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25 março 2009

Dia Nacional dos Centros Históricos no Porto


(Clicar na imagem para ver maior)

No próximo dia 28 de Março, a Câmara Municipal do Porto alia-se, mais uma vez, às comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos, com a realização de um conjunto de iniciativas que prometem animar a Baixa Portuense.
Entrada gratuita nos monumentos classificados aderentes, realização de visitas pedestres guiadas ao Centro Histórico e aos monumentos aderentes, realização de um espectáculo musical e outro de marionetas, participação num cruzeiro no rio Douro ou numa subida vertical de balão são algumas das aliciantes propostas feitas a todos aqueles que se desloquem ao Centro Histórico neste dia. Os apreciadores da boa gastronomia portuguesa podem ainda contar com a oferta dos mais variados petiscos disponíveis em alguns dos estabelecimentos da zona histórica, ao preço de 1 euro.
Este evento é organizado pela Câmara Municipal do Porto, através da PortoLazer, e conta ainda com a participação e o apoio das seguintes entidades: Centro Português de Fotografia, Centro Regional de Artes Tradicionais, Eco-Tours Portugal, Escola Superior Artística do Porto, Fundação da Juventude, Igreja e Torre dos Clérigos, Igreja de S. Francisco, Museu de Arte Sacra, Arqueologia do Seminário Maior do Porto, Palácio da Bolsa, Porto Vivo - SRU, Sé Catedral do Porto, Teatro Nacional S. João, Associação de Bares da Zona Histórica, Douro Azul, STCP e CP.
A participação nas diversas iniciativas é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia no Posto de Turismo do Centro, ao lado da Câmara Municipal do Porto, nos dias 26 de Março das 10h30 às 12h30 e 27 de Março a partir das 9h00. As inscrições são limitadas a duas actividades por pessoa e à disponibilidade de lugares.

Para obter mais informações aceder a:
www.portoturismo.pt
www.portolazer.pt
www.cm-porto.pt

1.ª edição do “Mercadinho dos Clérigos”
28 de Março
Rua Cândido dos Reis


Depois do sucesso do “Natal feito à mão”, o Plano B lança, com o apoio da Câmara Municipal do Porto e da PortoLazer, uma nova iniciativa: o Mercadinho dos Clérigos. A Rua Cândido dos Reis foi o local escolhido para a primeira edição desta iniciativa que pretende ser um espaço de promoção, visibilidade, troca e partilha de experiências entre autores, criadores e o público em geral, onde serão vendidas todo o tipo de peças de autor (artesanato urbano, objectos decorativos), gastronomia, antiguidades, produtos biológicos, flores, etc. Simultaneamente com a realização do “Mercadinho”, irão decorrer momentos de animação, música e performances. Esta iniciativa passará a realizar-se no último sábado de cada mês.

Porto Sounds
28 de Março
Rua da Galeria de Paris
Rua Cândido dos Reis


No dia 28 a animação continua pela noite fora. Pela segunda vez neste ano, a iniciativa “Porto Sounds” regressa às Ruas Cândido dos Reis e Rua da Galeria de Paris. Às 23h00 tem início um concerto de «Anonima Nuvolari», na Rua da Galeria de Paris. Às 0h00 actuam «Os Tornados», seguindo-se a actuação dos «Irmãos Catita» à 1h00, ambos na Rua Cândido dos Reis.

10 novembro 2008

Homus Americanus

24 setembro 2008

Bolhão, que futuro ?



Temos o prazer convidar para o evento do próximo Sábado, dia 27 de Setembro, 16:00H, no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto.
Durante o mesmo será entregue, pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, a Proposta de Reabilitação do Mercado do Bolhão. Será ainda apresentado, às 17:00H, o documentário em vídeo "Cidade com Memória" que retrata a Cidade do Porto e em particular o Mercado do Bolhão através de mensagens em vídeo de diversas personalidades do País, como:

Cineasta Manoel de Oliveira
Arquitecto Siza Vieira
Maestro Pedro Osório
Músico Rui Veloso
Actriz Simone de Oliveira
Escultor José Rodrigues

