal 34 anos depois do 25 de Abril. "Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos", assinalando que numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. "Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança."
Os signatários colocam como exigência que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição e afirmam a necessidade de uma "cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia."
A declaração faz ainda referência à política dos Estados Unidos, de "agressão" e de violações do direito internacional e dos direitos humanos, afirmando que "Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha", e afirma a necessidade de lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.
Citando Miguel Torga, os signatários afirmam que "É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade."
Entre os 85 signatários estão os fundadores do Partido Socialista Carolina Tito de Morais e José Neves, o histórico militante socialista Edmundo Pedro, os deputados bloquistas Francisco Louçã, Luís Fazenda, José Soeiro e João Semedo, a autarca de Lisboa Helena Roseta, os sindicalistas Ulisses Garrido, Mariana Aiveca e Manuel Grilo, o arqueólogo Cláudio Torres, o reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, o ex-líder parlamentar do PCP Carlos Brito, o militar de Abril general Alfredo Assunção, o editor Nélson de Matos, entre outros.

Apelo

O 25 de Abril e o 1º de Maio de 1974 ficaram para sempre associados ao imaginário da liberdade e da democracia. Continuam a ser uma referência e uma inspiração. Trinta e quatro anos volvidos, apesar do muito que Portugal mudou, o ambiente não é propriamente de festa. Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos.
A corrupção e a promiscuidade entre diferentes poderes criaram no país um clima de suspeição que mina a confiança no Estado democrático.
Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança.
O compromisso do 25 de Abril exige que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição da República. E exige também uma crescente cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia.
Não podemos, por outro lado, ignorar a persistência de uma política de agressão, bem como as repetidas violações do direito internacional e dos direitos humanos. Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha. Não se constrói a paz com a guerra. Nem se defende a democracia pondo em causa os seus princípios. E por isso, hoje como ontem, é preciso lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.
Não nos resignamos perante as dificuldades. Como escreveu Miguel Torga – “Temos nas nossas mãos / o terrível poder de recusar.” Mas também o poder de afirmar e de dar vida à democracia.
Os que nos juntamos neste apelo, vindos de sensibilidades e experiências diferentes, partilhamos os valores essenciais da esquerda em nome dessa exigência. É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade.

Manuel Alegre - deputado e escritor,
Isabel Allegro Magalhães - professora universitária
José Soeiro deputado
Abílio Hernandez - professor universitário
Acácio Alferes - engenheiro
Albano Silva - professor
Albino Bárbara - funcionário público
Alexandre Azevedo Pinto - economista, docente universitário
Alfredo Assunção - general, militar de Abril
Alípio Melo - médico
Ana Aleixo - médica
Ana Luísa Amaral - escritora
António Manuel Ribeiro – músico
António Marçal - sindicalista
António Neto Brandão - advogado
António Nóvoa - professor universitário
António Travanca – professor universitário
Augusto Valente - major general, militar de Abril
Camilo Mortágua - resistente
Carlos Alegria – médico
Carlos Brito - ex-deputado
Carlos Cunha - engenheiro
Carlos Sá Furtado - professor universitário
Carolina Tito de Morais - médica
Carreira Marques - ex-autarca
Cipriano Justo - médico
Cláudio Torres - arqueólogo
David Ferreira - editor
Dinis Cortes - médico
Edmundo Pedro - resistente, ex-deputado
Eduardo Milheiro - empresário
Elísio Estanque - professor universitário
Ernesto Rodrigues - escritor
Eunice Castro - sindicalista
Fátima Grácio - dirigente associativa
Francisco Fanhais - músico e professor
Francisco Louça - deputado
Francisco Simões - escultor
Helena Roseta - arquitecta, autarca
Henrique de Melo - empresário
João Correia - advogado
João Cutileiro - escultor
João Semedo - deputado
João Teixeira Lopes - professor universitário
Joaquim Sarmento - advogado, ex-deputado
Jorge Bateira - professor universitário
Jorge Leite - professor universitário
Jorge Silva - médico
José Aranda da Silva - ex-Bastonário Farmacêuticos
José Emílio Viana - dirigente associativo
José Faria e Costa - professor universitário
José Leitão - advogado, ex-deputado
José Luís Cardoso - advogado, militar de Abril
José Manuel Mendes - escritor
José Manuel Pureza - professor universitário
José Neves - fundador do PS
José Reis - professor universitário
Luís Fazenda - deputado
Luís Moita - professor universitário
Luisa Feijó - tradutora
Mafalda Durão Ferreira - reformada da função pública
Manuel Correia Fernandes - arquitecto, professor universitário
Manuel Grilo - sindicalista
Manuel Sá Couto - professor
Manuela Júdice - bibliotecária
Manuela Neto - professora universitária
Margarida Lagarto - pintora
Maria do Rosário Gama - professora
Maria José Gama - dirigente associativa
Mariana Aiveca - sindicalista
Natércia Maia - professora
Nélson de Matos - editor
Nuno Cruz David - professor universitário
Pacman - músico
Paula Marques - produtora
Paulo Fidalgo - médico
Paulo Sucena - professor
Pio Abreu - psiquiatra
Richard Zimmler - escritor
Rui Mendes - actor
Teresa Mendes - reformada da função pública
Teresa Portugal - deputada
Ulisses Garrido - sindicalista
Valter Diogo - funcionário público aposentado
Vasco Pereira da Costa – escritor, director regional da cultura

