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25 março 2009

Dia Nacional dos Centros Históricos no Porto


(Clicar na imagem para ver maior)

No próximo dia 28 de Março, a Câmara Municipal do Porto alia-se, mais uma vez, às comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos, com a realização de um conjunto de iniciativas que prometem animar a Baixa Portuense.
Entrada gratuita nos monumentos classificados aderentes, realização de visitas pedestres guiadas ao Centro Histórico e aos monumentos aderentes, realização de um espectáculo musical e outro de marionetas, participação num cruzeiro no rio Douro ou numa subida vertical de balão são algumas das aliciantes propostas feitas a todos aqueles que se desloquem ao Centro Histórico neste dia. Os apreciadores da boa gastronomia portuguesa podem ainda contar com a oferta dos mais variados petiscos disponíveis em alguns dos estabelecimentos da zona histórica, ao preço de 1 euro.
Este evento é organizado pela Câmara Municipal do Porto, através da PortoLazer, e conta ainda com a participação e o apoio das seguintes entidades: Centro Português de Fotografia, Centro Regional de Artes Tradicionais, Eco-Tours Portugal, Escola Superior Artística do Porto, Fundação da Juventude, Igreja e Torre dos Clérigos, Igreja de S. Francisco, Museu de Arte Sacra, Arqueologia do Seminário Maior do Porto, Palácio da Bolsa, Porto Vivo - SRU, Sé Catedral do Porto, Teatro Nacional S. João, Associação de Bares da Zona Histórica, Douro Azul, STCP e CP.
A participação nas diversas iniciativas é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia no Posto de Turismo do Centro, ao lado da Câmara Municipal do Porto, nos dias 26 de Março das 10h30 às 12h30 e 27 de Março a partir das 9h00. As inscrições são limitadas a duas actividades por pessoa e à disponibilidade de lugares.

Para obter mais informações aceder a:
www.portoturismo.pt
www.portolazer.pt
www.cm-porto.pt

1.ª edição do “Mercadinho dos Clérigos”
28 de Março
Rua Cândido dos Reis


Depois do sucesso do “Natal feito à mão”, o Plano B lança, com o apoio da Câmara Municipal do Porto e da PortoLazer, uma nova iniciativa: o Mercadinho dos Clérigos. A Rua Cândido dos Reis foi o local escolhido para a primeira edição desta iniciativa que pretende ser um espaço de promoção, visibilidade, troca e partilha de experiências entre autores, criadores e o público em geral, onde serão vendidas todo o tipo de peças de autor (artesanato urbano, objectos decorativos), gastronomia, antiguidades, produtos biológicos, flores, etc. Simultaneamente com a realização do “Mercadinho”, irão decorrer momentos de animação, música e performances. Esta iniciativa passará a realizar-se no último sábado de cada mês.

Porto Sounds
28 de Março
Rua da Galeria de Paris
Rua Cândido dos Reis


No dia 28 a animação continua pela noite fora. Pela segunda vez neste ano, a iniciativa “Porto Sounds” regressa às Ruas Cândido dos Reis e Rua da Galeria de Paris. Às 23h00 tem início um concerto de «Anonima Nuvolari», na Rua da Galeria de Paris. Às 0h00 actuam «Os Tornados», seguindo-se a actuação dos «Irmãos Catita» à 1h00, ambos na Rua Cândido dos Reis.

04 dezembro 2008

diverCIDADE: de quantas cidades se faz a nossa cidade?


