
À conversa com:
Javier Herrero, Mexico, activista em Chiapas nas comunidades do EZLN. Elvira Delgado, Ilhas Canárias, activista em projectos de educação e membro do Comite de Solidariedade de Chiapas em Lanzarote.
Sábado, 30 de Janeiro às 17h30
Rua do Almada, 254 - 3º dtº - Porto
28 janeiro 2010
México em conversa, este sábado às 17h30 no SOS Racismo Porto
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13 janeiro 2010
Memória dos Muros. Palestina à conversa com Dana Elborno e Lara Elborno.
Sábado, 16 de Janeiro às 17 horas
Sede do SOS Racismo Porto
Rua do Almada, 254, dtº 3º dtº
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17 dezembro 2009
Firmeza ideológica é....
- rir-me que nem um perdido quando ouço um padre na rádio a dizer que os terramotos são um aviso de Deus por causa da possível aprovação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo...
- ter estado ontem à chuva e ao vento em solidariedade com a Aminatu Haidar que está agora hospitalizada, mas mantém greve de fome...
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20 outubro 2009
Tráfico de Seres Humanos em debate com a Amnistia Intrenacional
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09 setembro 2009
Como se sentiria se tivesse que pedir a milhões de pessoas pela mão de quem ama ?
... pois é direitos iguais.
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17 junho 2009
10ª Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa
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03 maio 2009
Por um circo sem crueldade
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23 abril 2009
CIDADÃOS ROMENOS DISCRIMINADOS PELA CP NA VIAGEM POCINHO - PORTO
No dia 22 de Abril de 2009, o SOS RACISMO – núcleo do Porto recebeu a denúncia de uma ocorrência passada no comboio da CP (percurso Pocinho Þ Porto).
Na estação do Marco de Canavezes, por volta das 19h40, no comboio que circulava entre o Pocinho e o Porto, entraram, 5 a 6 pessoas estrangeiras, romenos, supostamente de etnia cigana transportando vários volumes. Mal entraram na carruagem o revisor Manuel Fonseca quis impedir a sua permanência no comboio. Naquela estação as bilheteiras estão aquela hora já encerradas pelo que o grupo de cidadãos estrangeiros se terá disponibilizado para pagar o bilhete na carruagem. O revisor nunca apresentou estas questões como impeditivas da sua presença no comboio mas sim a alegada falta de higiene do grupo de pessoas cujo cheiro que incomodaria os restantes passageiros.
Na estação seguinte, o comboio ficou imobilizado na estação de Caldas Livração já que as denunciantes insistiam que o grupo permanecesse no veículo enquanto o revisor persistia na sua posição. Várias pessoas provenientes doutras carruagens foram averiguar o que se passava e tendo em conta o grupo que estava a ser alvo desta expulsão, foram então muitos os que reforçaram a atitude do revisor com observações de teor claramente racista e xenófobo.
Tendo sido chamada a GNR ao local, o grupo de cidadãos estrangeiros voluntariamente abandonou a composição e ficou em terra tendo o comboio seguido para o Porto.
Face a esta denúncia o SOS RACISMO manifesta a sua indignação:
• contra a atitude autista do revisor ao não se predispor a resolver a situação com as pessoas visadas;
• contra a CP que, anunciando até nos seus meios próprios de comunicação de que aquele é um comboio “SEM CONFORTO” e conhecido pelo transporte de mercadorias várias, incluindo animais, se permite dar cobertura a uma atitude discricionária contra cidadãos que não apresentavam quaisquer comportamentos que pusessem em causa a segurança dos restantes passageiros.
• pelo facto de terem sido chamados os soldados da GNR quando claramente não se tratava de um caso de não cumprimento da lei.
• por ter sido registado no auto da ocorrência pela GNR (segundo o contacto efectuado com o posto de comando do Marco de Canavezes) que os cidadãos não tinham título de transporte quando estes, repetidamente, se dispuseram a fazer os seu pagamento.
• pelo facto de apesar dos envolvidos se terem dispostos a colaborar terem sido deixados em terra.
O SOS RACISMO irá pedir explicações à administração da CP e, caso se confirme a situação agora relatada, procederá a uma queixa junto das entidades competentes nomeadamente a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.