07 maio 2008

10 abril 2008

A MGM Porto está de volta em 2008!


A Marcha Global da Marijuana é uma iniciativa que junta todos anos centenas de cidades um pouco por todo mundo pela legalização da cannabis. No ano passado o Porto juntou-se pela primeira vez à iniciativa, e no dia 5 de Maio de 2007 centenas de pessoas sairam à rua em defesa desta causa. Para 2008 a iniciativa encontra-se já em preparação, para que este ano a festa seja maior, e tenha maior impacto sobre a opinião pública, para que finalmente alguma coisa comece a mudar.

Site Oficial

21 fevereiro 2008

ANIMAÇÃO NO BOLHÃO!


SÁBADO 23 DE FEVEREIRO 10H- 13H

INTERVENÇÃO ARTISTICA/ MUSICAL DE RUA –NO MERCADO DO BOLHÃO
ACÇÃO DE SOLIDARIEDADE PARA COM PATRIMONIO E COMERCIANTES


Vamos recriar um espaço com diferentes formas de arte, cativando mais gente ao Mercado, alertando à sociedade em geral, que o Bolhão está Vivo e não necessita de ser tornado num shopping, semelhante a tantos outros na cidade!

Venha ouvir OS SONS NO BOLHÃO!

Concertos voluntários de jovens artistas do "Círculo do Fogo" e "Os Galegos", entre outros.

APARECE E DIVULGA!

15 fevereiro 2008

MayDay - Certificado de Precariedade


O grupo de preparação do Mayday Lisboa 2008 fez o lançamento oficial do Certificado de Precariedade (CP), a ser atribuído a partir de agora às empresas e organismos do Estado que mais se distinguirem anualmente na promoção da precariedade laboral em Portugal.

Condições de candidatura:

Mantém trabalhadores indevidamente a recibos verdes? Não renova contratos a "colaboradoras" grávidas? Esquece-se do direito às férias ou dos subsídios de Natal e de Férias? Gosta de saber que os trabalhadores da sua empresa não têm direito ao subsídio de desemprego? Deixa o pagamento da Segurança Social por conta dos precários que explora na sua empresa? Não tem "folgas" no seu dicionário?

PARABÉNS! Se respondeu sim a alguma destas perguntas, pode candidatar-se já ao Certificado de Precariedade!

Serão disponibilizadas imagens recentes de apenas algumas das instituições em causa, já (con)decoradas com o Certificado de Precariedade:


O precariado rebela-se !!!

10 fevereiro 2008

Acabar com a impunidade ! Da violência policial aos interesses imobiliários...


Foi criado um blog para denunciar a repressão policial que ocorreu durante o despejo do Grémio Lisbonense no dia 8. Pretende-se a colaboração de tod@s" os que possuírem informações relevantes para publicar.
Está a tentar coordenar-se as acções de denúncia, quer legal quer social. Sobre o episódio de dia 8, há a acrescentar que houve um detido que foi violentamente espancado na esquadra. Foi hoje libertado e recebeu assistência hospitalar. Pretende também apresentar queixa. Todos os elementos de prova são importantes.
O endereço do blog é: www.bastounada.blogspot.com o e-mail de contacto é: bastounada@gmail.com


Este blog surge após os acontecimentos de dia 8 de Fevereiro durante o despejo da centenária associação Grémio Lisbonense.
Perante uma concentração pacífica por parte de amig@s e sóci@s desta associação contra o despejo ordenado pelo tribunal e levado a cabo pela PSP, a reacção da polícia foi a agressão contra os presentes.
Todos os participantes, encurralados, foram agredidos. Vári@s ferid@s tiveram de receber assistência hospitalar e um detido acabou por ser brutalmente espancado numa esquadra de polícia.
Este blog tem por objectivo denunciar este caso de abuso e repressão policiais, mas também muitos outros que são diários e decorrem com total impunidade.
Queremos que esta seja uma ferramenta de denúncia para tod@s @s presentes neste acontecimento, ou vítimas de repressão policial em geral.
Para proceder à denúncia, tanto social como legal, destes factos, precisamos da colaboração de tod@s para reunir o máximo de informação (testemunhos, foto, vídeos, etc).

