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03 abril 2009

Um paraíso fiscal em plena baixa de Lisboa?


Um paraíso fiscal em plena baixa de Lisboa? No dia da cimeira do G20, o Bloco de Esquerda fez uma acção de rua para denunciar estas praças financeiras por onde passa boa parte do PIB mundial e se escondem os biliões dos negócios menos claros.

10 fevereiro 2009

Há homens que lutam um dia...


Bertolt Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898 — Berlim, 14 de Agosto de 1956)

Escritor e dramaturgo alemão. Adere desde muito cedo ao expressionismo e vê-se obrigado a fugir da Alemanha em 1933, após escrever a Lenda do Soldado Morto, obra pacifista que provoca a sua perseguição pelos nazis. Ao iniciar-se a Segunda Guerra Mundial começa uma longa peregrinação por diversos países. Em 1947, perseguido pelo seu comunismo militante, vai para os Estados Unidos. A partir de 1949, e até à sua morte, dirige na Alemanha Oriental uma companhia teatral chamada do Berliner Ensemble.
A produção teatral de Brecht é abundante. No conjunto das suas obras tenta lançar um olhar lúcido sobre o mundo moderno. Na Ópera de Três Vinténs dirige o seu olhar crítico para a organização social. Na intenção de actualizar o teatro épico, escreve uma série de obras em que recorre às canções e aos cartazes explicativos: Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, Santa Joana dos Matadores, O Terror e a Miséria no Terceiro Reich, Der Aufhaltsame Aufstieg des Arturo Ui. Em O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti e em A Boa Alma de Sé-Chuão recorre às parábolas do teatro oriental. Em Vida de Galileu, obra que não deixa de aperfeiçoar desde a sua primeira redacção, Brecht centra-se no papel e na responsabilidade do intelectual.
Bertolt Brecht é, além de dramaturgo, um importante teórico teatral. Nos seus Estudos sobre Teatro expõe a sua concepção cénica, baseada na necessidade de estabelecer uma distância entre o espectador e os personagens, a fim de que o ponto de vista crítico do autor desperte no espectador uma tomada de consciência. Destaca-se também na poesia, de forte conteúdo social.


Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis

04 janeiro 2009

La Jeune Garde


La Jeune Garde é uma canção revolucionária. A primeira versão foi escrita por Montéhus a partir de uma música de Saint-Gilles por volta de 1920.

Este cântico da juventude operária francesa foi escrita antes do Congrès de Tours, fundador do Parti communiste français. Antes da Segunda Guerra Mundial, foi cantado tanto pelas juventudes socialistas como pelas juventudes comunistas. A versão original de Montéhus começava com : «Nous sommes la jeune France...». Os movimentos comunistas substituiram-no por : «Nous sommes la Jeune Garde...». As duas primeiras estrofes são de Monthéus, as outras foram sendo acrescentadas. Hoje em dia substitui-se «ordre nouveau» da última estrofe por «monde nouveau».

é assim que eles e elas se apresentam.
Mais um blogue/projecto de malta de esquerda. Mais um sítio para ler todos os dias aqui fica o link que passará a estar na barra lateral.
Boa sorte e bem-vind@s !

Para visitar clique aqui

06 outubro 2008

Espaço público – ocupar para libertar


O Porto é hoje, um grande centro urbano capaz de produzir mais valias mas totalmente incapaz de dar o salto para fora ou mesmo de ser líder de uma região que é das mais pobres do país para além de sofrer com o hiato instalado entre Lisboa e Porto quer pelas diferenças salariais, pelo acesso aos bens de consumo e mesmo à relação de proximidade com as esferas de decisão do poder politico. É assim esta cidade em francas dificuldades, com perdas populacionais praticamente ininterruptas desde 1991,com o aumento do índice de envelhecimento, demonstrando que a falta de dinamismo demográfico se centra, em particular, na sangria das populações mais jovens (efeito conjunto das migrações para outros concelhos e da quebra de natalidade) e pela desvitalização e degradação do centro urbano, incluindo nas suas dimensões monumentais e patrimoniais. Não chega e nunca serão suficientes as recuperações iniciadas tardiamente por este executivo, porque elas não devolvem a cidade às pessoas - afastam a sua população e gentrificam atraindo uma fatia de população endinheirada que tenta marcar uma geração pelo regresso à cidade dos seus pais e avós mas é essa mesma cidade que é incapaz de receber esses pais e avós de volta. A recuperação urbana de fachada e a estrutural que não tem em conta as necessidades económicas da população que dela é natural não é nada mais que uma fachada bem pintada construída sobre os muros da pobreza que vão ficando por trás. Um dos principais problemas da cidade do Porto é, sem dúvida, a falta de atractividade em termos de qualidade da vivência urbana.

