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15 abril 2008

SNS - QUE FUTURO?


16 ABRIL [4ªF] - 16:30
FACULDADE DE MEDICINA LISBOA
anfiteatro Marck Athias (ala central, 3º piso)


O SALTA - Saúde, Alternativa e Acção - convida-o para um debate, 4ª feira, 16 de Abril, acerca do Sistema Nacional de Saúde.
É imperativo discutir as últimas reformas no Sistema Nacional de Saúde, assim como o futuro reservado pelas últimas estratégias políticas.
Participarão no debate:
Dr. Correia da Cunha (director clínico Centro Hospitalar Lisboa Norte)
Prof. Isabel do Carmo (Directora Serviço Endocrinologia HSM)
Dr. Luís Pisco (Coordenador Unidades de Saúde Familiar, Presidente Associação Medicina Geral e Familiar)
Dr. Pilar Vicente (representante FNAM)

O debate terá como propósito a discussão das últimas mudanças no Sistema Nacional de Saúde e consequências que estas trarão, não só à comunidade hospitalar, mas também à população em geral.

29 janeiro 2008

Então xau aí.... !!!


De morrer a rir ou se não fosse para rir dava para chorar


Uma boa forma de pôr Gaia no mapa... e o líder da oposição nem teve que se mexer...

18 janeiro 2008

Assina e Divulga - para evitar mais um prego no caixão do SNS


Está a decorrer no site abaixo indicado, uma petição para ser enviada contra o encerramento do Hospital D. Estefânia. A ideia não é construir um novo hospital pediátrico, mas sim juntar as nossas crianças num hospital com os demais doentes.
Isto vem no decorrer da junção de vários hospitais que o governo quer fazer com o tão falado Hospital de Todos os Santos em Chelas.
O que eles querem fazer não é uma melhoria, mas sim um retrocesso, pois deixaremos de ter profissionais que lidam exclusivamente com crianças para ter profissionais que lidam com todo o tipo de doentes . Assim vamos ter os nossos filhos em salas de espera conjuntamente com adultos com as mais variadas doenças. Mesmo que eles digam que o novo hospital vai ter um piso só para a pediatria, mas será uma ou outra especialidade, pois quando as crianças tiverem que ir fazer um RX, umas análises, etc, vão estar em salas de espera comum.
Lisboa passará, ao contrário de Coimbra, Porto, a ser uma cidade sem um Hospital pediátrico, para não falar do se passa lá fora.
Fui alertado para esta petição e indicaram-me a fraca adesão que a petição está a ter.
Participem, não custa nada. Se a petição para o regresso do Luís Figo à selecção já conta com sete mil e tal assinaturas, não se percebe como esta só vai nas duas mil e pouco.
Divulguem pelos vossos contactos. Mesmo para aqueles que não têm crianças. Nunca se sabem quando vão necessitar.

ASSINA A PETIÇÃO AQUI

20 novembro 2007

Neste útero mando eu !


Deviam ter sido também assim as faixas e as inscrições nas barrigas que pulularam pelos media... senão vejam o artigo da Fernanda Câncio do DN do dia 16 de Novembro:

Imagine que, sendo mulher, deseja laquear as trompas. Ou que, sendo homem, quer fazer uma vasectomia. Lá terá as suas razões, sejam elas quais forem, e dirige-se a um médico competente para a dita operação. Não se surpreenda, no entanto, se este lhe fizer saber que para proceder à cirurgia tem de lhe fazer prova da autorização do seu cônjuge. Acha estranho? Acha inaceitável? Inconstitucional? Ilegítimo? Ridículo? Antiético? Pois este requisito está claramente plasmado no número 3 do artigo 54.º do Código Deontológico dos médicos portugueses: "A esterilização reversível é permitida perante situações que objectivamente a justifiquem, e precedendo sempre o consentimento expresso do esterilizado e do respectivo cônjuge, quando casado."
Todo um programa, este artigo 54º. Num código em que se frisa o dever da confidencialidade e o de "respeitar escrupulosamente as opções religiosas, filosóficas ou ideológicas e os interesses legítimos do doente", determina-se que se exija a um paciente autorização de outra pessoa para tomar uma decisão fundamental sobre a sua saúde e a sua vida. Mais: assume-se que é ao médico, não à pessoa que quer ser esterilizada, que compete ajuizar sobre a justiça das justificações.
Mas o mais extraordinário nesta disposição não é ter sido formulada em 1985, quando surgiria já claramente desfasada, não só da conjuntura jurídica como da social; nem sequer o arbitraríssimo poder que confere aos médicos sobre os pacientes e as suas decisões (infelizmente, nada disso espanta); nem tão-pouco o não ter sido até hoje alvo de qualquer reparo ou protesto, quer por clínicos quer por outrem, ou ser única, em todo o código, já que em mais nenhum caso se estabelece a necessidade de incluir outras pessoas na relação entre médico e paciente adulto - note-se que nem no caso de diagnóstico de doença contagiosa e mortal o código permite o quebrar da confidencialidade. Não: o mais extraordinário é que esta disposição tão, digamos, especial é ignorada, por exemplo, pelo presidente do Colégio de Obstetrícia e Ginecologia da Ordem dos Médicos. "Confesso que não sabia que isso lá estava", diz Luís Graça, que certifica ter já feito "centenas de laqueações de trompas".
Quando são os próprios médicos a ignorar e desconsiderar o seu próprio código - quer por não o respeitarem na prática e na ética, quer por permitirem que tenha disposições ilegais e inconstitucionais, quer por se recusarem a debater e sanar essa desconformidade -, talvez não faça sentido que se escandalizem se outros lhes exigem, pelos meios ao dispor, que façam o que deve ser feito. É uma intromissão no foro privado da classe? Talvez. Mas até isso, a ser verdade, seria justiça poética.

21 setembro 2007

Lembrar Alzheimer


No dia 14 de junho de 1864, nasceu Alois Alzheimer, na cidade alemã de Marktbreit, filho de Eduard Alzheimer e sua segunda esposa Theresia. Alois estudou medicina em Berlin, apresentando, em 1887, sua tese doutoral sobre “As Glândulas Ceruminais”. Foi nomeado como médico residente no Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos, na cidade de Frankfurt, em dezembro de 1888, sendo logo promovido a médico senior. Casou-se em 1894 com C. S. Nathalie Geisenheimer, que lhe deu três filhos. A esposa veio a falecer em 1901.

A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer, é a mais comum patologia que cursa com demência. E o que vem a ser demência? Popularmente, conhecida como esclerose ou caduquice, a demência apresenta como características principais: problemas de memória, perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir carro, lidar com dinheiro...), problemas de comportamento e confusão mental.

Numa altura em que se assinala o Dia Mundial da Pessoal com Alzheimer (dia 21 de Setembro), os dados avançados pela Associação Portuguesa de Familiares e Amigos da Doença de Alzheimer (APFADA) revelam que, em Portugal, o cenário é preocupante: estima-se que, a doença afecte mais de 70 mil pessoas. Um número que, segundo a associação, agravar-se-á, uma vez que, “as pessoas vivem mais e, por isso, crescem as probabilidades de a patologia se desenvolver.”
A ambiguidade do diagnóstico – feito muitas vezes por exclusão de outras doenças semelhantes -, o medo de enfrentar a doença, a inexistência de um tratamento eficaz e a impossibilidade de prevenção são obstáculos que se levantam à doença.

15 maio 2007

Tod@s Diferentes Tod@s Iguais.... sempre no que mais importa !


Amanhã, quarta-feira, 16 de Maio, 13h, MINISTÉRIO DA SAÚDE:
HOMOSSEXUAIS VÃO ENTREGAR SANGUE AO MINISTRO DA SAÚDE

Na véspera, e para assinalar, o Dia Mundial contra a Homofobia(a 17 de Maio), o movimento PANTERAS ROSA - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, vai realizar uma acção pública contra a proibição de sangue por dadores homossexuais pelo Instituto Português do Sangue (IPS).
A acção consiste na entrega simbólica de sangue por dadores homossexuais ao ministro da Saúde, e terá lugar na próxima quarta-feira, dia 16 de Maio, pelas 13h00, frente ao Ministério da Saúde, Av. João Crisóstomo, 9, em Lisboa, insistindo na entrega de sangue que o sistema está a excluir deliberada e discriminatoriariamente, e na falta que este faz nos Hospitais.
A iniciativa visa também questionar o ministro da Saúde sobre a manutenção desta discriminação, para mais quando há um ano existiram declarações no sentido de lhe pôr fim, e levar o ministério a pronunciar-se e tomar posição sobre a matéria.
Para isso, estarão igualmente presente vários médicos, profissionais de Saúde e estudantes de Medicina convidados, que farão a crítica aos critérios de doação do IPS do ponto de vista médico, para comprovar a total inexistência de critérios médicos que justifiquem o prosseguir de uma discriminação injustificada e preconceituosa que está não apenas a discriminar milhares de potenciais dadores, como é ilustrativa das actuais falhas do sistema de dávidas de sangue português, e coloca em perigo a qualidade e segurança do mesmo .




Vem protestar contra esta discriminação!

26 fevereiro 2007

Quando se pensava que já pouco mais (de asneiras) haveria a fazer !!!


Governo lança médicos no desemprego

O Ministério da Saúde decidiu abrir apenas 200 vagas no concurso para Internato Médico, quando o número de candidatos é precisamente o dobro. Isto significa que muitos dos jovens recém-licenciados em medicina não poderão exercer a profissão em 2007. «Haverá médicos sem autonomia pelo que não poderão exercer qualquer actividade médica ficando portanto no desemprego até novo exame que ocorrerá no final de 2007, sem qualquer garantia de colocação no próximo concurso se esta situação se perpetuar», alerta em comunicado o «Movimento pró Médico Interno».
A 23 de Outubro de 2006 por despacho do Secretário-Geral do Ministério da Saúde foi aberto o concurso IM 2007 B para o Internato Médico. Já depois da inscrição de 400 candidatos para este concurso por via de exame realizado a 19 de Dezembro, foi publicado a 15 de Fevereiro o mapa de vagas para o mesmo concurso, em que se apresentam apenas 200 vagas. Deste facto decorre que dos 400 candidatos, 200 não terão qualquer vaga para formação numa instituição do Estado português.
Em comunicado dirigido a todos os grupos parlamentares e aos órgãos de comunicação social, o «Movimento pró Médico Interno» informa que a ausência de colocação de 200 médicos origina três situações nefastas:
«Haverá colaboradores que ainda não terão autonomia médica pelo que não poderão exercer qualquer actividade médica ficando portanto no desemprego até novo exame que ocorrerá no final de 2007, sem qualquer garantia de colocação no próximo concurso se esta situação se perpetuar; haverá outros colegas que embora tendo autonomia médica não poderão iniciar a sua formação médica, podendo apenas realizar trabalhos a recibos verdes; haverá ainda situações em que os colegas estarão a exercer uma especialidade para a qual não têm motivação nem apetência.»
Os médicos denunciam ainda o facto de o investimento na formação de novos médicos (através da abertura de duas novas faculdades e do aumento dos numerus clausus) não se reflectir na melhoria dos serviços de saúde, atirando jovens licenciados para o desemprego ou nalguns casos para a precariedade laboral, através de recibos verdes. E acrescentam: «ocorrerá obviamente o fenómeno de fuga de médicos do nosso país para exercício de funções no estrangeiro com o perpetuar destas situações, quando na realidade fizeram toda a sua formação no nosso país e estão ansiosos por exercer no mesmo país».
Até ao momento, o Ministério da Saúde não divulgou qualquer justificação para o sucedido.