O que aconteceu no Grémio Lisbonense e depois.

O grémio recebeu ontem uma ordem de despejo.


A partir de meio da tarde (cerca das 16h) começaram a juntar-se mais pessoas à porta. Passada uma hora eram cerca de 50 sócios e amigos e alguns jornalistas e fotógrafos (Lusa, jornal Público, Jornal de Notícias, etc). Às 19h eram mais de 100 pessoas de todas as idades.
Dois polícias à porta permanentemente. Os sócios eram impedidos de entrar, tirando alguns membros da direcção e aqueles que tinham de tirar de lá alguns objectos. Uma carrinha de mudanças foi sendo carregada com alguns haveres que não pertencem ao Grémio (instrumentos, coisas do bar, etc). No entanto todo o espólio do Grémio ficou lá. Uma cadeira de barbeiro saíu e houve assobios dos presentes. A cadeira não é propriedade da Associação, mas foi vista por alguns dos presentes como um símbolo deste despejo precipitado. Alguns dos proprietários estiveram no local. Cumpria-se a ordem do tribunal. Fez-se um inventário dos bens.
Cerca das 19h as pessoas que se juntaram para defender o espaço começaram a discutir o que fazer, a questionar a legalidade do despejo e a necessidade de o fazer, uma vez que estava já marcada uma reunião na Câmara Municipal de Lisboa para quarta-feira próxima, com a presença da direcção do Grémio e dos proprietários para negociar uma solução que permitisse a continuidade das actividades culturais da Associação, a preservação do edifício histórico. Houve várias ideias para não permitir o despejo, informar a comunicação social, fazer pressão para que o Grémio não fosse despejado. Fez-se uma assembleia improvisada no átrio da entrada, no rés do chão. Houve esclarecimentos de um membro da direcção que reafirmou a possibilidade de se encontrar uma solução. Um membro do gabinete da câmara do vereador José Sá Fernandes também falou da negociação de quarta-feira, explicando as diligências que podem ser feitas na Câmara.
A advogada do Grémio esteve presente no local, falou muito brevemente da possibilidade de uma negociação e anunciou uma conferência de imprensa pelas 19h30 no seu escritório, longe dali.
Os presentes não saíram do local. Continuaram a discutir. Alguns sócios queriam entrar no Grémio. Discutiu-se a possibilidade de reunir lá dentro e decidir com calma o que fazer. Numa segunda assembleia improvisada, de novo no átrio de entrada, enquanto se preparavam acções de sensibilização e protesto até à quarta-feira seguinte, levantaram-se várias vozes que defenderam que se subisse ao primeiro andar. Muitos subiram. Um polícia pergunta "o que é que fazem aqui?" e começa a empurrar e agredir os primeiros a subir a escada. As pessoas não desmobilizam. Protestam contra a violência despropositada da polícia.
Cinco polícias estão lá em cima. Cassetetes na mão. Os ânimos aquecem. Algumas pessoas apelam à calma. Um membro da direcção apela à calma e volta a reafirmar a possibilidade de se suspender o despejo e arranjar uma solução para o Grémio continuar vivo, que passasse simplesmente por uma actualização da renda. Algumas pessoas pedem identificação da polícia por lhes terem batido.
Grita-se: " O Grémio é nosso!", "Lisboa a quem a vive" e palavras contra a repressão policial. Chegam reforços policiais (mais um dez polícias) que tentam abrir caminho à força pelas escadas para chegar ao primeiro andar. Todos as pessoas se sentam no chão, dificultando a passagem da polícia. A polícia não está com meias medidas, começa a bater indiscriminadamente em todos, criando o caos. Várias pessoas magoadas e esmagadas. Fotógrafos e jornalistas agredidos. Ouvem-se gritos. As pessoas protegem-se, defendem-se como podem. A polícia bate com cassetetes, empurra e pontapeia. Varre à pancada a escada. As pessoas saem do edifício para a rua. Há cabeças partidas, e muitos queixam-se de terem sido agredidos. Pelo menos um jornalista e um dos que estavam na escada pacificamente ficam no átrio de entrada (rés-do chão).
Depois de alguns diálogos infrutíferos entre a polícia e as pessoas que ali se encontravam, os polícias fazem um cordão cá em baixo, já na rua e começam a dizer às pessoas para circular. Várias viaturas da polícia estão estacionadas no Rossio, junto ao Grémio. As pessoas protestam contra a violência policial. Concentram-se ainda durante algum tempo à frente do Arco do Bandeira (o arco debaixo do Grémio).