A destruição do panorama cultural do Porto começou logo em 2002, o ponto de retorno está cada vez mais longe e difícil de alcançar. Não se trata de acreditarmos ou não que Rui Rio poderá não sair vencedor das próximas eleições autárquicas mas sim da margem de manobra que ficará para o que se seguir. Contratos de exploração entregues em períodos de 20 anos ou superiores, cláusulas de rescisão incrivelmente altas e destruição dos hábitos culturais do tecido urbano são apenas alguns dos desafios que quem se opõem a Rui Rio vai ter que ultrapassar num próximo mandato.

Continue a ler em Esquerda.Net (artigo completo)

15 setembro 2008

Ora aí está uma bela ideia !


São Vitalino na Marcha contra a precariedade do Bloco de Esquerda.

11 setembro 2008

Contra a precariedade, o direito a ter direitos !


Está para começar a Marcha Contra a Precariedade. Trata-se de um arranque combativo e militante para um ano político especialmente intenso, numa altura em que o parlamento se prepara para discutir as leis do governo para o Código de Trabalho. Esta Marcha dirá bem alto que não aceita ver aumentar ainda mais a insegurança das vidas dos trabalhadores precários e da juventude.
José Sócrates enche a boca com o "combate à precariedade". Mas o objectivo é apenas dividir precários e trabalhadores com contrato, para impor a todos as novas leis laborais. Na verdade, Portugal bate recordes de precariedade. A inspecção do trabalho não funciona. A lei está feita à medida das empresas de trabalho temporário, que exploram duplamente os trabalhadores e às quais está ligado o próprio porta-voz do Partido Socialista, Vitalino Canas. Nos contratos a prazo, o novo código permite a sua renovação até três anos – o triplo da lei do próprio PS no tempo de Guterres.

QUESTÃO DE RESPEITO. O trabalho precário é a garantia de uma vida precária. Perante a crise na habitação, os aumentos dos combustíveis e dos alimentos, o dia-a-dia é cada vez mais imprevisível para quem vive do seu trabalho. A renda, as contas, a escola dos filhos – nada disso se interrompe quando cessa um contrato ou quando termina um biscate a recibo verde. A precariedade não é só o roubo de direitos: é posta em causa a própria dignidade dos trabalhadores e das trabalhadoras.

PODE SER DE OUTRO MODO. O Bloco vai mostrar que se podem tomar desde já medidas concretas para enfrentar o desemprego e a precariedade. Ao longo dos dias da Marcha Contra a Precariedade, serão apresentadas propostas mobilizadoras, que abram o debate sobre o país que queremos.

CONTRA OS TUBARÕES DA PRECARIEDADE. A Marcha é um desafio à política do governo e às opções económicas dos últimos anos. O sufoco em que vive quem trabalha não é apenas resultado da "situação internacional", como diz Sócrates. Este Portugal precário é o produto de políticas erradas, que respondem à crise com mais crise. O novo código laboral é a cereja sobre o bolo. Quem celebra? Os patrões, que pagam cada vez menos, e as empresas de trabalho temporário, que ganham cada vez mais.

PRIMEIRA ETAPA
Sexta 12 Set | LISBOA/SETÚBAL

A Marcha começa por percorrer uma distância apenas simbólica, mas muito inspiradora... O andor de São Vitalino, "provedor" socialista contratado pelos patrões do trabalho temporário (ETT), é levado por uma zona de muito trabalho precário e onde se situam numerosas ETT – o Parque das Nações. A procissão começa às 17h30 junto ao centro comercial Vasco da Gama (metro Oriente). Ao jantar, marchantes de todo o país juntam-se aos bloquistas de Setúbal (20h, restaurante O Quintal).

Sábado 13 Set | BARREIRO-MOITA

Numa das zonas mais povoadas do distrito de Setúbal, a Marcha levanta os temas do custo de vida e da pobreza. Pela manhã, no centro do Barreiro, há intervenções políticas no jardim Catarina Eufémia (10h) e teatro de rua. Nova acção no mercado da Baixa da Banheira (12h)… a Marcha avança até à festa da Moita (17h30), onde se juntam milhares de pessoas.

Dom 14 Set | SEIXAL-ALMADA

10h. Junto ao centro comercial Rio Sul, no Seixal, o tema do dia é o endividamento dos trabalhadores, em torno de um carro de compras gigante de onde alguns precários serão impedidos de sair... A Marcha percorre o contínuo urbano da Margem Sul, passando pela festa anual da Cova da Piedade e terminando num comício-festa na sala da Incrível Almadense (17h). Além de Pedro e Diana, actuará o rapper Chullage.


SEGUNDA ETAPA
Sexta 19 Set | PORTO

José Sócrates festejou a criação de 1200 empregos "qualificados" num call center que a PT prevê para daqui a um ano em Santo Tirso. Mas a realidade dos call centers é outra: são verdadeiros antros de exploração para cerca de 50 mil precários em todo o país. No início da segunda etapa (15h), a Marcha percorre, ao longo da Avenida da Boavista, os maiores call centers do Porto: TMN, Vodafone, PT. Os marchantes encenam um mercado de escravos da precariedade para denunciar a forma "desqualificada" como são tratados os operadores de tantos centros de atendimento. À chegada à rua de Santa Catarina (18h), há intervenções políticas. À noite, na Junta de Freguesia do Bonfim (21h30), um comício-festa fecha o dia. É apresentado o cine-diário da marcha. O filme que em cada dia resumirá, na Marcha e no portal Esquerda.net, as actividades do dia.