29 maio 2008

Feira do Livro em Lisboa - quase em directo: Diário da Batalha de Praga


DIÁRIO DA BATALHA DE PRAGA
Socialismo e Humanismo

Fernando Rosas (prefácio). Paulo Torres Bento (apresentação e notas)
Edições Afrontamento

FLAUSINO TORRES (1906-1974), professor, historiador e jornalista, foi um participante activo em alguns dos mais decisivos momentos do século XX português e europeu. Militante comunista desde os anos trinta, a sua casa da Quinta do Fojo, em Tondela, foi um dos centros da oposição democrática na região das Beiras e ponto de apoio para os funcionários clandestinos do PCP. Afastado do ensino por razões ideológicas, após uma passagem pela cadeia do Aljube em 1962-1963 intensifica o seu activismo político, assumindo importantes responsabilidades na direcção da Frente Patriótica de Libertação Nacional como membro do seu executivo no interior do país. Para escapar a nova prisão, vê-se obrigado a optar pelo exílio no final de 1965, primeiro em Argel nos tempos conturbados para a FPLN que se seguiram ao assassinato de Humberto Delgado pela PIDE e, depois de uma breve passagem pela Roménia, na Checoslováquia socialista.
Em Praga, Flausino Torres foi professor de Cultura e Língua Portuguesa na prestigiada Universidade Karlova, para cujos estudantes escreveria uma História de Portugal, mais tarde também editada em Portugal, e testemunharia a exaltante primavera política liderada por Alexander Dubcek, violentamente interrompida em Agosto de 1968 pelos tanques do Pacto de Varsóvia. Nos meses seguintes – ao mesmo tempo que redigia o DIÁRIO DA BATALHA DE PRAGA – Flausino Torres lideraria a firme oposição da maioria dos comunistas portugueses exilados na Checoslováquia contra a ocupação soviética, contrariando a tomada de posição da direcção do PCP, apanhada na evidente contradição de estar a pugnar pelo fim da ditadura e pela liberdade em Portugal ao mesmo tempo que justificava e apoiava a opressão sobre um país amigo que procurava o caminho para um socialismo sem autoritarismo. A inevitável ruptura, consumada após uma tensa reunião com Álvaro Cunhal em Praga, levaria ao seu afastamento do partido e ao ostracismo político a que foi votado até ao final da sua vida que aconteceria em Dezembro de 1974 na sua Quinta do Fojo em Tondela, quatro anos após ter regressado ao seu país, doente e debilitado, no contexto da breve abertura da “primavera marcelista.

Pode encontra-lo à venda nas Feiras do Livro:
Porto - Stand G2 - Pavilhão Rosa Mota
Lisboa - Pav. 16 e 38 - Parque Eduardo VII

16 maio 2008

Dia Internacional de Histórias de Vida


Em nome da Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Portugal, EUA e Canadá) e do Center for Digital Storytelling (EUA) foi lançado um apelo para se apoiar o Dia Internacional de Histórias de Vida, que acontece hoje, dia 16 de Maio de 2008. O dia será uma oportunidade para que pessoas de todo o mundo se encontrem em locais públicos, praças, salas de aula, teatros ou até mesmo em ambientes virtuais para compartilhar as suas histórias de vida uns com os outros.
Trata-se de um movimento internacional de pessoas e organizações que acreditam que ouvir, coleccionar e compartilhar histórias de vida, são parte de um processo crítico para a democratização da cultura e promoção da transformação social. Queremos que este dia seja especialmente dedicado à celebração e à promoção de projectos voltados à preservação das memórias e histórias de vida, que tenham provocado mudanças em bairros, comunidades e na sociedade como um todo.
Encorajamos a participação no Dia Internacional de Histórias de Vida de diversas formas, por meio da promoção ou presença em eventos, a criação de Círculos de histórias em locais públicos, escolas, casas, centros comunitários, ambientes virtuais etc.;

• Espaços abertos para performances diversas para se contarem histórias;

• Exposições de histórias de vida em locais públicos utilizando os mais diversos formatos (fotografias, textos, vídeos, áudios, etc.);

• Eventos homenageando contadores de histórias locais, mestres da cultura popular, griôs, além de organizações e projetos de memória e histórias de vida;• Promoção de eventos diversos abertos ao público que tenham como base o compartilhamento de histórias de vida;

• Reuniões virtuais simultâneas para promoção de trocas de histórias de vida;

• Difusão de histórias de vida e de documentários sobre histórias orais e temas relacionados nos mais diversos meios de comunicação: jornais, revistas, rádios, televisão etc.;

Se você quiser apoiar esta idéia, por favor, escreva para internacional@museudapessoa.net.

O Museu da Pessoa é uma rede internacional de museus virtuais de histórias de vida, localizados no Brasil, Canadá, Portugal e EUA


A sua missão é contribuir para que a história de vida de cada pessoa seja valorizada pela sociedade.Center for Digital Storytelling


O Center for Digital Storytelling é uma organização sem fins lucrativos, que trabalha auxiliando pessoas a contarem histórias significativas de suas vidas usando medias digitais. Com sede em Berkeley, na Califórnia, desenvolve projectos e realiza pesquisas em comunidades, escolas e empresas, utilizando a metodologia e os princípios do Workshop de Histórias Digitais – Digital Storytelling.


Para conhecer as organizações e pessoas que já apoiam o Dia Internacional de Histórias de Vida, clique aqui em Endorsements. Se você tem dúvidas, comentários ou quer declarar seu apoio ao Dia Internacional de Histórias de Vida, preencha o formulário em Contact ou escreva diretamente para internacional@museudapessoa.net.


09 abril 2008

Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade


Salvaguardar a memória da resistência à opressão do Estado Novo e valorizar a história das lutas pela liberdade e pela democracia são finalidades do Movimento Cívico "Não Apaguem a Memória!", cujo núcleo do Porto, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, organiza, em conjunto com a Câmara Municipal de Matosinhos, as Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade.

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

21.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matosinhos e Movimento "Não Apaguem a Memória!")
21.45 h - Comunicações: Drª Ana Sofia Ferreira – "A oposição portuense e a campanha de Humberto Delgado
Dr.Bruno Monteiro - " A Incorporação da Vocação Militante. Apontamentos sobre as lógicas da adesão e a geração de disposições políticas nas organizações operárias"
23.00 h – Debate

Sábado, 12 de Abril de 2008

15.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matos e Movimento "Não Apaguem a Memória!")
15.45 h - Comunicações: Prof.ª Doutora Irene Pimentel – "A PIDE/DGS"
Prof.ª Doutora Inácia Rezola – "Os Militares e a Revolução de Abril"
Prof. Doutor Manuel Loff – "Lembrar e não lembrar a ditadura salazarista no período democrático"
17.30 h - Debate

O Núcleo do Porto Movimento "Não Apaguem a Memória!"
maismemoriaporto@gmail.com
Site
Blogue

08 abril 2008

Paris, França 68... falar disso


Maio de 1968. Em Paris anuncia-se o início de uma luta prolongada. Quatro décadas depois, este colóquio internacional reúne um conjunto de reputados intelectuais cujas investigações permitiram voltar a olhar para 1968 nas suas mais variadas dimensões. Levando o debate mais além das repetidas alusões ao cariz geracional e estudantil da revolta, mapeando 1968 para lá das fronteiras da França, o colóquio confronta a importância de 1968 na emergência de novas subjectividades políticas, analisa a dimensão de luta de classes que atravessa o período e discute a persistência de Maio'68 nos conflitos políticos contemporâneos.

Os coordenadores,
Bruno Peixe (NÚMENA)
Luís Trindade (IHC-UNL/U.Birkbeck)
José Neves (ICS-UL)
Ricardo Noronha (IHC-UNL)

PROGRAMA


11 DE ABRIL
9h30
Sessão de Abertura

10h | Maio no Mundo
Fernando Rosas
Teses sobre a geração dos anos 60 em Portugal e a questão da hegemonia
Gerd-Rainer Horn
Um conto das duas europas
Manuel Villaverde Cabral
Maio de '68 como revolução cultural

14h30 | Ideias de Maio
Anselm Jappe
Maio de 68, do «assalto aos céus» ao capitalismo em rede. O papel dos situacionistas
Daniel Bensaid
Como será possível pensar que se possa quebrar o ciclo vicioso (da dominação)
Judith Revel
1968, o fim do intelectual sartriano

12 DE ABRIL
10h | Maio em Movimento
Maud Bracker
Participação, encontro, memória: os imigrantes e o Maio de 68
João Bernardo
Estudantes ou trabalhadores?
Franco Berardi (Bifo)
68 e a génese do cognitariado

14h30 | O Outro Movimento Operário
Xavier Vigna
As greves operárias em França em 1968
Yann Moulier Boutang
Maio de 68, herança por reclamar na divisão de perdidos e achados da História
John Holloway
1968 e a crise do trabalho abstracto

18h | 1968 - 2008
Bruno Bosteels
A revolução da vergonha
François Cusset
Os embalsamadores e os coveiros

02 abril 2008

Debater o Bolhão - Ciclo de Debates


Nas próximas quinta-feiras, vai decorrer um 1º ciclo de debates, organizada pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, sobre questões ligadas ao Património da Cidade- Mercado do Bolhão, nas seguintes vertentes:
A) Humano e Arquitectónico B) Comercial e Cultural


Realiza-se da seguinte forma:

QUINTA-FEIRA- DIA 3 ABRIL - NO ORFEÃO DO PORTO (praça da batalha)
18:30h- 20:30h
PATRIMÓNIO HUMANO E ARQUITECTÓNICO
Mercado do Bolhão- Projecto de Reabilitação aprovado pela Câmara e IPPAR em 1998
Mesa redonda com:
Moderadora: Ana Caridade, jornalista
JOÃO TEIXEIRA LOPES, SOCIÓLOGO
JOAQUIM MASSENA, ARQUITECTO
JOSÉ RODRIGUES, ARTES PLÁSTICAS- ESCULTOR
LINO TAVARES, ARQUEÓLOGO
MANUEL CORREIA FERNANDES, ARQUITECTO

QUINTA-FEIRA- DIA 10 ABRIL - NO ORFEÃO DO PORTO (praça da batalha)
18:30h-20:30h
PATRIMÓNIO COMERCIAL E CULTURAL
Mesa redonda com:
Moderadora: Ana Caridade, jornalista
JOAQUIM MASSENA, ARQUITECTO
JOSÉ EMÍDIO, ARTES PLÁSTICAS - PINTOR
MANUEL CORREIA FERNANDES, ARQUITECTO
RUI MOREIRA, ECONOMISTA

toda a informação em:Manifesto Bolhão

17 fevereiro 2008

Descobre os personagens históricos...


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Have Fun !!!

29 novembro 2007

To be continued..... por muito mais tempo


Os meus parabéns com algum atraso mas muito bem reconhecidos.
Lévi-Strauss fez esta quarta-feira 99 anos.


Claude Lévi-Strauss é um antropólogo, professor e filósofo francês, considerado o fundador da Antropologia Estruturalista, em meados da década de 1950, e um dos grandes intelectuais do século XX.
No campo dos estudos da antropologia e do mito, o trabalho foi levado a diante por Claude Lévi-Strauss, no período imediato à II Guerra Mundial, que divulgou e introduziu os princípios do estruturalismo para uma ampla audiência, alcançando uma influência quase que universal, fazendo com que o seu nome, o de Lévi-Strauss, não só se confundisse com o estruturalismo como se tornasse um sinónimo dele. O estruturalismo virou "moda" intelectual nos anos 60 e 70. Os livros dele ("O Pensamento Selvagem", Tristes Trópicos, Antropologia estrutural, As estruturas elementares do parentesco), tiveram um alcance que transcendeu em muito aos interesses dos especialistas ou curiosos da antropologia Desde aquela época o estruturalismo de Lévi-Strauss tornou-se referência obrigatória na filosofia, na psicologia e na sociologia. De certo modo, ainda que respeitando a indiferença dele pela história ("o etnólogo respeita a história, mas não lhe dá um valor privilegiado", in O Pensamento Selvagem, 1970, pag.292), pode-se entender a antropologia estrutural como um método de tentar entender a história de sociedades que não a têm, como é o caso das sociedades primitivas.

03 novembro 2007

Enola Gay....

