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04 maio 2009

MAYDAY PORTO 2009 – REFORÇA A LUTA CONTRA A PRECARIEDADE!



Depois de dois meses e meio de intensiva preparação, que incluiu a organização de várias acções públicas (uma queima de recibos verde, três debates, uma jornada de reflexão, uma festa no dia 25 de Abril; e muitas distribuições de panfletos e assembleias gerais) estávamos finalmente no dia 1º de Maio.
Para muitos de nós, nascidos nos pós 25 de Abril, esta seria uma estreia absoluta numa manifestação do Dia do Trabalhador. 2009, por ser o ano que inicia a maior crise económica a que o mundo assiste desde 1929, será porventura, também, o primeiro de muitos Maios para a nossa geração. O Porto, a zona norte a que pertencemos, concentra a maior mancha de desempregado/as e desemprecário/as do país. Tínhamos por isso de reagir. E Maio foi o principio das respostas que se poderão seguir.
Às 12h00, na Praça dos Poveiros, ponto de concentração dos trabalhadores precário/as, montamos a banca e o som e demos início aos concertos do Paulo Praça e da Associação José Afonso, assim como à leitura dos textos que tinham sido escritos no decurso da operação Mayday. Fizemos o pic-nic, terminámos todas as questões logísticas e iniciámos a nossa manifestação.
Com pancartas, faixas e megafones, arrancámos toda a revolta das nossas entranhas e protestámos contra a tirania que é a precariedade. A faixa da frente “Precários do Mundo Inteiro Uni-vos” exprimia o sentido da nossa luta, que é a mesma de todos os trabalhadores sujeitos à desregulação do trabalho e à exploração do mercado neo-liberal. Por isso quisemos juntar-nos aos sindicatos e mostrar que “a união faz a força”. E por isso chamámos para dentro da manifestação todos aqueles e aquelas que nos passeios nos aplaudiam e encorajavam. “Sai do Passeio e vem para o nosso meio!” dizíamos. Eramos já mais de 300 pessoas.
Os nossos slogans e canções foram muitos: “Com a Precariedade Andamos para Trás”, “A Precariedade Congela-nos a Vida”, “Precários Hoje, Revolucionários Amanhã”, “Deixa passar, deixa passar, eu sou precário mas o Mundo eu vou mudar!”.
Sim, sentimos as pessoas connosco. Sentimos que fizemos bem ao alicerçar pela primeira vez no Porto uma manifestação inovadora, onde está massivamente representada a nossa geração. A geração dos 500 euros, dos recibos verdes, dos estágios não remunerados, a quem é dito que vai ter uma vida pior do que a dos seus pais, e qui ça que a dos seus avós. Não aceitamos este modelo, e por isso decidimos unir esforços e encetar lutas colectivas que possam fracturar as falsas expectativas, para que o marketing político, financeiro e comercial, que nos foi vendido desde os anos 80, seja posto em causa.
Queremos uns país realmente europeu, com movimentos sociais próprios. Não um país aninhado e servil que se deixa explorar e tiranizar em silêncio. Ao Porto isto fez bem. Foi formativo e agregador. A nós isto fez-nos bem porque aumentou o capital de esperança na vida e na luta.

01 maio 2009

MAYDAY 2009 – O LUGAR ONDE NOS ENCONTRAMOS


Se estás farta de estar desempregada, o MayDay é contigo.

Se és estagiário “não remunerado” e te fazem a chantagem do currículo e não te pagam apesar de trabalhares, mesmo que produzas a riqueza do escritório ou da empresa ou da escola onde trabalhas, o MayDay é contigo.
Se ganhas mal, se te vês à rasca para sobreviver com o que te pagam, se não sabes mais que equilibrismo inventar para pagar a casa e a luz e os transportes e a comida e tudo o resto de que precisas, então o MayDay é contigo.
Se trabalhas a recibo verde, não tens direitos nem protecção social e te dizem que tens de pagar à segurança social uma quantia que não tens, em troca de protecção quase nenhuma, o MayDay é contigo.
Se és estudante e não tens como pagar as propinas ou te falta acção social escolar e até fazes um part-time para ajudar a pagar os estudos, então o MayDay é contigo.
Se trabalhas para uma empresa de trabalho temporário e tens dois patrões para o mesmo trabalho, se te roubam uma parte do que é teu quando te alugam a uma empresa, a um call-centre ou a uma obra, então o MayDay é contigo.
Se és imigrante e não tens papeis, ou se tens papeis e mesmo assim não tens direitos, se te usam contra o teu colega de trabalho e se servem da tua dificuldade, então o MayDay é contigo.
Se tens um contrato a prazo para teres menos direitos e vais vivendo a prazo mesmo se a empresa precisa sempre de ti, então o MayDay é contigo.
Se te sentes preso à precariedade e congelado nos teus projectos e ainda não saíste da casa dos teus pais porque não tens um trabalho que te permita fazer planos, então o MayDay é contigo.
Se estás farto de tanto abuso, se estás farto do silêncio, se estás farto da injustiça e estás farto de não ter voz, se achas que já basta de exploração, então o MayDay é contigo.
Se és um pouco disto tudo, ou se conheces quem é, ou se já foste ou se vais ser ou se és amigo de quem seja, então o MayDay é contigo.

Traz merenda, traz a voz, traz palavras, traz ideias...

No dia 1 de Maio, 12h, nos Poveiros, é contigo.

(melodia do refrão da «La Cucaracha»)

Precariedade, precariedade
O patrão é um animal
Porque me nega
Cabrão de merda
Um contrato laboral


(melodia do refrão de «A formiga no carreiro» de José Afonso)

O precário
sem carreira
vinha em sentido diferente
Saiu à rua,
saiu à rua
e juntou-se um mar de gente.
O precário
sem contrato
juntou-se a outros sujeitos
Saiu à rua,
saiu à rua
Reclamou os seus direitos.
O precário
sem esperança
juntou-se aos desesperados
Saiu à praça,
juntou-se à massa
de muitos desempregados.
O precário
sem cagaço
desatou a protestar
Saiu à praça,
juntou-se à massa
de quem foi manifestar.

18 abril 2009

Pensar o Trabalho, Agir contra a Precariedade - Amanhã nos Maus Hábitos


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26 outubro 2008

26 junho 2008

Desconcertação Social

31 maio 2008

Eles mentem ! Eles perdem!


(clique na imagem para ver maior)

29 março 2008

Correr para correr com eles !


ESTAFETA CONTRA A PRECARIEDADE - LUTAR PARA GARANTIR A ESTABILIDADE !
Lisboa - 28 Março