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06 abril 2009

05 abril 2009

Noticias de aquém e como costumam ser....


A caminho do estádio do Guimarães o autocarro que transportava a equipa do FCP auto apedrejou-se danificando-se nos vidros laterais e frontais. Por sua própria incompetência apenas conseguiu danos materiais. Os batedores da GNR fizeram o auto dos acontecimentos e para gáudio dos adeptos do Vitória e de algumas águias que costumam esvoaçar por aí o autocarro ficará suspenso por dois jogos.

Para quem conseguir e quiser ler essas noticias tendenciosas de orgão de imprensa controlados pelo Pinto da Costa aqui fica o link de: Autocarro do FC Porto apedrejado à entrada do estádio do V.Guimarães ou no no Diário de Noticias

05 dezembro 2008

Maçã com Bicho.....


No passado dia 24, o Tribunal da Relação do Porto condenou o Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros ao pagamento de uma indemnização no valor de € 67 740,67 à Ana Sofia Damião - esta havia sido, em 2002, sujeita a praxes que a levaram a ser a primeira pessoa a levar o tema até aos tribunais.

Pelo caminho, ficaram outras humilhações: desde receber um processo disciplinar igual ao dos seus agressores pela forma "subjectiva excessiva" com que relatou os factos; passando por insultos que se ouviam quando a Ana passava na rua; até ouvir um juiz, no final da fase de inquérito, dizer que ela "sabia ao que ía" e se não queria ser praxada tinha que se declarar "anti-praxe" desde o início; entre outras.

Mas 6 anos depois, abre-se mais uma porta. A porta por onde, finalmente, a Ana pode sair.
A mesma porta pela qual entra a responsabilidade das instituições de ensino superior no que diz respeito a este tema.
Fechar os olhos ao que acontece dentro das escolas ou fingir que se desconhecem os desrespeitos impostos dentro dos seus muros foram as atitudes que a direcção do Instituto Piaget escolheu desde o início - e foram essas atitudes que foram condenadas.

31 julho 2008

Juíza chama "marginais" e "traiçoeiros" a ciganos


Uma juíza de Felgueiras condenou cinco indivíduos de etnia cigana por agressões contra militares da GNR referindo recentes episódios na Quinta da Moura e Abrantes contra polícias como argumentos para elevar as penas.
"Finalmente, à excepção do arguido Paulo J. , são pessoas malvistas, socialmente marginais, traiçoeiras, integralmente subsidio-dependentes de um Estado (ao nível do RSI, da habitação social e dos subsídios às extensas proles) e a quem 'pagam' desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes e obstaculizando às suas acções em prol da ordem, sossego e tranquilidade públicas".
A frase é da autoria da magistrada Ana Gabriela Freitas e é das mais fortes de uma sentença em que cinco homens foram condenados por, em 7 de Janeiro de 2006, terem agredido vários militares da GNR que pretendiam pôr termo a uma "festa" com tiros num bairro social daquela cidade, por incomodar os restantes habitantes.
Um foi condenado a 18 meses de prisão efectiva, dois a 12 meses, por crimes de resistência e coacção sobre funcionário. Os dois restantes, foram punidos com pena de multa, por não terem antecedentes criminais.
Na decisão, que não foi lida perante os arguidos, dispensados de ir à última sessão, a titular do 2.º juízo do Tribunal de Felgueiras cita ainda frases fortes proferidas pelos soldados da GNR como testemunhas para sustentar os factos provados, além de frases dos relatórios sociais dos arguidos, que dão conta dos valores recebidos do "rendimento social de inserção". Entre outras expressões, os arguidos são descritos como "clientes habituais" da GNR, cujos elementos chamavam ao bairro "Cova da Moura cigana".
Gabriela Freitas - conhecida por ter sido a juíza que recebeu Fátima Felgueiras em 2005, quando esta regressou do Brasil, tendo aplicado apenas a medida de coacção de proibição de ausência para o estrangeiro, considerando "aparente" a "fuga" - provocou várias reacções. Um dos arguidos, pondera apresentar queixa-crime e participação disciplinar contra a juíza.
Além de recorrer, o advogado Pedro Carvalho diz que "há desnecessidade" nos comentários. "Não podemos esquecer que os arguidos, mesmo condenados, têm direito à honra e bom nome".
O Alto-Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural pondera queixar-se da juíza do Tribunal de Felgueiras ao Conselho Superior da Magistratura. À agência Lusa, Rosário Farmhouse escusou-se a comentar a sentença, mas disse que considerações "genéricas" sobre a comunidade cigana têm um "teor xenófobo".
"Estou perplexa como é que numa sentença se fazem acusações tão genéricas relativas a uma comunidade, tomando a parte pelo todo", disse, no que foi acompanhada pelo presidente da Federação das Associações Ciganas de Portugal, Bruno Rodrigues.