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02 abril 2009
Suécia é o sétimos país a legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo

A Suécia tornou-se esta quarta-feira no sétimo país a legalizar os casamentos homossexuais. A proposta foi aprovada por larga maioria - 261 contra 22 - e só mereceu a oposição dos Democratas Cristãos. Esta notícia surge um dia depois de uma ONG ter revelado que a discriminação com base na orientação sexual existe em todos os países da União Europeia e de forma muito acentuada.
Dos sete grupos políticos que compõem o parlamento sueco, apenas um - os Democratas Cristãos - se opôs à nova legislação que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo: 261 deputados votaram a favor, 22 contra e 16 abstiveram-se.
Em declarações à agência Lusa, Martin Valfridsson, um porta-voz do Ministério da Justiça da Suécia, adiantou que a nova legislação visa "acabar com a importância do sexo de quem quiser contrair matrimónio, tornando os géneros dos cônjuges neutros", bem como "permitir que os casais homossexuais, que já viviam em 'uniões registadas' [uniões de facto], passem a ser vistos como casados e a terem os mesmos direitos" de qualquer casal.
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20 março 2009
Dia Mundial do Sono

Os portugueses são, de entre sete povos europeus, os que dormem pior por causa da crise económica. Num inquérito realizado pela empresa YouGov, 42% dos portugueses inquiridos admitiu que a deterioração da economia prejudica a qualidade do sono.
DECLARAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO SONO
- Considerando que, sonolência e insónia constituem uma epidemia global que ameaça saúde e qualidade de vida;
- Considerando que, muito pode ser feito para prevenir e tratar a sonolência e a insónia;
- Considerando que os alertas público e profissional são os primeiros passos rumo à acção;
- Declara-se que as perturbações do sono são evitáveis e tratáveis condições em qualquer parte do Mundo.
Associação Portuguesa do Sono
Para festejar hoje DURMAM BEM !
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10 março 2009
MANIFESTAÇÃO PELOS DIREITOS D@S IMIGRANTES
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06 março 2009
Formação Direitos Humanos - Observatório Direitos Humanos - IIº módulo
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05 março 2009
Livre Cidadania começa aqui
Não há direito à vida sem condições materiais que a sustentem. Nas sociedades de hoje, para a maior parte das pessoas, a existência é garantida pelo trabalho assalariado.
Com a crise global que estamos a viver e à medida que o desemprego vai aumentando, apenas ouvimos falar em proteger o emprego como único meio de garantir o rendimento necessário. Porque é de rendimentos que falamos quando se reconhece que as desigualdades aumentam, que a pobreza se instala nas sociedades mesmo entre a parte da população com emprego.
Que todos os cidadãos tenham acesso a um rendimento mínimo, que lhes possibilite as condições básicas de existência, deveria ser um direito humano elementar. E assegurado pelos Estados.
É isso que tentamos promover em livrecidadania.blogspot.com.
Em Portugal, um primeiro passo nessa direcção foi já dado pelo governo de Guterres com o Rendimento Mínimo Garantido. Apesar do recuo ideológico promovido pelo governo de Durão Barroso/Paulo Portas, transformando-o em Rendimento Social de Inserção, esta base ainda se mantém. A crise actual, em que verbas astronómicas se enterram no sistema financeiro e em empresas sem que se vislumbre a sua resolução, torna urgente que se avance decididamente para a instituição de um Rendimento Universal de Cidadania.
É esse o objectivo em livrecidadania.blogspot.com.
Olhar para a experiência brasileira e para o projecto-piloto presentemente em curso na Namíbia é uma maneira de concretizarmos as reflexões necessárias.
Pela nossa parte, na próxima 6ª feira, dia 6 de Março, vamos encontrar-nos depois de jantar na CasaViva (Praça Marquês do Pombal, 167, Porto –junto à igreja do terço – metro: Marquês) para conversar sobre o assunto.
30 dezembro 2008
Sessenta jornalistas mortos no exercício da profissão em 2008

Sessenta jornalistas e um colaborador foram mortos no exercício da profissão, em 2008, segundo um balanço anual hoje divulgado pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Apesar de este número "não ser tão alarmante" como o de 2007, a organização de defesa da liberdade de imprensa considera a situação "globalmente má".