Sábado 20 Set | OLIVEIRA DE AZEMÉIS - STA. MARIA DA FEIRA

A segunda etapa da Marcha, a Norte, começa junto ao mercado de Oliveira Azeméis (10h) com um comício de rua. O percurso no distrito de Aveiro atravessa áreas de alto desemprego, onde as deslocalizações se multiplicam. Às 12h30, uma acção de rua aborda as práticas laborais no sector do comércio: o local é o centro comercial 8ª Avenida, em S. João da Madeira, mais uma catedral de precariedade aberta por Belmiro de Azevedo. À chegada a Santa Maria da Feira (17h), a Marcha contacta com a população na feira dos Vinte. Pela noite, no comício em São João da Madeira (21h30, praça Luís Ribeiro), haverá lugar à música e à intervenção de Francisco Louçã, entre outras .

Domingo 21 Set | GUIMARÃES/BRAGA

No distrito de Braga, a Marcha realiza dois percursos. Em Guimarães, os marchantes partem da zona do supermercado Continente (10h) em direcção à Praça do Toural. Em Braga, vinda da praia fluvial de Vila do Prado (14h), a Marcha é encerrada num comício-festa (Praça Central, 16h30).

Mais infos e actualizações em Esquerda.Net

28 agosto 2008

Ladram os cães e a caravana passa !


Mais um Verão que passa e mais um reentrada no ano politico. Mais uma vez o PCP. Mais uma vez um partido perdido no seu próprio tempo que não consegue lidar com as suas incongruências e frustrações e se vê obrigado a atacar aqueles que deveriam ser os seus parceiros de luta.
Porquê tanto medo ? Que teme este PCP ?
Numa altura em que o país atravessa uma das maiores crises de sempre, onde os jovens desempregados ou precários são uma geração sem futuro à vista. Onde o trabalho é cada vez mais sinónimo de exploração e onde a cultura e a educação são arredadas para lado e servem de desculpa para um mediatismo tecnológico de um agora Primeiro-Ministro de férias, o PCP decide, no Avante deste mês atacar sem propósito nenhum o Bloco de Esquerda. José Manuel Jara é o caceteiro de serviço desta vez, esse arauto do socialismo real defensor da ortodoxia estalinita vem falar de boca cheia sobre liberdade e de como fazer boa politica - rico exempelar que nos arranjaram. No artigo que mais parece uma tentativa de resenha histórica vemos que este camarada sabe ler, e sabe ler amuita da tal imprensa burguesa que noutras alturas ele tanto critica, sabe lê-la e acredita nela - o que não deixa de ser engraçado! Poderia estar aqui a fazer comentários a todo o texto mas como tal correria o risco de ser tão ou mais enfadonho que o original deixei mais acima o link para o site do Avante para que possam vê-lo. Não passa nada mais nada menos do que uma tentativa de vasculhar passado e apontar erros - que toda a gente tem e que o PCP não será o melhor para os apontar, e de um rol de questões que sendo apontadas como más pelo camarada me parecem ser uma boa parte delas as vantagens da existência do BE no panorama politico portugês. Assim sendo: ser um moviemento de tipologia nova que ultrapasa as barreira do partido em stricto senso, ser aberto e plural, ter usado o protagonismo mediático que foi tendo ou ganhando para dar voz a causas e a causas que foram fracturantes e marcaram a sociedade portuguesa nos últimos anos... e podia continuar mas para não alongar mais o texto deixava só uma pergunta ao camarada.
Fala nas caras conhecidas e nos rostos anónimos do BE, vindo de um partido de voz única onde quem só aparece fora o Camarada Secretário Geral e seus copinchas é para ser achincalahado publicamente ou demitido por ordem suprema mesmo que eleito pelo Povo... gostava então de saber quem é a cara conhecida do PCP em Freixo de Espada à Cinta ? Ou será que é uma cara conhecida da CDU ?

30 junho 2008

Fim do Ciclo de Cinema da Guerra Civil Espanhola


Dia 3 de Julho
Quinta-feira
21h30m
Academia Problemática e Obscura
(Rua Deputado Henrique Cardoso 3o/34 - Setúbal)


Projecção do documentário Spanish Earth, por Joris Ivens em 1937, com a voz off de Ernest Hemingway, filmado em plena Guerra Civil, mostra o dia a dia das gentes e a sua luta pela sobrevivência e pelos seus ideais. Duração de 52 minutos, p/b.
Nota: falado em Inglês e legendado em Castelhano

Setúbal e a Guerra Civil Espanhola
Apresentação de Álvaro Arranja,
com imagens de jornais da época.