... e depois:
As imagens da TVnet mostram imobilizado no chão um rapaz. Este rapaz, que nunca agrediu nenhum polícia e apelou repetidamente à calma, foi detido e levado para a esquadra.
Na esquadra foi fechado numa sala, foi espancado violentamente (com socos, com uma cadeira, etc), foi ameaçado e torturado durante horas por um dos polícias que estava na operação, um polícia da esquadra da Estefânia de uma posição hierárquica superior. O rapaz violentado pôde telefonar a chamar advogados e amigos que, depois de finalmente sair da esquadra (cerca das 3 da manhã, seis horas depois de ser levado para a esquadra), o levaram ao hospital. Tem várias lesões no corpo e na cabeça.

Vamos continuar a defender o Grémio Lisbonense, instituição de utilidade pública, valor histórico e intervenção social insubstituível, aberta a todos. Vamos continuar a defender a dinâmica cultural da Baixa de Lisboa. Contra a Lisboa desocupada, das casas emparedadas, da especulação imobiliária e dos negócios de luxo.

Acabemos também com a violência policial e a impunidade, na rua e nas esquadras.
Estas histórias têm de ser contadas.

03 fevereiro 2008

Carnaval dos precários


Sim, é Carnaval. Mas nós levamos a mal. Levamos a mal a precariedade em que cada vez mais pessoas são obrigadas a sobreviver em Portugal.
Levamos a mal que haja quem trabalhe sem direitos plenos em centros comerciais ou seja onde for. Em muitos casos sem direito a protecção na doença, sem folgas, sem direitos na paternidade ou na maternidade, sem férias, sem salário fixo, sem direito a protecção no desemprego.
A essa realidade crescente chama-se "precariedade", "trabalhadores precários", "avençados", "recibos verdes"... E está a espalhar-se tanto entre pessoas que trabalham para o Estado como para empresas que por vezes até têm lucros gigantescos.
Chega. Ganhem vergonha. Vamos começar a cobrar os nossos direitos.

Estamos prontos.

O precariado está a acordar por aqui!

02 fevereiro 2008

Mani Festa Acção


Movimento Porta 65 Fechada promove nos dias 9 e 10 de Fevereiro um Fim-de-Semana de Contestação. Desafiamos todos aqueles que se preocupam com a instabilidade dos jovens, e com o futuro de todos nós, a estarem presentes no fim-de-semana de contestação.

LISBOA

DIA 10

MANI FESTA ACÇÃO

Concentração 16h30 Praça do Rossio

Representação da casa Porta 65 Jovem
Enterro da Porta 65 Jovem e música com os Farra Fanfarra
Rossio - Pç do Comércio

DIA 9

Crew-Hassan 20h

Projecção de vídeo
Tertúlia - Representantes de Plataforma Artigo 65, Movimento
Porta 65 Fechada, Associação dos inquilinos Lisbonenses,
Música - José Mário Branco, Corsage e Baby Jane
Preparação de materiais


PORTO

DIA 10

MANI FESTA ACÇÃO

Concentração 16h30 Praça da Batalha

Enterro da porta
Mimos e músicos
Batalha - Santa Catarina - Bolhão - Aliados.

DIA 9


Casa-Viva 21h

Concerto com F.R.I.C.S.
projecção de vídeo
Continuação da noite com dj

MAIS INFO NO BLOG DO PORTA 65 FECHADA

07 novembro 2007

Intermitentes na Assembleia da República


SEGUNDA-FEIRA, dia 12, às 17h30,

Todos em frente à ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA para repudiar a lei em preparação (132/X) que
- mantém a injustiça face à Segurança Social
- deturpa o conceito de Intermitência (art. 7º)
- retira direitos adquiridos como a gestão colectiva dos direitos conexos (art. 17º) e ainda por cima precariza os colegas que têm contratos de trabalho!

Ainda estamos a tempo para pressionar e fazê-los reconhecer que é urgente defender e proteger os profissionais dos espectáculo e do audiovisual. Leva o teu cartaz, bombo ou trombone, flauta ou violino, malabares, monociclo, tutu, câmara ou megafone, para que esta primeira concentração de intermitentes tenha ainda mais impacto !