Em 2007, morreram 86 jornalistas e 20 colaboradores de órgãos de comunicação social, recorda a organização de defesa da liberdade de imprensa RSF.
"O triste espectáculo de um jornalista algemado é diário, ou quase diário, em todos os continentes", refere a organização.
"A prisão é a resposta mais frequente de governos que são postos em causa. E os assassínios (...) quase nunca são levados a tribunal", lamenta a RSF.
Em 2008, 60 jornalistas e um colaborador de órgãos de comunicação social foram mortos, segundo a RSF, que teve em conta os casos em que foi estabelecida, ou considerada "altamente provável", uma ligação entre a profissão da vítima e a sua morte.
O Iraque (15 mortos), o Paquistão (sete mortos) e as Filipinas (seis mortos) foram os países onde morreram mais jornalistas em 2008.
Em África, três jornalistas foram mortos este ano, contra 12 em 2007.
Mas esta diminuição só se explica "pela desistência de muitos profissionais de exercerem a profissão", bem como pelo "desaparecimento dos 'media' em zonas de conflito", nomeadamente na Somália, segundo a RSF.
Os números:
Em 2008 :
- 60 jornalistas assassinados
- 1 colaborador assassinado
- 673 jornalistas detidos
- 929 agredidos ou ameaçados
- 353 orgãos de comunicação censurados
- 29 jornalistas sequestrados
E no se refere a Internet :
- 1 blogger assassinado
- 59 bloggers detidos
- 45 agredidos
- 1.740 websites informativos fechados ou suspendidos
Podem ver em PDF o relatório completo em castelhano
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28 dezembro 2008
Nós feministizámo-nos. E tu?
Na tentativa de incrementar uma mudança nas sociedades contemporâneas, reivindicamos um processo de feministização dos domínios político, económico e sociocultural. Exigimos a erradicação das práticas discriminatórias que transformam as mulheres em indivíduos de segunda. Levantamos a voz pela consecução da Igualdade de Género.
A militância feminista trouxe conquistas indubitáveis para a arena dos direitos das mulheres ocidentais, reflectidas designadamente no direito ao voto, à propriedade e ao divórcio, no acesso ao ensino e ao mercado de trabalho, na autonomia sobre o seu corpo. Contudo, a igualdade entre homens e mulheres não existe em nenhuma parte do planeta, prevalecendo repudiáveis violações dos direitos fundamentais.
Em todo o mundo, um bilião de mulheres, ou uma em cada três, foram violadas, espancadas ou sofreram algum tipo de violência. Uma em cada cinco mulheres será vítima ou sofrerá, pelo menos, uma tentativa de violação durante a sua vida. Os crimes de honra vitimam cinco mil mulheres anualmente, tendo particular incidência na Índia, Brasil, Marrocos, Paquistão, Turquia, Irão e Reino Unido. Em todo o mundo, faltam cerca de 60 milhões de mulheres devido ao feticídio e infanticídio. As mulheres jovens constituem 60% das vítimas de violência sexual em todo o planeta. Em contextos de conflito bélico, a violência sexual contra mulheres é usada como forma de intimidação, humilhação e vingança. Na Serra Leoa, por exemplo, entre 50 e 64 mil mulheres foram violadas por grupos armados. Todos os anos, quatro milhões de mulheres, homens e crianças são vítimas de tráfico, encontrando como destinos a prostituição, trabalho escravo, pornografia e mendicidade. Estima-se que dois milhões de crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 12 anos sejam, anualmente, vítimas da Mutilação Genital Feminina. As mulheres representam 70% dos pobres em todo o mundo, realizam 2/3 do trabalho e auferem apenas 10% dos rendimentos mundiais. Embora as mulheres constituam a maioria do eleitorado, 84% dos parlamentares são homens.
Feministizemo_nos para:
1. Alargar a participação das mulheres na arena política, tornando-as vozes activas na mudança social;
2. Apostar na educação para a saúde, conscientizando para os efeitos nocivos de comportamentos de risco ao nível da sexualidade, dieta alimentar e consumo de aditivos;
3. Assegurar a vivência da sexualidade isenta de opressão, repressão ou coacção;
4. Banir o assédio moral e sexual das relações interpessoais, especialmente as de carácter laboral;
5. Circunscrever a violência física, psicológica e sexual contra homens e mulheres, promovendo a prevenção, educação e sensibilização dos indivíduos;
6. Combater a homofobia, transfobia, racismo, xenofobia, e misoginia;
7. Combater a feminização do VIH/Sida;
8. Combater a selecção pré-natal do sexo dos bebés, ritualizada através do feticídio;
9. Combater o casamento forçado de milhares de crianças e mulheres;
10. Digladiar contra a reprodução dos estereótipos de género na publicidade e nos média, incentivando a feministização das práticas jornalísticas;
11. Educar para a erradicação do duplo padrão de sexualidade, que julga de modo diferente iguais comportamentos em função do sexo a que o individuo pertence;
12. Erradicar o patriarcado das sociedades contemporâneas, cultivando, ao invés, uma maior equidade e justiça;
13. Erradicar os crimes de honra (apedrejamento, ataques com ácido, espancamento, …) que vitimam milhares de mulheres;
14. Erradicar práticas culturais nocivas e extremamente violentas como a Mutilação Genital Feminina;
15. Exigir a reformulação dos sistemas judiciais corrosivos dos direitos individuais;
16. Fomentar uma distribuição justa nas tarefas domésticas, tornando as funções de housekeeper e childcare em incumbências de ambos os sexos;
17. Garantir o acesso ao sistema de ensino de rapazes e raparigas, promovendo a sua participação em espaços culturais e recreativos;
18. Garantir o acesso das mulheres à propriedade e ao controlo dos bens de raiz;
19. Libertar o corpo feminino das determinações políticas e sociais;
20. Nivelar as remunerações de mulheres e homens que desempenham as mesmas funções, fazendo singrar a máxima ‘salário igual para trabalho de valor equivalente’;
21. Pelejar contra a esterilização forçada e outras práticas reprodutivas ofensivas dos direitos das mulheres;
22. Pôr fim ao tráfico de seres humanos que escraviza milhares de homens, mulheres e crianças em todo o mundo;
23. Promover a participação equitativa de homens e mulheres no mercado de trabalho, garantindo iguais condições de acesso, formação, permanência e ascensão;
24. Recusar a transformação do corpo da mulher num instrumento bélico;
25. Reduzir a taxa de mortalidade materno-infantil, defendendo uma melhor distribuição dos métodos de contracepção, a despenalização do aborto, uma assistência médica qualificada e cuidados de obstetrícia;
26. ….
Nós feministizámo_nos. E tu?
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09 dezembro 2008
Sonhos Traficados em conversa no ISMAI


Convidamos tod@s a participar activamente nestes eventos promovidos no âmbito da Linha de Investigação que coordeno: "Sonhos Traficados: As rotas da violência e da imigração feminina", no ISMAI.
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15 outubro 2008
Bairro à Maneira na Ameixoeira
Promovida pelo Grupo Comunitário das Galinheiras e Ameixoeira, já vem sendo uma tradição a realização da Festa Comunitária da Ameixoeira. Este ano não vai ser excepção, e acontecerá nos dias 17 e 18 de Outubro na Casa da Cultura localizada na Quinta da Torrinha.
O projecto Interligar, para além de ser membros activo da organização da Festa, estará presente com uma banca, workshop de trabalhos manuais, Sketches de teatro sobre a discriminação, gingatones, dança e futebol:
CASA DA CULTURA DA AMEIXOEIRA (Zona 6A)
Dia 17 de Outubro: Das 10h às 13h
Dia 18 de Outubro: Das 14h às 18h
Transportes: metro Ameixoeira/ autocarro 106 (Lisboa
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09 outubro 2008
JORNADA DE ACÇÃO PELA REGULARIZAÇÃO D@S IDOCUMENTAD@S

Pela regularização dos(as) indocumentados(as), contra a onda xenófoba e contra o Pacto Sarkozy.
Associações convocam jornada de acção para domingo, 12 de Outubro, às 15h, no Martim Moniz.
Nos dias 15 e 16 de Outubro, o Conselho Europeu reunirá os chefes de Estado e de governo dos 27 para ratificar o "PACTO EUROPEU sobre IMIGRAÇÃO e ASILO", aprovado no conselho de ministros realizado a 25 de Setembro. O Pacto proposto por Nicolas Sarkozy, no contexto da presidência francesa da União Europeia, visa definir as linhas gerais da UE nesta matéria e assenta em cinco pontos fundamentais: organizar a imigração legal, priorizando a adopção do "cartão azul", para recrutamento de mão-de-obra qualificada; facilitar os mecanismos e procedimentos de expulsão e estabelecer nesse sentido parcerias com países terceiros e de trânsito; concretizar uma política europeia de asilo; reforçar o controlo das fronteiras; proibir os processos de regularização colectiva.
Depois da aprovação da Directiva de Retorno, com o voto favorável do Governo português, estas medidas representam mais uma vergonha para a Europa. O tratamento securitário das migrações, a definição de critérios discriminatórios para acesso ao trabalho, o aprofundamento da criminalização da migração, da militarização e externalização das fronteiras através do FRONTEX e a perseguição dos(as) cerca de 8 milhões de indocumentados(as) que vivem e trabalham na Europa - a quem é oferecida a expulsão como única saída -, são medidas que visam consolidar uma Europa Fortaleza, da qual não podemos senão nos envergonhar.
Em Portugal, a recente onda de mediatização da criminalidade e as recentes declarações de responsáveis governamentais que trataram os(as) como imigrantes bodes expiatórios para o aumento da criminalidade, abrem espaço para as pressões xenófobas e racistas, e criam um ambiente propício para a desresponsabilização do Governo. Em causa está a necessidade de regularização de dezenas de milhares de imigrantes que defrontam sérias dificuldades em regularizar a sua situação.
São homens e mulheres que procuraram fugir à miséria, fome, insegurança, obrigados a abandonar os seus países como consequência do aquecimento global e outras mudanças climáticas, ou que muito simplesmente tentaram mudar de vida, mas a quem não foi reconhecido o direito a procurar melhores condições de vida. Tratam-se de pessoas que não encontraram outra opção senão o recurso à clandestinidade, muitas vezes vítimas de redes sem escrúpulos, e que se confrontam com uma lei que diz cinicamente que "cada caso é uma caso", fazendo da regra a excepção e recusando à generalidade dos(as) imigrantes o reconhecimento da sua dignidade humana. Destaque-se a situação dos imigrantes sem visto de entrada, a quem a lei recusa qualquer oportunidade de legalização.
Solidários(as) com a luta que se desenvolve na Europa e no mundo contra as politicas racistas e xenófobas, também por cá vamos lutar pela regularização de todos imigrantes, sem excepção, cada homem/mulher - um documento. É uma luta emergente contra as pretensões de expulsão dos(as) imigrantes, contra a vergonha de uma Itália que estabelece testes ADN como instrumento de perseguição dos ciganos(as), contra as rusgas selectivas, arbitrárias e estigmatizantes, contra a criminalização dos(as) imigrantes, contra a ofensiva das políticas securitárias e racistas, alimentadas pelo tratamento jornalístico distorcido feito por alguns meios de comunicação social. Cientes de que está criado um ambiente de perseguição aos imigrantes na Europa, e rejeitando as pressões racistas e xenófobas dos Governos de Sarkozy e Berlusconi, organizações de imigrantes, de direitos humanos, anti-racistas, culturais, religiosas e sindicatos, decidiram marcar para o próximo dia 12 de Outubro, domingo pelas 15h, no Martim Moniz, uma jornada de acção pela regularização dos indocumentados(as), contra a onda de xenofobia e contra o Pacto Sarkozy.
ORGANIZAÇÕES SIGNATÁRIAS: Acção Humanista Coop. e Des.; ACRP; ADECKO; AIPA; Ass. Imig. nos Açores; APODEC; Ass. Caboverdeanade Lisboa; Ass. Cubanos R.P.; Ass. Lusofonia, Cult. e Cidadania; Ass. Moçambique Sempre; Ass. dos Naturais do Pelundo; Ass. dos Nepaleses; Ass. orginários Togoleses; Ass. R. da Guiné-Conacri; Ass. Olho Vivo; Ass. Recr. Melhoramentos de Talude; Ballet Pungu Andongo; Casa do Brasil; Centro P. Arabe-Puular e Cultura Islâmica; Colect. Mumia Abu-Jamal; Khapaz; Ass. de Jovens Afro-descendentes; Núcleo do PT-Lisboa; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Solidariedade Imigrante; SOS Racismo.