Morreu piloto que largou bomba atómica sobre Hiroshima Paul Tibbets, o norte-americano que largou a bomba atómica sobre Hiroshima, em 1945, morreu no dia 1 de Novembro na sua residência no Ohio segundo fonte familiar.
Tibbetes, que contava 92 anos, pilotava o bombardeiro «B-52», baptizado «Enola Gay», que largou a bomba atómica sobre aquela cidade japonesa a 06 de Agosto de 1945.

02 outubro 2007

Livros e revistas em leilão inédito, no Porto


Uma das mais importantes bibliotecas particulares do Porto, com cerca de 3500 obras, pertencentes ao médico Alfredo Ribeiro dos Santos que retratam o percurso cultural e político do último século português, vai a leilão a partir de amanhã e até 11 de Outubro, na Junta de Freguesia do Bonfim.
"A biblioteca de Ribeiro dos Santos constitui um raro e precioso acervo de livros, jornais e revistas, altamente representativos do século XX português, obviamente orientado numa perspectiva republicana, socialista e laica", escreve Mário Soares, no prefácio do catálogo da colecção.
Em leilão, que decorrerá até 11 de Outubro, na Junta do Bonfim, Porto, vão ser vendidas espécies bibliográficas de grande raridade, como as revistas "A Águia", "Presença", "Orpheu", "Contemporânea", "Exílio", "Byzancio", "Portugal Futurista", "SW Sudoeste", "Athenas", "Manifesto", "Hidra", "Poesia Experimental", "A Galera", "Centauro", "Dionysos" e "Távola Redonda", entre outras.

“Gosto muito de falar, sou um fala-barato. Sou um prolixo com tantas coisas que não têm interesse. Tem um lápis vermelho? Depois corta muita coisa e aproveita só o que quiser”. - Vale a pena ler uma entrevista no Primeiro de Janeiro, onde esta figura se caracteriza na primeira pessoa, sem dúvida um marco da nossa cultura e da nossa politica.

26 setembro 2007

Theses eyes of you


do latim oculu

Estes olhos da Rita gostam de ler.
A Rita gosta de escrever.
A Rita ama mas não sabe amar.
A Rita chora porque já não sabe como sorrir.
A Rita lê muito, muito, muito... mas não encontra a solução para o seu sorriso.
A Rita deseja...

Há quem diga que a Rita na verdade não existe e que é só um fruto da imaginação fértil de algumas crianças, outros acham que ela não passa de um mito urbano que os irmãos mais velhos usam para assustar os mais pequenos. Há quem diga que já viu a Rita! Há quem diga que tem coisas escritas pela Rita. Na verdade toda a gente gostava de ser como ela, com menos lágrimas mas a mesma capacidade de amar sem o saber fazer.
Para quem conseguir acreditar nisto, ver, ouvir, ler e conhecer a Rita é tarefa fácil.











(dizem que o espaço vazio não é bom para as ideias!)





PARVOS, não sabem o que dizem...





P.S. - Este olho não é da Rita !

20 agosto 2007

Women in History Cinema


Muito boa esta montagem onde várias mulheres da história do cinema se vão modificando, passando épocas e os supostos ideais femininos. Uma espécie de todas diferentes todas iguais !

12 maio 2007

A Cultura DJ


Vale a pena ler o livro Áudio Culture do C. Cox e Daniel Warner, não sendo possível, este excerto é uma excelente peça de análise musical sobre o fenómeno dos Dj's e de como a sua importância no meio tem revolucionado a própria música.