Álvaro Arranja é licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa. Tem publicado diversos trabalhos sobre história contemporânea portuguesa e sobre história local.

Após o início da Guerra Civil espanhola, cedo a Ditadura portuguesa e os sectores sociais que a apoiam, compreendem que a sua sorte se joga em Espanha. A vitória de Franco consolidaria Salazar, enquanto um sucesso republicano daria uma ajuda decisiva à oposição portuguesa. Em Setúbal, como noutras localidades, os apoiantes da Ditadura organizam o auxílio ao exército de Franco que de Sevilha tinha subido até Badajoz (onde cometeu um dos maiores massacres da Guerra Civil) e agora se preparava para seguir na direcção de Madrid. Através da imprensa da época em Setúbal, vemos como os mais importantes industriais das conservas formam colunas automóveis levando conservas de peixe (a ração de combate perfeita) e outros abastecimentos até Espanha, com o objectivo de apoiar o “seu” exército franquista. A não-intervenção da Ditadura portuguesa é apenas uma fachada, como se vê ainda melhor na imprensa local do que na imprensa de Lisboa (mais controlada pela censura). Álvaro Arranja

Esquerda e cultura: o futuro já não é o que era


4 e 5 Julho 2008 :: Lisboa, Fábrica Braço de Prata
ENTRADA LIVRE até às 22:00
Jantares sujeitos a inscrição

Concertos – Teatro – Gastronomia – Conferências – Exposições


Exposições
Migrações e Identidades
Fotografias da série Luso-Tropicália de Tatiana Macedo
Just do it e Freedom, instalações de Mónica de Miranda
Outros-realismos
Moscovo-Bucareste-Moscovo, pintura de Margarida Dias Coelho
Mulheres de Maria Lamas, pintura de Miguel Mira

Programa de Sexta-feira

18:00 - 20:00 Colóquio
Abertura do encontro por Francis Wurtz, presidente do GUE/NGL
Políticas culturais na Europa de hoje
António Pinto Ribeiro, ensaísta e programador cultural
João Fernandes, programador cultural
Luciana Castelina, italiana, ex- presidente da Comissão da Cultura e Educação do Parlamento Europeu
Com tradução simultânea

20:00 - 20:30 Circo: Performance circense pelo grupo ADN
A ocorrer às 20:00 e às 22:00 na sexta e no sábado

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas do Mediterrâneo
O jantar de sexta-feira será de comida sírio-libanesa, em que o “chefe” é Rudolf El Kareh, sociólogo libanês, autor, entre outros, de um livro sobre comida sírio-libanesa. A partir do café, ele próprio e Cláudio Torres, arqueólogo e historiador, orientarão uma conversa sobre culturas, tradições e cosmopolitismo.

22:30 - 24:00 Ateliers da política
Contaminações
A revista Vírus convida outras revistas do pensamento crítico para um debate dinamizado por João Teixeira Lopes, sociólogo, director da revista

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ensaio, peça sobre fotografia e violência a partir de textos de Susan Sontag, por Vítor Hugo Pontes

00:00 - 01:00 Músicas da noite
Grândolas, concerto para dois pianos
Mário Laginha e Bernardo Sassetti

Programa de Sábado

15:30 - 17:30 Colóquio
Introdução por Miguel Portas, eurodeputado do Bloco de Esquerda no GUE/NGL
Esquerda: uma política para o “gosto”?
António Guerreiro, ensaísta e jornalista cultural
Manuel Gusmão, poeta, ensaísta e professor de Literatura portuguesa, Literatura francesa e Teoria da Literatura na Faculdade de Letras de Lisboa
Manuela Ribeiro Sanches, investigadora do Centro de Estudos Comparados da Universidade de Lisboa, com vasta obra publicada sobre questões de identidade na era pós-colonial

17:30 - 20:00 Ateliers da política
Ensino artístico, “entrada” na profissionalização
e precariedade
Este atelier tem por objectivo recensear, a partir de diferentes experiências, como se pode responder ao aumento da precariedade nos meios artísticos e como conceber, hoje, o ensino artístico. Participam docentes de várias escolas e representantes dos movimentos anti-precariedade ligados à criação cultural.
O novo e o velho em matéria de descentralização cultural
Centros e projectos culturais associam-se em rede para potenciarem programações fora dos grandes centros urbanos. Que políticas deve a esquerda defender para que a oferta cultural coloque no mapa os territórios sob pressão do despovoamento? Participam responsáveis por equipamentos, centros culturais e festivais.

18:30 - 20:30 Conversas de café
A propriedade intelectual na era digital
Daniel Oliveira, jornalista e blogger
David Ferreira, produtor discográfico
João Teixeira Lopes, sociólogo, ex-deputado do Bloco de Esquerda e professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas locais
André Bica é o chefe do jantar de sábado, com queijo da serra e vitela de Lafões. Ao café, a conversa incidirá sobre as identidades locais, a certificação e as regula-mentações europeias, com Paulo Madanelo da Associação de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela e Jacob Johnsson, deputado sueco, defensor das regras de protecção mais elevadas.

