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09 junho 2009

Pessoa de vão de escada


No próximo dia 13, cento e vinte e um anos após a data do seu nascimento, pelas 16,00h, a Poetria apresenta uma sessão dedicada a Fernando Pessoa com o título:

"PESSOA DE VÃO DE ESCADA" - Um retrato solarengo do poeta que dia 13 fará anos.


Nos vãos das lombadas dos livros, nos vãos dos dias, nos vãos das datas - até mesmo das de aniversário -, nos vãos das celebridades dos autores - até mesmo dos mortos -, nos vãos em que se recolhe a poesia como gatos, encontramos, como uma sombra, como um salteador, como uma festa surpresa, Pessoa.

"No dia em que festejavam o dia dos meus anos
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma..."

Crónicas, Notas, Poemas, Leituras: Nuno Meireles

Da sessão constará uma mostra filatélica evocativa deste poeta único, múltiplo e eterno e desta vez decorrerá na vizinhança da Poetria, no Centro Comercial Galerias Lumière (ruas José Falcão e Oliveiras) - Porto

Haverá serviço de café, com oferta de estimulantes biscoitos de gengibre.

25 março 2009

Procura-se um(a) amante !


Não é bem correio do leitor mas também não é propriamente uma citação. Seria algo mais do género: as coisas que nos fazem chegar ao email. Vale a pena ler. Obrigado A.C.B. ;)

Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas ?!".
Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"?
"Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmos-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmos-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermos-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmos-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".

Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"

16 março 2009

Feira do Livro Manuseado


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Feira do Livro Manuseado, na Assírio & Alvim de Lisboa. De 16 de Março a 11 de Abril.

27 fevereiro 2009

Derivas de Fevereiro na BMAG no Porto - Hoje e amanhã estou por lá


Desde há muito, senão desde sempre, a Escola resiste às novas expressões artísticas, venerando e valorizando um cânone, enquanto que, paradoxalmente, remete os clássicos para o ostracismo. Da modernidade, a escola filtra apenas o que lhe interessa criando unicamente o homo-automatus capaz, com dificuldade, de escrever um contrato, um requerimento ou um verbete. Os media cumprem o seu papel normalizador e reduzem a Escola a um mapa de fait-divers. A poesia, as expressões plásticas, a música, o teatro tornaram-se corpos estranhos à Escola. Coisas meramente decorativas e ao serviço de actividades de circunstância. Falta-lhe, à escola, fôlego e coerência, irreverência e criatividade. Contra o carácter redutor dos programas, propõe-se, agora mais que nunca, uma acção que vise a criação e uma deriva de liberdade que tenha em conta as capacidades e interesses humanos na Escola. Cidadãos autómatos ou autónomos? A literatura deve ou não fazer-se na escola? As bibliotecas escolares são um depósito de livros, professores e outros computadores? Os media como instância de socialização a par da Escola ou contra a Escola? Há lugar para novos criadores?

Sexta-feira, 27 de Fevereiro
9:45 – Entrega de documentação
10:00 – Abertura
10:30 – José António Gomes - Os Clássicos não são coisa do passado
11:00 – Paula Cruz – O desalinho na poesia que se dá a ler: o lugar dos poetas do séc. XX/XXI na escola
11:30 – Isabel Sousa – Bibliotecas Públicas e a Língua Portuguesa - Para quê?
Debate
12:30 – Intervalo para almoço
14:30 – Luísa Portal – Teatro Nacional de São João: 12 anos de experiência(s) com a(s) escola(s)
15:00 – António Tavares Lopes – Formas e formatações da expressão individual na Web
15:30 – Suzana Ralha – Música, Poesia e Escola
16:00 – Emílio Remelhe – Entre o Modelo e o Novelo. A Escola como palimpsesto
Debate

Sábado, 28 de Fevereiro
10:30 – Rui Pereira – (N)a Escola face aos Media
11:00 – Pedro Eiras – Para que serve a Literatura?
11:30 – Américo Lindeza Diogo – Configuração Arte-Escola-Humanismo. Relações entre Literacia e Arte. Usos da Literatura. Artes e Media
Debate
12:00 – Encerramento
12:30 – Distribuição dos Certificados de Presença

Também podem acompanhar em directo pelo Twitter de Pedro Ferreira.

26 fevereiro 2009

A Inexistência de Eva de Filipa Leal


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10 fevereiro 2009

Há homens que lutam um dia...


Bertolt Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898 — Berlim, 14 de Agosto de 1956)

Escritor e dramaturgo alemão. Adere desde muito cedo ao expressionismo e vê-se obrigado a fugir da Alemanha em 1933, após escrever a Lenda do Soldado Morto, obra pacifista que provoca a sua perseguição pelos nazis. Ao iniciar-se a Segunda Guerra Mundial começa uma longa peregrinação por diversos países. Em 1947, perseguido pelo seu comunismo militante, vai para os Estados Unidos. A partir de 1949, e até à sua morte, dirige na Alemanha Oriental uma companhia teatral chamada do Berliner Ensemble.
A produção teatral de Brecht é abundante. No conjunto das suas obras tenta lançar um olhar lúcido sobre o mundo moderno. Na Ópera de Três Vinténs dirige o seu olhar crítico para a organização social. Na intenção de actualizar o teatro épico, escreve uma série de obras em que recorre às canções e aos cartazes explicativos: Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, Santa Joana dos Matadores, O Terror e a Miséria no Terceiro Reich, Der Aufhaltsame Aufstieg des Arturo Ui. Em O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti e em A Boa Alma de Sé-Chuão recorre às parábolas do teatro oriental. Em Vida de Galileu, obra que não deixa de aperfeiçoar desde a sua primeira redacção, Brecht centra-se no papel e na responsabilidade do intelectual.
Bertolt Brecht é, além de dramaturgo, um importante teórico teatral. Nos seus Estudos sobre Teatro expõe a sua concepção cénica, baseada na necessidade de estabelecer uma distância entre o espectador e os personagens, a fim de que o ponto de vista crítico do autor desperte no espectador uma tomada de consciência. Destaca-se também na poesia, de forte conteúdo social.


Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis

10 janeiro 2009

Volte | Face - Nova Edição

03 janeiro 2009

Para ler em 2009... Intoxicação Linguística de Vicente Romano


Começando pela linguagem e pela forma como ela é usada e manipulada no dia-a-dia para nos alterar a realidade. O papel dos media e a capacidade de criação de um dito pensamento sobre as matérias que se vai tornando de tal forma homogeneo que se confunde com a realidade.
Para abrir o apetite desta edição da Deriva Editores fica um excerto de uma entrevista com o autor na revista Visão.


O capitalismo vai adocicar a linguagem para continuar cruel

Nacionalização, Estado, proteccionismo ou regulação eram, até há pouco, uma espécie de lixo tóxico para a maioria dos poderes po­líticos e empresariais. E agora, o que se está a passar?

É um sarcasmo que, após reduzir a míni­mos os controlos públicos e as seculares conquistas sociais, os poucos que enrique­ceram enormemente com o espólio de muitos recorram agora ao Estado que desman­telaram, à regulação, à nacionalização, etc. E não deixa de ser inumano que sejam estes poucos a receber os milhares de milhões provenientes dos impostos que muitos pagam, em vez de aplicá-los em aliviar o sofrimento e as necessi­dades urgentes dos muitos que sofrem de sede, fome e injustiça, como diz o Evan­gelho cristão.

Crê que o capitalismo já está a utilizar, ou vai encontrar, novos termos e eufemismos, ou seja, outro tipo de “acti­vos tóxicos” linguísticos?

O capitalismo vai gerar certamente novas lin­guagens e irá adocicar os velhos termos para con­tinuar a embelezar este sistema cruel que se re­produz através das suas crises periódicas, como demonstrou há 150 anos o tão denegrido Karl Marx.

Em que medida a intoxicação linguística contaminou a in­formação, o jornalismo?

Já há 200 anos o general alemão Carl von Clau­sewitz afirmava que a maioria das notícias é falsa. As condições de trabalho da maioria dos jornalistas dificultam a produção de informação verdadeira, ampliadora de consciências e emancipadora.

03 dezembro 2008

O Peso das Nuvens


Não queiras pôr a nuvem numa caixa transparente,
Ensinar-lhe as leis quotidianas,
Com quanto amor domestica-la.
Ela não fala essa linguagem.
Não tem lei, nem morada.
Uma secreta voz constantemente a chama.
Ama-la é conserva-la aí…
Nessa paragem, de instável insegurança.
E se quiseres guarda-la,
Na doce paz tão comum,
Tão diferente da paz inquieta, e sempre outro em que cintila.
Já não é a nuvem que tu amas, e mal sujeita ao clima estranho que a mutila, desfaz-se em água, e some-se na terra, transformada em lama.
Mário Dionísio

O Peso da nuvem de Ana Marta Fortuna é apresentado dia 3 de Dezembro pelas 21 horas no Espaço de Intervenção Cultural -Maus Hábitos.
Apresentação a cargo de Elsa Ligeiro da Alma Azul e do escritor e fotógrafo Pedro Ferreira.
Leitura do actor Pedro Saavedra e dos alunos da ESMAE Inês Neves, Teresa Vieira e Sara Reis.


A todos os que por aqui passam...apareçam nos Maus Hábitos e vamos passear palavras.

03 novembro 2008

Deriva de conversas na Intoxicação Linguística


8 de Novembro, às 21h, no Bar Uptown (Cedofeita, na Rua Breyner, 59), um debate livre sobre A Intoxicação Linguística de Vicente Romano, com Miguel Carvalho, Rui Pereira e António Luís Catarino. Um eveto à responsabilidade da Deriva Editores.

Para marcar na agenda !

21 agosto 2008

Pós modernos de um amor de verão ....

Conhecia-a desde pequenino.
Viu-a crescer com ele.
Sentiu que ela o acompanhava pela vida.

Ao fim de uns tempos como seria de esperar e fácil de adivinhar:
APAIXONOU-SE

Achou que nunca mais poderia viver sem ela.
Assim foram crescendo e evoluindo.
Juraram silenciosamente amor eterno.
Viveram as aventuras mais loucas.
Assustaram-se e riram-se juntos no conforto do sofá.

Um dia tudo mudou.
Naquele lugar que costumava ser o dela, estava outra.

As suas medidas 87 cm e 37''...


08 julho 2008

Katakana !!! Como disse ?


Visite este site e o seu nome será traduzido para o katakana, alfabeto japonês destinado a palavras e nomes estrangeiros. A imagem com o nome traduzido pode ser gravada no seu computador.

30 junho 2008

Esquerda e cultura: o futuro já não é o que era


4 e 5 Julho 2008 :: Lisboa, Fábrica Braço de Prata
ENTRADA LIVRE até às 22:00
Jantares sujeitos a inscrição

Concertos – Teatro – Gastronomia – Conferências – Exposições


Exposições
Migrações e Identidades
Fotografias da série Luso-Tropicália de Tatiana Macedo
Just do it e Freedom, instalações de Mónica de Miranda
Outros-realismos
Moscovo-Bucareste-Moscovo, pintura de Margarida Dias Coelho
Mulheres de Maria Lamas, pintura de Miguel Mira

Programa de Sexta-feira

18:00 - 20:00 Colóquio
Abertura do encontro por Francis Wurtz, presidente do GUE/NGL
Políticas culturais na Europa de hoje
António Pinto Ribeiro, ensaísta e programador cultural
João Fernandes, programador cultural
Luciana Castelina, italiana, ex- presidente da Comissão da Cultura e Educação do Parlamento Europeu
Com tradução simultânea

20:00 - 20:30 Circo: Performance circense pelo grupo ADN
A ocorrer às 20:00 e às 22:00 na sexta e no sábado

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas do Mediterrâneo
O jantar de sexta-feira será de comida sírio-libanesa, em que o “chefe” é Rudolf El Kareh, sociólogo libanês, autor, entre outros, de um livro sobre comida sírio-libanesa. A partir do café, ele próprio e Cláudio Torres, arqueólogo e historiador, orientarão uma conversa sobre culturas, tradições e cosmopolitismo.

22:30 - 24:00 Ateliers da política
Contaminações
A revista Vírus convida outras revistas do pensamento crítico para um debate dinamizado por João Teixeira Lopes, sociólogo, director da revista

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ensaio, peça sobre fotografia e violência a partir de textos de Susan Sontag, por Vítor Hugo Pontes

00:00 - 01:00 Músicas da noite
Grândolas, concerto para dois pianos
Mário Laginha e Bernardo Sassetti

Programa de Sábado

15:30 - 17:30 Colóquio
Introdução por Miguel Portas, eurodeputado do Bloco de Esquerda no GUE/NGL
Esquerda: uma política para o “gosto”?
António Guerreiro, ensaísta e jornalista cultural
Manuel Gusmão, poeta, ensaísta e professor de Literatura portuguesa, Literatura francesa e Teoria da Literatura na Faculdade de Letras de Lisboa
Manuela Ribeiro Sanches, investigadora do Centro de Estudos Comparados da Universidade de Lisboa, com vasta obra publicada sobre questões de identidade na era pós-colonial

17:30 - 20:00 Ateliers da política
Ensino artístico, “entrada” na profissionalização
e precariedade
Este atelier tem por objectivo recensear, a partir de diferentes experiências, como se pode responder ao aumento da precariedade nos meios artísticos e como conceber, hoje, o ensino artístico. Participam docentes de várias escolas e representantes dos movimentos anti-precariedade ligados à criação cultural.
O novo e o velho em matéria de descentralização cultural
Centros e projectos culturais associam-se em rede para potenciarem programações fora dos grandes centros urbanos. Que políticas deve a esquerda defender para que a oferta cultural coloque no mapa os territórios sob pressão do despovoamento? Participam responsáveis por equipamentos, centros culturais e festivais.

18:30 - 20:30 Conversas de café
A propriedade intelectual na era digital
Daniel Oliveira, jornalista e blogger
David Ferreira, produtor discográfico
João Teixeira Lopes, sociólogo, ex-deputado do Bloco de Esquerda e professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas locais
André Bica é o chefe do jantar de sábado, com queijo da serra e vitela de Lafões. Ao café, a conversa incidirá sobre as identidades locais, a certificação e as regula-mentações europeias, com Paulo Madanelo da Associação de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela e Jacob Johnsson, deputado sueco, defensor das regras de protecção mais elevadas.

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ela uma vez, por Cláudia Andrade, sobre textos de sete poetisas lusófonas (Adélia Prado, Adília Lopes, Ana Haterly, Ana Luísa Amaral, Elisa Lucinda, Marina Colasanti e Natália Correia)

00:00 - 01:00 Fado
Hélder Moutinho e convidados

00:00 - 01:30 Músicas da noite
Incógnita alquimia, novo folk português
Dazkarieh

23 maio 2008

Palavras de uma terra de lá longe...


Palavras podiam ser deixadas aqui ao acaso...
Uma aqui
Outra ali
.....................quem sabe mais aqui ou ali



mais abaixo


mas a verdade é que seriam sempre palavras. Eu gosto das imagens e gosto das palavras que transformo em imagens. Gosto mais das palavras quando elas são, porque são sempre, imagens.

Podia deixar sons e imagens em movimento... podia tanta coisa.
Mas no final foi só um devaneio de fim de noite !

Lá fora a chuva continua a cair... e tu fazes-me falta.

Festivais Gil Vicente


02 a 14 de Junho
Centro Cultural Vila Flor - Guimarães


Os Festivais Gil Vicente têm na edição de 2008 uma programação pensada para ir ao encontro das pessoas da cidade e de fora da cidade, pessoas que assumem o teatro como paixão e pessoas que nunca tomaram contacto com este género performativo, maiores e menores de idade.
Com uma abordagem assumidamente contemporânea, a programação privilegia a produção realizada em território nacional ainda que, ao olharmos para os elencos, colaboradores e dramaturgos, descobrimos outras nacionalidades, outras referências e outras culturas que não representam mais do que processos enriquecedores, para quem cria e quem recebe a criação.
Esta edição será ainda marcada por uma programação complementar que terá lugar no Café Concerto, e por oficinas para público adulto e especializado e para crianças. A preocupação de criar uma oferta com diferentes abordagens e para todos pretende ir ao encontro do objectivo maior que é criar um festival de referência no contexto português. Durante 13 dias será possível, em Guimarães, ver teatro, falar sobre teatro, experimentar e sobretudo descobrir esta arte que está em permanente mutação sem nunca deixar de o ser.

22 maio 2008

Feira do Livro do Porto... já abriu !


A 78º edição da Feira do Livro do Porto, decorre de 21 de Maio a 10 de Junho, ainda no Pavilhão Rosa Mota e com uma dimensão semelhante à do ano passado. O certame vai prestar homenagem ao jornalista Germano Silva e ao alfarrabista Nuno Canavez, naquele que deve ser o seu último ano no pavilhão dos Jardins do Palácio de Cristal.
Segundo Francisco Madruga, da comissão organizadora, as maiores editoras do recém-formado grupo Leya vão mesmo fazer-se representar, embora indirectamente, através da Inovação & Leitura.

19 maio 2008

Palavras leva-as o vento... já acções eram bem mais bonitas !


É muito fácil mandar uns bitaites para o ar porque bonito era ver o prémio nobel a mexer-se e a ser consequente (mais uma vez) com as suas palavras e abandonar o grupo ao qual pertence agora... ou será que já se esqueceu que quem o representa agora oficialmente são os "camaradas" da Leya ?!

O Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, lamentou hoje que a Feira do Livro, em Lisboa, tenha sido adiada "sine die" e criticou a possibilidade de existirem pavilhões diferenciados, alegando que isso é diferenciar as classes.
"É lamentável que tenha sido adiada, não se sabe para quando", disse o escritor português no final de uma visita à exposição "José Saramago. A Consistência dos Sonhos", onde esteve a acompanhar o realizador brasileiro Fernando Meirelles, que dirigiu o filme "Blindness", uma adaptação do seu romance "Ensaio sobre a Cegueira".
Referindo-se à autorização para pavilhões diferenciados, Saramago criticou a "diferença na apresentação dos livros de qualquer editora". "Não me parece bem. Se nos pavilhões cabiam as pequenas e as grandes editoras, podiam continuar a caber", defendeu o Nobel da Literatura. Para o escritor, esta "não foi uma boa solução" porque "abre portas a uma espécie de caos". José Saramago caracterizou a Feira do Livro como uma "festa democrática", onde a existência de pavilhões diferenciados e eventualmente "imponentes", "exibe uma diferença de classes".
in Público

17 maio 2008

78ª Feira do Livro de Lisboa


Eu vou lá estar mas antes de lá chegar gostava só de dizer: e os outros autores e autoras de Portugal são menos dignos para a cultura portuguesa? As decisões de uma maioria de editores reunida em assembleia geral são para a CML uma intransigência? Tem piada para um executivo que assumiu o poder depois de uma situação em que maioria e minoria pesaram!

Já agora passem pelo site e vejam a vergonha de uma Feira prestes a começar que remete todas as informações para breve... e breve pode ser tanto tempo!

23 abril 2008

Porque o Livro é um bom amigo... o seu dia são todos os dias, mas hoje é especial...


O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

"Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir." - Francis Bacon

18 abril 2008

Apresentação de "Caravana" no Porto


19 de Abril, pelas 16h30
Livraria Gato Vadio (Rua do Rosário, 281) - Porto
Apresentação a cargo de Rui Lage com leitura de contos pelo autor

"Estamos tão habituados a sofrer ou a vergastar o absurdo do país, que nos esquecemos que há um absurdo maior, tão antigo quanto a humanidade e tão salutar quanto arreganhar os dentes à ordem do universo. Os micro-contos de Rui Manuel Amaral fazem-nos rir de uma forma metafísica e perfeitamente natural. Eis um autor que sabe que o absurdo é irmão gémeo da lógica do mundo, e não receia experimentar a sua companhia. Não há muitos em língua portuguesa. Devíamos tratá-lo como espécie protegida."
Luís Mourão