Depois de no ano passado, sob o lema eu imPORTO-me, termos saído à rua numa noite fria para dizermos a quem nos quis ouvir que o Património da Humanidade está vivo e que nós queremos estar vivos com ele, chegamos agora a mais um 4 de Dezembro. O 12º aniversário. A puberdade de uma marca que reflecte a história da cidade e das pessoas que as habitam.
Tal como um qualquer adolescente, também o Património da Humanidade – gostamos do factor PH, às vezes ácido e corrosivo, outras vezes mais suave – muda todos os dias, assimila influências, adapta-se a novas funções, renasce depois das feridas, sofre de indecisão, rebela-se contra os tutores e, acima de tudo, teima em crescer e em criar uma identidade: a sua identidade. Este ano é sobre este PH em permanente desassossego que queremos falar. Das pessoas, portanto. Das pessoas que vestem este nosso Centro Histórico. As que aqui nasceram e as que fazem agora renascer a cidade.
Queremos falar, discutir e reflectir sobre as novas ocupações humanas e sociais do Património da Humanidade. Dos espaços vazios que deixam de o ser, das cidades dentro da cidade que crescem todos os dias, dos cruzamentos humanos, das partidas e das chegadas.
Queremos perceber de que forma a cidade entende e se relaciona com estes cruzamentos que são, hoje, o essencial desta malha urbana – dos jogos de críquete da Praça da Batalha, aos discretos murmúrios da mesquita de Cimo da Vila; dos sabores e dos sons telúricos que nos chegam de África, à jovem e europeia ocupação temporária de bairros populares. Queremos ouvir e pensar nas variáveis que o sotaque portuense nos oferece, da Ribeira à Foz, quando misturado com estas outras formas de falar, de cantar e de rezar que todos os dias habitam e tornam vivo o nosso património.
Que lugar ocupam as pessoas na cidade, nesta cidade-cruzamento? Que novas relações estabelece a cidade com as comunidades que agora nela se instalam? Serão os espaços vazios da cidade metaforicamente equivalentes ao espaço vazio de um palco, onde novas relações e novas ficções podem acontecer todos os dias? Que novo Património é este que se cria a partir daqui? Que nova Humanidade é esta que queremos construir na Cidade? Para responder e questionar estes e muitos outros assuntos, convidamos um conjunto de pessoas que animarão esta espécie de tertúlia à volta das múltiplas vidas que esta cidade tem e convidamos todos
os interessados a estarem presentes no Ateneu Comercial, na Rua de Passos Manuel, 44, no dia 4 de Dezembro, às 22:00 horas.
Ainda pendente de confirmação está a utilização do Mercado Ferreira Borges, às 20h00 horas, onde nos iremos encontrar com algumas das comunidades de cidadãos estrangeiros que residem no Porto.
De certeza às 23:45 vamos assistir à projecção de um vídeo na Fachada Habitada que os WeAreArchitects – Colectivo de Arquitectos preparou para a fachada do prédio nº 132 da Rua de 31 de Janeiro. Não fique em casa, venha mostrar que também se importa!

06 outubro 2008

Espaço público – ocupar para libertar


O Porto é hoje, um grande centro urbano capaz de produzir mais valias mas totalmente incapaz de dar o salto para fora ou mesmo de ser líder de uma região que é das mais pobres do país para além de sofrer com o hiato instalado entre Lisboa e Porto quer pelas diferenças salariais, pelo acesso aos bens de consumo e mesmo à relação de proximidade com as esferas de decisão do poder politico. É assim esta cidade em francas dificuldades, com perdas populacionais praticamente ininterruptas desde 1991,com o aumento do índice de envelhecimento, demonstrando que a falta de dinamismo demográfico se centra, em particular, na sangria das populações mais jovens (efeito conjunto das migrações para outros concelhos e da quebra de natalidade) e pela desvitalização e degradação do centro urbano, incluindo nas suas dimensões monumentais e patrimoniais. Não chega e nunca serão suficientes as recuperações iniciadas tardiamente por este executivo, porque elas não devolvem a cidade às pessoas - afastam a sua população e gentrificam atraindo uma fatia de população endinheirada que tenta marcar uma geração pelo regresso à cidade dos seus pais e avós mas é essa mesma cidade que é incapaz de receber esses pais e avós de volta. A recuperação urbana de fachada e a estrutural que não tem em conta as necessidades económicas da população que dela é natural não é nada mais que uma fachada bem pintada construída sobre os muros da pobreza que vão ficando por trás. Um dos principais problemas da cidade do Porto é, sem dúvida, a falta de atractividade em termos de qualidade da vivência urbana.