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01 outubro 2008
Flash Mob em Lisboa pelo direito ao casamento

Como sabem no dia 10 de Outubro foi agendada a discussão parlamentar de dois projectos que contemplam o acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo. Em Espanha, Zapatero, disse, "não estamos a legislar para gentes remotas e estranhas. Estamos a ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos vizinhos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos amigos e das nossas famílias e, ao mesmo tempo, estamos a construir um país mais decente. Porque uma sociedade decente é aquela que não humilha os seus membros". Mais, falamos de uma alteração mínima na lei, com custo zero.
Sócrates, contrário ao seu congénere, recusou a liberdade de voto no dia 10 de Outubro. Dizendo que "o casamento de homossexuais não está na agenda política nem do Governo nem do PS. Não está no programa do Governo do PS e o PS não anda a reboque de nenhum outro partido". Como se fosse uma questão partidária!
Dizem que tem de haver debate na sociedade, não reconhecendo que a única questão fracturante nesta matéria é a homofobia em si.
Porque não podemos ficar indiferentes, porque queremos essa ateração na lei e porque Direitos não podem nunca andar a reboque, queremos convocar-te para duas flash mob pelo Acesso ao Casamento Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo.
1ª Flash Mob, quinta-feira , 2 de Out, às 19h30, junto à saída do Metro Baixa/Chiado em frente à pastelaria A Brasileira.
2ª Flash Mob, quarta-feira, 8 de Out, às 19h30, na Praça do Rossio, junto à estátua, onde foram muitos homossexuais castigados publicamente.
O que é uma flash mob? São multidões de pessoas, num sítio público, que realizam uma acção previamente combinada e que devem dispersar por completo após a realização do proposto.
Que devo fazer? Deves levar uma folha em branco e uma caneta. Às 19h30, deves escrever na folha em branco "Acesso ao Casamento Civil", e de seguida erguer a folha para que todas e todos a possam ler. Ao fim de um minuto, deves dispersar, como se nada tivesse acontecido.
E procura ser pontual. Está lá um pouco antes para que a flash mob tenha o impacto pretendido. E faz um ar descontraído
Poderás também divulgar via sms.
11 setembro 2008
Contra a precariedade, o direito a ter direitos !

Está para começar a Marcha Contra a Precariedade. Trata-se de um arranque combativo e militante para um ano político especialmente intenso, numa altura em que o parlamento se prepara para discutir as leis do governo para o Código de Trabalho. Esta Marcha dirá bem alto que não aceita ver aumentar ainda mais a insegurança das vidas dos trabalhadores precários e da juventude.
José Sócrates enche a boca com o "combate à precariedade". Mas o objectivo é apenas dividir precários e trabalhadores com contrato, para impor a todos as novas leis laborais. Na verdade, Portugal bate recordes de precariedade. A inspecção do trabalho não funciona. A lei está feita à medida das empresas de trabalho temporário, que exploram duplamente os trabalhadores e às quais está ligado o próprio porta-voz do Partido Socialista, Vitalino Canas. Nos contratos a prazo, o novo código permite a sua renovação até três anos – o triplo da lei do próprio PS no tempo de Guterres.
QUESTÃO DE RESPEITO. O trabalho precário é a garantia de uma vida precária. Perante a crise na habitação, os aumentos dos combustíveis e dos alimentos, o dia-a-dia é cada vez mais imprevisível para quem vive do seu trabalho. A renda, as contas, a escola dos filhos – nada disso se interrompe quando cessa um contrato ou quando termina um biscate a recibo verde. A precariedade não é só o roubo de direitos: é posta em causa a própria dignidade dos trabalhadores e das trabalhadoras.
PODE SER DE OUTRO MODO. O Bloco vai mostrar que se podem tomar desde já medidas concretas para enfrentar o desemprego e a precariedade. Ao longo dos dias da Marcha Contra a Precariedade, serão apresentadas propostas mobilizadoras, que abram o debate sobre o país que queremos.