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ela uma vez, por Cláudia Andrade, sobre textos de sete poetisas lusófonas (Adélia Prado, Adília Lopes, Ana Haterly, Ana Luísa Amaral, Elisa Lucinda, Marina Colasanti e Natália Correia)

00:00 - 01:00 Fado
Hélder Moutinho e convidados

00:00 - 01:30 Músicas da noite
Incógnita alquimia, novo folk português
Dazkarieh

29 maio 2008

A Esquerda - Agora Aqui


Manuel Alegre e alguns dirigentes históricos do Partido Socialista juntaram-se ao Bloco de Esquerda numa declaração de crítica às políticas do governo de José Sócrates na área social, e de compromisso de falar claro "contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade". A declaração conjunta, com 85 assinaturas, convoca para a próxima terça-feira, dia 3 de Junho, uma sessão/festa no Teatro da Trindade, em Lisboa, onde usarão da palavra Manuel Alegre, Isabel Allegro, professora universitária e antiga colaboradora de Maria de Lourdes Pintasilgo, e o deputado bloquista José Soeiro.
A declaração começa por fazer um diagnóstico muito negativo da situação que se vive em Portugal 34 anos depois do 25 de Abril. "Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos", assinalando que numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. "Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança."
Os signatários colocam como exigência que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição e afirmam a necessidade de uma "cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia."
A declaração faz ainda referência à política dos Estados Unidos, de "agressão" e de violações do direito internacional e dos direitos humanos, afirmando que "Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha", e afirma a necessidade de lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.
Citando Miguel Torga, os signatários afirmam que "É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade."
Entre os 85 signatários estão os fundadores do Partido Socialista Carolina Tito de Morais e José Neves, o histórico militante socialista Edmundo Pedro, os deputados bloquistas Francisco Louçã, Luís Fazenda, José Soeiro e João Semedo, a autarca de Lisboa Helena Roseta, os sindicalistas Ulisses Garrido, Mariana Aiveca e Manuel Grilo, o arqueólogo Cláudio Torres, o reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, o ex-líder parlamentar do PCP Carlos Brito, o militar de Abril general Alfredo Assunção, o editor Nélson de Matos, entre outros.

Apelo

O 25 de Abril e o 1º de Maio de 1974 ficaram para sempre associados ao imaginário da liberdade e da democracia. Continuam a ser uma referência e uma inspiração. Trinta e quatro anos volvidos, apesar do muito que Portugal mudou, o ambiente não é propriamente de festa. Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos.
A corrupção e a promiscuidade entre diferentes poderes criaram no país um clima de suspeição que mina a confiança no Estado democrático.
Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança.
O compromisso do 25 de Abril exige que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição da República. E exige também uma crescente cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia.
Não podemos, por outro lado, ignorar a persistência de uma política de agressão, bem como as repetidas violações do direito internacional e dos direitos humanos. Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha. Não se constrói a paz com a guerra. Nem se defende a democracia pondo em causa os seus princípios. E por isso, hoje como ontem, é preciso lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.
Não nos resignamos perante as dificuldades. Como escreveu Miguel Torga – “Temos nas nossas mãos / o terrível poder de recusar.” Mas também o poder de afirmar e de dar vida à democracia.
Os que nos juntamos neste apelo, vindos de sensibilidades e experiências diferentes, partilhamos os valores essenciais da esquerda em nome dessa exigência. É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade.