Uma delegação da Plataforma dos Intermitentes vai entregar a seguinte carta à Comissão do Trabalho e Segurança Social da Assembleia da República (CTSS) que vai votar a proposta no dia seguinte:

* PAREM, ESCUTEM E OLHEM *

(não atropelem os intermitentes!)

O projecto de lei 132/X não serve, não se adequa à realidade, nem regula, nem salvaguarda os direitos dos profissionais do espectáculo e do audiovisual. O conceito de intermitência é desvirtuado e utilizado para precarizar os profissionais que têm alguma protecção social. Esta proposta retira direitos adquiridos como a gestão colectiva dos direitos conexos.

Pedimos que PAREM e não avancem freneticamente para a aprovação desta lei.
ESCUTEM a nossa opinião e contributos, para que a lei nos contemple e proteja.
E OLHEM para a realidade dos intermitentes!

Muitos de nós são conhecidos pelo público e a sua presença será também fundamental para concentrar ainda mais as atenções.

Podem seguir o debate em directo com os representantes dos Grupos Parlamentares e a Plataforma na próxima Quinta-feira, dia 8, às 14h, na TVI, no programa "As Tardes da Júlia".
Toda a informação em: http://www.aipcinema.com/lista_areas.php?IdArea=17
ou contactar intermitentes@gmail.com

e a última participação no programa da Júlia Pinheiro:


Participa, divulga e intervém!

26 outubro 2007

Encontros em lugares de Memória da Resistência


O núcleo do Porto do movimento "Não Apaguem a Memória!", movimento cívico que visa a preservação da memória histórica das lutas de resistência à ditadura, promove os Encontros em Lugares de Memória da Resistência, esperando que as histórias contadas pelos protagonistas das acções de resistência anti-fascista venham enriquecer a nossa memória colectiva do fascismo.
Contando com os testemunhos dos que participaram nas lutas informais e nas actividades promovidas por associações de todo o tipo, como colectividades culturais, entidades cooperativas, organizações de jovens trabalhadores e associações estudantis, o movimento "Não Apaguem a Memória!" convida todos quantos frequentaram os lugares simbólicos dessas acções.

Tendo-se iniciado este ciclo de tertúlias no café "Piolho", apelamos agora à sua participação activa, no próximo sábado, 27 de Outubro, às 15.30h no café CEUTA , local onde se realiza o segundo encontro.

Ajude a divulgar esta iniciativa
APAREÇA APRESENTE SEU TESTEMUNHO!

23 outubro 2007

A arte da INTERMITÊNCIA



Quando a luz do palco se apaga, alguém entra em cena, para além das pessoas - actores e actrizes, o palco tem decor, tem cenário, tem mais luzes e mais sons... depois a luz volta a pagar-se.

Quando na rua vemos um cartaz de uma qualquer exposição de fotografia, de pintura, de escultura, de qualquer coisa que seja há ali aqueles e aquelas que criam beleza, cultura, controvérsia e movimentos - são artistas plásticos, para além destes há também a pessoa que teve a ideia do cartaz e que o concretizou.

Na sala de cinema quando a luz se apaga e vemos na tela nomes e depois pessoas esperamos que o filme comece... no fim não custa nada esperar mais uns minutos e ver que houve ali mais gente a fazer muitas mais coisas que tornaram possíveis aqueles momentos de drama, horror, acção, paixão...

Os sons... é tão bom ouvir a música na rua, nas lojas, no café, no autocarro, no nosso leitor de mp3, nas salas de concertos, na rua, tantas vezes nas ruas, pelas ruas...

Com o tempo foi sendo cada vez mais fácil ler um livro, nas bibliotecas, em edições de bolso, as feiras e os alfarrabistas. Sabe bem pegar num livro fresco numa tarde de Verão enquanto se descansa à sombra, sabe bem um livro aconchegante no Inverno numa tarde de chuva... é bom viajar por países que não vistamos e conhecer pessoas que se calhar nem existem... sabe bem saber que é um trabalho recompesado para quem escreve, sabe saber que as palmas, os prémios, as homenagens e as saudações são boas mas também devia saber bem a protecção social quando não há trabalho ou saber que quando não conseguirmos fazer o que fizemos toda a vida vamos ter um apoio, uma garantia de qualidade de vida para os dias que restarão...

POIS É, SOMOS GENTE ! SOMOS TRABALHADOR@S
SOMOS COMO AS LUZES DE NATAL: BEL@S E INTERMITENTES
PORQUE TEMOS DE SOBREVIVER MAIS QUE UMA ÉPOCA POR ANO...
O NOSSO MANIFESTO: