badge
Mostrar mensagens com a etiqueta unesco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta unesco. Mostrar todas as mensagens

04 dezembro 2008

diverCIDADE: de quantas cidades se faz a nossa cidade?


Depois de no ano passado, sob o lema eu imPORTO-me, termos saído à rua numa noite fria para dizermos a quem nos quis ouvir que o Património da Humanidade está vivo e que nós queremos estar vivos com ele, chegamos agora a mais um 4 de Dezembro. O 12º aniversário. A puberdade de uma marca que reflecte a história da cidade e das pessoas que as habitam.
Tal como um qualquer adolescente, também o Património da Humanidade – gostamos do factor PH, às vezes ácido e corrosivo, outras vezes mais suave – muda todos os dias, assimila influências, adapta-se a novas funções, renasce depois das feridas, sofre de indecisão, rebela-se contra os tutores e, acima de tudo, teima em crescer e em criar uma identidade: a sua identidade. Este ano é sobre este PH em permanente desassossego que queremos falar. Das pessoas, portanto. Das pessoas que vestem este nosso Centro Histórico. As que aqui nasceram e as que fazem agora renascer a cidade.
Queremos falar, discutir e reflectir sobre as novas ocupações humanas e sociais do Património da Humanidade. Dos espaços vazios que deixam de o ser, das cidades dentro da cidade que crescem todos os dias, dos cruzamentos humanos, das partidas e das chegadas.
Queremos perceber de que forma a cidade entende e se relaciona com estes cruzamentos que são, hoje, o essencial desta malha urbana – dos jogos de críquete da Praça da Batalha, aos discretos murmúrios da mesquita de Cimo da Vila; dos sabores e dos sons telúricos que nos chegam de África, à jovem e europeia ocupação temporária de bairros populares. Queremos ouvir e pensar nas variáveis que o sotaque portuense nos oferece, da Ribeira à Foz, quando misturado com estas outras formas de falar, de cantar e de rezar que todos os dias habitam e tornam vivo o nosso património.
Que lugar ocupam as pessoas na cidade, nesta cidade-cruzamento? Que novas relações estabelece a cidade com as comunidades que agora nela se instalam? Serão os espaços vazios da cidade metaforicamente equivalentes ao espaço vazio de um palco, onde novas relações e novas ficções podem acontecer todos os dias? Que novo Património é este que se cria a partir daqui? Que nova Humanidade é esta que queremos construir na Cidade? Para responder e questionar estes e muitos outros assuntos, convidamos um conjunto de pessoas que animarão esta espécie de tertúlia à volta das múltiplas vidas que esta cidade tem e convidamos todos
os interessados a estarem presentes no Ateneu Comercial, na Rua de Passos Manuel, 44, no dia 4 de Dezembro, às 22:00 horas.
Ainda pendente de confirmação está a utilização do Mercado Ferreira Borges, às 20h00 horas, onde nos iremos encontrar com algumas das comunidades de cidadãos estrangeiros que residem no Porto.
De certeza às 23:45 vamos assistir à projecção de um vídeo na Fachada Habitada que os WeAreArchitects – Colectivo de Arquitectos preparou para a fachada do prédio nº 132 da Rua de 31 de Janeiro. Não fique em casa, venha mostrar que também se importa!

23 abril 2008

Porque o Livro é um bom amigo... o seu dia são todos os dias, mas hoje é especial...


O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

"Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir." - Francis Bacon

05 dezembro 2007

A minha cidade - Eu imPORTO-me !


«O Porto adormecido, à deriva, procurado por um número crescente de turistas, responde com uma oferta espontânea, de qualidade mais ou menos variável.
O Porto tem dedicado menosprezo e até desprezo pelo seu valor como Património Mundial.
Não queremos assistir parados ao desperdício das oportunidades.
Importa aproveitar a “marca”, articular as vontades e forças que possam fazer avançar o Centro Histórico do Porto como recurso cultural, urbanístico e turístico de grande qualidade e de grande potencial, para toda a região e para o país.
É urgente lançar iniciativas, ou programas, que possam promover o Porto, dar-lhe visibilidade e divulgar a imagem, no sentido da mobilização do recurso património.
Aproveitar a classificação da UNESCO para promover a dinamização, vitalização, animação e investimento na cidade.
Relançar a auto-estima apagada, valorizar o espírito do lugar.
Unir vontades, juntar competências, evitar rejeições, abranger todas as ópticas, mostrar o Porto pela positiva - aproveitando oportunidades e contornando ameaças.
Olhar as fraquezas de frente, não desistir, procurar soluções.
Cidade que foi de Bispo, de mercadores, de vinhos, de indústria, de comércio, de serviços, de universidade, e continua a ser de tudo isso, mas agora (só agora) é também uma cidade de turismo!
Turismo cultural. O que a cidade tem de melhor para oferecer é, hospitalidade, animação e estética, que inclui paisagem, património, música, gastronomia e cultura.
O que falta à cidade é qualidade de serviços, integração de ofertas, projecção internacional, força para se impor.
Os primeiros a acordar, não podem deixar ninguém adormecido.

EU
imPORTOme


Este será o “lema” com que hoje pretendemos unir os que se importam com o que se passa no Porto Património Mundial!
Muitos se importam com o património que é nosso e de todo o mundo, e com os destinos que lhe vão sendo dados ou retirados! Mas, cada um por si, pessoalmente, individualmente, pouco ou nada poderá contra a indiferença e o desprezo.
Há gente no Porto que desvaloriza, ou se esquece de valorizar, o facto da nossa cidade ter um sítio na lista da UNESCO.
No entanto essa será, talvez, a nossa herança colectiva mais importante. O Centro Histórico é, e será, o nosso relicário de espaço urbano e patrimonial mais precioso. Por isso toda a discriminação positiva tem fundamento e justificação. Por isso todo o abandono é grave.
Cidadãos do Porto-SA (Sociedade Aberta) é uma rede de voluntários, independentes e não dependentes, que se está a formar para despertar as consciências e envolver, na defesa do Património Mundial, mais e mais cidadãos do Porto capazes de despir as suas camisolas clubistas, bairristas, religiosas, partidárias… ou outras, para vestir a camisola do Porto.
Há onze anos que, por mérito próprio, o Centro Histórico do Porto, com os seus mais de cem monumentos, mais de 3000 edifícios e milhares de habitantes entrou na lista, por decisão dos órgãos competentes, no dia 4 de Dezembro. Foi dia de júbilo para os cidadãos do Porto.
Essa classificação, só por si, não se traduz, obviamente, em qualidade urbana, em crescimento económico, em desenvolvimento social ou em vantagem comparativa na competição que as cidades enfrentam, mas pode ser usada, a favor de um melhor turismo, de um melhor urbanismo, de um melhor ambiente urbano e sobretudo de uma maior auto-estima dos cidadãos do Porto. Pode ser, mas não tem sido!
Passados onze anos não podemos deixar amolecer a memória. Temos de nos importar!

EU
imPORTOme


Este ano, contrariando a triste tradição do esquecimento e o obscurantismo lançado contra o Centro Histórico em anos anteriores, sem ter de pedir licença a ninguém, os cidadãos do Porto vão comemorar o aniversárioda entrada na lista.
Juntar na rua todos os que se importam, todos os que sentem o Porto como sua herança, todos os que valorizam o património como cultura, todos os que se orgulham de ter a cidade apesar de envelhecida, frágil e enferma.
Juntar na rua todos os que apostam que vale a pena acreditar que uma cidade com vinte e cinco séculos por trás tem também vinte e cinco séculos pela frente, com todas estas camadas arquitectónicas, sociais, culturais que fazem a mistura urbana do espaço e do tempo da cidade histórica - objecto (ser) único e inimitável.

Assim será o 4 de Dezembro deste ano, 11º aniversário, dia de festa...
ASSIM FOI !