A destruição do panorama cultural do Porto começou logo em 2002, o ponto de retorno está cada vez mais longe e difícil de alcançar. Não se trata de acreditarmos ou não que Rui Rio poderá não sair vencedor das próximas eleições autárquicas mas sim da margem de manobra que ficará para o que se seguir. Contratos de exploração entregues em períodos de 20 anos ou superiores, cláusulas de rescisão incrivelmente altas e destruição dos hábitos culturais do tecido urbano são apenas alguns dos desafios que quem se opõem a Rui Rio vai ter que ultrapassar num próximo mandato.

Continue a ler em Esquerda.Net (artigo completo)

24 setembro 2008

Bolhão, que futuro ?



Temos o prazer convidar para o evento do próximo Sábado, dia 27 de Setembro, 16:00H, no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto.
Durante o mesmo será entregue, pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, a Proposta de Reabilitação do Mercado do Bolhão. Será ainda apresentado, às 17:00H, o documentário em vídeo "Cidade com Memória" que retrata a Cidade do Porto e em particular o Mercado do Bolhão através de mensagens em vídeo de diversas personalidades do País, como:

Cineasta Manoel de Oliveira
Arquitecto Siza Vieira
Maestro Pedro Osório
Músico Rui Veloso
Actriz Simone de Oliveira
Escultor José Rodrigues

16 maio 2008

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS E DO PATRIMÓNIO - 18 MAI 2008


"Museus, Pontes entre Culturas” é o tema de reflexão proposto pelo ICOM este ano para a 27ª edição do Dia Internacional de Museus, celebrado no dia 18 de Maio em todo o Mundo. Estas comemorações têm vindo a evidenciar linhas de trabalho dos museus menos visíveis, mas fundamentais para assegurar a preservação e a divulgação das suas colecções e dos seus patrimónios, bem como para reforçar a aproximação dos museus à diversidade dos seus públicos. O tema proposto para 2005 – “Museus, Pontes entre Culturas” – sublinha o museu como mediador entre culturas e como lugar de encontro de culturas, porque neles conflui a pluralidade de heranças culturais dos povos.


Para comemorar o Dia Internacional dos Museus o Serviço Educativo de Serralves organiza um conjunto de iniciativas para toda a família: visitas e oficinas, Leitura Furiosa, Imagens à Lupa...
Entrada livre em todas as actividades!

PROGRAMA

Oficinas em Família
Actividades criativas para todas as idades a partir das exposições patentes no Museu de Serralves.
10h00-13h00 e 14h00-17h00

Percursos de exploração
Descobrir Serralves em família num percurso de exploração do Museu e do Parque.

Visitas guiadas
10h00 – às Exposições (para famílias)
11h00 – ao Parque
12h00 / 17h00 / 19h00 – às Exposições
15h00 – Arquitectura em Serralves

Imagens à Lupa / Um Projecto com Escolas
Inauguração da Exposição, 12h00

Leitura Furiosa
16h00
Apresentação dos resultados da Leitura Furiosa, coordenada por Regina Guimarães, com a participação de Pedro & Diana, Marta Bernardes, João Pedro da Costa e Saguenail.

09 maio 2008

Cordão Cultural pela preservação do Bolhão...


Dia 10 de Maio, Sábado
10,30H às 18:00H

No Sábado todo o Mercado do Bolhão vai estar repleto de Música, Dança, Teatro, Artes Plásticas, Arquitectura...
Irá ser feito o Corte de Trânsito para montagem de PALCO - TRABALHADORES DO COMÉRCIO JÁ CONFIRMADOS
Estão confirmados:

-Tunas Académicas ( Tuna de Dentária e Tuna da E.S.A.P)
-Bandas Portuenses
-Fados de rua
-Intervenções de Teatro
-Ranchos Populares
-Exposições, Exibição de Documentário sobre Arquitectura e Património
-Atelier de Pintura ao ar-livre, com mestres das Artes Plásticas
-Visitas Guiadas ao Mercado
-Entre vários Músicos e Bandas:
Ana Deus
Convinha
Paulo Praça
Trabalhadores do Comércio

APARECE !

21 abril 2008

Resistência: Lugares de Memória


Sábado 26 de Abril 15.30 h
VISITA GUIADA POR EX-PRESOS
ÀS INSTALAÇÕES DA EX-PIDE/DGS


No próximo dia 26 de Abril será realizada mais uma Visita ao edifício da EX-PIDE, no Porto, guiada por ex-presos políticos que aí foram encarcerados, humilhados e torturados. Com esta acção, o Núcleo do Porto do movimento cívico "Não Apaguem a Memória!" pretende contribuir para o reforço da nossa identidade democrática, uma identidade que atravesse o tempo, que salvaguarde a continuidade da memória histórica da resistência ao fascismo entre as gerações presentes e as que viveram um mundo passado. Considera-se que é importante patrimonializar as memórias dos resistentes antifascistas através da transmissão dos seus valores às gerações mais jovens, reconstruindo elos entre o passado e o presente.

09 abril 2008

Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade


Salvaguardar a memória da resistência à opressão do Estado Novo e valorizar a história das lutas pela liberdade e pela democracia são finalidades do Movimento Cívico "Não Apaguem a Memória!", cujo núcleo do Porto, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, organiza, em conjunto com a Câmara Municipal de Matosinhos, as Jornadas pela Memória das Lutas pela Liberdade.

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

21.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matosinhos e Movimento "Não Apaguem a Memória!")
21.45 h - Comunicações: Drª Ana Sofia Ferreira – "A oposição portuense e a campanha de Humberto Delgado
Dr.Bruno Monteiro - " A Incorporação da Vocação Militante. Apontamentos sobre as lógicas da adesão e a geração de disposições políticas nas organizações operárias"
23.00 h – Debate

Sábado, 12 de Abril de 2008

15.30 h - Abertura da sessão (Câmara Municipal de Matos e Movimento "Não Apaguem a Memória!")
15.45 h - Comunicações: Prof.ª Doutora Irene Pimentel – "A PIDE/DGS"
Prof.ª Doutora Inácia Rezola – "Os Militares e a Revolução de Abril"
Prof. Doutor Manuel Loff – "Lembrar e não lembrar a ditadura salazarista no período democrático"
17.30 h - Debate

O Núcleo do Porto Movimento "Não Apaguem a Memória!"
maismemoriaporto@gmail.com
Site
Blogue

02 abril 2008

Debater o Bolhão - Ciclo de Debates


Nas próximas quinta-feiras, vai decorrer um 1º ciclo de debates, organizada pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, sobre questões ligadas ao Património da Cidade- Mercado do Bolhão, nas seguintes vertentes:
A) Humano e Arquitectónico B) Comercial e Cultural


Realiza-se da seguinte forma:

QUINTA-FEIRA- DIA 3 ABRIL - NO ORFEÃO DO PORTO (praça da batalha)
18:30h- 20:30h
PATRIMÓNIO HUMANO E ARQUITECTÓNICO
Mercado do Bolhão- Projecto de Reabilitação aprovado pela Câmara e IPPAR em 1998
Mesa redonda com:
Moderadora: Ana Caridade, jornalista
JOÃO TEIXEIRA LOPES, SOCIÓLOGO
JOAQUIM MASSENA, ARQUITECTO
JOSÉ RODRIGUES, ARTES PLÁSTICAS- ESCULTOR
LINO TAVARES, ARQUEÓLOGO
MANUEL CORREIA FERNANDES, ARQUITECTO

QUINTA-FEIRA- DIA 10 ABRIL - NO ORFEÃO DO PORTO (praça da batalha)
18:30h-20:30h
PATRIMÓNIO COMERCIAL E CULTURAL
Mesa redonda com:
Moderadora: Ana Caridade, jornalista
JOAQUIM MASSENA, ARQUITECTO
JOSÉ EMÍDIO, ARTES PLÁSTICAS - PINTOR
MANUEL CORREIA FERNANDES, ARQUITECTO
RUI MOREIRA, ECONOMISTA

toda a informação em:Manifesto Bolhão

21 fevereiro 2008

ANIMAÇÃO NO BOLHÃO!


SÁBADO 23 DE FEVEREIRO 10H- 13H

INTERVENÇÃO ARTISTICA/ MUSICAL DE RUA –NO MERCADO DO BOLHÃO
ACÇÃO DE SOLIDARIEDADE PARA COM PATRIMONIO E COMERCIANTES


Vamos recriar um espaço com diferentes formas de arte, cativando mais gente ao Mercado, alertando à sociedade em geral, que o Bolhão está Vivo e não necessita de ser tornado num shopping, semelhante a tantos outros na cidade!

Venha ouvir OS SONS NO BOLHÃO!

Concertos voluntários de jovens artistas do "Círculo do Fogo" e "Os Galegos", entre outros.

APARECE E DIVULGA!

08 fevereiro 2008

QUEREM-NOS ROUBAR O BOLHÃO! VAMOS MOSTRAR QUE ELE É NOSSO!


SÁBADO, 9 DE FEV. - 10 H.
TODOS AO BOLHÃO (entrada rua formosa)
Tragam a vossa boa-disposição e indignação num abraço de solidariedade com os comerciantes do NOSSO mercado.


A acção é promovida por associações e movimentos cívicos da cidade do Porto.

APAREÇAM E PASSEM A PALAVRA A TODOS OS VOSSOS CONTACTOS TEMOS POUCOS DIAS PARA IMPEDIR ESTE CRIME! (Até ao fim do mês de Fevereiro!)

Já está a disponível nas bancas do Mercado e nos cafés e lojas das redondezas uma petição contra a demolição deste símbolo da cidade do Porto.

O mercado do Bolhão corre o risco de desaparecer para sempre... Este típico mercado da cidade do Porto, tem vindo a resistir ao longo dos anos, mas agora está ameaçado por fortes interesses económicos num edifício que está classificado como Património Nacional. O presidente da Câmara do Porto, decidiu que a melhor forma de reabilitar este velho edifício era entregá-lo a uma empresa privada para o gerir nos próximos 50 anos!
A escolhida foi a multinacional holandesa TCN – Tramcrone que já está a elaborar um projecto para o mercado.
Esse projecto vai destruir o mercado tradicional, transformando este fantástico espaço em mais um Centro Comercial igual a muitos outros. Todo o interior do edifício será demolido para dar lugar à especulação imobiliária (supermercado, lojas, habitações...). Este edifício começou a ser construído em 1851, e é actualmente o único mercado tradicional do centro da cidade, considerado a alma do Porto onde se podem ainda encontrar as típicas vendedeiras e as genuínas gentes do Porto.

Ajude-nos a salvar o mercado do Bolhão. Denuncie este atentado contra o património.

04 fevereiro 2008

Porto for sale


(clique na imagem para aumentar)

VENDE-SE CIDADE, situada à beira mar com boas vistas para um rio. Com algum uso mas com boa capacidade de resistência, diz-se Invicta. Necessita de reparações e remodelações, tem um presidente casmurro e incompetente sem o mínimo de visão sobre gestão de uma cidade mas é facilmente controlado por €s - não aprecia cultura mas isso também não da dinheiro...

Interessados podem visita-la durante todo o dia e toda a noite, se desejarem vê-la habitada entre as 9h e as 19h30/20h. Preço a discutir.
Contactos: R. Rio - CMP

20 janeiro 2008

Manifesto Bolhão contra a demolição !


Participe e apareça na segunda-feira, dia 21 de Janeiro às 20.30 em frente à Câmara Municipal do Porto para exercer o seu direito de indignação face à demolição de um edifício simbólico como é o Mercado do Bolhão.

Nessa Noite irá ocorrer na Assembleia Municipal da Câmara Porto, aprovação do projecto de demolição do Mercado do Bolhão!

21 de JANEIRO (2ª) , ÀS 20.30 EM FRENTE À CÂMARA


Mais info em Manifesto Bolhão

20 dezembro 2007

Já que tem que ser ao menos que seja uma boa prenda...


Este Natal, ofereça duas prendas numa só!

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05 dezembro 2007

A minha cidade - Eu imPORTO-me !


«O Porto adormecido, à deriva, procurado por um número crescente de turistas, responde com uma oferta espontânea, de qualidade mais ou menos variável.
O Porto tem dedicado menosprezo e até desprezo pelo seu valor como Património Mundial.
Não queremos assistir parados ao desperdício das oportunidades.
Importa aproveitar a “marca”, articular as vontades e forças que possam fazer avançar o Centro Histórico do Porto como recurso cultural, urbanístico e turístico de grande qualidade e de grande potencial, para toda a região e para o país.
É urgente lançar iniciativas, ou programas, que possam promover o Porto, dar-lhe visibilidade e divulgar a imagem, no sentido da mobilização do recurso património.
Aproveitar a classificação da UNESCO para promover a dinamização, vitalização, animação e investimento na cidade.
Relançar a auto-estima apagada, valorizar o espírito do lugar.
Unir vontades, juntar competências, evitar rejeições, abranger todas as ópticas, mostrar o Porto pela positiva - aproveitando oportunidades e contornando ameaças.
Olhar as fraquezas de frente, não desistir, procurar soluções.
Cidade que foi de Bispo, de mercadores, de vinhos, de indústria, de comércio, de serviços, de universidade, e continua a ser de tudo isso, mas agora (só agora) é também uma cidade de turismo!
Turismo cultural. O que a cidade tem de melhor para oferecer é, hospitalidade, animação e estética, que inclui paisagem, património, música, gastronomia e cultura.
O que falta à cidade é qualidade de serviços, integração de ofertas, projecção internacional, força para se impor.
Os primeiros a acordar, não podem deixar ninguém adormecido.

EU
imPORTOme


Este será o “lema” com que hoje pretendemos unir os que se importam com o que se passa no Porto Património Mundial!
Muitos se importam com o património que é nosso e de todo o mundo, e com os destinos que lhe vão sendo dados ou retirados! Mas, cada um por si, pessoalmente, individualmente, pouco ou nada poderá contra a indiferença e o desprezo.
Há gente no Porto que desvaloriza, ou se esquece de valorizar, o facto da nossa cidade ter um sítio na lista da UNESCO.
No entanto essa será, talvez, a nossa herança colectiva mais importante. O Centro Histórico é, e será, o nosso relicário de espaço urbano e patrimonial mais precioso. Por isso toda a discriminação positiva tem fundamento e justificação. Por isso todo o abandono é grave.
Cidadãos do Porto-SA (Sociedade Aberta) é uma rede de voluntários, independentes e não dependentes, que se está a formar para despertar as consciências e envolver, na defesa do Património Mundial, mais e mais cidadãos do Porto capazes de despir as suas camisolas clubistas, bairristas, religiosas, partidárias… ou outras, para vestir a camisola do Porto.
Há onze anos que, por mérito próprio, o Centro Histórico do Porto, com os seus mais de cem monumentos, mais de 3000 edifícios e milhares de habitantes entrou na lista, por decisão dos órgãos competentes, no dia 4 de Dezembro. Foi dia de júbilo para os cidadãos do Porto.
Essa classificação, só por si, não se traduz, obviamente, em qualidade urbana, em crescimento económico, em desenvolvimento social ou em vantagem comparativa na competição que as cidades enfrentam, mas pode ser usada, a favor de um melhor turismo, de um melhor urbanismo, de um melhor ambiente urbano e sobretudo de uma maior auto-estima dos cidadãos do Porto. Pode ser, mas não tem sido!
Passados onze anos não podemos deixar amolecer a memória. Temos de nos importar!

EU
imPORTOme


Este ano, contrariando a triste tradição do esquecimento e o obscurantismo lançado contra o Centro Histórico em anos anteriores, sem ter de pedir licença a ninguém, os cidadãos do Porto vão comemorar o aniversárioda entrada na lista.
Juntar na rua todos os que se importam, todos os que sentem o Porto como sua herança, todos os que valorizam o património como cultura, todos os que se orgulham de ter a cidade apesar de envelhecida, frágil e enferma.
Juntar na rua todos os que apostam que vale a pena acreditar que uma cidade com vinte e cinco séculos por trás tem também vinte e cinco séculos pela frente, com todas estas camadas arquitectónicas, sociais, culturais que fazem a mistura urbana do espaço e do tempo da cidade histórica - objecto (ser) único e inimitável.

Assim será o 4 de Dezembro deste ano, 11º aniversário, dia de festa...
ASSIM FOI !

17 novembro 2007

Não há festa como esta ! - como se pudesse ser coisa boa !


É hoje inaugurado no Porto a maior árvore da Europa, uma roda gigante na Cordoaria, um parque-lazer nos Leões e uma pista de gelo em D. João IV. Natal traz festa ao Porto, mas será esta festa algo de original? Porque se regozija a CMP com estas pafernálias montadas por toda a cidade que não são mais do que umas importações e estrangeirismos capitalistas de celebração de uma coisa qualquer... mais do que isso e mais do que toda a luz que inunda a cidade são as enormes telas publicitárias de quem quem "oferece" realmente tudo isto à cidade. A festa é a festa do Millenium BCP, da Santa Casa da Misericórdia ou do Finibanco...

Não pense o senhor Rio que o povo do Porto se contenta com as migalhas ou com as côdeas desta pseudo cultura. Não esquecemos os artistas desta cidade que não te espaço e os sucessivos ataques à liberdade de expressão na cidade e de algumas das suas forças vivas.

Assim, o Movimento "Eu imPorto-me" organiza actividades para comemorar 11.º da elevação do centro histórico a Património Mundial. As comemorações são a 4 de Dezembro e vão contar com nomes como Pedro Burmester, Rui Veloso, Pedro Abrunhosa e Sérgio Godinho.

É CULTURA ESTÚPIDO !

02 outubro 2007

Livros e revistas em leilão inédito, no Porto


Uma das mais importantes bibliotecas particulares do Porto, com cerca de 3500 obras, pertencentes ao médico Alfredo Ribeiro dos Santos que retratam o percurso cultural e político do último século português, vai a leilão a partir de amanhã e até 11 de Outubro, na Junta de Freguesia do Bonfim.
"A biblioteca de Ribeiro dos Santos constitui um raro e precioso acervo de livros, jornais e revistas, altamente representativos do século XX português, obviamente orientado numa perspectiva republicana, socialista e laica", escreve Mário Soares, no prefácio do catálogo da colecção.
Em leilão, que decorrerá até 11 de Outubro, na Junta do Bonfim, Porto, vão ser vendidas espécies bibliográficas de grande raridade, como as revistas "A Águia", "Presença", "Orpheu", "Contemporânea", "Exílio", "Byzancio", "Portugal Futurista", "SW Sudoeste", "Athenas", "Manifesto", "Hidra", "Poesia Experimental", "A Galera", "Centauro", "Dionysos" e "Távola Redonda", entre outras.

“Gosto muito de falar, sou um fala-barato. Sou um prolixo com tantas coisas que não têm interesse. Tem um lápis vermelho? Depois corta muita coisa e aproveita só o que quiser”. - Vale a pena ler uma entrevista no Primeiro de Janeiro, onde esta figura se caracteriza na primeira pessoa, sem dúvida um marco da nossa cultura e da nossa politica.