Manuel Alegre - deputado e escritor,
Isabel Allegro Magalhães - professora universitária
José Soeiro deputado
Abílio Hernandez - professor universitário
Acácio Alferes - engenheiro
Albano Silva - professor
Albino Bárbara - funcionário público
Alexandre Azevedo Pinto - economista, docente universitário
Alfredo Assunção - general, militar de Abril
Alípio Melo - médico
Ana Aleixo - médica
Ana Luísa Amaral - escritora
António Manuel Ribeiro – músico
António Marçal - sindicalista
António Neto Brandão - advogado
António Nóvoa - professor universitário
António Travanca – professor universitário
Augusto Valente - major general, militar de Abril
Camilo Mortágua - resistente
Carlos Alegria – médico
Carlos Brito - ex-deputado
Carlos Cunha - engenheiro
Carlos Sá Furtado - professor universitário
Carolina Tito de Morais - médica
Carreira Marques - ex-autarca
Cipriano Justo - médico
Cláudio Torres - arqueólogo
David Ferreira - editor
Dinis Cortes - médico
Edmundo Pedro - resistente, ex-deputado
Eduardo Milheiro - empresário
Elísio Estanque - professor universitário
Ernesto Rodrigues - escritor
Eunice Castro - sindicalista
Fátima Grácio - dirigente associativa
Francisco Fanhais - músico e professor
Francisco Louça - deputado
Francisco Simões - escultor
Helena Roseta - arquitecta, autarca
Henrique de Melo - empresário
João Correia - advogado
João Cutileiro - escultor
João Semedo - deputado
João Teixeira Lopes - professor universitário
Joaquim Sarmento - advogado, ex-deputado
Jorge Bateira - professor universitário
Jorge Leite - professor universitário
Jorge Silva - médico
José Aranda da Silva - ex-Bastonário Farmacêuticos
José Emílio Viana - dirigente associativo
José Faria e Costa - professor universitário
José Leitão - advogado, ex-deputado
José Luís Cardoso - advogado, militar de Abril
José Manuel Mendes - escritor
José Manuel Pureza - professor universitário
José Neves - fundador do PS
José Reis - professor universitário
Luís Fazenda - deputado
Luís Moita - professor universitário
Luisa Feijó - tradutora
Mafalda Durão Ferreira - reformada da função pública
Manuel Correia Fernandes - arquitecto, professor universitário
Manuel Grilo - sindicalista
Manuel Sá Couto - professor
Manuela Júdice - bibliotecária
Manuela Neto - professora universitária
Margarida Lagarto - pintora
Maria do Rosário Gama - professora
Maria José Gama - dirigente associativa
Mariana Aiveca - sindicalista
Natércia Maia - professora
Nélson de Matos - editor
Nuno Cruz David - professor universitário
Pacman - músico
Paula Marques - produtora
Paulo Fidalgo - médico
Paulo Sucena - professor
Pio Abreu - psiquiatra
Richard Zimmler - escritor
Rui Mendes - actor
Teresa Mendes - reformada da função pública
Teresa Portugal - deputada
Ulisses Garrido - sindicalista
Valter Diogo - funcionário público aposentado
Vasco Pereira da Costa – escritor, director regional da cultura

Feira do Livro em Lisboa - quase em directo: Diário da Batalha de Praga


DIÁRIO DA BATALHA DE PRAGA
Socialismo e Humanismo

Fernando Rosas (prefácio). Paulo Torres Bento (apresentação e notas)
Edições Afrontamento

FLAUSINO TORRES (1906-1974), professor, historiador e jornalista, foi um participante activo em alguns dos mais decisivos momentos do século XX português e europeu. Militante comunista desde os anos trinta, a sua casa da Quinta do Fojo, em Tondela, foi um dos centros da oposição democrática na região das Beiras e ponto de apoio para os funcionários clandestinos do PCP. Afastado do ensino por razões ideológicas, após uma passagem pela cadeia do Aljube em 1962-1963 intensifica o seu activismo político, assumindo importantes responsabilidades na direcção da Frente Patriótica de Libertação Nacional como membro do seu executivo no interior do país. Para escapar a nova prisão, vê-se obrigado a optar pelo exílio no final de 1965, primeiro em Argel nos tempos conturbados para a FPLN que se seguiram ao assassinato de Humberto Delgado pela PIDE e, depois de uma breve passagem pela Roménia, na Checoslováquia socialista.
Em Praga, Flausino Torres foi professor de Cultura e Língua Portuguesa na prestigiada Universidade Karlova, para cujos estudantes escreveria uma História de Portugal, mais tarde também editada em Portugal, e testemunharia a exaltante primavera política liderada por Alexander Dubcek, violentamente interrompida em Agosto de 1968 pelos tanques do Pacto de Varsóvia. Nos meses seguintes – ao mesmo tempo que redigia o DIÁRIO DA BATALHA DE PRAGA – Flausino Torres lideraria a firme oposição da maioria dos comunistas portugueses exilados na Checoslováquia contra a ocupação soviética, contrariando a tomada de posição da direcção do PCP, apanhada na evidente contradição de estar a pugnar pelo fim da ditadura e pela liberdade em Portugal ao mesmo tempo que justificava e apoiava a opressão sobre um país amigo que procurava o caminho para um socialismo sem autoritarismo. A inevitável ruptura, consumada após uma tensa reunião com Álvaro Cunhal em Praga, levaria ao seu afastamento do partido e ao ostracismo político a que foi votado até ao final da sua vida que aconteceria em Dezembro de 1974 na sua Quinta do Fojo em Tondela, quatro anos após ter regressado ao seu país, doente e debilitado, no contexto da breve abertura da “primavera marcelista.

Pode encontra-lo à venda nas Feiras do Livro:
Porto - Stand G2 - Pavilhão Rosa Mota
Lisboa - Pav. 16 e 38 - Parque Eduardo VII

24 maio 2008

O suspeito do costume faz anos


e já passaram 2 anos...com um rosto recentemente refeito e noutro modelo só tem vindo a melhorar. Parabéns !!!
Parabéns ao Daniel e ao Arrastão.