CONTRA OS TUBARÕES DA PRECARIEDADE. A Marcha é um desafio à política do governo e às opções económicas dos últimos anos. O sufoco em que vive quem trabalha não é apenas resultado da "situação internacional", como diz Sócrates. Este Portugal precário é o produto de políticas erradas, que respondem à crise com mais crise. O novo código laboral é a cereja sobre o bolo. Quem celebra? Os patrões, que pagam cada vez menos, e as empresas de trabalho temporário, que ganham cada vez mais.

PRIMEIRA ETAPA
Sexta 12 Set | LISBOA/SETÚBAL
A Marcha começa por percorrer uma distância apenas simbólica, mas muito inspiradora... O andor de São Vitalino, "provedor" socialista contratado pelos patrões do trabalho temporário (ETT), é levado por uma zona de muito trabalho precário e onde se situam numerosas ETT – o Parque das Nações. A procissão começa às 17h30 junto ao centro comercial Vasco da Gama (metro Oriente). Ao jantar, marchantes de todo o país juntam-se aos bloquistas de Setúbal (20h, restaurante O Quintal).
Sábado 13 Set | BARREIRO-MOITA
Numa das zonas mais povoadas do distrito de Setúbal, a Marcha levanta os temas do custo de vida e da pobreza. Pela manhã, no centro do Barreiro, há intervenções políticas no jardim Catarina Eufémia (10h) e teatro de rua. Nova acção no mercado da Baixa da Banheira (12h)… a Marcha avança até à festa da Moita (17h30), onde se juntam milhares de pessoas.
Dom 14 Set | SEIXAL-ALMADA
10h. Junto ao centro comercial Rio Sul, no Seixal, o tema do dia é o endividamento dos trabalhadores, em torno de um carro de compras gigante de onde alguns precários serão impedidos de sair... A Marcha percorre o contínuo urbano da Margem Sul, passando pela festa anual da Cova da Piedade e terminando num comício-festa na sala da Incrível Almadense (17h). Além de Pedro e Diana, actuará o rapper Chullage.
SEGUNDA ETAPA
Sexta 19 Set | PORTO
José Sócrates festejou a criação de 1200 empregos "qualificados" num call center que a PT prevê para daqui a um ano em Santo Tirso. Mas a realidade dos call centers é outra: são verdadeiros antros de exploração para cerca de 50 mil precários em todo o país. No início da segunda etapa (15h), a Marcha percorre, ao longo da Avenida da Boavista, os maiores call centers do Porto: TMN, Vodafone, PT. Os marchantes encenam um mercado de escravos da precariedade para denunciar a forma "desqualificada" como são tratados os operadores de tantos centros de atendimento. À chegada à rua de Santa Catarina (18h), há intervenções políticas. À noite, na Junta de Freguesia do Bonfim (21h30), um comício-festa fecha o dia. É apresentado o cine-diário da marcha. O filme que em cada dia resumirá, na Marcha e no portal Esquerda.net, as actividades do dia.
Sábado 20 Set | OLIVEIRA DE AZEMÉIS - STA. MARIA DA FEIRA
A segunda etapa da Marcha, a Norte, começa junto ao mercado de Oliveira Azeméis (10h) com um comício de rua. O percurso no distrito de Aveiro atravessa áreas de alto desemprego, onde as deslocalizações se multiplicam. Às 12h30, uma acção de rua aborda as práticas laborais no sector do comércio: o local é o centro comercial 8ª Avenida, em S. João da Madeira, mais uma catedral de precariedade aberta por Belmiro de Azevedo. À chegada a Santa Maria da Feira (17h), a Marcha contacta com a população na feira dos Vinte. Pela noite, no comício em São João da Madeira (21h30, praça Luís Ribeiro), haverá lugar à música e à intervenção de Francisco Louçã, entre outras .
Domingo 21 Set | GUIMARÃES/BRAGA
No distrito de Braga, a Marcha realiza dois percursos. Em Guimarães, os marchantes partem da zona do supermercado Continente (10h) em direcção à Praça do Toural. Em Braga, vinda da praia fluvial de Vila do Prado (14h), a Marcha é encerrada num comício-festa (Praça Central, 16h30).
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