05 junho 2008

A Justiça até pode ter os olhos tapados mas não é cega de todo


É de realçar a frontalidade de Mariano Gago ao pronunciar-se contra as praxes nas universidades e politécnicos.

«O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior prometeu ontem denunciar ao Ministério Público "todos os casos" de praxes envolvendo humilhações ou situações de violência que cheguem ao seu conhecimento, quer as denúncias tenham partido "das vítimas, das instituições ou dos órgãos de comunicação social". Mariano Gago avisou ainda que, entre os factos que serão encaminhados para a Justiça, incluem-se "os crimes de omissão" cometidos pelas universidades e politécnicos que não actuem quando tiverem conhecimento dos casos.»
in Diário de Notícias

29 maio 2008

O Bom, o Mau e o Mito


Pois é, então parece que é mesmo o BE que é levado ao colo pela comunicação social, ou não!
E os coitadinhos do CDS-PP que quase sem actividade politica para além da especulação, das feiras e de umas poucas vergonhas de vez em quando continuam ligados à incubadora que temos na sala...
Do Governo e do PS nem se fala, porque eles não deixam e porque a voz do Dono tem sempre que ser ouvida.

Falem agora de injustiças, de falsos protagonismos e de outras parvoeiras....

08 maio 2008

A baixa de Lisboa vai ficar mais Justa e Solidária


No Dia Mundial do Comércio Justo, 10 de Maio, Sábado, vai ser inaugurada uma Loja de Comércio Justo em Lisboa, na Rua da Prata, nº 70/72, às 11h.
Trata-se de uma loja especial, que nasce de um projecto de parceria entre várias organizações de Comércio Justo. A inauguração desta loja de Comércio Justo (CJ) resulta de uma parceria entre a Cores do Globo (ONG que promove o Comércio Justo em Lisboa), o Ctm-Altromercato (uma das maiores organizações mundiais de CJ) e a Cooperativa Equação (importadora e distribuidora portuguesa de produtos de Comércio Justo). Trata-se de uma estratégia conjunta que, através da partilha de experiências e recursos, permite a abertura de lojas de CJ com mais potencial e bem localizadas, fortalecendo assim as organizações de base do movimento.
A nova loja junta-se ao já alargado universo de lojas em parceria resultantes da acção conjunta de organizações locais e da Ctm-Altromercato, existentes em Itália, Grécia, Portugal e brevemente em outros países europeus. Acreditamos que desta forma conseguiremos concretizar melhor a dois dos nossos principais objectivos - chegar a um número cada vez maior de consumidores e integrar cada vez mais produtores do Sul do mundo no circuito do Comércio Justo.

Esta Loja de Comércio Justo estará aberta ao público de segunda a sábado, entre as 10h00 e as 19h00, e nela poder-se-ão encontrar peças únicas de artesanato do mundo, têxteis em algodão biológico, cosméticos naturais e produtos alimentares (biológicos) de dezenas de pequenos produtores dos mais diversos países do hemisfério sul, que desta forma beneficiam do pagamento de um preço justo pelo seu trabalho, de pré-financiamento da produção e de uma relação comercial estável, de longa duração.

06 março 2008

Portugal, sim ou não ? A Justiça em debate


A JUSTIÇA
com José Miguel Júdice e José Gomes Canotilho
Moderador: Sofia Pinto Coelho

6 de Março
das 22:00 às 23:30
AUDITÓRIO - Serralves


Justiça! Queremos justiça! Esta parece ser a exigência mais básica de uma sociedade. É de resto a justiça, o grande organizador da mesma sociedade, a sua instância legitimadora. Desde a Carta Magna que é a Constituição até à mais óbvia exigência dos cidadãos: uma justiça célere. Mas Portugal parece atrasar-se ao ritmo do atraso dos seus processos. No momento em que a mediatização da Justiça atingiu níveis históricos (e histéricos), envolvendo figuras públicas e públicos conflitos, importa perguntar qual o seu estado.