04 maio 2008

MAIO 68 - COMÍCIO :: DEBATES :: CONCERTO :: TEATRO


Paris. Praga 1968. 40 anos.
Há 40 anos, a Europa agitava-se dos dois lados da cortina de ferro.
Em França, estudantes e trabalhadores questionam a ordem do capital.
Em Praga, exigem a liberdade do socialismo e recusam a obediência burocrática a Moscovo.
Nos Estados Unidos, a oposição à guerra do Vietname e a luta pelos direitos civis mudam a face do país.
No México, os estudantes são massacrados na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos.
Enquanto os Sarkozys do mundo se empenham em “liquidar a herança” de 68, a esquerda socialista vive a sua história.
Imaginação, crítica, intransigência e liberdade.

SOB A CALÇADA, A PRAIA.


INFORMAÇÕES ÚTEIS
O prazo limite é 5 de Maio.
Contacta bloco.esquerda@bloco.org ou por telefone para 213 510 510 / 968 92 63 71 / 918 71 24 44

Mais info em Esquerda.Net

12 março 2008

Se a moda pega....


Em França está a tornar-se moda não apertar a mão ao Presidente. Eu concordo, não pode haver maior hipocrisia que não gostar de um politico e ter que estar todo sorrisos e palmadinhas só porque está em campanha ou a passear com a comunicação social.

Enquanto isso na politica a sério

A esquerda foi vitoriosa no primeiro turno das eleições autárquicas do último domingo em França. Em números ainda provisórios, as listas da esquerda obtiveram 47% dos votos, contra 45% para a direita, reflectindo a queda da popularidade do presidente Nicolas Sarkozy, ao fim de dez meses de governo. À "esquerda da esquerda", a LCR considera ter tido "um resultado histórico".
O líder do Partido Socialista, François Hollande, declarou que a esquerda está "orgulhosa" dos resultados e espera um voto "sancionatório" da direita na segunda volta.
Já a União para um Movimento Popular (UMP, de Sarkozy) classificou a primeira volta de "pequeno revés". A extrema-direita da Frente Nacional, de Jean-Marie Le Pen, confirmou uma substancial perda de base eleitoral.
Os comunistas, por seu turno, conservaram os bastiões na região da capital e cimentaram posições em cidades de média dimensão como Dieppe (noroeste).

"O melhor resultado da história da LCR"

A LCR de Olivier Besancenot obteve "o melhor resultado da sua história", com mais da metade das suas listas a superar os 5%, e algumas a ultrapassar os 10%, podendo assim pesar no resultado do segunda volta. Das 200 listas apresentadas pela Liga Comunista Revolucionária, sob a sua própria sigla ou em aliança com outras correntes de esquerda, 109 superaram os 5%, e 29% superaram os 10%. A LCR elegeu 69 candidatos na primeira volta, mais do dobro das eleições precedentes. "Trata-se de um resultado histórico, sem precedentes para a LCR, num escrutino municipal", disse à agência AFP François Sabado, dirigente da organização.
Para a segunda volta, a LCR não tem indicação nacional de voto, sendo o seu princípio-base "derrotar a direita". Onde as suas listas ultrapassaram os 5%, e onde a esquerda não faça aliança com o Modem (centro), as listas da LCR podem propor uma "fusão técnica", sendo que os eleitos da LCR "recusarão qualquer participação na maioria municipal mas votarão as medidas que lhes parecerem ir no bom sentido."

Fonte:Esquerda.Net

25 fevereiro 2008

Anda um novo vírus à solta na internet !


Foi lançada na tarde de sábado a revista Vírus, que se publica exclusivamente na internet. A revista é dirigida por João Teixeira Lopes, que a apresentou como uma "ferramenta para o combate de ideias, aberta aos novos meios de expressão". Veja aqui o site da revista e leia o primeiro número.

Aqui fica um excerto do Editorial de João Teixeira Lopes:
Dir-se-á, provavelmente com algum facilitismo, que uma revista on-line é um indício de moda, uma espécie de cavalgada na espuma dos dias, um caminho fácil para a citação. Poderia objectar dizendo que é apenas o ar que se respira.
Na verdade, esta revista fará a transacção constante entre o que se passa «lá fora» (no mundo dito «real») e o cá dentro (o universo apelidado de «virtual»). É impossível ignorar este trânsito, já que ele constitui, no capitalismo tardio, um dos traços da sua estruturação. Aliás, os mais recentes estudos sobre as constelações «virtuais» sublinham a ideia de uma dupla hermenêutica: não só a Web prolonga, em muitos casos, situações, redes e conteúdos da «vida real» como, em acréscimo, lhes fornece matéria-prima que alimenta, por sua vez, os quotidianos e as vivências, numa espiral fecunda. Poderíamos apenas enfatizar este ponto: toda e qualquer experiência é real, material e contextualizada dentro de limites objectivos. Na Web ou fora dela.
De igual modo, não acreditamos nem no determinismo tecnológico, nem na neutralidade dos dispositivos. Dito de outro modo, importa apropriarmo-nos, de acordo com as nossas assumidas orientações ideológico-discursivas, tanto do meio como dos conteúdos, sendo que o meio – o dispositivo tecnológico – é já conteúdo. Além do mais, política é comunicação e interacção – face a face ou desterritorializada. Os combates culturais e ideológicos fazem-se em todos os terrenos onde há investimentos simbólicos e materiais. A luta pela hegemonia requer novas formas de «jogar o jogo», mesmo que, no final, a existir final, consigamos mudar as regras, sem as viciar. Não prescindimos de nenhum combate –onde quer que ele se realize. E não prescindimos, igualmente, de combater com as nossas melhores armas: as ideias. Não esperem, pois, uma revista preguiçosa.