O termo “Cultura DJ” surgiu nos anos 90 como um meio de descrever uma gama de músicas centradas na figura do DJ como artista: disco, HipHop, House, Techno, drum ‘n’ bass e outras formas musicais. De um modo mais amplo, o termo descreve o domínio musical único tornado possível pela cultura da gravação, uma cultura na qual música e som circulam como uma rede de entidades gravadas, separadas da especificidade do tempo, lugar e autoria, tudo disponível para tornar-se a matéria prima da arte do DJ.
Como um conjunto de estilos musicais, a cultura DJ é quintessencialmente pós-moderna, surgindo nos anos 70 com o disco mix, as distorções do dub reggae e o nascimento do HipHop. Mas no sentido mais amplo, suas raízes são muito mais profundas: encontram-se na história do modernismo do século XX. No início dos anos 20, o escultor Bauhaus, fotógrafo e pintor László Moholy-Nagy já tinha imaginado o détournement do toca-discos, sua transformação de um instrumento de reprodução musical em um instrumento musical em si mesmo. Nos anos 30, John Cage, Paul Hindemith e Ernst Toch começaram a dar vida às visões de Moholy-Nagy. Em seu primeiro estudo para o gramofone, “Imaginary Landscape, No. 1”, Cage manipulava toca-discos de velocidades variáveis e gravações de estúdio a fim de produzir uma mistura fantasmagórica de sirenes, sons de cordas de piano e barulho de percussão. Pierre Schaeffer é, sem dúvida, o padrinho da composição por samplers. Trabalhando com discos de fonógrafo nos anos 40, as composições de Schaeffer eram formadas por pedacinhos de sons editados. Através de seus loops rítmicos e justa posições de assobios de trem, sons de freios e sons mecânicos de metais batendo uns nos outros, a primeira composição de Schaeffer de musique concrète “Étude aux chemins de fer” (Estudo sobre a ferrovia), antecipa o HipHop e a música electrónica. No início dos anos 60, William S. Burroughs tornou-se um DJ do mundo, ao usar técnicas de manipulação de fita para cortar, colar e dividir sua própria voz em camadas.
A partir de Schaeffer, a Cultura DJ tem trabalhado com dois conceitos básicos: cortar e o mix. Gravar é cortar, separar o significador sônico (a amostra ou sample) do seu contexto e significado original, de modo que fique livre para ser realizado de outra maneira. O mix é o ato de reinscrever, colocar a amostra solta numa nova cadeia de significação. O mix é o momento pós-moderno, no qual os sons mais diversos podem ser colados juntos num contínuo. É exemplificado por músicas contínuas: disco, House, Techno. Mas o mix é possível por causa do corte, aquele momento modernista no qual o som é removido e pode tornar-se algo mais, ou é quebrado de modo que possa “passear” ou “tropeçar” em volta de um pulso (beat). Suas formas são o HipHop (particularmente a manipulação dos toca-discos), dub, drum ‘n’ bass e experimentalismos contemporâneos por DJs como Christian Marclay, Philip Jeck, Marina Rosenfeld e Erik M.
A Cultura DJ também descreve uma nova modalidade de história e memória auditiva. A história musical não é mais uma figura de continuidade linear que, idealmente, poderia ser invocada em sua totalidade. Pelo contrário, a história musical torna-se uma rede de segmentos móveis disponíveis a qualquer momento para serem inscritos e reinscritos em novas linhas, textos e mixes. Em suma, a história musical não é mais um rolo análogo, mas acesso digital e aleatório.
“A batalha pelo futuro imediato da música será travada através do meio da gravação” observou Chris Cutler num texto que anteviu a controvérsia Napster, décadas antes que esta acontecesse. Escrevendo em 1982 a respeito da cultura da gravação em geral, o artigo de Cutler pode ser lido como um manifesto da Cultura DJ. Para Cutler, o cortar e o mix tornam possível uma música profundamente igualitária. Não apenas o mundo sonoro total torna-se disponível para o uso musical; Cutler também imagina que a cultura da gravação permite as condições para uma nova música folclórica: um processo de produção musical coletivo e sem autoria, que é fluido e está sempre em mutação. Para Burroughs, a cultura da gravação não é apenas politicamente liberalizante, mas também é de resistência política. Ela oferece uma maneira de ouvir criticamente as vozes da cultura dominante e oferece meios para alterá-la e subverter significados estabelecidos. Hoje, pode-se encontrar quem defenda as duas posições políticas: por um lado, na imaginação liberatória da cultura rave; e por outro, nas práticas antinômicas de Negativland e John Oswald. Qualquer que seja a posição, a Cultura DJ claramente marca um espaço cultural fundamentalmente novo. Ela alterou a própria natureza da produção musical, abriu novos canais para a disseminação da música, e activou novos modos de ouvir. Não é de todo surpreendente, então, que a Cultura DJ incentivou novas práticas sociais e opera nas linhas de frente da política cultural.