28 outubro 2007

Extrema direita em Portugal - tudo o que você queria saber....


... em destaque esta semana no Portal Esquerda.Net do Bloco de Esquerda.
Uma excelente compilação de informação desde a sua fundação e raízes históricas até às formas como estas organizações se relacionam directamente com associações criminosas para além do racismo e xenofobia, das suas incongruências na condenação do uso de drogas ou da prostituição mas como se servem destas ilegalmente para financiarem as suas actividades. Tudo e muito mais a valer a pena perder algum tempo e ficar com vontade de ver ainda mais
Link directo para o dossier

18 outubro 2007

1936-1937 combates pela revolução na guerra civil espanhola


"Pelas características especiais deste número monográfico decididimos que todos os artigos estariam aceciveis em regime aberto na nossa página web. Queremos contribuir assim para a recuperação de uma parte fundamental da nossa memória histórica, que frequentemente não conta com a atenção e o reconhecimento que merece"

09 outubro 2007

40 anos sobre a morte do El Comandante


Passam agora 40 anos sobre a morte de Ernesto "Che" Guevara e muito se tem falado sobre a sua vida e sobre a sua morte. Especulações ou histórias a parte fica o seu legado politico de inegável importância tanto pelos seus escritos e reflexões como pela sua acção e luta que levou até ao fim dos seus dias.

Destaca-se um excelente dossier sobre o assunto no Portal Esquerda.Net - Bloco de Esquerda


Galeria de fotos e música de Silvio Rodrígues

03 maio 2007

Ditadura dos costumes.... ou o Estado neo-liberal no controlo d@s cidad@s !


Faço meu este logotipo roubado no Arrastão que passará a estar na coluna ali do lado ------------------------>
Faço também minhas as palavras do João Semedo, no portal Esquerda.Net onde escreveu sobre a forma como o Governo legislou sobre o vicio e sobre como esta lei pode ser extremamente discriminatória e abrir uma caixa de pandora em relação aos direitos e deveres de cidadania.

29 abril 2007

Mais Saúde, Mais SNS - Encontro de Saúde


Porque há assuntos que realmente interessam debater (mais além da licenciatura do Primeiro-Ministro!)....

ENCONTRO NACIONAL DE SAÚDE | BLOCO DE ESQUERDA
Lisboa | Sábado, 5 Maio | das 10h às 19h
Hotel Continental Holiday Inn (junto ao Curry Cabral)

A política de saúde tem estado no centro do debate. O encerramento de maternidades, urgências e SAPs difi culta o já complicado acesso aos serviços de saúde e compromete a sua qualidade. Os portugueses pagam mais pelos medicamentos e pelos serviços do SNS. Dentro e fora do Parlamento o BE tem sido uma voz contra a política de degradação do SNS. O Encontro organizado pelo BE pretende analisar novos e velhos problemas do SNS, determinar o sentido das mudanças em curso e identifi car soluções e propostas para a defesa e modernização do SNS.

Programa:
SÁBADO 5 MAIO

SESSÕES EM PLENÁRIO

DEFENDER E MODERNIZAR O SNS
10h00 – Abertura

10h30 – 12h30 | 1º Painel:
ACESSO, MUDANÇAS E PARTICIPAÇÃO DOS CIDADÃOS

14h00 – 15h30 | 2º Painel:
ARQUITECTURA E FINANCIAMENTO DO SNS

MESAS REDONDAS
15h30 – 17h00:
POLÍTICA DO MEDICAMENTO
SAÚDE DA MÃE E DA CRIANÇA

17h00 – 18h30:
ÉTICA MÉDICA, BIOÉTICA E SOCIEDADE: PROBLEMAS ACTUAIS
MEDICINAS NÃO CONVENCIONAIS

ENCERRAMENTO
18h30 (SESSÃO EM PLENÁRIO)
COM JOÃO SEMEDO E FRANCISCO LOUÇÃ

PARTICIPANTES NOS PAINÉIS E MESAS REDONDAS:
Alda de Sousa, Ana Campos, Ana Drago, André Beja, António Leuschner, António Rodrigues, Carlos Caldeira, Carlos Ventura, Cipriano Justo, Glória Teixeira, Henrique Botelho, João Arriscado Nunes, João Semedo, Jorge Sequeiros, Manuel Branco, Maria José Alves, Mário Durval, Octávio Cunha, Paulo Fidalgo, Pedro Choy, Sebastião Torres, Teresa Tomé, Vasco Freire

Mais informações na sede nacional do Bloco: Tel. 213510510 | 966299247
Portal Esquerda.Net